Jack, o Caçador

5 Os Dados Voltam A Rolar


Notas iniciais
Vocês sabem o que é acordar e percebe que a cada dia que passa sua fic tem mais visualização? Eu nem posso acreditar nisso *-* Por isso, estou postando mais um capítulo feito cm mt amor e... suspense ;) Aproveitem!

Dominic Fisher. Sempre ele. Zoe não conseguia entender o porquê do pai sempre tentar juntá-los. Quer dizer, ela entendia muito bem. Dominic era filho do recém falecido Andrew Fisher, o grande empresário dono de uma rede de produtos eletrônicos. Desde pequeno, Dominic frequentava sua casa.

Zoe suspirou e se pôs de pé. Já estava a caminho do quarto quando o telefone tocou. Mas não o telefone normal, aquele que se encontrava na mesa de centro. Nada disso. O telefone que tocou era o móvel, o de Sofia. Sem hesitar, ela atendeu. Não era mais Zoe, era Sofia quem falava agora.

***

Ainda era de tarde quando Jack chegou à seu destino final. Ele passara as ultimas horas conversando com Liam, fiel escudeiro de Henry. Ele havia dado algumas informações a mais e Jack se perguntava o quanto aquilo custaria. Agora, ele estava diante de um ilustre prédio onde deveria encontrar com o agente Carter.

Não lhe deram muitas informações sobre quem seria este, apenas disse que se tratava de um agente fiel e, como Jack, duplo. O que significa que Jack não era o primeiro a ser recrutado por Henry. Algo que ele já desconfiava.

Ainda receoso, o homem estacionou e entrou no prédio, agradecendo pelo aquecedor que ali havia. Lá fora estava frio, mas as portas de vidro e o aquecimento se certificavam de evitar que o mesmo acontecesse ali dentro. Se tratava de um hotel 5 estrelas, do tipo em que artistas e empresários geralmente usavam. Não era a primeira vez que Jack entrava lá, mas ainda assim se sentia atordoado. Era de se esperar, ele agora jogava de ambos os lados.

Jack então se serviu de seu sorriso mais misterioso e provocador, e se dirigiu até o restaurante que ali havia. Como a maioria dos hotéis, era muito usado em encontros como esse, onde a descrição era estritamente necessária.

A hostess o levou até a mesa que lhe haviam reservado e Jack apenas sorriu na presença daquela linda mulher. Ao contrário do que acontecera mais cedo, ele não a provocou. Na verdade, Jack ainda não entendera o porquê de ter feito aquilo, apenas sabia que algo naquela mulher misteriosa o havia atraído.

Logo que a hostess saiu, Jack se limitou a olhar o cardápio, mas para se esconder do que para escolher algum prato. Mas então, seu olhar se perdeu ao ver uma linda menina de cabelos loiros. Cabelos iguais ao de Heloise. Sua mente então viajou até a menina. O que ela estaria fazendo agora? Jack não sabia. Mas tinha certeza de algo, estaria entediada.

Jack estava errado. Naquele exato momento, Heloise se encontrava debruçada sobre o notebook e falava com uma de suas amigas virtuais. Já fazia dois meses que ela falava com Kathy, uma jovem garota da mesma idade que a dela, algo que Jack acharia errado. Ele teria dado algum discurso sobre “como a internet é perigosa”. Mas Heloise não se preocupava com isso. Ela confiava todos os seus segredos a Kathy. Exceto um.

As duas meninas papeavam tranquilamente, falando de coisas fúteis que somente meninas da idade delas se interessavam quando Kathy a interrompeu. Ela teria que sair do chat, já que havia chegado a hora de seu curso. Se despedindo com alguns emojis, Kathy se foi. Mais uma vez. Não era só Heloise que tinha seus segredos.

Jack ainda se encontrava em seus devaneios quando acabou por derrubar sua colher. Ele sorriu sem graça para os olhos que agora o encarava e se curvou para apanhar, quando um par de pernas se aproximou dele. E que pernas. Jack nunca tinha visto algo assim. Ele então subiu o seu olhar até a bela mulher que ali havia. Na sua frente estava Sofia Carter.

Ela iria sorrir, mas então viu o rosto dele. Não podia ser. Era o mesmo homem de mais cedo. O homem que tentou beijá-la. Teve medo então de ser reconhecida, ninguém sabia de Lydia. Ninguém sabia de Zoe. Ela contou até dez e quase começou um discurso sobre como era importante que ninguém soubesse quem era ela quando se lembrou. Ela não era Lydya e muito menos Zoe. Era Sofia. E seu disfarce estava impecável.

Ela usava um terninho preto e seus cabelos agora apresentavam um tom mais escuro. Um produto capilar que ela comprara apenas para isso. Usava lentes azuis, escondendo o seu avelã que tanto iluminava seu rosto. Um batom vermelho nos lábios e um delineador nos olhos. Sofia era uma mulher que seduzia, mas que não se deixava seduzir.

Jack sorriu pra ela. Ela era familiar. Não sabia de onde, mas sentia como se já a conhecesse. Isso fez com que ele tomasse um ar mais hesitante. Tinha medo de conhecidos. Tinha medo de ser reconhecido.

– Você seria Jones? – ela disse por fim, quebrando o silêncio que se instalara entre eles. Jack pigarreou. Já deveria ter imaginado.

– Sim e presumo que você seria Carter. – ele sorriu

– Exato. – ela se sentou e cruzou suas pernas. O olhou como se o chamasse para um jogo. – Então você é o caçador? – ela riu – Esperava algo melhor.

Jack a olhou surpreso. Seus olhos azuis expressavam um tom mais enigmático. Ele aceitara o jogo. Os dados novamente estavam rolando. O garçom veio lhes perguntar o que queriam, sem nem ao menos olhá-lo, ele o dispensou com um gesto. Continuava a olhar aquela criatura. Ela parecia uma diaba, pronta para lhe mandar para o inferno. E Jack desejava este inferno.

– Por que está me olhando desse jeito? – ela falou presunçosa – Se quiser posso pedir que aquele garçom volte, talvez ele tenha algum babador que possa lhe servir. – um a zero para Sofia. Jack rio.

– Conheço bem o seu tio. Presunçosa. Arrogante. – ele brincou com o anel que trazia em seu dedo – Meu tipo preferido. – disse provocante num fio de voz.

Sofia ia responder, mas preferiu ignorá-lo e chamar outra vez o garçom. Feito o pedido, ela passou a brincar com seu dedo anelar, como se tivesse um anel invisível ali. O garçom trouxe as bebidas e foi bebericando o seu vinho que Jack falou:

– Você já foi casada. – disse assim normalmente, como se anunciasse que fazia frio naquela tarde.

– O quê? – ela quase derrubou o vinho em sua roupa

– Você. Já. Foi. Casada. – disse pausadamente – Por isso é tão fria. Por isso o joguinho. Acho que isso me torna vencedor não?

Ela nada disse. Como ele adivinhara? Como conseguiu isso assim tão facilmente? Ela não sabia. Decidiu não falar nada, mas sabia que o seu silêncio apenas comprovaria isso. Tomou um gole do vinho e disse:

– Se eu fui ou não, não importa. O que importa é o que viemos fazer aqui. – ela disse num tom profissional – Creio que não somos pagos para flertar, muito menos para joguinhos. – Jack acenou com a cabeça

– Tem toda a razão, minha cara. Agora, já que entramos no assunto trabalho, me diga: O que querem de mim dessa vez? – o garçom chegou neste exato momento, fazendo com que os dois se silenciassem. Somente quando o homem já havia se distanciado que ela falou:

– O que queremos é bem simples, Jones. Queremos a cabeça de Vivian Russell. – ela sorriu e bebeu do seu vinho. Como se não fosse nada demais. Como se não tivesse pedido o assassinato de uma mulher.

Notas finais
Por essa Jack não esperava... e essa Zoe, quem é ela? O que de fato ela é? Aguardem :3