Jessica Elizabeth Snape
3 Apenas um encontro
"- Acho que tivemos a mesma ideia — Disse Fred Weasley com uma roupa de Quadribol e sua vassoura nos ombros."
Como não desfalecer com a visão desse ruivo com o uniforme de Quadribol? O ruivo estava usando uma calça jeans simples uma blusa um tanto que apertada onde dizia Weasley e seu numero, estava segurando a vassoura em uma das mãos e o bastão de batedor sobre os combros e exibia um sorriso perfeito.
– A-ah oi -
"Jessica pare de corar, cadê sua dignidade garota?' perguntei pra mim mesma quando desviei de seu olhar com as bochechas coradas.
– Você quer treinar comigo?
– Tanto faz — Falei tentando mostrar indiferença mas com certeza eu não sentia isso.
Seguimos até a lateral onde havia uma estrada, assim que entramos no campo Weasley abriu uma caixa que estava no chão tirando uma goles.
– Em que posição você costuma jogar?- ele perguntou se virando pra mim com a bola em baixo do braço.
– De tudo um pouco na verdade, mas me dou melhor como artilheira.
Rimos e jogamos pastante aquela noite, chegamos até brincar de quem conseguia capturar o pomo antes o que eu não tive muito sucesso. Estávamos agora jogados na grama cansados demais para sequer conversar.
– Por merlin já passa das três — Disse levantando rapidamente.
– Nem vi a hora passar.
– Nem eu. Madame Maxime vai cozinhar minhas tripas — Disse pegando minha vassoura e já ia seguir para a saída quando uma ideia surgiu.
– Obrigada, nunca me diverti tanto — Disse me aproximando dele e beijando sua bochecha.
– Te vejo amanhã? — gritou ele quando já estava indo em direção a carruagem, fiz um sinal positivo com a mão e entrei tentando fazer o minimo de barulho possível.
– Poderia saber onde estava Senhorita Snape — Disse a voz de atrás de mim assim que consegui abrir a porta do meu dormitório.
– Estava treinando e depois fui falar com meu pai e acabei perdendo a hora — menti fazendo a minha cara de cachorrinho sem dono.
– Vou deixar passar dessa vez Jessica, mas da próxima eu mesma falarei com seu pai — Disse ela seria.
'Como se ele fosse se importar' Queria revirar os olhos mas sabia que não seria a melhor coisa a se fazer.
– Sim senhora. Agora posso me retirar? — Ela não respondeu mas seguiu para a ultima do porta do corredor.
Respirei aliviada, entrei no meu quarto e fui direto para o banho, me joguei na cama, me cobri com a maior quantidade de cobertas possíveis e tive um sonho com olhos verdes travessos e cabelos ruivos.
Acordei na manhã seguinte com meu meu-humor costumeiro, fui colocar uma roupa quente, coloquei uma saia preta que ia pouco a cima dos joelhos, uma blusa simples e minha capa, coloque botas e segui para o quarto de Arthur.
– Vamos? — Perguntei assim que ele saio o quarto. — Eu tenho tanta coisa para te contar.
Caminhamos bem devagar para o castelo, durante o caminho contei sobre a noite anterior e deixei transparecer minha alegria. Assim que chegamos nas portas do salão principal senti um braço sobre meus ombros e quando virei já com um palavrão na ponta da lingua, percebi que era apenas Draco.
– Bom dia pra você também — Disse quando percebi que ele não iria falar nada.
– Dia — Ele ainda tinha seu braço sobre meus ombros enquanto entravamos no salão principal e ele me guiava para a mesa da Sonserina — Hoje você vai tomar café comigo, quero a devida atenção que eu mereço.
Não falei nada porque sabia que Draco era um garoto mimado de mais para contesta-lo, então apenas segui para a mesa só que tirando seu braço dos meus ombros. Assim que me sentei senti minha pele formigar, olhei em volta e achei a fonte dessa sensação, Fred Weasley me olhava com uma das sobrancelhas levantada.
– Aquele Weasel não para de olhar pra cá — Draco também havia notado o olhar intenso que o garoto ainda sustentava.
Não falei nada, apenas continuei o encarando de volta com a mesma expressão que o ruivo.
Com um sinal da cabeça Fred indicou a saída do grande selão, apenas concordei com um pequeno gesto então já ia me levantar quando Draco segurou meu pulso.
– Eu não acredito que você vai se misturar com esses traidores de sangue — disse o garoto incrédulo.
– Ora Draco me polpe, e não me importo com esse negocio de sengue — Disse puxando meu braço do seu aperto — E também acho ele muito gatinho.
Sabia que Draco estava vermelho de raiva, mas dei um beijo em sua bochecha e sai do salão. Assim que passei pelas grandes portas de madeira senti que alguém estava atrás de mim, por reflexo peguei minha varinha das vestes e apontei para a cara da pessoa, mas abaixei na mesma hora que o reconheci.
– Calma — Disse ele levando as mãos — Eu vim em missão de paz.
– Oh, me desculpe, foi apenas reflexo — guardei minha varinha e dei um meio sorriso pra ele.
– Então?
– Vem, vamos dar uma volta quero te apresentar o castelo.
E assim se passou boa parte do meu dia, Fred havia me levado para todos os lados a manhã toda, na hora do almoço passamos na cozinha onde um elfo muito fofo chamado Dobby nos dei comida.
– Agora quero te levar a um dos meus lugares favoritos — Disse ele pegando minha mão. Normalmente eu me afastaria, era um tanto arisca com as pessoas, mas Fred exalava confiança e seus sorrisos faziam meus joelhos ficarem bambos.
Seguimos de mãos dadas até a parte de fora do castelo, passamos pelo lago negro e seguimos até um arco grande de pedra, passamos por baixo dele então tive uma das melhores paisagens que já tinha visto.
Estávamos em uma parte bem afastada das outras pessoas, era um extenso gramado onde havia algumas arvores, como era outono, todas estavam em tons de marrom e vermelho, deixando a paisagem com seu charme.
– Wow.
– Você ainda não viu nada — Disse ele ainda me levando pela mão pelo meio das arvores, paramos quando chegamos em um lago, não era tão grande quanto o lago negro mas tinha seu charme. Paramos em baixo de uma cerejeira. Era tudo muito calmo lá, ouvia-se até o canto dos pássaros.
– Esse com toda a certeza é o lugar mais bonito que já vi — Disse fechando os olhos e respirando profundamente, era tudo tão perfeito.
– Que bom que você gostou, é o meu lugar favorito para fazer um piquenique — Ele pegou sua mochila e de lá começou a tirar muita coisa, entre elas uma toalha vermelha que o mesmo estendeu no chão onde estávamos, pegou uma cesta e tirou de lá bolinhos de abobora e cerveja amanteigada.
Conversamos e rimos muito aquela tarde, Fred era uma pessoa extremamente extrovertida e conseguira tirar muitas risadas de mim, coisa que não fazia a anos.
Assim que começou o por-do-sol em meio as arvorem sentamos lado a lado para aprecia-lo, estávamos em silêncio, mas não um silencio incomodo e sim aquele onde você apenas aprecia a companhia da pessoa.
Sem nem perceber acabei encostando minha cabeça no seu ombro, Fred meio tímido entrelaçou nossos dedos e começou a fazer carinho na parte de trás da minha mão.
– Obrigada — Estava tudo tão calmo que eu senti a necessidade de sussurrar.
– Pelo que? — Ele virou o rosto e estava me olhando no fundo dos olhos, estava tão perto que conseguia sentir sua respiração calma na minha pele.
– Pelo dia maravilhoso, foi tudo tão lindo.
– Só faltou uma coisa. — Seu olhar caio para meus lábios.
– E o que seria?
– Isso
Ele colocou uma mão no meu queixo e me beijou, no começo foi só em encostar de lábios mas Fred pediu permissão para aprofundar e eu logo cedi. O beijo dele me deixava zonza, sentia como se o mundo a nossa volta sumisse e restasse apenas nós dois. Estava já quase sem ar, Fred se afastou depositando um beijo na ponta do meu nariz.
– Eu não gostaria de dizer isso mas temos que voltar.
Fred fez uma cara emburrada mas logo cedeu, seguimos para o castelos mas não antes de pararmos varias vezes para nos beijarmos.
– A senhorita gostaria de jantar na nossa mesa hoje? — perguntou o ruivo quando já estávamos nas portas do grande salão.
– Draco vai ficar puto, mas quem liga? — segui com ele até a mesa da Grifinória onde Fred me apresentou a Lino Jordan. Em nenhum momento da noite consegui segurar a gargalhada com esses três. Estava tudo muito bom para ser verdade.
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