JARDINS

5 Órbitas 🕰️🪞


Notas iniciais
"As pessoas adoram chamar de coincidência: Coincidência encontrar alguém no lugar certo; Coincidência sentar na mesa ao lado; Coincidência olhar na direção exata. Engraçado! Porque normalmente chamamos de coincidência tudo aquilo que seria desconfortável demais admitir que já estava vindo na nossa direção. No fim das contas, Jardiners… a cidade é pequena, especialmente quando você ainda não percebeu que está girando ao redor de alguém." XOXO, GG. 💋

SOUNDTRACK DO CAPÍTULO:

Nothing's Gonna Hurt You by Cigarettes After Sex.


São Paulo tinha um talento curioso: conseguia fazer pessoas viverem vidas completamente diferentes usando o mesmo CEP.

Naquela tarde, Helena Albuquerque decidiu que precisava comprar alguma coisa. Não porque precisasse de fato, mas porque estava entediada. Existem pessoas que correm, existem pessoas que meditam, existem pessoas que ligam para a terapeuta. Helena fazia compras. Theo recebeu a mensagem exatamente às 13h24.

"Cidade Jardim. 40 minutos."


Respondeu imediatamente.

"Você quer companhia ou testemunha?"


Visualizado. Cinco minutos depois...

"Você cresceu comigo. Descubra."


Theo sorriu pequeno, automático, daquele jeito que acontece antes mesmo do pensamento. Poucas pessoas ainda produziam esse efeito nele. Helena era uma delas.

Às 14h02 ele entrou no shopping. Vestia calça em lã fria de corte reto da Zegna, camisa de seda com botões perolados da Ricardo Almeida — uma das poucas peças do seu closet que "falava português" —, mocassins em couro polido da Loro Piana e óculos de acetato preto da Tom Ford. No pulso, o mesmo Patek Philippe que recebera do pai quando concluiu Harvard. Nenhuma peça chamava atenção sozinha. Juntas pareciam dizer uma coisa simples.

"Eu não preciso ser visto e, exatamente por isso, sou."


As portas de vidro se abriram e o ar frio encontrou o rosto dele antes mesmo dos primeiros passos. O Cidade Jardim tinha cheiro de limpeza cara. Perfume de ambiente sofisticado. Mármore. Café. Uma quantidade curiosa de silêncio para uma quinta-feira.

Encontrou Helena exatamente onde imaginava: Sentada em um bistrô diante de uma das suas Maisons favoritas, a Hermès. Ela vestia-se com um vestido em crepe de seda da The Row — de uma coleção recente -, bracelete Cartier Love, relógio Cartier Baignoire, pequeno demais para parecer relógio, óculos apoiados sobre o cabelo e um café na mão. Nenhuma sacola.

Ela levantou os olhos.

— Você demorou.

Theo olhou o relógio.

— Cheguei dois minutos antes.

Ela se levantou.

— Horrível.

Ele sorriu.

— Que crise.


Helena entregou o copo vazio para um funcionário que apareceu antes mesmo dela procurar onde deixar. Theo observou.

— Ainda me impressiona...

Ela começou a andar.

— Com o quê?

— O quanto você trata atendimento premium como direito constitucional.

Ela virou o rosto.

— Não é culpa minha se você ainda fala obrigado.


Entraram na Hermès. Uma Client Advisor aproximou-se imediatamente e cumprimentou Helena pelo nome. Conversaram alguns minutos sem mencionar produto algum. Falaram sobre agenda, disponibilidade, coleções e tempo. O tipo de conversa que parecia completamente natural para quem estava dentro e completamente incompreensível para quem observava de fora. Até que ela sorriu.

— Recebemos a confirmação esta manhã.

Helena ficou imóvel. Muito pouco, mas Theo percebeu.

— Para qual?

A resposta veio tranquila demais para o peso que carregava.

— Seu nome foi priorizado para uma Birkin 25 Sellier em couro Epsom, Noir, com Ferragens douradas.

Theo olhou para Helena. Ela demorou um segundo. Dois. Só então perguntou:

— Sério?

A Client Advisor assentiu.

— Construção de relacionamento com a Maison.

Theo cruzou os braços.

— Há quanto tempo você estava na fila de espera?

Helena continuou olhando.

— Apenas oito meses.


Para a grande maioria, era impensável não ter a bolsa disponível para a compra quando quisesse, quiçá esperar oito meses — ou bem mais — para conseguir compra-la (e ainda depender de construção de relacionamento para obtê-la). Quando a bolsa foi trazida, Theo não observou o couro. Observou Helena.

O preço da luxuosa bolsa? Uma pechincha: Cento e cinquenta mil reais. Ela passou os dedos pela peça sem sorrir. Depois de alguns segundos, disse apenas:

— Era essa!

A Client Advisor afastou-se discretamente.

Theo perguntou:

— Resolvido?

Helena pensou por um instante.

— Parcialmente.

Ele sorriu.

— Você sabe que pessoas normais compram sorvete quando estão tristes ou entediadas.

Ela pegou a sacola após pagar a sua nova aquisição.

— Somente pessoas que não conseguem comprar uma Birkin.


Saíram. Andaram alguns minutos em silêncio até Helena comentar casualmente:

— Dante esteve na Galatea...

Theo não desacelerou. Ela observou e esperou pacientemente.

— Eu vi.

Ele continuou andando até que ela sorriu.

— Impressionante.

Ele olhou.

— O quê?

Ela ajeitou os óculos.

— Você aprendeu a esconder.

Theo colocou as mãos nos bolsos. Demorou um instante para questionar.

— Você queria relatório ou maturidade?

Ela riu e depois perguntou:

— Você pensa nele?

Theo olhou para frente. Demorou alguns segundos antes de responder.

— Menos do que antes...

Pausa.

— ...Mais do que gostaria.

Helena não respondeu. Só continuou andando. Porque algumas amizades sobrevivem justamente quando aprendem a respeitar o que não foi dito.


Do outro lado do shopping, Kiran chegou sete minutos atrasado. Não porque se atrasasse, mas porque em trabalhos em grupo, sempre existia alguém que atrasava por todos os outros.


Mensagem recebida às 14h21:

"Chegando em 5."


Ele leu, sorriu e guardou o celular. Sabia que significava quinze.

Naquela semana o trabalho parecia consumir mais horas do que deveria. Estratégia. Apresentação. Reuniões. Gente tentando parecer tranquila enquanto claramente se importava mais do que admitiria. Já no Insper, tinha dias que parecia faculdade. Em outros, parecia treinamento.

Naquele momento, ele vestia calça reta em algodão grafite da Zara, camiseta branca estruturada da Hering — comprada porque caía bem — e Adidas Samba preto já levemente marcado nas laterais. No pulso, nada. Nunca entendeu muito bem o fascínio por relógios. Preferia olhar as horas no celular.

Usava de um perfume nacional. Natura Homem, sua marca registrada. Ele tinha aplicado cedo demais para ainda estar inteiro naquela hora, mas era suficiente para quem chegasse próximo dele. As roupas não tinham sido escolhidas naquela manhã. Tinham sido escolhidas meses antes. Kiran era do tipo que comprava pouco e usava até conhecer cada peça.

Entrou no café, pediu um flat white e ouviu o valor. Trinta e dois reais. Pensou por dois segundos, suspirou fundo e pagou. Porque já estava ali. Escolheu uma mesa próxima da janela e abriu o notebook enquanto esperava o grupo. Ao redor, tudo parecia desenhado para existir sem atrito. Xícaras pesadas. Funcionários que falavam baixo. Cadeiras confortáveis demais. Nenhum pedido sendo anunciado. Nenhuma urgência. Curioso. Kiran sempre imaginou que dinheiro compraria velocidade.

Mas quanto mais caro o lugar… menos pressa as pessoas pareciam ter.

Nova mensagem.

"Mais 10."


Ele soltou uma risada silenciosa e fechou parcialmente o notebook. Foi quando viu Helena e Theo saindo da Hermès. Demorou alguns segundos para reconhecer porque o contexto confundia. Não era o tipo de lugar onde esperava reencontrá-los. Mas conhecia os dois: Galatea. Cartografia do Silêncio. Theo Montenegro falando sobre arte com uma naturalidade quase irritante para alguém que parecia ter nascido dentro de uma reunião de conselho. Helena aparecendo depois, elegante demais para parecer esforço e simpática demais para parecer personagem.

Tinha conversado mais tempo com Theo naquela noite do que imaginava que conversaria. O suficiente para perceber uma coisa curiosa: existia distância entre a pessoa e o sobrenome.


Já com Helena tinha sido pouco. Cumprimento. Poucas frases. Presença suficiente para lembrar. Observou os dois caminhando e notou algo interessante: Ela falava com as mãos; Ele escutava mais do que respondia. Ela parecia levemente irritada; Ele parecia acostumado. Estranho. Na Galatea eles pareciam maiores.

Ali pareciam mais próximos de pessoas.


Kiran desviou o olhar e voltou para a tela. Alguns minutos depois percebeu movimento ao lado. Levantou os olhos. As únicas cadeiras livres do café eram exatamente na mesa ao lado da dele. Theo sentou primeiro e olhou rapidamente. Reconheceu, mas não comentou. Helena sentou logo depois. Também percebeu. Os três sustentaram aquele meio segundo estranhamente natural de quando você conhece alguém pouco demais para abraçar e demais para fingir que não viu.


Foi Theo quem quebrou. Acenou discretamente. Kiran devolveu. Só isso. Um garçom aproximou-se. Helena pediu um cappuccino. Theo nem abriu o cardápio.

— Espresso e uma água com gás.

Ela olhou.

— Você é muito previsível.

Ele deu de ombros.

— Você acabou de gastar cento e cinquenta mil reais e ainda quer café.

Ela pegou o cardápio.

— Cento e cinquenta mil reais compram uma Birkin. Não serotonina.


Theo sorriu. Ficaram alguns segundos em silêncio até Helena apoiar o rosto na mão.

— Posso te fazer uma pergunta séria?

Theo suspirou.

— Isso nunca acaba bem.

Ela ignorou. Olhou em volta e depois perguntou:

— Se dinheiro resolvesse tudo… por que todo mundo que conhecemos parece cansado?


Theo demorou alguns segundos antes de responder. Observou o café, as pessoas e a própria xícara. Então disse:

— Porque dinheiro resolve problemas objetivos.

Helena continuou olhando.

— E os subjetivos?

Ele pensou. Pegou o espresso.

— Esses ficam mais bonitos.


Kiran riu. Baixo. Sem querer. Os dois olharam. Ele sorriu pequeno.

— Desculpa.

Helena abriu um sorriso e inclinou levemente a cabeça.

— Não.

Pausa.

— Continua.


Kiran fechou parcialmente o notebook e apoiou os antebraços na mesa.

— Não era nada.

Helena arqueou uma sobrancelha.

— Mentira. Quem ri sozinho em conversa alheia sempre tem uma opinião.


Theo abaixou os olhos para o café. Parecia interessado demais na própria xícara para alguém que claramente estava ouvindo. Kiran sorriu.

— Eu só achei específico.

Helena apoiou o queixo na mão.

— Desenvolva.

Ele pensou por alguns segundos. Tempo suficiente para parecer educação. Não tempo suficiente para parecer medo.


— Acho que dinheiro resolve problemas objetivos mesmo… mas pessoas sem dinheiro também ficam cansadas.

Helena observou.

— Excelente argumento.


Theo levantou os olhos. Kiran percebeu a mesma sensação da Galatea. Theo nunca parecia estar exatamente olhando para alguém. Parecia estar avaliando alguma coisa atrás. E então, Theo perguntou:

— Então o problema é o quê?

Kiran pensou antes de responder. Não porque precisasse, mas porque costumava fazer isso.

— Expectativa.

Silêncio. Helena sorriu. Theo não. O que normalmente significava que estava pensando. Kiran continuou.

— Dinheiro muda o tipo de problema. Não necessariamente elimina.

Helena recostou na cadeira e olhou para Theo.

— Gostei dele.

Theo pegou o espresso.

— Você gosta de todo mundo que concorda parcialmente com você.

Ela ignorou e virou-se novamente para Kiran.

— Trabalho?

Ela apontou para o notebook na mesa dele.

— Faculdade.

Ela observou.

— Insper.

Ele sorriu.

— Está escrito?

Ela sorriu de volta.

— Não. Mas eu tenho talento para estereótipos.


Kiran riu. Theo entrou na conversa pela primeira vez desde o comentário sobre dinheiro.

— Não sabia que você estudava lá.


Kiran virou o rosto para ele. Demorou um instante para colocar as ideias em ordem.

Claro! Galatea. Tinham falado disso.

— Acho que comentei naquele dia.


Theo assentiu. Como quem lembrava. Como quem não costumava esquecer pessoas. Estranho. Porque Theo parecia exatamente o tipo de pessoa que esquecia.


Helena observou os dois e ficou alguns segundos sem falar. Depois perguntou casualmente:

— Vocês se conhecem melhor do que eu imaginei?

Theo respondeu primeiro.

— Conversamos na Galatea.

Ela abriu um sorriso lento.

— Interessante.

Theo olhou.

— Não começa.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Não fiz nada.

Pausa. Depois virou para Kiran.

— E qual foi sua conclusão sobre ele?

Theo fechou os olhos por um segundo.

— Helena...

Tarde demais. Kiran segurou um sorriso, olhou para Theo e pensou. Depois respondeu:

— Não sei ainda.

Silêncio. Ele completou:

— Ainda estou coletando dados.


Helena riu imediatamente. Theo ficou olhando alguns segundos, depois sorriu. Pequeno, quase invisível. Foi a primeira vez que Kiran viu Theo parecer ter exatamente a idade que tinha. Não Montenegro. Só Theo.


Por alguns minutos a conversa seguiu em coisas pequenas como faculdade, cidade, eventos... Helena comentou casualmente sobre uma exposição nova que chegaria na Galatea dali algumas semanas. Theo disse que provavelmente iria. Ela perguntou se Dante também estaria. Theo, por sua vez, respondeu que não sabia. O tom foi tão neutro que ninguém teria percebido se não estivesse prestando atenção. Helena percebeu. Não comentou. Mudou de assunto.


Alguns minutos depois ela perguntou casualmente:

— Vocês entregam trabalho quando?

Kiran olhou.

— Sexta da próxima semana.

Ela assentiu, mexendo no cappuccino.

— Grupo?

— Cinco pessoas.


Ela confirmou com a cabeça como quem recebeu uma informação irrelevante e deixou morrer. Continuaram conversando.


Alguns minutos depois levantaram. Theo pagou sem olhar. Helena colocou os óculos, pegou a sacola laranja da Hermès e saíram, despedindo-se brevemente de Kiran. Já no corredor, Theo perguntou:

— O que foi aquilo?

Ela virou.

— O quê?

Ele colocou as mãos nos bolsos.

— Você ficou estranha.

Ela sorriu.

— Você me conhece há muito tempo.

Ele esperou e então respondeu:

— Exatamente.


Continuaram andando. Dois passos depois ela comentou casualmente:

— Faz um jantar amanhã.

Theo olhou com uma certa incredulidade.

— Não.

Ela continuou.

— Faz.

— Não.

Ela sorriu.

— Você está ficando antissocial.

Ele respondeu:

— Eu sempre fui, zero novidades.

Ela ignorou.

— Então convida gente que você normalmente não convidaria.

Theo soltou uma risada.

— Esse é um dos meus critérios para não convidar.

Ela deu de ombros.

— Os melhores costumam aparecer.


Entraram no elevador. Assunto morreu ou pareceu morrer.


Mais tarde, Theo estava em casa. Sem relógio, sem sapatos, sem camisa, apenas com uma calça de moletom cinza que ressaltava seus glúteos volumosos e suas coxas torneadas. A cidade ocupando o outro lado do vidro. A cobertura tinha um jeito curioso de amplificar o silêncio. Durante anos ele achou que era luxo. Ultimamente começava a desconfiar que era espaço.


O celular vibrava sobre a bancada. Mensagens, convites, assuntos de trabalho. Ignorou todos com sucesso. Foi até a cozinha, serviu-se de água de coco natural e voltou. Ele tinha por hábito beber esta bebida todos os dias. Sua secretária do lar mais velha, Lilian, recebia a reposição diária todas as manhãs.

Pegou o celular e constatou uma mensagem de Helena. Sem texto. Só um print. Perfil do Instagram.

@kiranalves

Theo ficou olhando alguns segundos para a tela sem demonstrar nenhuma reação. Depois enviou:

"?"

Resposta imediata.

"Você disse semana passada que precisava ver gente."

Ele respondeu:

"Eu falei literalmente o oposto."

Visualizado. Três pontos. Então:

"Exatamente."


Theo soltou uma risada curta e bloqueou o celular. Foi até a janela e ficou alguns segundos olhando a cidade, pensativo. Desbloqueou o celular e voltou. Abriu o perfil. Poucas fotos. Nada muito calculado. Grupo de amigos. Alguma coisa da faculdade. Um post da Galatea. Uma foto ruim do céu. Tudo estranhamente normal.


Theo fechou. Abriu de novo e ficou olhando. Depois abriu conversa. Digitou. Apagou. Digitou de novo. Enviou.


"Amanhã vou receber algumas pessoas aqui."


Pausa. Nova mensagem. Nada grande. Nova pausa.


"Se você e seu grupo quiserem aparecer..."


Enviou, bloqueou e largou o celular. Cinco segundos depois pegou de novo. Apagou “seu grupo” e enviou novamente.


"Amanhã vou receber algumas pessoas aqui. Se quiser aparecer."

Dessa vez deixou.


…

Do outro lado da cidade, Kiran estava no metrô quando o celular vibrou. Olhou sem pensar. Parou. Leu. Leu de novo. Olhou o nome. Theo Montenegro. Demorou alguns segundos para responder, não porque estivesse impressionado. Porque não entendeu.


Abriu a conversa. Fechou. Abriu de novo. Pensou e respondeu.

"Valeu pelo convite."


Pausa.


"Não sabia que a gente estava nesse nível de intimidade."


Enviou. Quase imediatamente apareceu digitando. Resposta:

"Também não sabia."


Kiran riu e guardou o celular. Olhou pela janela. Abriu de novo. Digitou.

"Posso levar mais gente?"


Resposta veio rápido.

"Pode."


Pausa.

"Mas escolha bem."


Kiran sorriu. Ficou alguns segundos olhando o reflexo no vidro. Engraçado. Naquela manhã ele tinha saído de casa pensando em apresentação, trabalho, café. Agora tinha um convite para uma cobertura nos Jardins. São Paulo era estranha. Ou talvez… algumas órbitas só precisassem de um empurrão.


…


No dia seguinte, Helena recebeu uma única mensagem. Theo:

"Você é insuportável."


Ela sorriu e respondeu:

"Eu sei."


Bloqueou o celular e continuou o dia, como se não tivesse acabado de mover duas pessoas alguns centímetros na direção uma da outra.

Notas finais
"Coincidências são curiosas. Porque normalmente elas aparecem exatamente depois que alguém toma uma decisão. Então me digam, Jardiners… quando alguém entra na sua órbita sem convite… quem disse que ele não já tinha sido convidado?" XOXO, GG. 💋