Jessie, A Francesa

1 Runa 1: O Começo


Notas iniciais
¹ Comentários, ajudam! ² Boa leitura ♥

– Mademoiselle, vous voulez quelque chose? (Senhorita, deseja algo?) — Exclamou, deixando a vista, uma bandeja com taças que continha vinho branco.

– Oh, non non. Je attends juste pour un ami. (Oh, não não. Estou apenas esperando uma amiga.)

Após um breve tempo, minha amiga chegou. Kally, fazia tempo que não há via.

– Chérie, combien de temps? (Querida, quanto tempo?) — Deu-me um sorriso pequeno. — Ne avez-vous vu depuis … (Não nos vemos desde…)

– Depuis que mon père avait une crise, vous voir presque nue dans ma garde-robe! (Desde que meu pai teve uma crise, ao lhe ver quase nua no meu guarda-roupa!) — Exclamei, já dando um sorriso forçado. — Et je me demande encore ... Que faites-vous là? (E ainda me pergunto... Oque você estava fazendo lá?)

– Que diriez-vous nous parlons portugais? (Que tal falarmos português?) — Nós rimos em coro.

– Ai querida amiga, essa foi uma grande ideia! — Ainda rimos.

– Bom, amiga conte-me as novidades. Sei bem que, lançou sua nova coleção. Mais me diga. — Respira – Lembra de quando eu lhe contei da minha primeira vez?

– An? Oque tem isso? Kally… falou agora me conte. — Falei, já com uma voz interrogatória.

– Ai, você é curiosa né? Mais prosseguindo…

– Não sou curiosa, fique você sabendo. — Falei, breve colocando já a mão na mesa.

– Désolé, cher ami. Mon amour, seulement. Man, Je te aime aussi! (Desculpa, querida amiga. Meu amor, só. Meu, eu também te amo!) — Falou, colocando a mão no meu rosto, de brincadeira. — Clown fièrement. Miel, miel. Mon visage. (Palhaça, orgulhosa. Querida, querida. Minha cara.)

– Orgulhosa, continua. — Falei, fingindo uma raiva.

– Então, eu fiquei com o Arthur. — Falou, onde me espantou.

– Pera, Arthur Jones? Que fez a faculdade com a gente? — Falei, ainda assustada.

– E, esse mesmo. — Sorriu ela, ao notar que eu me lembrei.

– Fale-me mais. — Pedi, fazendo-a prosseguir.

Já sentadas, nós pedimos um chá, e bolinhos de chocolate, com pequenas gotas de morango e cobertura em duas camadas. Prosseguimos então com nossa conversa.

– Então, o Arthur veio até o meu apê, me agarrou, me jogou na cama sem quebrar o beijo, tirou minha roupa ferozmente sem quebrar o beijo… — Então a interrompi.

– Ele pulou bungee jump, sem quebrar o beijo, porque olha aqui ele faz tudo sem quebrar o beijo. — Então escutamos risadas finas, e olhamos para trás e nos deparamos com nossas queridas amigas. Levantamos em um pulo, e quando vimos já estávamos ás abraçando. Eram elas, Lady e Nicolle.

– Chère, chère, ce est un plaisir de les voir, parce que la France est si … (Queridas, queridas, é um prazer vê-las, pois a França é tão…) — Então, Nicolle a cortou, prosseguindo.

– Il est si grand, et vous êtes venus jusqu'à la Nouvelle-Orleans? (É tão grande, e vocês vieram parar logo em Nova Orleans?) — Falou ela, já emocionada.

Terminamos a faculdade em Nova Iorque. Onde nos despedimos. Mais nunca imaginamos que iriamos morar no mesmo país, no mesmo lugar. Completamente em Nova Orleans. Demoraria horas, talvez dias para matarmos as saudades, e também colocar o papo em dia.

– Comment, sur le portugais, portugais. (Que tal, português, português.) — Falou, Lady fazendo aspas no ar. E se sentando na mesma mesa em que nós estávamos.

– Ótimo, ainda falam em português. — Exclamei, surpresa.

– Bom, eu ainda falo, mais a querida Nicolle, não é inteligente suficiente, para guardar o português, na cabeça. — Falou Lady, já irritada batendo na cabeça de Nicolle.

– Que irmos a danceteria? An, an? Terá o baile de encerramento. Bom, mais um ano em Nova Orleans. — Falou Kally, com um espirito festeiro.

– What great friends, we go to the prom. (Que ótimo amigas, vamos ao baile.) — Falou Nicolle, em sua língua errada, pois havia falado em Inglês.

– Tola, tola. — Falou Lady, balançando a cabeça com a mão na testa, negativamente. — Little fool, you're talking in English. English. — Falou, alterando a voz quando repetiu “English” pela ultima vez.

– Oh ... is? (Ah… é?) — Indagou Nicolle, sorrindo sarcasticamente.

– Is ... is yes. His foolish. What did have that head anyway? Shit is not. (É... é sim. Sua tola. Oque tem nessa cabeça afinal? Merda que não é.) — Falou Lady, quase gritando quando percebeu que continha todos os olhares. Prosseguiu — Quels sont examinera? Jamais vu me parlez pas de la merde? Merde, merde. (O que estão á olhar? Nunca me viram falar MERDA não? Merda, merda.)

– Retenez-vous de Miss. Que cherchent-ils? Regardez leurs tasses et bols. (Contenha-se senhorita. O que estão olhando? Olhem para suas xícaras, e taças.) — Falou, o garçom que tinha um grande carinho pela Lady.

– Verdade amiga, fale baixo. Ou melhor vamos para o meu apê, assim poderemos nos arrumar. — Exclamou também, Kally. Quase puxando Lady pelos cabelos.

Após nos retiramos, da mesa, me encaminhei até o balcão onde paguei a conta. Só de pensar que o grupo de doidinhas francesas, iria voltar. Lady e Nicolle eram as doidinhas depois de mim e Kally. Era apenas Jessie, Lady, Nicolle, e Kally.

Entramos no meu carro, enorme Onyx. Eu dirigia, lentamente, quando a Lady me empurrou para trás e tomou o controle do carro.

– Ai, pela mor de deus. Carambolas, indelicada. — Falei, caindo de cabeça pra baixo, no chão do carro.

– Coloquem o cinto, loca no volante. — Falou Nicolle, conferindo se havia falado certo, e em português.

Amora que estava no banco carona, colocou rapidamente o cinto, após terminar sua frase. Apenas irritando ainda mais a Lady, que pisou freio, e acelerou o máximo que podia.

– Amiga, vai com calma querida. — Falou, a Kally quase entrando para dentro do banco.

– É verdade, eu vou acabar entrando na mala do carro. — Falei, apavorada tentando conter meu medo.

– Vocês são umas medrosas isso sim. — Exclamou a mesma, que dirigia feito uma louca.

– Lady, olha pra frente. E diminui a velocidade sua psicótica. — Gritei, já me afundando, entre os bancos.

Em poucos minutos já estávamos em casa, saímos do carro aos prantos, Nicolle havia a vomitado, eu cai no chão e não consegui levantar. E a Kally, a Kally ficou presa entre os bancos. A Lady estava me devendo uma boa surra. Está, está louca. Um dia nós iriamos internar ela. Ela tinha esses problema desde a época da faculdade. Mais o dia marcante está se aproximando mais rápido que prevíamos.

Entramos para dentro, e nos sentamos na sala. A Nicolle ajudou a Kally a sair do meio dos bancos. Fui a primeira a tomar uma duchada, no rosto. Depois foi a Kally, Lady, Nicolle. Todas se arrumando no banheiro. O banheiro ficou totalmente bagunçado. Entramos em um táxi para ter certeza que Lady não ia tomar a frente, e dirigir feito louca.

Quando Kally ia entrar no carro, sentiu uma forte tontura. E fechou o sorriso, colocando a mão na testa. E se abanando com a outra mão. Então indaguei.

– Aconteceu algo amiga? Você tá… pálida. — Gaguejei, ao vê-la de tal maneira.

– Bom, eu vou ficar por aqui mesmo. Bom baile para vocês. — Deu uma breve pausa e então continuou. — L'utilisation du préservatif Cher. (Queridas usem camisinha.)

– Hahaha, você é sempre palhacinha né? Melhoras amoreco. — Falou Lady, acenando após mandar um beijinho no ar.

Nos despedimos dela e fomos para o Palácio Compiegne. Fazia tempo que não via a mesma passar mal, logo a Kally? Alegre, doidinha… Para todas nós era uma surpresa, bom pelo menos para mim. Depois de um longo tempo, o taxista nos deixou, em frente a escadaria onde daria ao Palácio Compiegne. Havia flores enfeitando o corrimão vazio da escada. O chão da escada se preenchia com um enorme tapete vermelho, longo e fofo.

Subimos os 78 degraus, que foram contados pela curiosa Nicolle. Chegamos ao alto, da escadas. E fomos recebidas com muita delicadeza. Entramos, e Lady logo puxou pelas nossas mãos, e nos levou para a pista de dança. Onde era bem usada, e valorizada. Lady foi se ajeitando com o filho do prefeito. O Sam, ele parecia até um príncipe perto da Lady. Eu me sentei formalmente, em um canto só. Enquanto via Nicolle ser convidada para dançar pelo Arthur. E então veio-me um flash na cabeça, uma lembrança. Que parecia não se ver fim.

“Era tarde, estava na cafeteria tomando um chá, gelado. Com biscoitos. Quando um rapaz, se aproximou da mesa, e perguntou:

– Poderia me sentar senhorita? — Falou o mesmo, com um sorriso meigo.

– An, claro, claro. Brasileiro? — Falei, o surpreendendo.

– Sim. Prazer madame, Austin Klavanse.

– Ah, sou Jessie S' Boucher. Oque um rapaz, tão… social, faz em uma cafeteria como está? — Falei, dando um sorriso forçado.

– Dando um longo passeio, quando fitei está cafeteria, gostei da visão que tive. — Falou, o mesmo a olhando de um modo estranho.

– Oque seria? — Falei, com um tom de duvida que fez o mesmo ir.

– Preciso ir. Foi bom conhecer você… — Falou, tentando relembrar o nome.

– Jessie. Jessie S' Boucher. — Falei, dando ainda um sorriso carismático.”

Estava congelada, desde que havia topado com o… Austin, minha vida não era a mesma, eu fazia tudo, completamente tudo, pensando nele. Será uma paxonite? Não, é ilusão minha, alias nunca mais o vi. Até agora, não me surpreenderia se o visse passando pela aquela porta. Me virei de costa, e fui ao encontro do banheiro. Alguns corredores, e cheguei ao banheiro, entrei e me olhei no espelho, quando ouvi aplausos, corri para ver oque era.

E me surpreendi, sim oque eu menos temia. Ou oque eu menos acreditava que um dia aconteceria aconteceu. Logo hoje.

– Me belisca, pois eu estou com uma suspeita de que é um sonho. — Falei, não conseguindo conter o sorriso enorme que se formou no meu rosto.

– Amiga, tá olhando demais para o Austin, parece querer o engolir. Calma hein! — Exclamou Lady.

– Ele… ele… ele é o rapaz que eu te falei Lady. O rapaz da cafeteria. Ele é o Austin Klavanse. Eu acho que vou morrer, eu não posso falar com ele. — Falei, baixando o tom de voz.

– Melhor agir naturalmente, ele está vindo pra cá. — Falou Lady, cochichando no meu ouvido, me fazendo forçar um sorriso.

– Senhoritas. Permita-me senhorita, Lady Winter. Sequestrar a senhorita ao seu lado, para uma dança? — Falou Austin, se aproximando, esperando uma resposta da mesma.

– Ah, mais é claro. Cuidado, ela pode pisar no seu pé. — Falou, a mesma com uma piscadinha de olho, e um sorriso malicioso.

Notas finais
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