Jibe Gajima! 2
27 Capítulo 27| Monster - Parte Isabella
Notas iniciais
OBS:Isso foi escrito pela Isabella,pode estar confuso,mas são os pensamentos dela sobre a vida dela então achei que só me cabia fazer 1 alteração,que no caso foi acrescentar uma frase boba.
E detalhe,a amiga que a alegra sou eu eu acho,espero que sim,pq chorei quando li isso
bye.
"Algumas pessoas nascem com um carisma natural, outras forçam um carisma, outras não tem e outras simplesmente se excluem de tudo. Havia uma garota, que se escondia entre os meninos e muitas vezes era confundida com um. Ela ficou doente, e teve que tomar um remédio para controlar isso. Só que o remédio a deixava inchada. E ela teve que tomar esse remédio por um bom tempo.
Todas as meninas eram diferentes dela. Ela também era pequena. Falava baixo, não tinha muitos amigos.Logo, se sentia inferior em todos os aspectos com relação aos outros. Conforme foi crescendo, colocou uma meta em sua cabeça. Iria matar tudo aquilo que tinha dentro e fora de si que não gostava. Em um certo ponto, parou de comer. E conseguiu se sentir normal por um tempo. Tudo estava relativamente bem,exceto que depois de tanto tempo não conseguindo relaxar na escola ou até em casa, começou a ter ataques.
Não ataques de raiva, não ataques de tristeza. Convulsões. E eram frequentes. A garota começou a ficar com medo. Medo de um dia estar em casa, e ao acordar, estar em um hospital, com uma agulha em seu braço e a sua mãe chorando do seu lado. E foram várias e várias vezes. Não parava. Nem no aniversário de uma de suas amigas na época, conseguiu controlar e quando acordou, estava no carro, deitada no colo da sua mãe, falando que havia desmaiado e que sua amiga que tinha achado ela. Passou a tomar remédios para controlar isso.
Tentou levar a vida como uma pessoa normal, mas nunca se sentia como uma pessoa normal,se sentia um monstro. Mas fingia mesmo assim.Um ano antes de entrar para o ensino médio, tudo começou a desandar de novo. Sua saúde estava praticamente normal.O problema era seu comportamento, a garota se sentia culpada em trocar de 'namorados' toda hora. Aliás, ficantes de uma semana podem ser chamados de namorado? Qualquer elogio já a enganava. E pensava que era tão forte, tão... adulta.
Mas era o oposto disso, era só mais uma merdinha de adolescente. Com os hormônios a flor da pele, e o desespero querendo sair pela sua garganta. Era nova demais, não era para ter feito tudo aquilo, não era para ter acreditado em tantas pessoas, não era para ter enganado tantas pessoas. Mas ela não ligava mais para nada naquele momento. Tudo que importava era ela, ela e ela. O resto poderia se foder. Um passo para o ensino médio. Repetiu. Logo depois de descobrir seus resultados, juntou todo seu material, fez uma grande montanha de papel e jogou tudo no lixo. Só não queimou tudo aquilo, porque sua mãe impediu que ela fizesse tal merda. Mudou de colégio, passava os recreios sozinha. Até que decidiu mudar, a solidão estava a consumindo a cada dia mais. E por mais que ainda tivesse seus melhores amigos, eles não estavam lá ao seu lado. Vocês devem estar se perguntando, como os pais dessa garota reagiram quando souberam que ela repetiu? Decepção. Decepção ao extremo. E por sinal, os pais dessa garota, eram separados. Continuam, aliás. Essa garota mora com a avó, avô e sua mãe. Todos os dias, eles brigavam. Brigavam e brigavam. Ao ponto que a garota começou a se cortar, logo quando se mudou. Isso antes de reprovar. Tentarei explicar
numa espécie de linha do tempo.
Morte da avó por parte de pai. Que a garota amava, mas demorou tempo demais para perceber isso >Separação > Mudança > Inicio de uma vida um pouco mais confusa > A garota começou a se cortar.
Depois de um tempo lá, ela se perguntava porque ainda estava viva. O tempo que passava fora de casa não era ruim, na verdade, era legal. Mas quando voltava, parecia que o inferno desabafa sobre a sua cabeça e um dia não aguentou mais e tentou se matar com seus remédios. Agora tomava dois.
Graças ao seu psiquiatra gigante e estranho, que depois de um tempo, a garota acabou não odiando tanto. Mas ele continuava gigante e estranho aos seus olhos, não que isso seja algo relevante. Infelizmente, ela só ficou muito tonta e acabou apagando. Sua mãe estava no trabalho e a sua avó simplesmente achou que ela estava dormindo. O desejo de autodestruição ficava cada vez maior. Ao ponto de cortar um grande X em sua barriga. Que por sinal, até hoje, nunca saiu. O que é bom. As pessoas as vezes tem que aprender com seus erros de uma forma estúpida. Fora de casa, sabia se virar. Tentava se virar. E certas coisas a alegravam. E conversar com seus amigos, principalmente com uma amiga em especial, lhe deixava muito feliz. A solidão havia estado presente muito tempo da sua vida. E não era por não ter amigos nenhum antes, mas ela se sentia sozinha de qualquer forma. Percebeu que seu pai e sua mãe estavam mais felizes ao lado de seus novos companheiros. A sua vida não era uma tragédia, no estilo de Romeu e Julieta.
Era só uma vida qualquer, de uma adolescente qualquer com alguns problemas. Finalmente lhe deram um novo remédio, esse lhe prometeram que a deixaria mais contente. Era um anti-depressivo.
O psiquiatra falou que já estava na hora dela tomar esse remédio. A garota é uma pessoa feliz. Eu acho. Eu espero. Não deixa de cometer erros estúpidos, mas ainda bem que tem pessoas ótimas ao seu lado. Aparentemente, ela encontrou felicidade."
-Chega...Eu não quero mais ouvir-Jiyong disse contendo suas lágrimas.
-O que foi?Está enxergando o que seu egoísmo te impedia de ver?-Isabella chorava de forma dura,sua voz não se alterava.Levantou sua blusa,mostrando a Jiyong o grande X que mesmo sutil permanecia lá.-O que achou da minha marquinha?Sensual?Pois é,pena que meu corpo não é tão perfeito como o seu.
-Eu disse que não quero mais ouvir!-JiYong puxou a blusa de Isabella de volta a seu lugar de origem.
-Não gostou?Pois seu hyung não se importa,ele tem marcas parecidas,só não são visíveis.Todos vocês tem marcas Jiyong,e convivem com elas todos os dias,elas estão ai,te atormentando,a todo o instante,com Marina não é diferente,para falar a verdade ela é a definição perfeita disso...
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