James Hysper: Namorado Perfeito.
4 Cap. 4 - Estou ficando louca?! part. I
Notas iniciais
Poderia descrever meu grito como algo ambulante de tão horrível, que não séria apropriado para nem um ouvido humano. Acabaria com sua audição em questão de segundos. Mas isso não convém ao caso, digo mais isso, pois acho que os meus ouvidos mesmo pararam de fazer sua função.
– Ah, não me mata! — digo, em uma voz baixa e com uma cara que muitos diriam "forçada" de choro. Mas não, aquela era eu chorando, algo também horrendo de se ver. — Não sei o que ouviu dizer sobre os escritores, mas nem todos tem dinheiro. Eu mesma? Misericórdia. Nem o banco me da empréstimo! — dizia com uma voz rouca, ainda tentando falar. Devem estar se perguntando, mas porque esse drama todo mulher? Bem, pois quando entrei na cozinha, encontrei um homem, quase que nu, apenas com um avental de cozinha tampando-lhe juntamente de uma faca.
– Você está bem? — ele me olhava, parecia segurar o riso. — O que usou ontem antes de voltar pra casa? — agora começava a rir, e desentendida, minha expressão de choro muda para uma cara um pouco menos assustadora, nisso, o mesmo larga a faca em cima da pia, se aproximando de mim, e eu, afastando um pouco, apenas me encolhendo sobre a parede (como se ouve-se como). Em uma tentativa de desviar de suas mãos que se aproximavam de meu rosto, percebo que era algo inevitável, então fecho meus olhos subitamente, como se eu fosse acabar sumindo ou algo do tipo. Mas ao suas mãos encostarem em meu rosto, em um simples toque, apenas deixo suas mãos percorrerem-a, entrando em um leve transe, mas logo saindo, tirando suas mãos de meu rosto, e logo após o encarando. — Oi. — ele sorri. E eu apenas fico sem fala.
– Ja... — apenas o que eu consigo dizer naquela situação. A partir do momento que pus-me a olha-lo, sua aparência era idêntica. — Impossível. — completo.
– O que é impossível? — ainda sorrindo, e com suas mãos presas a minha. Apenas não conseguia parar de encara-lo.
– É alguma pegadinha? — pergunto-o, tendo assim o que podemos dizer como súbito transtorno de personalidade. — Sério isso? — se antes estava chorando, agora estava irritada. — Ele te contratou? — pergunto-o, o encarando.
– O que? — fazia-se de desentendido. — Do que está falando?
– Muito engraçado. Mas pode parar com a encenação, ta bom? — com passos pesados, direciono-me a sala de visita indo até o sofá procurando meu telefone, que havia jogado ali antes de subir as escadas para dormir. — Quando finalmente parecia que ele estava realmente cooperando comigo, querendo meu bem — continuava a enfiar a mão a procura. — que me ajudou a encontrar uma pessoa legal e divertida ontem, ele me apronta essa. — assim que concluo a frase, consigo pega-lo, entrando nos contatos a mandando uma mensagem para Robert.
– Outro? O que? Por isso chegou tarde ontem sem avisar? — sua voz de altera um pouco, me encarando com cina de um assassino.
– Pode parar tá? — digo, colocando o celular no bolso, e tentando lembrar aonde havia deixado a bolsa no outro dia. Mas antes, vou até o telefone fixo, pegando-o, e discando o número de Logan, em seguida, deixando um recado delicado para o mesmo: "Porque você não pega um dos brinquedos da sua mulher para se divertir? Poupa tempo e deve ser muito mais divertido.", e logo em seguida, o desligando.
– Você usou que tipo de droga? Ta com problema é? — ainda me encarava. Apenas desviei de seu olhar, indo em direção a porta de saída, e pegando minha bolsa, que havia deixado em cima da mesinha de entrada.
– Espero que quando eu tenha voltado, que não esteja mais aqui. Ou serei obrigada a chamar a policia. — viro-me para encara-lo, e o mesmo já estava sem avental. Meus olhos se contornam com tamanha imagem, e de um modo não muito desajeitado, tento fingir que não vi nada. Logo em seguida viro-me, abrindo a porta, e fechando-a em seguida. Abrindo a bolsa, e pegando a chave do carro, a destrancando e entrando. Logo dando partida.
"Talvez eu tenha demorado um pouco para raciocinar, mas não podia negar que o mesmo tinha seus traços. Mas ainda me pergunto como meu irmão conseguiu alguém tão idêntico ao mesmo. Nem ao menos lembro-me de te-lo descrevido, ou te-lo deixa ler meu rascunho. Mas pior de não saber é isso, é como conseguiu alguém, com a mesma tatuagem que o mesmo sobre a cintura?"
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