JUNKO: O Jogo Maldito
11 O Desafio da Forca
Notas iniciais
– Tá, quem vai ser o próximo? — perguntou Victor.
– Normalmente quem pergunta. — resmungou Gabriel ainda muito revoltado.
– Eu quero ir embora. — disse Gustavo balançando para frente e para trás.
– Calma, Gustavo. — disse Gaby pondo a mão sobre seu ombro. — Vai ficar tudo bem.
– Eu vou morrer. Eu vou morrer. Eu vou morrer. Eu vou morrer...
– Que bebê chorão. — disse Victor pegando os dados e os lançando. — Dois.
O bonequinho andou o número de casas tirado. O cartãozinho apareceu no centro do jogo.
– “Desafio da Forca: soletre corretamente as três palavras ou será enforcado.”
– Mas soletrar o que? — perguntou Gaby.
Logo uma luz negra saiu de Junko e uma boca velha – que parecia até de um zumbi! — apareceu flutuante no ar.
– Mas que merda é essa? — perguntou Sophia.
A boca se remexeu, revelando os dentes podres.
– Soletre corretamente. — disse com uma voz que lembrava as vozes de demônios em filmes de terror.
– Ave Maria, cheia de graça... — sim, Gustavo estava rezando.
– SILÊNCIO! — gritou a boca. De repente o gordinho ficou sem voz.
– Mas o que...? — perguntou Gaby.
Gustavo somente gesticulava. Nenhum som mais saía de sua boca.
– Primeira palavra: “INSUFICIÊNCIA”.
– Ahn... Bem... I-N... É com s ou ç? Ér...
– Vai, Victor, você consegue! — apoiou Sophia.
– Ér... I-N-acho que é S-U-F-I-C-I-E com o chapéuzinho lá, N-C-I-A. Insuficiência.
– Está correto. Segunda palavra: “JAZIGO”.
– J-A-... S ou Z... S ou Z... AHHH! Que saco! — gritou o rapaz. — Não sei não, mas acho que é Z-I-G-O. Jazigo.
– A resposta está correta. — disse boca se remoendo de raiva.
– Isso, Victor, só falta mais uma. — disse Gabriella.
– “Até que esse cara tem alguma coisa na cabeça.” — pensou Gabriel.
– A terceira e última palavra: “EXTINGUIR”.
– PUTA QUE PARIU. — disse Victor. — Que fácil! Deixa eu ver aqui... E-X-T-I-N-G-I-R! Extinguir. Tuts tuts tuts.
– A resposta está errada. Será enforcado.
– O QUE!? — berrou Victor.
– Você esqueceu a letra U.
– MENTIRAA! EU FALEI!
– Mas ele disse! — falou Sophia dando um tapa na boca que mostrou os dentes. Parecia querer mordê-la.
– Não, ele não disse o U. — disse Gabriel.
– Mas... Ele soletrou duas palavras certas? Não tem como-...?
– NÃO! AS REGRAS ESTÃO CLARAS! QUE O CASTIGO SEJA DADO!
De repente todos viram Victor com as mãos no pescoço caindo no chão. Estava sem ar, e não havia nada que pudesse ser feito.
– VIC! VIC! — gritou Sophia correndo para acudi-lo. Mas não se podia fazer nada.
A boca do rapaz começou a salivar e o sangue jorrar da mesma.
– VICTOR! VICTOR! — berrava Sophia.
De repente o moreno parou de se mexer. Estava morto.
– Desafio concluído. — disse a boca sumindo da mesma forma que havia aparecido.
Fale com o autor