Jessica Elizabeth Snape
2 Os quatro campeões.
Notas iniciais
Acordei cedo aquela manhã, estava um pouco ansiosa para dar uma volta no castelo. Coloque minhas vestes de inverno e fui acordar Arthur.
– Vamos acordaaaaaaar! — gritei pulando na sua cama fazendo seu corpo sacudir igual uma marionete. — Vamos levante Arthur, não temos a manhã toda.
Ia sentar na cama para esperar Arthur levantar mas o mesmo me puxou pela cintura e me jogou na cama começando a fazer cocegas.
– Isso é por você me acordar as 7:30 da manhã — gritava ele em meio as minhas gargalhadas.
– Já entendi, não faço mais, to sem ar, ARTHUR — Assim que comecei a ficar roxa de tanto rir o mesmo parou com as cocegas.
– Se me der licença vou me arrumar e ai podemos ir ok? — perguntou ele me soltando.
– Rápido.
Depois de longos quinze minutos Arthur sai do seu quarto e seguimos para o castelo.
Assim que entramos no salão principal conseguimos ter a bela visão do cálice, Arthur seguiu na minha frente e depositou um pedaço de pergaminho no cálice.
– Estou com inveja sua, queria tanto me inscrever — disse assim que sentamos na mesa da Ravenclaw.
– Quem sabe um dia quando você virar mocinha — disse ele batendo na minha cabeça e falando como se eu fosse uma garota de sete anos. Hey eu tenho 16.
Nossa conversa foi interrompida por um grupo bem animado de pessoas que entraram pelas portas, entre elas estavam os gêmeos Weasley. Meus olhos acompanharam Fred Wesley até o cálice, ambos pararam balançando os pés e com aqueles sorrisos "vamos aprontar alguma coisa" estampados em seus rostos. Ambos respiraram fundo e atravessaram a linha.
– Isso vai dar merda — sussurrei para Arthur que também observava os gêmeos.
Um chiado forte se se expandiu pelo selão e ambós foram jogados para fora da linha etária. Os garotos não tiveram uma aterrizagem confortável e para piorar estavam com barbas longas e brancas, não tão bonitas quanto a de Dumbledore claro. Comecei a gargalhar muito, dei tanta risada que começou a doer minha barriga.
– Eu avisei a vocês — disse uma voz risonha, ao que todos viraram e deram com Prof. Dumbledore entrando no salão principal. Ele examinou os gêmeos, com os olhos cintilando. — Sugiro que os dois procurem Madame Pomfrey. Ela já esta cuidando da Srta. Fawcett da Ravenclaw e do senhor Summers da Hufflepuff. que também resolveram envelhecer um pouquinho. Embora eu deva dizer que as barbas deles não são tão bonitas quanto as suas. — Os gêmeos seguiram para a ala hospitalar e eu e Arthur nos levantamos para voltar para a carruagem.
– Vou procurar meu pai — disse para Arthur assim que chegamos na frente da carruagem.
– Nos vemos depois então — respondeu ele entrando na carruagem.
Segui meu caminho até o selão principal novamente mas ele não estava na mesa dos professores, então segui em direção das masmorras onde um garoto de Slytherin me falou onde ficava a sala do professor. Assim que cheguei na frente da porta grande de madeira bati duas vezes, esperei até ouvir um entre que não veio. Bati mais e mais até que em fim a porta é aberta com força e um Severo Snape aparece com a varinha em mãos.
– Oh! é você — disse ele me dando passagem.
– Quem mais teria coragem de vir te visitar em plena manhã de um sábado, sabendo do seu belo mau humor matinal? — Perguntei me sentando em uma cadeira que ficava na frente da sua mesa, onde tinha muitos frascos de poções e um caldeirão borbulhando.
– Muito engraçadinha, o que você quer? — perguntou ele voltando a atenção para a poção.
– É um crime uma filha visitar o pai? — perguntei colocando a mão sobre o peito com cara de ofendida.
– Vamos Jessica não tenho tempo para enrolação.
– Ta você venceu, eu vim perguntar se eu posso pegar alguns dos seus ingredientes — disse já me levantando e olhando os potinhos e frascos que estavam organizados em muitas prateleiras.
– Eu sabia, o que fez com as que eu lhe dei no começo do ano?
– Já usei tudo, não tenho culpa se fico facilmente entediada.
– Ok, pegue o que precisar e volte para sua carruagem, não pode ficar vindo aqui, vão desconfiar.
Já estava acostumada com as grosserias de Snape, mesmo sendo meu pai eramos muito frios um com o outro.
– Obrigada, te vejo mais tarde — peguei muitos frascos para eu me distrair durante esse tempo em que ficaria aqui e segui para a carruagem, tombei com poucas pessoas no caminho.
Passei o resto do dia fazendo minhas poções e depois fui dar uma volta pelo lago negro, já estava chegando a hora do jantar então fui para meu quarto me arrumar, coloquei um vestido verde escuro e sapatilha preta, esperei Arthur se arrumar e seguimos para salão principal.
O jantar foi demorado e muitos alunos, inclusive eu, estavam ansiosos para saber quem seria os três campeões.
Depois de muito tempo, os pratos voltaram ao estado de limpeza inicial, houve um aumento acentuado no volume dos ruídos no salão, que caiu quase instantaneamente quando Dumbledore se ergueu. A cada lado dele, o Professor Karkaroff e Madame Máxime pareciam tão tensos e ansiosos quanto os demais.
Ludo Bagman sorria e piscava para vários alunos. O Sr. Crouch, porém, parecia bastante desinteressado, quase entediado.
— Bom, o Cálice de Fogo está quase pronto para decidir — disse Dumbledore. — Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando os nomes dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até este lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado — ele indicou a porta atrás da mesa —, onde receberão as primeiras instruções.
– Eu estou explodindo de ansiedade — sussurrei para Arthur que não tirava os olhos de Dumbledore.
Ele puxou, então, a varinha e fez um gesto amplo, na mesma hora todas as velas, exceto as que estavam dentro das abóboras recortadas, se apagaram, mergulhando o salão na penumbra. O Cálice de Fogo agora brilhava com mais intensidade do que qualquer outra coisa ali, a brancura azulada das chamas que faiscavam vivamente quase fazia os olhos doerem. Todos observavam à espera... Alguns consultavam os relógios a todo momento...
– Mas que merda, anda logo — falei já segurando fortemente o braço de Arthur.
As chamas dentro do Cálice de repente tornaram a se avermelhar.
Começaram a soltar faíscas. No momento seguinte, uma língua de fogo se ergueu no ar, e expeliu um pedaço de pergaminho chamuscado — o salão inteiro prendeu a respiração.
Dumbledore apanhou o pergaminho e segurou-o à distância do braço, de modo a poder lê-lo à luz das chamas, que voltaram a ficar branco-azuladas.
— O campeão de Durmstrang — leu ele em alto e bom som — será Vítor Krum.
O garoto grande se levantou da mesa da slytherin e seguiu para a porta atrás da mesa dos professores.
– Seria uma pena se um gostosão como ele se machucasse nas provas — Disse Arthur enquanto o garoto passou perto da nossa mesa.
– Seja mais discreto para secar os outros Arthur — lhe cutuquei a costela e comecei a ri.
Uma tempestade de aplausos e vivas varreu o selão, com os aplausos muito entusiasmado de Arthur.
— Bravo, Vítor! — disse Karkaroff com a voz tão retumbante que todos puderam ouvi-lo apesar dos aplausos. — Eu sabia que você era capaz!
Os aplausos e comentários morreram. Agora todas as atenções tornaram a se concentrar no Cálice de Fogo, que, segundos depois, tornou a se avermelhar.
Um segundo pedaço de pergaminho voou de dentro dele, lançado pelas chamas.
Meu coração parecia que ia pular pela boca, torcia para que escolhessem qualquer um menos Arthur, tinha medo que ele se machucasse nas provas.
— O campeão de Beauxbatons é Fleur Delacour!
– Não!!! — gritei assim que a garota que sentava a duas cadeiras ao meu lado — Poderia ser qualquer um, mas ela?
– Quieta Jessica — Arthur colocou sua mão sobre a minha boca para abafar os resmungos que eu ainda tentava falar. — Você não pensa no que fala mesmo.
Quando Fleur Delacour também desapareceu na câmara vizinha, todos tornaram a fazer silêncio, mas desta vez foi um silêncio tão pesado de excitação que quase dava para sentir seu gosto. O campeão de Hogwarts é o próximo... E o Cálice de Fogo ficou mais uma vez vermelho; jorraram faíscas dele; a língua de fogo ergueu-se muito alto no ar e de sua ponta Dumbledore tirou o terceiro pedaço de pergaminho.
– E o campeão de Hogwarts é — o silencio era assustador — é Cedrico Diggory!
– Não! — exclamou uma voz na mesa de gryffindor que logo foi abafado pelos gritos da mesa do lado. Cada um dos alunos da Lufa-Lufa ficou de pé, gritando e sapateando, quando Cedrico passou por eles, um enorme sorriso no rosto, e se encaminhou para a câmara atrás da mesa dos professores.
– Aquele sim é gatinho — sussurrei para Arthur que concordou na mesma hora.
— Excelente! — exclamou Dumbledore feliz, quando finalmente o tumulto serenou. — Muito bem, agora temos os nossos três campeões. Estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Beauxbatons e Durmstrang, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem, torcendo pelo seus campeões, vocês contribuirão de maneira muito real...
Mas Dumbledore parou inesperadamente de falar, e tornou-se óbvio para todos o que o distraíra. O fogo no Cálice acabara de se avermelhar outra vez.
Expeliu faíscas. Uma longa chama elevou-se subitamente no ar e ergueu mais um pedaço de pergaminho. Com um gesto aparentemente automático, Dumbledore estendeu a mão e apanhou o pergaminho.
Ergueu-o e seus olhos se arregalaram para o nome que viu escrito.
Houve uma longa pausa, durante a qual o bruxo mirou o pergaminho em suas mãos e todos no salão fixaram o olhar em Dumbledore. Ele pigarreou e leu...
— Harry Potter!
No mesmo instante olhei para meu pai que estava levemente assustado, me encarava e eu pude perceber o que seus olhos queriam me dizer. É ele, tinha que ser.
Harry ficou sentado ali, e pude perceber que o coitado aos poucos começou a perder a cor.
Não houve aplausos. Um zunido, como o de abelhas enraivecidas, começou a encher o salão, alguns estudantes ficaram em pé para ter uma visão melhor de Harry, sentado ali, imóvel, em sua cadeira.
Na mesa principal, a Professora Minerva se levantara e passara por Ludo Bagman e pelo Professor Karkaroff para cochichar urgentemente com o Professor Dumbledore, que inclinara a cabeça para ela, franzindo ligeiramente a testa.
Harry se virou para Rony e Hermione, mais além, viu toda a longa mesa da Grifinória observando-o, boquiaberta.
– Como ele fez isso? — perguntou uma das meninas da Ravenclaw mas nem tive o trabalho de responder, estava começando a querer puxar aquele garoto da sua mesa e esconde-lo em qualquer lugar para ninguém querer colocar o coitado no torneio.
— Harry Potter! — tornou ele a chamar. — Harry! Aqui, se me faz o favor!
O garoto pareceu sair do seu transe e segui para a porta atrás da mesa dos professores. Assim que o garoto sumiu o selão explodiu em conversa, no mesmo instante olhei para Dumbledore, que parecia bem atordoado.
O salão principal aos poucos foi ficando com menos alunos, continuei sentada conversando com Arthur até sobrar umas 10 pessoas no selão.
– Estou cansado — disse ele bocejando — Tem certeza que não quer voltar comigo?
Neguei com a cabeça e ele seguiu para a carruagem, peguei o caminho contrario e segui andando até chegar perto do grande campo de Quadribol.
Peguei minha varinha e murmurei um feitiço, segundos depois pude ver minha vassoura vindo na minha direção, assim que subo nela escuto uma voz a uns 500 metros de distancia.
– Acho que tivemos a mesma ideia — Disse Fred Weasley com uma roupa de Quadribol e sua vassoura nos ombros.
Fale com o autor