James Hysper: Namorado Perfeito.
5 Cap. 5 - Estou ficando louca?! part. II
Notas iniciais
Estava sentada na cadeira em frente a cafeteria, e não parava de receber mensagensencantadoras de Logan, como:
"Agora tenho um ótimo motivo para interna-la." ou quem sabe o meu preferido, como: "Sempre soube que era diferente, mas a cada dia me surpreendo mais."
Apenas ignorava. Mandava um a cada minuto. Já estava até mesmo me estressando. Quando alguém me liga, cujo o nome estava gravado como "Amor", não me lembro de ter nomeado ninguém com tamanha honra, então decido atender.
– Alô. — digo, um pouco curiosa.
– O que aconteceu hoje? — pergunta-me.
– Você! — digo. — Já saiu de minha casa?
– Mas porque isso? O que foi que eu fiz agora? — dizia-me, com a voz um pouco furiosa.
– Eu não sei quem é você, meu irmão é um tapado, e a pior coisa que fez foi ouvi-lo. — fiz uma pausa, e o mesmo aproveita o minuto para falar.
– Aonde você está? Quero conversar melhor... — interrompo.
– Não sei se ouviu direito, mas... — minha fala é interrompida com Robert sentar na mesa.
– Oi, estou interrompendo? — pergunta-me, e eu desligo o celular, nem ao menos prestando atenção no que o cara do outro lado disse.
– Nunca. — sorrio para o mesmo. — Então, te atrapalhei? — ainda sorrindo para o mesmo, coloco meu cotovelo sobre a mesa, colocando minha cabeça sobre o mesmo.
– Nunca. — rimos, e assim dessa forma, pedimos algo para acompanhar nossa calorosa conversa.
Ficamos conversando por alguns minutos, cerca de 30 minutos para ser mais exata. Até que somos interrompidos pelo cara que estava quase que nu na minha casa.
– É por esse cara que está me trocando? — diz, colocando suas mãos sobre a mesa.
– Desculpe, mas se conhecem? — Robert se intriga.
– Não sei quem é esse. É apenas um louco que apareceu em minha casa por uma brincadeira estupida de meu irmão.
– Brincadeira? Do que está falando Julie? Enlouqueceu? — olhava-me.
– Olha, eu não quero atrapalhar nada. — Robert se levanta.
– Não está atrapalhando, por favor fique. — digo, mas o mesmo apenas agradece pelo café deixando uma nota de 20, e se despedindo.
– Viu o que fez? — digo, encarando-o.
– Eu fiz? Quem está dando uma de louca é você! — diz-me.
– Louca? — encara-o. — Ninguém me chama de louco, seu imbecil! — com meu café ainda na metade, pego-o, levantando e jogando o restante na cara do mesmo.
– Por que você fez isso? — evitava de gritar, não estava tão quente, mas talvez um pouco.
– Aprecie o café. — digo, assim saindo.
Andava normalmente até perceber que o mesmo me seguia, apressava meus passos, e ele junto de mim. Até que chega um ponto que estava tão próximo, assim, fazendo com que pega-se minha bolsa e joga-se contra o mesmo.
– Me deixe em paz. — digo, batendo-o com a bolsa.
– Oh! — dizia, até que segura minha bolsa, e eu paro.
– Porque está me seguindo? — encarava-o.
– Porque está fugindo de mim? — agora ele me encarava.
– Porque não lhe conheço?! Olha, eu acho que é uma grande piada sem graça. Então se puder parar, eu agradeço. — digo, me virando, e começando a andar.
Por alguns segundos pensei ter dado certo, até que apenas sinto alguém agarrar-me pelos pés, e por-me sobre suas costas.
– Me solta! — dizia.
– Não até me ouvir! — disse, logo me carregando para um beco.
– Estuprador! — gritei, assim que o mesmo me colocou sobre o chão.
– Para! — disse, sussurrando e logo após colocando a mão em minha boca. — Olha, eu não sei o que aconteceu com você, não sei porque está agindo assim, como se não soube-se quem sou, e fica falando essas coisas estranhas de piada, seu irmão — ele da uma risada, sem deixar de olhar em meus olhos — e o pior que nem conheço o seu irmão ainda... — suas mãos escorregavam de minha boca e acariciavam minhas bochechas.
– Você... — minhas mãos agora passavam por seu rosto.
– Sou eu, seu James. — ele sorriu pra mim, e eu de volta.
– É impossível. — dizia.
– Nada é impossível.
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