Jessie, A Francesa
2 Runa 2: Chá De Sumiço
Notas iniciais
– Pode deixar Lady. Vou cuidar bem de sua amiga. E ela não ira pisar no meu pé. — Falou o mesmo, devolvendo a piscada para Lady.
– Bom, vamos para a dança, ou preferi se sentar e jogar conversa fora? — Falei, já impaciente.
– Ah, claro. Senhorita impaciente. — Falou o mesmo, já pegando na minha mão e me levando até a pista.
Ficamos ali, dançando um colado no outro. Até que outros casais se manifestaram, e foram dançar novamente. Dançamos até umas 23:35, olhei para o relógio. Para a Lady ela ainda chegou a pensar, que eu iria correr, entrando no labirinto de espinhos, deixando meu sapatinho de cristal para trás. Mas não. Hanna Jones entrou palácio a dentro. Já me olhando de um jeito não muito agradável. Então Nicholas Jones, se manifestou dançou com a irmã. Mais Nicolle sabia que era para fazer ciumes a mesma, onde até rolou um selinho. Austin, segurou na minha cintura colando nossos corpos, vi em seus olhos. E em poucos segundos ouvi oque pensava. Me assustei, e sai aos prantos. De repente passando por uma viela, ouvi tudo oque pensavam.
“- Olha que maluca.”
“- Meu deus, ela está ridícula. E pensar que é uma grande estilista.”
“- Olha, que bonita. Se meu irmão estivesse aqui, pegaria ela de jeito.”
“- Que gata, pena que não cai um gavião desse na minha orta, ou melhor pintinho.”
Corria desesperadamente, o baile estava arruinado para mim. Peguei um táxi, já sem meus sapatos, Quando percebi, Lady, e Nicolle, estavam ao meu lado. Pensei logo que iriam me repreender. Mais eu me surpreendi duas vez em uma só noite, seria um progresso grande.
– Amiga, porque saiu do palácio feito uma doida? — Indagou Lady, respirando fundo.
– Verdade, eu tive até que tirar o salto, e descer pelos corrimões. — Falou Nicolle, mostrando o vestido rasgado.
– Não sei, não sei… estou estranha. Desde que Austin voltou, pra minha vida. Eu me sinto estranha. — Falei já em prantos, caindo nos braços de Lady.
Não via a hora de chegar em casa, já a uma viela de distancia. Podíamos ver já o meu apê. Nós havíamos combinado de dormir em minha casa. Apenas por alguns dias, até eu descobrir que tipo de doença eu tenho. E se eu iria morrer.
– Amiga, você não vai morrer, não teime. — Falou Kally, acariciando meu rosto, então continuou. — Estamos do seu lado. E iremos enfrentar isso juntas.
Adormecemos ali mesmo. Era mais ou menos 00:13, quando eu estava meio consciente, meio zumbi. Kally levantou, e foi ver o porque das batidas na porta. Foi ver no jardim dos fundos.
– Eu juro, que eu havia ouvido algumas batidas na porta. Essa mania de bater e sair correndo. Quem tem essa mania horrível é a Lady. — Falou Kally, caminhando com os braços cruzados, até o jardim.
Estava escuro e frio, não dava para ver ninguém. Em um breu, o medo começou a dominar. De repente Kally já não se via mais em frente o apê.
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