Notas iniciais
Ainda introduzindo os personagens a história, mas eu juro que o próximo capítulo fica legal!! Lembrando que vocês podem falar músicas para mim, ok?

A comitiva espanhola se aproximava do castelo formando uma pequena procissão, alguns cavaleiros do conde de Dalton lideravam seguidos da senhorita Santana de Lopez, seu pai e alguns servos que vieram apara garantir o conforto durante a longa viagem da península Ibérica até a Inglaterra. Santana deixou-se estremecer com a lembrança do trajeto de barco, o chocalhar ritmado ou aparentemente ritmado, a comida salgada e mal preparada e o olhar intrusivo dos marinheiros. Ela esperava que a Inglaterra não fosse parecida com aquilo.

Após uma pequena pausa para identificação eles atravessaram as muralhas adentrando na cidade que se formara ao redor do castelo. Exceto pela rua principal que guiava a entrada do castelo a entrada da cidade, o resto era formado por vielas retorcidas sem qualquer plano de maneira que apenas que morara lá por anos pudesse enxergar qualquer tipo de ordem e sentido. Algumas pessoas pararam por alguns segundos para observar a comitiva, mas a maioria não podia dar-se ao luxo de parar por um instante sequer e deixar o trabalho por fazer. Como uma mulher de seios fartos, cintura grossa e semblante cansado, uma mãe, que levava uma pilha de roupas sujas para fora de casa, algumas mais finas do que sua classe social permitiria. Ela se juntou a desordem de pessoas e desapareceu por entre as vielas, provavelmente indo em direção ao rio.

Uma senhora e sua filha falaram com os cavaleiros e se juntaram a comitiva ao final, Santana acompanhou-as com o olhar, a mulher já devia ter seus quarenta anos a contar pela infinidade de rugas no rosto, mas a menina devia ter sua idade. Ela tinha um lindo cabelo loiro emoldurando seu rosto comprido como de um cavalo e intensos olhos com do mar que Santana atravessara com tanta dificuldade. Era uma garota realmente bonita a espanhola pensou quando voltou a olhar para frente e, antes que pudesse controlar, sorriu. Afinal, não seria tão ruim a ida à Inglaterra, talvez ela até pudesse suportar ter um marido de meia idade que provavelmente a esperava no interior do castelo.

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Emma olhava ao redor ansiosa, verificara três vezes quem sairia e quem ficaria. Dentre as noviças, apenas Julia tinha a permissão para ir com elas, Emma não queria nenhuma delas abandonando o convento depois de ver algumas calças desfilando. A madre viu sua ansiedade, foi na direção dela e segurou seus braços.

-Acalme-se, Emma! Tudo dará certo, você já organizou tudo que havia para organizar três vezes, as garotas já estão preparando as mulas e enchendo a carroça de lã para o mosteiro.

-Sim, irmã – mas Emma continuou conferindo, vagando pelo convento e procurando algo para arrumar. A ansiedade vinha mais que apenas da viagem, provinha principalmente do contato com certo prior. Emma sacudiu a cabeça e suprimiu um sorriso.

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-Não vou me casar com aquele troglodita! – Santana gritou a seu pai.

-Você fará o que eu mando – ele disse simplesmente de volta e saiu do quarto deixando Santana transbordando de ódio no quarto.

Eles eram ricos, por que precisavam ser nobres também? Ela deitou-se na grande cama macia com grossas cobertas forrando-a. Sentia-se frustrada com a vida, com o pai, com tudo. O jantar havia sido horrível, seu pretendente não era tão velho quanto havia pensado que seria, mas era grosso, beberrão e lançava-lhe olhares indiscretos que quase a fazia corar. Apertou os olhos numa tentativa de suprimir as lágrimas que tentavam sair, lágrimas de raiva.

Alguém bateu na porta, a garota ignorou, suas batidas se tornaram mais insistentes.

-Não quero ver ninguém – Santana disse entre dentes.

A porta de abriu e a bonita garota loira que se juntara a sua comitiva entrou com algumas tolhas, sabonetes e um grande balde com água.

-Seu banho, Lady- falou encarando o chão.

-Claro, pode entrar...

-Brittany – disse ela olhando-a com um sorriso – te servirei hoje que sua serva está dando a luz.

Santana sentiu uma tristeza súbita quando a loira disse isso, achou que a veria sempre.

-No resto do tempo serei só sua dama de companhia, isto é, se você e o conde se casarem.

Sorriu com o olhar inocente de Brittany, é claro que se casaria com o conde, não fora para isso que viajara até lá?

-Você parece triste? – comentou olhando para a janela e para a noite estrelada.

E antes que pudesse evitar, a morena chorou, mas pela primeira vez não se repreendeu pela sua fraqueza, a loira parecia não se importar. Fechou a porta de aproximou de Santana, abraçou-a e começou a cantar baixinho para ela.

Somewhere over the rainbow (Em algum lugar além do arco-íris)
Way up high (Bem no alto)
There's a land that I heard of (Há uma terra que eu ouvi sobre)
Once in a lullaby (em uma canção de ninar)

Aconchegando-se nos braços da outra a se deixou levar pela música. Por um momento era como se ela nunca tivesse deixado sua terra, sua mãe, tudo que ela amava.

Somewhere over the rainbow (Em algum lugar além do arco-íris)
Skies are blue (Os céus são azuis)
And the dreams that you dare to dream (e os sonhos que você se atreve a sonhar)
Really do come true (realmente tornam-se realidade)

Emma andava ao lado da madre que ia montada numa mula. Ela olhava para o céu e tentava conter o sorriso, naquele momento ela deixava para trás toda a responsabilidade de ser o braço direito da madre e esquecia o passado tortuoso que a conduzira até ali.

Some day I'll wish upon a star(Algum dia eu desejarei acima de uma estrela)

And wake up where the clouds are far behind me (e acordarei num lugar com as nuvens bem atrá de mim)

Where troubles melt like lemondrops (onde os problemas derretem como balas de limão)

Away above the chimney tops (Bem acima do topo das chaminés)

That's where you'll find me (Lá é aonde você irá me encontrar)

Santana se levantou da cama se sentindo um pouco mais feliz e puxou Brittany com ela numa rápida valsa pelo quarto, ambas as garotas rindo.

Somewhere over the rainbow (Em algum lugar além do arco-íris)

Bluebirds fly (Pássaros azuis voam)

Birds fly over the rainbow (Pássaros voam além do arco-íris)

Why then, oh why can't I?(Por quê? Oh, por que eu não posso?)

Emma apertou na mão uma pequena pedra azul que Will dera a ela uma vez, um dos poucos pertences que a permitiram de guardar.

If happy little bluebirds fly (Se felizes passarinhos azuis voam)

Beyond the rainbow (além do arco-íris)

Why, oh why can't I?(Por quê? Oh, Por que eu não posso?)

Notas finais
Acho que todos conhecem essa músicas, não? Somewhere over the rainbow - O Mágico de Oz (vocês viram que vai estrear Oz - mágico e poderoso no cinema, estou curiosa para assistir!!) Deixem Reviews!!