Ive Never Been Anywhere Cold as You.
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Oito.
This is the hardest story that I have ever told,
Esta é a história mais dura que eu já contei,
No hope, or love, or glory.
Nenhuma esperança, ou amor, ou glória.
Happy ending’s gone forever more
Finais felizes se foram para sempre.
I feel as if I’m wasting and I wasted every day.
Eu sinto como se eu desperdiçasse e eu desperdiço todo dia.
Happy Ending – Mika.
Ryan Ross soltou um palavrão baixinho ao ver sua louça toda suja em cima do balcão. No prato ultilizado por Brendon estava pela metade e o de Ryan não tinha mais vestígios de ovos, couve ou bacon. Percebeu que o perfume adocicado de Brendon ainda impregnava sua cozinha e proferiu outra palavra de baixo calão. Recolheu a louça e ligou o rádio, por coincidência estava tocando Mika e sua animadora We Are Golden.
“Teenage dreams in a teenage circus, running around like a clown on purpose…” Cantava animado, tentando tirar de si qualquer pensamento que o levassem ao beijo que acontecera naquela cozinha. Tudo que lhe ocupasse a mente seria bem vindo. Não queria admitir pra si mesmo que estava errado. “Who gives a damn about the family you come from? No giving up when you’re young and you want some.”
Ryan parecia estar completamente feliz pela ausência de Brendon em sua vida. Aqueles momentos eram ótimos e suspirava sozinho enquanto cantava e terminava de ajeitar sua casa. Abriu a geladeira se deparando com a mesma cheia de coisas verdes, coisas que Brendon fazia para regular sua dieta. Pensou em jogar tudo fora, mas não o fez. Brendon voltaria pra sua casa, pro seu trabalho. No fim das contas, faltava apenas a maquete para que os dois se livrassem para sempre um do outro.
“Now I’m sitting alone and I’m looking for help. Left here on my own, I’m gonna hurt myself.” Cantarolava animado, percebendo então o quão aquela música falava de si mesmo sem ser melancóolica demais, mas no fim acabava sempre sendo a mesma coisa. Sempre acabava se machucando a cada dia na tentativa de conviver bem com sua solidão e sua angustia. Brendon Urie tinha feito mais que beijá-lo, por isso aquela reação. Brendon Urie tinha trazido de volta algo que o arquiteto considerava a coisa mais inútil existente em um ser humano: a capacidade de sentir e de ser íntimo. “Many years have gone by, but I’m still wondering why I ever let the word let it bleed me dry.”
Desligou o rádio ao terminar, antes que viesse qualquer música melancóolica que lhe fizesse lembrar de sua própria vida solitária. Suspirou entristecido, andou devagar para fora da cozinha e, ao passar pela mesa, notou seu maço – amassado e quase vazios – de cigarros, sorriu. Pegou o objeto retangular, arrastando-o pela superfície lisa da mesa redonda e sacudiu o maço, para que um dos objetos cilíndricos saíssem de seu lugar e viesse para sua mão. Jogou os demais cigarros, quando teve o seu em mãos, exatamente onde estavam e voltou para a cozinha para pegar seu isqueiro. Acendeu o cigarro e deu a primeira tragada, para que aquilo viesse relaxá-lo. Dispersar como fumaça todos os seus pensamentos malucos sobre qualquer coisa. Bocejou entediado e andou um pouco pelo loft até chegar a uma janela pequena que abriu e se debruçou pra fumar.
Quando acabou de fumar, jogou a bituca pela janela e a fechou. Andou alguns passos a mais até a sala e só então notou um copo plástico da Starbucks em cima de seu criado. Sentou-se no sofá, lembrando-se então que tinha pedido café antes de Brendon sair correndo de sua casa e cometer a loucura de beijá-lo. Sentiu, em seguida, o perfume – daquelas colônias de bebê — que estava no sofá. No fim de tudo, o jovem universitário tinha dormido ali por algumas vezes. Grunhiu baixinho por ter o nome e o odor de Bden num mesmo lugar. Pegou o café e bebeu – e este estava frio -, rendendo uma palavra de baixo calão.
Querendo ou não, já não havia como negar. Brendon havia marcado presença em sua vida e percebera ainda mais quando subiu e notou que Brendon Urie não tinha levado nenhuma de suas coisas. O notebook dele ainda estava em cima da mesa de trabalho de Ryan que com cuidado pegou o aparelho, ligou-o e começou a mexer nas coisas de Brendon, nos projetos, nas apostilas... No fim de tudo, preferiu jogar paciência, porque tinha certeza que o menor voltaria para o almoço. Era seu trabalho, não era?
O interfone tocou e Ryan rastejou até o aparelho tamanha era a sua preguiça. Estava a ponto de mandar o porteiro ir à merda por lhe incomodar com o seu empregado. Com certeza era Brendon pedindo autorização pra entrar e foi por isso que ele deixou o reitor da universidade subir. Esperou-o na porta com um sorrisinho no canto dos lábios, vitorioso, pronto para dar uma bronca em Brendon Boyd Urie, mas acabou se decepcionando quando do elevador saiu Shane Valdés. Já que o havia mandado subir, decidiu recebê-lo.
“Posso ter um pouco do seu tempo?” Perguntou Valdés educadamente.
“Espero que seja alguma coisa útil.” Respondeu Ryan o convidando para entrar, Shane entrou sem responder a pergunta do dono do loft. Acomodou-se no sofá, pondo a pasta preta em cima da mesinha de centro da sala e suspirou. “Não vai dizer nada, senhor?”
“Sou o reitor da Universidade de Los Angeles e preciso que o senhor cumpra com o prometido.” Ryan franziu o cenho, se sentando em frente ao dito reitor e cruzou seus braços magros em frente ao peito. “O senhor ficou de mandar sua avaliação do desempenho de seu estagiário para nossa faculdade e nada chegou até minhas mãos. Brendon Urie precisa, ainda, concluir nosso curso.”
“Como?” Inclinou o corpo para frente, como uma forma de relaxar. “Olha, o meu estagiário jamais me disse que estava cursando uma universidade e que eu tinha que lhe enviar avaliações.” Suspirou meio irritado. “Ele é um bom aluno.”
“Eu sei.” Shane disse. “Ele me ligou dizendo que quando o estágio dele aqui acabasse, ele retomaria a sua vida, mas que não poderia deixar passar uma vaga de ouro como essa, porque além de estar trabalhando com você, de conhecê-lo, ele aprenderia Arquitetura e Urbanismo na prática e com o melhor arquiteto do mundo.” Completou sorrindo.
“Brendon é um sonhador exagerado, reitor.” Ryan falou apoiando os cotovelos em seus joelhos. “Nós não terminamos o projeto, então, posso lhe mandar a avaliação sobre o desempenho de Brendon ao final desse projeto?”
“Na verdade, eu estou aqui para que o senhor releve essa carga horária.” Dizia Shane, olhando diretamente para o arquiteto. “Eu sou amigo pessoal do Urie, senhor Ross, e gostaria que ele terminasse a faculdade com a turma dele.”
“Eu vou conversar com o Urie.” Falou como em um grunhido. “Eu não aceitaria um estagiário que não terminou todo o seu curso.” Estava aí o motivo para que Ryan Ross demitisse Brendon Urie, mas depois de tudo o que ele havia feito por Ryro, seria justo com ele? Cortar os vínculos de uma vez por todas não seria nem um pouco justo. Ryan hesitou.
“Não tire esse emprego dele.” Shane Valdés se apressou, suspirando. “Você tem realizado um dos maiores sonhos desse menino, Ross. Não destrua isso.”
Acho que já destruí. Pensou, deixando um suspiro qualquer sair. Uns minutos depois os dois senhores se despediram formalmente. Apertaram as mãos e Ryan observou aquele reitor até que ele tomasse o elevador. Entrou em casa e ajeitou as coisas de Brendon e foi então que Ryan descobriu que Shane deixara o endereço de Bden em cima de sua mesinha. Ele iria até lá para entregar todas as tralhas que Brendon Urie tinha deixado com ele. Não lhe serviria da nada, mesmo.
Quando pensou estar livre, ouviu a campainha e rosnou baixinho. Abriu a porta encontrando com Alex Greenwald parado em sua frente. Fez um jesto para que o homem entrasse e deu espaço para o mesmo na porta. Alexander, na verdade, estranhou tamanha gentileza de Ryan, mas não disse nada.
“O que você quer aqui?” Ryan falou enquanto fechava a porta.
“Onde está o Urie?” Falou passando os olhos pela sala do loft. Sorriu para si enquanto mantinha as mãos escondidas nos bolsos da calça de alfaiataria fina. “Achei que seria ele que me abriria a porta.”
“Tanto faz.” Sorriu sem emoção. “O que você quer aqui?” Repetiu.
“Vocês estão atrasados com meu projeto.” Alex deu os ombros, fingindo descaso. “Eu quero saber a quantas andam meu projeto? O que eu digo para quem o encomendou?”
“Que você está trabalhando o máximo que pode, mas quem desenha pra você esteve doente, por isso, ele parou um pouco pra repouso médico.” Ryan arqueou a sobrancelha com ironia e cruzou os braços. “Está quase todo pronto, Alexander.”
“O que falta, então?”
“A maquete e suas fichas de apresentação.” Respondeu Ryan. “Eu estou sem dinheiro para comprar o material necessário e, Alex, se quiser subir eu te mostro o projeto com um toque especial de Brendon Urie.”
“Você realmente deixou o Brendon tocar no projeto?” Ryan arqueou a sobrancelha e logo negou com a cabeça. “Imaginei” Respondeu, rindo baixinho. “O que achou dele como profissional?”
“Um sonhador idiota.” Ryan respondeu sem pensar duas vezes, deixando um vestígio de sorriso aparecer no canto dos lábios. “Mas extreamente profissional, com idéias instigantes e sempre disposto a cumprir o que eu ordeno.”
“Hmm.” Suspirou, pegando do bolso os talões de cheques que correspondia a metade do pagamento que eles haviam combinado e Ryan guardou na sua carteira o seu e o do seu adorado companheiro de trabalho. “Antes de me mostrar o projeto, quer voltar a trabalhar sozinho ou eu deixo ele com você? Mas não pode ter volta, Ry.”
“Você--” Ryan torceu os lábios por um momento e ficou pensativo, meio perturbado, meio sem saber o que dizer. Alex levantou a sobrancelha com um tom ligeiramente desafiador, esperando. “Não, ele fica.”
“Tem certeza?” Alex insistiu e Ryan assentiu. “Agora vamos logo ver o que vou explicar.”
Os dois subiram conversando qualquer coisa, mas principalmente sobre a parceira – indesejada – que os dois tinham. Um laço que vinha desde a época de Pete. Quando eles – Peter e Ryan – eram uma dupla que se completava; quando Ryan Ross era o sonhador e Peter o arquiteto novato com idéias empreendedoras. Peter tinha ido e Alex sentia falta do toque ousado em seus projetos.
O toque de Peter.
Ryan explicou cada detalhe do projeto com má-vontade ao seu chefe. Levou-o a porta quando acabou de explicar e não se despediu muito educadamente. Alex estava acostumado. No fim das contas, um precisava do outro, embora um não estivesse tão satisfeito quanto o outro. Suspirou, tentando achar algum vestígio da colônia de bebê, mas o perfume Dolce & Gabbanna de Alexander tinha acobertado todo o cheirinho adorável de Bden. Aproveitando que estava na parte de baixo do loft e foi a cozinha, pegar uma cerveja. Abriu a garrafa de vidro cristalino e bebeu um gole bem grande, se culpando mentalmente de ter deixado Brendon ser ensinado ainda mesmo depois de tudo o que havia acontecido.
O que havia acontecido? Havia acontecido algo?
Ryan não tinha beijado Brendon, mas o choque dos lábios deles ainda estava presente em sua mente. O toque das mãos de Brendon em seus lábios e a promessa de nunca mais amar, de dedicar sua vida para afastar as pessoas de si próprio. Peter se orgulharia dele?
Não. Porque aquele não era o seu Ryan.
Terminou sua cerveja e pensou em ligar, mas desistiu porque, com certeza, Brendon apareceria a qualquer momento, impregnando toda a sala com sua colônia infantil. Nem que fosse apenas para receber o seu pagamento. Acabou por acender mais um cigarro e decidiu ver televisão, até dar a hora do almoço. Porém seus pensamentos eram traiçoeiros e covardes. Porque Ross sabia que se dormisse, sonharia com Peter Wentz e se continuasse acordado, Brendon tomaria conta do seu ser.
Era mais confortável ficar acordado, porque era menos difícil de controlar o pensamento do que o sonho. Era mais simples controlar Brendon que ser controlado por Peter. Tudo conspirava para que a sensação de solidão – não sentida há muitos anos – viesse perfurar o peito de Ryan de forma dolorida, profunda. O vazio era cada vez mais palpável, cada vez mais denso que nada parecia preenchê-lo. A dor em seu peito era tão forte, que o menino acabou dando um gemido aflito. Talvez ele precisasse se render aos encantos de Brendon. Talvez ele começasse a rever seus conceitos de intimidade e limites.
Voltaria ao conceito de dividir: dividir sonhos, prazeres, intensidade. Dividir carinho, dividir em dois o coração, para que metade do seu batesse na pessoa escolhida e vice-versa. Dividir a cama, dividir o lençol, dividir opiniões e compreendê-las. Voltaria a viver, porque dividir é viver.
Sacudiu sua cabeça e olhou para o relógio em seu pulso; eram nove e meia da manhã apenas. Levantou-se de forma manhosa e jurou ter ouvido a risada gostosa de Brendon Urie por causa de sua manha matinal. Coçou os olhos e seguiu em passos pequenos, frágeis e cautelosos até seu banheiro. Depois de um banho, Ryan levaria suas roupas à lavanderia, daria vacina ao Ringo e, com certeza, daria tempo de Brendon chegar e fazer suas comidas estranhas com couve e obrigando-o a tomar suco de laranja sempre. Talvez ele tivesse mais ferro no corpo que a Cameron de The Sarah Connor Chronicles – que era a reprise que Ross assistia na TV antes de ir ao banheiro.
Depois do banho, se agasalhou bem – vestindo um sobretudo verde, calça marrom e uma camiseta de cor bege, listrada com várias cores [essa roupa http://twitpic.com/1r4vdu e essa camiseta: http://twitpic.com/1r4x4e ] -, até porque não queria ter outra febre de quarenta graus num momento que não teria mais ninguém por ele. Pôs o gato em sua gaiolinha e ajeitou as demais coisas: as trouxas de roupas; as contas que seriam pagas. Almoçaria na rua e como ele tinha certeza absoluta que Bden voltaria e com isso, o castigaria por deixá-lo esperando daquela forma. Pôs um chapéu para evitar algum tipo de frio, aproveitaria a oportunidade pra comprar o material necessário para a construção da maquete.
Que pela milésima vez, ele jurou que fosse a última vez que deixaria Alex assinar algo seu... E de Brendon.
Pensou em aplicar seu dinheiro em algo – dessa vez – que realmente pudesse ter algum tipo de retorno, mas confessou para si mesmo que estava com medo de fazer sozinho. Ryan era uma pessoa que tinha medo de arriscar e dar errado, mas, principalmente, tinha medo de arriscar e dar certo. Porque se algo desse exatamente como ele queria, era justamente porque estava dando tudo errado. Aprendera a ser pessimista e ter a visão menor.
Ao chegar ao pet shop, deixou o gato, dando todas as recomendações sobre seu pequeno bichano. O único amigo de verdade que ele tinha, que não exigia nada em troca. Deixava o pagamento do pet shop adiantado e seguiu seu caminho. Levou as roupas à lavanderia e ao começar a separar para pôr nas máquinas e viu a camiseta de Brendon. Seu coração apertou.
Little bit of love.
Após lavar e secar suas roupas, separou a camiseta de Brendon de suas roupas, colocando-a no seu banco da frente, meui sem entender o porquê daquilo. Foi para o banco, discontar o cheque, pagar suas contas e ir atrás de alguém especializado para arrumar seu sistema de aquecedores. Tudo estava atrasado, Ryan não era bom com prazos de validade. Deixou o carro em um estacionamento privado para realizar seu roteiro, mas principalmente, para tomar café. Jamais respeitaria a ordem absurda do nutricionista.
Quando encontrou a Starbucks tão desejada, pediu um Latte. Ficou batucando na mesa enquanto esperava por sua bebida. Acendeu um cigarro e começou a fumá-lo distraídamente enquanto olhava os demais em sua volta. Era tediante. Depois de saborear a bebida, Ryan fez tudo o que deveria fazer e voltou para casa.
Suspirou consigo mesmo, sendo seguido pelo que ia consertar o aquecedor. Ligou o seu iPod após mostrar ao homem que fora com ele onde ficava seu aquecedor. Subiu para seu quarto e decidiu olhar o conteúdo do notebook do seu adorável. Suspirou logo após, mais uma vez, achando que precisava de café. “Brendon se decepcionaria muito com isso.” Pensou consigo mesmo e continuou a mexer no computador do garoto.
Após todo o aquecedor consertado, Ross livrou-se dos casacos e sorriu aliviado. Sentiu fome, borbulhinhas em seu estômago, mas não deu importância nenhuma à aquilo. Era só um sintoma a mais de fome. Pegou-se pensando em tudo o que tinha acontecido até ali e pegou da cabeceira da cama. Segurou o porta-retrato contra sua caixa torácica. Aquele sentimento ainda estava escondido no fundo do seu coração congelado.Ali, ainda tinha um vestígio de saudade. Ao voltar a olhar a foto, passou os dedos longo e suspirou.
“Todo ser humano tem um coração. Não importa o quão congelado ele esteja. Ele ainda existe e cada uma de suas frágieis batidas ajudam a libertá-lo daquela dor.”
Mais de nove horas da noite e Ryro estava muito cansado. Brendon não tinha voltado ou sequer ligado e isso preocupou o arquiteto que apenas se ajeitou na cama, ainda com o porta-retrato apertado contra o peitoral, e dormiu. Ele sabia que era amor. Ele conhecia. Havia algo silencioso e destruidor crescendo em seu peito e ele já não conseguia mais arrancar. Ryan Ross sabia que o estagiário havia mexido tanto com ele, como Peter Wentz mexera.
Talvez fosse bom aquele novo sentimento. Talvez, se ele deixasse aquilo aflorar, arrancasse aqueles malditos pesadelos. Ryan decidiu que usaria Brendon e depois o esqueceria, embora soubesse que a cada dia que passava ficava mais forte. Aquela rotina se prosseguiu por alguns dias. Quase uma semana, na verdade. E, sem perceber, um dia desses, Ryan dormiu no sofá, inebriado pelo cheirinho de bebê proveniente de Urie. Ross tinha como sentir falta de Urie em seu abraço, em seu estômago e em sua vida.
Ainda que você não consiga enxergar o amor nos olhos do outro, nos pequenos atos, nas palavras amargas ou congeladas de seu pretendente, não quer dizer que esse sentimento não inunde o coração dele. Basta, apenas, olhar por um novo prisma.
Fale com o autor