Jessie, A Francesa

3 Runa 3: Término Da Noite Anterior


Notas iniciais
¹ Comentem, Morceguinhos do dia! ² Favoritem!

“ Kally Summer

Estava de noite, ouvi batidas na porta, me levantei e fui ver oque era. Ou melhor, quem era. Abri a porta resmungando.

– Eu juro, que eu havia ouvido algumas batidas na porta. Essa mania de bater e sair correndo. Quem tem essa mania horrível é a Lady. — Falei, caminhando de braços cruzados até o jardim. Estava escuro, e frio. Senti uma mão passar por trás das minhas costas, senti algo bater forte na minha cabeça. Quando eu sim percebi, não estava mais no quintal. Mais sim em um lugar escuro, minha visão estava embasada. Então fechei os olhos, já não aguentando mais a dor na cabeça.”

Assim que acordamos. Eu, Lady, e Nicolle. Percebemos que Kally, não estava mais no sofá, com a boca berta para colocar papel.

– Ué? Cadê a formiguinha? — Falou Lady, se levantando e colocando um roupão, que obviamente era da Nicolle.

– É mesmo, a Lylly nunca sai a noite… — Falou Nicolle, já se arrependendo de falar.

– Nem sabia que a Kally saia a noite. Ela sabe que é perigoso. — Falei, com um tom quase desesperador.

Antes que elas falassem mais alguma coisa, me dirigi a mesa de canto ao lado do sofá, me sentei e comecei a discar. Liguei para o Arthur. Eles eram melhores amigos na faculdade. Bom eu ainda achava isso.

Assim que Arthur atendeu, eu logo exclamei:

– Arthur? É a Jessie. — Falei, com uma voz tremula.

– Oi Je. Tudo bem? Sua voz tá estranha… Aconteceu algo? — Falou o mesmo, com uma voz duvidosa.

– An, a Kally está ai? É que ela não passou a noite aqui na minha casa… — Falei, com uma voz aborrecida.

– Ela não passou aqui. Bom se ela vier eu aviso. — Falou, já prestes a desligar.

– Obrigada. Agradecida, tchau. — Falei, já desligando.

Me virei, e logo exclamei:

– Ela não está na casa do Arthur. — Falei, já preocupada.

– Mais porque ela estaria com o Arthur? — Perguntou Nicolle, ainda futucando o celular.

– Ué, eles não foram melhores “Amigos” na faculdade? — Falei, fazendo áspas.

– Ah… Verdade, será que ela não está com o Nichollas não? — Duvidou, ainda mais Nicolle.

– Não, oque ela faria na casa dele? Isso sim seria estranho… Mais liga para ele. — Falei, colocando a mão no queixo.

Nicolle, aproveitou e ligou do celular mesmo. Enquanto isso, eu e Lady procuramos a casa toda, em vão. Esperaríamos apenas 24 horas. Eu mesma, não queria ficar sem a Kally. Quem iriamos amolar a paciência? Mesmo assim, estávamos preocupadas.

– Ela não passou lá. Ele falou com uma voz tremula. Eu tô desconfiada de algo. — Falou Nicolle, se achando inteligente.

– Oque? Se ele sequestrou… — Falou a Lady, já pegando uma faca da bancada. — Eu corto o membro dele.

– Eii, calma ai o maluca. Quase matou a gente naquele carro. Agora quer assassinar o Nichollas Jones? É isso mesmo? — Perguntei, já arregalando os olhos.

– Fazer oque né? Puxei a habilidade da minha mãe. — Falou, a mesma me dando uma piscadinha.

– Oque? Habilidade? What? Quis dizer loucura né? — Falei, zombando dela.

– Palhaça. — Falou se virando, para ir para trás do balcão.

– Gente, gente. Acharam um corpo em um parque aqui perto. Eu liguei para a policia para ver se haviam achado a Kally por algum lugar. — Falou, Nicolle invadindo o lugar e desesperada.

Eu desabei no chão, e apoiei meus cotovelos no chão, descoberto. Chorei, chorei. E Lady com a boca entreaberta, caiu desmaiada ao meu lado. Nicolle ficou paralisada ao nos ver no chão.

– Ela não podia… eu devia ter trancado a porta. — Falei, entre soluços. — Eu fui burra, eu sou a culpada.

– Não, não. Levanta vocês duas. — Falou Nicolle, ficando na minha frente. — Não sabemos se é realmente ela. Pode não ser. — Continuou.

– Eu estou torcendo para não ser ela. Se não eu entro para a S.I.A! Ou melhor para a S.H.I.L.D. — Gritei alterando a voz. — E vou atrás dele.

– Não fala besteira. — Falou Nicolle, me ajudando a levantar.

– Ai, ai… Minha cabeça, eu levei uma punhalada por acaso? — Falou Lady, se remexendo no chão, com as duas mãos nas cabeças.

–Até que em fim acordou. Vamos lá ver logo o maldito corpo. E se for a Kally, é o corpo perfeito. — Falou Nicolle, ajudando também a Lady a se levantar.

– Eu jurava que era um pesadelo. Meu deus, o meu amorzinho… — Falou Lady, se afundando em lágrimas.

Depois de algum tempo saímos de casa, e fomos para o tal parque. Parque Aquitaine. Nicolle ligou novamente para a policia de Nova Orleans.

– Oque? Ata, obrigado. — Falou, desligando o telefone. E nos olhando com uma cara preguiçosa. — Brest.

– Como é que é? Rhône-Alpes? Vocês acham que eu vou para Brest? — Falei, já alterando minha voz.

Já estávamos no carro, a caminho de Brest. Era longe demais de Nova Orleans. Seria mais ou menos 2, ou 1 dia de viagem. Duas cidades.

Eu estava amarrada, com uma fita adesiva na boca. Graças a Lady e Nicolle. Eu me debatia, eu não queria passar mal, com a Lady no volante. Chegaríamos em menos de 5 horas. Se chegarmos em 7 horas seria muito. Como sempre fazia a mesma, pisou no volante, após arrancar uma pilar de ferro do ponto de ônibus. Nicolle colocou o sinto de segurança.

– Desacelera Lady. Já estamos Tours. Em menos de 20 minutos, estaremos em uma perseguição policial. Em menos de 10 minutos estaremos também em Nantes. Conforme meus cálculos. — Falou Nicolle, tentando respirar dentro do carro.

– O seu problema docinho, é que você pensa demais. — Falou Lady, a olhando e lhe dando uma piscadinha.

– Lady, para de acelerar! Eu vou morrer. Me perdoe pelos meus pecados meu Deus. Pois eu vou morrer, e preciso de seu consentimento. — Falou Nicolle, já a choramingar.

Atravessamos a ponte, que dava para Brest. Chegamos no Parque em menos de 20 minutos. Sem perseguição policial. Era um grande processo. Quando chegamos ao maldito parque. Conferimos o corpo.

– Meu deus… — Falou nós, em coro. Horrorizadas.

Notas finais
Comentem! Favoritem! Acompanhem!