James Hysper: Namorado Perfeito.
1 Cap.1 - Piloto.
Notas iniciais
Com vinte e dois anos, e sem nem uma expectativa de de o que eu poderia escrever para tentar surpreender um público que perseguia-a me por mais uma coletânea de livros. Diria quase que eufóricos com isso. Mas como os outros dias, ficava parada em frente ao meu datilógrafo, sem saber o que escrever. Talvez, pudesse falar sobre a minha vida, todos escritores tem sua própria biografia. Mas pensando melhor. Minha vida teve algo de especial? Uma garota que nasceu no interior, pobre, que largou os estudos aos 16 anos para seguir seu sonho de ser escritora, e graças ao bom Deus assim dizendo, conseguiu escrever histórias de ótimos elogios. Como o descrevível em pleno passado. Já que isso era o que sua inspiração tornava agora. Algo que já passou. Não que eu tenha falido, me destruído, ou até mesmo que perdi os créditos. Ao contrário, sou eu que acho que sou isso tudo ou até pior. Uma fracassada, que esgotou sua inspiração logo após terminar seu noivado. Ainda me pergunto porque ele fez isso? Não fui eu quem acabei.
Um dia me levantei da cama, e ele simplesmente não estava lá. Sumiu, junto com suas roupas, e seus pertences matérias. Deixando em seu lugar o anel. Se nunca quisesse casar, porque perdeu seu tempo me fazendo a proposta? Era apenas ter dito que não me amava, que não me queria. Não precisava ter feito um teatro um dia antes de partir. Mas isso são águas passadas. Algo que estou tentando esquecer. Mas parece algo impossível de fazer.
Distraio-me com meu celular a tocar, era Lucy, me mandou uma mensagem. Havia-me esquecido que hoje tinha academia.
Certamente, estou sem um noivo, mas não me daria ao luxo de engordar. Apresso-me, pegando minhas chaves e o colocando no bolso, e assim, deixando por mais uma vez de tentar escrever.
Na verdade, não estava na academia. Não havia como ir. No caminho recebi uma ligação de meu empresario. Bruce, dizendo que hoje era a palestra de Jekky sobre meus livros e o quanto ele era gracioso entre outras. Agora, estava nos fundos do tetro de Place Waverly, esperando que meu nome fosse citado e me pusesse em ação, para ouvi-lo dizer que ando parada e preciso me inspirar mais. Também, mudando de assunto, adoraria que Bruce tivesse ligado antes, para ao menos ter colocado uma roupa que presta–se. Até porque eu estava de moletom, calça colada e tênis. O cabelo? Poderia dizer um desastre. Fúria não séria a palavra correta para descrever o sentimento que estava sentindo por ele, por fazer isso. Até porque, qual o problema de aparecer para mais de 400 pessoas assim? Todos os escritores são preguiçosos, e incapazes de se alto vestir adequadamente. Ao menos é isso que meu irmão vive dizendo. Enche a boca apenas pra repetir tais palavras. E agora, mas do que nunca. Lhe daria um motivo ótimo para escrever quem sabe uma coluna de como “Julia Kharlos de La Monte” tinha o guarda-roupa mais aterrorizante da década.
Graciosamente, este é o meu nome. Gostaria tanto de muda-lo, mas por pena a minha mãe, decidi apenas ignorar os anos de apelação na escola, apenas diminuindo tudo para “J.K Monte”, não era grande mudança, mas e impedia de pronunciar aquele texto. No começo, pessoas ingenuas, por assim dizer, chegavam a confundirem com a mesma escritora de Harry Potter. Por paixão a sua escrita, levo até mesmo, como um elogio.
– Agora, com muita alegria, chamo para palco. Nossa querida J.K Monte, minha pequena Julia! – Aplausos, mais e mais aplausos. Lá vamos nós, para os elogios falsos de como estou graciosa, para as piadas sem graça, as criticas, e para mais uma vez, a lembrança de como estou em falta para um novo livro.
Com passos largos, me coloco para dentro do palco, dando de frente com luzes fortes que foram miradas diretamente para meu rosto, e um sorriso branco e agradável. Respiro fundo me sentando na poltrona disponível ali.
– Não foi tão ruim como imaginei. – Digo, colocando o suco na boca.
– Julia, você ofendeu Jekky em outra língua, achando que o mesmo não sabia Italiano. – Lucy, me olhava, com desespero, ou preocupação, ainda não avia me decido de qual sentimento preferia naquele momento.
– Odeio falsa modéstia. Elogiando minha bela roupa, sendo que estou ridícula. – Volto a dar outro gole em minha bebida, apreciando-a.
– Isso não lhe dava direito de dizer que ele também era brega. Se não se lembra, sem ele você não estaria aonde está.
– Não se preocupe. Eu contornei a situação, fazendo que fosse como uma piada. – Dou um último gole. Deixando o copo por cima da mesa.
– Todos realmente entenderam como uma piada. – Lucy pega sua carteira, retirando 20 dólares e deixando sobre a mesa. – Sabe, estou começando a achar que precisa de alguém. Para melhorar o seu humor.
– Meu humor está ótimo, obrigado. – Levanto-me, e Lucy também.
– Na verdade, você tem razão. Está ótima até demais. – A mesma sai. E eu me direciono a academia. Fomos em direção a máquina de corrida. Ambos corremos sem falar nada por certos 20 minutos. Até que decidi quebrar o silêncio.
– Sabe, venho tendo sonhos. – Ainda olhando para frente, correndo a cada minuto mais rápido. Porém, nada exagerado. – Com uma pessoa… Em especial.
– Está ficando interessante. Quem é ele? – Ela me olha, com um sorriso fechado no rosto, mas logo volta sua atenção para frente. Sem distrair-se.
– Eu não sei.
– Como não sabe? Sonha com alguém saber quem é? – Virando-me, me olhava meio que incrédula com a situação.
– Ele do nada, apareceu um dia em meus sonhos. – Pensativa, era assim que se encontrava Lucy.
– E como são seus sonhos? Eróticos? – Rimos.
– Não! – Sorrio. – São… relaxantes. Eu ainda não sei quem ele é. Apenas todas as vezes que fecho meus olhos, é com ele que eu sonho. Meu primeiro pensamento é ele..
– Sabe, estou começando a pensar seriamente em lhe dar um pênis de borracha.
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