James Hysper: Namorado Perfeito.
2 Cap. 2 - Inspiração.
Notas iniciais
“Ele estão sorri, e logo em seguida solta uma risada abafada.
Acabava de rir de uma piada sem graça que eu contei. Em estimativa, todos achariam ela idiota, ou até mesmo zombariam pelo fato de eu não ser engraçada, e nem conhecer nem uma piada engraçada. Mas lá estava ele, do meu lado, deitado sobre a grama rindo. É, estávamos deitados sobre a grama, falando sobre o que conhecíamos, sobre quem éramos, ou o que tínhamos passado. As historias que conhecíamos. O que sabíamos, o que tínhamos aprendido.
Me contou que tinha 26 anos, havia viajado meio mundo em busca de entrar uma religião ao qual vale-se a pena seguir, mas a única coisa em que se perdeu foi em mulheres e as drogas. Viveu 4 anos quase que nisso. Até que conheceu uma asiática que fez com que larga-se tudo. Viveram um amor lindo, até ele pegar ela com seu professor de aeróbica. Nisso, largou as coisas e foi tentar a vida em Los Angeles, aonde arrumou um emprego como colunista em um jornal, em que passou sua vida dedicada a escrever coisas engraçadas, até que se envolveu com sua chefe, e logo depois foi despedido, por ser pego transando com a secretária dela. Nisso, ele se mudou para a Nova York. Aonde comprou um pequeno apartamento, e lá começou a se dedicar a pintar. Começou com nudez. Mas logo parou, por decidir seguir carreira de escritor. Mas culpou sua vida totalmente agitada a seus pais. Que nunca paravam quietos, ficavam 2 meses em lugar antes de serem despejados. Logo, diziam que não tinham apreciado o lugar e se mudavam. Foram até 14 lugares em menos de 3 anos. Os outros antes dos 18 ele simplesmente parou de contar. Já conheceu de tudo, já estudou em vários lugares e que até hoje tem medo de um dia alguém bater em sua porta e dizer que é seu filho.
Abismado por suas historias, agora o prendia a falar de minha vida.”
Acordo novamente com o alarme a tocar. 08h00min da manhã como sempre. E nada de novo me acontecia. Apenas a minha vontade de dormir novamente para encontrá-lo. Para ouvir sobre suas encrencas, e aquilo que tinha vontade de fazer, mas nunca conseguia terminar nada.
Viro-me colocando o travesseiro sobre a cara e logo tirando, me levantando e indo direção ao banheiro, logo a fazer as necessidades completas de uma pessoa ao levantar. Após, desço as escadas de casa, indo em direção a cozinha ainda de pijama, pegando meu cereal, juntamente de um prato e uma colher, colocando ambos em cima do balcão. Jogando o cereal dentro do prato, e assim comendo. Nem animação para comer me dava, assim pegando o prato e subindo as escadas novamente, indo em direção ao meu escritório, ainda com o prato em mãos e o deixando ao lado de meu escrimono, pensando. Mas nada de minha além dele na mente. Respirando fundo, bato minhas mãos sobre o escrimono, e sem perceber a palavra “ele” foi escrita. Por alguns instantes penso.
– É isso. – murmuro. – Irei escrever sobre ele! – grito.
Rapidamente, mesmo sem forças para tanto, tiro um papel agora limpo, prendendo-o, e boto-me a escrever. Palavras não me faltavam, emoção, e muito menos inspiração. Pus-me a descrever a forma que ele era – cabelos loiros, boca vermelha, pele branca, em si amarela, sorriso branco, alto, altamente atlético. -, logo depois, um enredo de como nós conhecemos, como se um dia eu o tivesse realmente visto, como se um dia ele realmente foi real.
Nisso, se passaram cerca de 1 meses que me pus a escrever. Tudo, cada sonho, detalhado havia escrito, já até tantas paginas, mas nunca parecia estar no fim, parecia até que o realmente ainda faltava alguma coisa. Até meus pensamentos serem tomados com o telefone a tocar.
– Alô!? – digo ainda um pouco assustada pelo pequeno susto que tomei.
– Então, como anda minha estrela? – Era Bruce, eu o havia enviado um e-mail dizendo que estava a escrever.
– Está cansada. O que quer? – pergunto-o, claramente de mal humor.
– Calma. Só vim avisar de os editores adoraram a noticia de que está escrevendo. Isto, os deixou bastante excitados. – ele ri.
– Fico contente. – blefo.
– Ótimo, porque queremos uma previa de quando iremos receber o rascunho. – foi direto ao ponto.
– Não sei. Ainda nem comecei a escrevê-lo direito. – retruco. – Muito menos saberia quando poderei mandar o rascunho.
– Bobagem! Uma folha já é o bastante. – me pus a falar até que ouço o barulho de que alguém na outra linha.
– Bruce espere. Há alguém me ligando. – digo, o deixando em espera, e atendendo a outra ligação.
– Alô? – digo. – Alô? – nada. – Há alguém ai? – novamente pergunto, e nada. Então, acabo por me irritando, e desligando, e voltando a Bruce. – Bem, onde estávamos?
– Bem... – quando o mesmo estava a falar, novamente o telefone toca, e como meu humor estava para pouco, atendo a outra linha um pouco raivosa.
– Alô? – digo, quase a gritar.
– Que porra Julie! Grite no ouvido da puta de sua mãe, sabia que preciso de meus ouvidos para viver? – droga, era meu irmão, Logan.
– Sabia que a sua mãe é a mesma que a minha? – respondo-o.
– Mas ela sempre foi uma puta, isso não pode negar. Agora abra está porcaria de porta, porque se não vou urinar em suas plantas! – nem me dei ao luxo de dizer a Bruce que iria desligar na sua cara, apenas fiz. Colocando total força em minhas pernas e descendo as escadas com toda rapidez que eu podia, quase que a derrapar ao virar as escadas para abrir a porta.
– Finalmente, já estava tirando o pênis para fora. – diz-me, correndo para o banheiro.
– Claro, porque eu adoraria ver isso! – grito, tirando as mãos da maçaneta, e fechando a porta. Indo em direção a sala, quase que por me arrastar, aonde meu irmão já se encontrava, indo a sentar no sofá.
– Olha, nas vezes que vim a sua casa, estava mais organizada. – observava o chão.
– Desculpe. Não tenho empregada doméstica. – sorrio.
– Percebe-se. – faz uma pausa. – Mas não vim aqui para retrucar.
– Oh, sério? Porque diz isso? Quase nunca o faz!
– Ouça, estou preocupado com você; Eu e a Carla queríamos convidar você para almoçar lá em casa, ou fazermos alguma coisa aqui qualquer dia. – me encara.
– Pensei que a Carla tinha te deixado. – confundo-me.
– Engravidei a piranha, acabou voltando. – conclui.
– Ah... Parabéns. – digo, com tom de desanimo. – Vai ser pai. – dou um sorriso irônico.
– Tire esse sorriso do rosto, apesar de ser pai eu ainda tenho vida sexual. Não uma aranha que anda a traçar teias em minhas pernas. – ele sorri ironicamente.
– Eu te odeio. Porque ainda me visita? – respiro fundo.
– Porque ainda tenho esperança de pular sua janela e levar seu guarda-roupa. – não disse que queria se vir livre das minhas roupas? – mas, apesar de quase sempre brigarmos por tudo, você é a minha irmã mais nova, e era a mim que você procurava quando precisava de algo. E agora, eu estou te procurando, para lhe dar algo.
– E...?
– Não te disse que estava lhe convidando para almoçar. Agora suba a porra daquela escada, vista um vestido descente, coloque uma maquiagem, e desça com um sorriso no rosto. Entendeu? – ele sorri.
– Achei que o almoço era... – ele me interrompe.
– Não entende a língua humana? Quer que eu lata para entender? – ele sorri, e eu quase me viro para a cozinha, na intenção de pegar uma faca.
Mas logo o fiz, subi até meu quarto, colocando um vestido que meu irmão me deu de presente, calçando uma sapatilha, e prendendo meu cabelo. Após, desço as escadas e encontro meu irmão com uma cueca em mãos.
– Porque tirou a cueca? – o encaro.
– Não é minha. Estava jogada no canto do sofá. – ele me encara. – Como lésbica eu sei que não é, e muito menos iria contratar serviços eróticos. Estou em duvidas agora com essa cueca, se ainda é virgem.
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