JUNKO: O Jogo Maldito

10 Que comece o jogo!


– Nossa, Sophia tá demorando… — comentou Gaby.

– Pois é, chega atrasada e ainda fica enrolando… — concordou Gabriel.

20:15

– Oi, povo! – disse Sophia chegando a sala carregando a caixa do Junko, jogo que o pai de Gaby havia a mandado dias atrás. – Olha o que eu achei!

– Ei, aonde você…? O QUE!? Você estava vasculhando o meu quarto!

– Calma aí, gatinha. – disse a loira rindo e pondo o jogo sobre a mesinha de centro. – “Junko. Se você tem coragem e quer testar seus limites venha para JUNKO, pois desafios lhe aguardam!”. Deveria saber esconder os seus brinquedinhos melhor. Debaixo da cama é meio óbvio!

– GRRR! – Gaby se enfureceu e já para cima de Sophia, quando sentiu Gabriel a segurando pelo braço.

– Calma, Gaby. Relaxa! Brigar não vai adiantar em nada!

– AFF! Tá! – disse ela voltando a se sentar.

– Vamos dar uma olhadinha nisso. – e a loira abriu a tampa da caixa do jogo. As luzes piscaram.

– AI, JESUS! – gritou Gustavo assustado fazendo as batatas pularem.

– Vai dizer que tem medo do escuro, gordinho? – perguntou Victor.

– Cala a boca!

– Hum… Um tabuleiro…- Sophia tirou o tabuleiro da caixa, e a deixou de lado. Logo o abriu sobre a mesinha e foi ver os outros itens. – Bonequinhos, dados… Joguinho de criança, hein!

E as luzes se apagaram de vez. Todos gritaram.

– É hoje que não fazemos esse trabalho! – disse Gabriel levando a mão a testa.

– C-calma, vou buscar lanternas. – a morena foi até a estante onde ficava a televisão e de uma das gavetas retirou cinco lanternas, uma para cada um. – Aqui, gente.

Sophia acendeu a lanterna e continuou a bisbilhotar o jogo.

– “Regras. Primeira regra: após se iniciar o jogo não se pode mais parar e deverá ir até o final. Segunda regra: deverá fazer todos os desafios. Terceira regra: só haverá um vencedor.” Uiui, que medinho! – ironizou a garota, rindo. Em seguida pegou cinco bonequinhos, escolhendo para si bonequinho cor-de-rosa e os colocou no tabuleiro. – Vamos brincar.

– Sophys, e o trabalho?

– Ah, o trabalho a gente deixa pra depois. Isso parece muito mais interessante. – disse a loira sorrindo e jogando os dados. – Sete!

Ela moveu o bonequinho sete casinhas durante o percurso, que voltou para o ponto de partida logo em seguida.

– Wow! — exclamou Victor.

– Mas que...

– AHHHHHHH! Não quero mais brincar! — disse Gustavo se escondendo atrás do sofá, abraçando as pernas e balançando.

– Que cara medroso. — disse Victor.

– CALA A BOCA, BABACA! — gritou Gabriel irritado.

– CALMA! — gritou Gabriella. — Sophia, vamos parar com esse jogo e fazer logo o trabalho!

– Hum... Juramento. — disse lendo a caixa sem nem dar bola para os outros.

– Sophia!

Ela loira levou a mão até o centro do tabuleiro.

– Eu, Sophia Mamede, prometo...

– Sophia!

– Seguir as regras de Junko...

– SOPHIAAAA! — berrou Gaby, mas a loira não parecia nem ligar.

– E jogar até o final. Serei corajosa e não voltarei atrás com a minha palavra.

– SOPHIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

– Que assim seja. JUNKO!

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! — berrou Gustavo quase sujando as calças.

Um vento forte saiu de dentro do centro do tabuleiro. Sons de gritos horripilantes vieram junto e uma luz começou a brilhar do tabuleiro. De repente, do nada, tudo parou.

– O-O que foi isso? — perguntou Gabriel.

– QUE FODAAAAAAAAAAAA! — exclamou Victor.

– Não pode ser! Olhem! — Gaby apontou para o tabuleiro e agora não havia somente um bonequinho, e sim cinco.

– “Desafio do mel: quando as abelhas tem sua colméia ameaçada atacam o inimigo com os seus ferrões. Não comam o mel.” Que idiota! Do que ele tá falando? – disse já se preparando para lançar os dados novamente.

De repente algo caiu sobre a mão de Gustavo.

– Hum... É doce! — disse olhando para cima. — E tem muito mais!

Mel caía do teto, como se fosse chuva.

– Isso é... — disse Gustavo. — MEL!

Do nada foram ouvidos zumbidos do lado de fora do apartamento. Era um grupo enorme de abelhas que se preparavam para entrar pela janela da sala a qualquer instante.

– Ai, meu Deus! – gritou Gaby fechando a janela o mais rápido possível e as pobres abelhinhas bateram no mesmo. Muitas morreram, outras ainda insistiam em entrar. – Vamos fechar todas as janelas!

Os cinco correram por todo o apartamento e foram fechando as janelas. Gaby entrou no quarto de sua avó, que dormia calmamente e fechou a janela e mais abelhas bateram no vidro.

– Cara, isso não é brincadeira! – exclamou Victor assustado.

– Não mesmo! – disse Gustavo. – Eu vou embora!

– Embora pra onde com aquelas abelhas lá fora!? – perguntou Gabriel.

Surgiu um pequeno cartão no centro do tabuleiro, onde havia um tipo de buraco negro desenhado. Sophia pegou e leu:

– “Bem-vindos ao Junko! Gabriella, Sophia, Gustavo, Gabriel e Victor, a partir de agora terão que se enfrentar em um duelo de coragem! No final só restará um sobrevivente. Quem será que vai ser?”

Todos se olharam e suspiraram.

– Droga, droga, droga! – gritava Gustavo.

– Parabéns, Sophia. Vai matar todo mundo. – disse Gabriel.

– Cala a boca e joga! – gritou a loira.

Notas finais
Gostaram? Eu disse que meus desafios são fracos u-u' Se quiserem podem mandar sugestões por MP!