Notas iniciais
The Alchemy Of Love - Megumi Hayashibara http://www.vagalume.com.br/megumi-hayashibara/the-alchemy-of-love-traducao.html


Quando penso em você, até onde posso ir
Preze esse sentimento palpitante
Aonde quer que esse caminho chegue
Irei com certeza
Você, com seu brilho dourado, eu quero proteger

Esse algo insubstituível
Que sentimos quando estamos juntos
A estratégia do caprichoso amor
A técnica de misturar tudo é
A Alquimia do Amor

Guiado até a luz do amor
A única coisa que meus olhos refletem é você
Para todo sempre nós dois

Mesmo quando a noite traz a escuridão destruindo a luz
O pensamento que me leva até você não vai se confundir
Mesmo sendo atingido por ondas geladas
Vou estar ao seu lado
Até que essa luz dourada nos envolva


Capítulo 40

~

The Alchemy Of Love


O Dia dos Namorados havia terminado, no entanto, haviam algumas pessoas que ainda estavam no ritmo da comemoração. E algumas delas eram, supreendentemente, os pais de Tadase. Os dois haviam viajado para celebrarem essa data, em uma espécie de tentativa de salvarem seu casamento, que não andava muito bem, em parte por causa das excessivas preocupações com Tadase, e o receio de que ele tivesse "recaídas" agora que Nagihiko tinha voltado para o Japão. Resolveram então aproveitar a data para viajarem e prolongarem a comemoração por mais tempo do que apenas um dia, deixando o filho sozinho em casa por cerca de uma semana. Pediram que Tsukasa desse uma olhada nele de vez em quando se pudesse, para verificar se estava tudo bem, se ele não estava precisando de comida nem dinheiro, ou nenhuma outra coisa, e é claro que o Diretor de Seiyo não se negou a ajudar. Na verdade, estava secretamente pensando era que poderia ajudar seu único sobrinho a não sentir falta de alguma outra coisa, ou melhor, de "alguém", mas... era melhor manter essa informação apenas para si mesmo, por enquanto. Um dia depois da partida dos pais de Tadase, o loiro separou-se de Nanami na metade do caminho na volta para casa depois da escola, antes do que costumava fazer, já que precisava passar no mercado e comprar alguma coisa para a janta ele mesmo durante alguns dias.


Não sabia realmente o que escolher, já que Tadase não era lá o melhor cozinheiro do mundo afinal... enquanto olhava a longa prateleira com diversas opções de legumes e vegetais distribuídos nela, Tadase se perguntava se deveria mesmo comprar alguma coisa de lá ou se não seria mais fácil simplesmente comprar macarrão instantâneo, ou qualquer outra coisa semi-pronta na loja de conveniência do outro lado da rua, até que foi interrompido de suas divagações quando sentiu novamente a presença de uma espécie de vulto observando-o. Virou-se bruscamente para trás, perplexo e assustado com aquela incômoda sensação que vinha sentido há algum tempo, mas quando se virou, sentiu apenas algo pequeno esbarrar nele, e cair, com um baque no chão.


– Ai... d-desculpa, Onii-chan... — uma garotinha de uns seis anos murmurou, caindo sentada de frente para ele depois de esbarrar no garoto
– Miaka! Já te disse pra não sair correndo assim pelo mercado, minha filha! — uma mulher veio correndo atrás dela e ajudou a menina a se levantar — Desculpe, rapaz, ela te machucou? Essa menina é tão teimosa...
– Ah, não... eu estou bem, não se preocupe — Tadase respondeu, surpreso que aquela incômoda sensação pudesse ter vindo daquela garotinha que parecia ser tão frágil e inofensiva — Você está bem, menina? — ele se abaixou um pouco, encarando a garotinha que esbarrara nele
– Hai, estou bem! — ela sorriu, levantando-se e sacudindo a poeira da roupa
– Ande, vamos indo, Miaka, já vai escurecer e eu preciso fazer o jantar... então, com licença — a mulher curvou-se brevemente e saiu arrastando a menina para longe dele
– Mas, mamãe... aquela pessoa estranha parecia estar olhando para o Onii-chan de cabelos loiros... Miaka queria avisar ele daquela pessoa assustadora, mas acabei esbarrando no Onii-chan... — a menina choramingou, tentando voltar inutilmente, já que sua mãe a arrastava pela mão na direção oposta
– Já disse para parar de ficar imaginando coisas, Miaka, deixe o garoto em paz, e vamos logo, ou a mamãe vai chegar atrasada para fazer o jantar — a mulher respondeu apenas, revirando os olhos, ainda arrastando a filha e desaparecendo com ela pelo corredor, enquanto Tadase observava as duas boquiaberto.


Então aquela sensação estranha de estar sendo vigiado não fora apenas imaginação de sua cabeça? Se a menina chamada Miaka também tinha visto, então realmente existia alguém espiando ele... bem, é claro que poderia ser tudo imaginação da cabeça de uma garotinha, mas, ainda assim... ele havia sentido aquela sensação incômoda bem antes de esbarrar com a menina, e já vinha se sentindo desse jeito já havia algum tempo. Mas, sempre que sentia-se desse jeito, alguma coisa acontecia e ele logo se esquecia desse assunto, deixando isso de lado. Mas... seria mesmo possível que alguém estivesse seguindo ele?!


– Ei, Kiseki — Tadase chamou baixinho, tentando soar despreocupado, embora o tom de sua voz deletasse um leve tom de pânico — Aquela menina tinha mesmo razão? Consegue ver... se tem alguém me seguindo? Ou era tudo imaginação da garotinha?
– Infelizmente não... aquela plebeiazinha estava certa, Tadase — o Reizinho respondeu sério, olhando para trás do dono, onde podia ver parte da sombra de uma pessoa escondida atrás da prateleira da seção de biscoitos — Vamos sair daqui, depressa!


Sem pensar duas vezes, o dono milagrosamente seguiu o conselho de seu Chara, e saiu correndo para fora do mercado, acabando sem comprar nada mesmo. Nem chegou a comprar nada na loja de conveniência perto dali, já que havia perdido completamente a fome depois daquilo. Ele corria o mais depressa que suas pernas aguentavam, mas não conseguia se livrar daquela terrível sensação de estar sendo perseguido por sabe-se lá quem fosse.


Quando finalmente chegou em sua casa, que parecia ser bem mais longe do que o normal, trancou-se lá, fechando todas as portas e janelas que tinham naquela casa com todos os trincos e cadeados que elas possuíam. Teria até fechado as portas com correntes, se tivesse alguma, ou pregado tábuas de madeira na janela, se tivesse tábuas e se soubesse como usar um martelo. Só quando terminou de fechar a porta dos fundos foi que percebeu algumas poucas bandejas de comida semi-prontas, protegidas em embalagens plastificadas, com um bilhete em cima. Segurou o pedaço de papel hesitante entre os dedos trêmulos, apavorado com a ideia de que alguém tivesse entrado em sua casa enquanto ele estava fora, até que reconheceu a letra fina e de Tsukasa:


"Olá, Tadase
Imaginei que você não conseguiria preparar muita coisa sozinho, então trouxe isso para você. Te esperei por algum tempo, mas como você demorou, deixei aqui mesmo, sem falar que você provavelmente deve conseguir uma companhia melhor do que a minha. É só colocar no microondas e esquentar. Tem mais comida na geladeira e no armário. Se precisar de alguma coisa, é só me ligar.
Tsukasa"


É verdade, embora não morasse mais lá, seu tio ainda tinha a chave da porta... Tadase deixou escapar um longo suspiro de alívio ao perceber que tinha sido apenas ele que entrara, e grato pelo tio ter se preocupado e deixado a comida para ele ali, embora não estivesse com apetite nenhum no momento. Queria muito que Tsukasa tivesse ficado mais um pouco para lhe fazer companhia, queria até que seus pais estivessem ali para ele não ter que ficar sozinho em casa de noite, com apenas aquela sensação assustadora de ter sido seguido até ali e ainda estar sendo observado... porém, o que ele desejava mais do que tudo, era o que Tsukasa provavelmente quis dizer com aquela insinuação em seu bilhete... ele queria mais do que tudo que Nagihiko estivesse ali com ele.


Tadase subiu as escadas até seu quarto e sentou-se na cadeira da escrivaninha, pensando por longos minutos se deveria ou não ligar para Nagihiko e pedir ajuda, pedir que o maior viesse ficar com ele... sentia-se tão mais protegido quando Nagi estava por perto que daria tudo para tê-lo ali com ele nesse momento, mas... sabia que não poderia fazer isso. Nagihiko teria problemas se saísse de casa assim tão de repente á noite, em um horário em que provavelmente deveria estar jantando, e sem nenhuma satisfação plausível para dar para sua mãe que pudesse explicar sua repentina ausência.


Hesitante, Tadase abriu uma frestinha da cortina fechada e espiou por ela a rua lá embaixo. Estava tudo escuro e deserto agora, no entanto, sob a luz tênue de um poste piscando, onde a lâmpada ameaçava apagar de vez a qualquer momento, ele ainda podia ver parte de um vulto escondido nas sombras, e fechou a cortina rapidamente, caindo sentado em sua cama, o corpo inteiro tremendo de medo. Será que havia mesmo sido seguido até ali?! Se esse fosse o caso, então, a pessoa que o seguia, seja lá quem fosse, sabia onde ele morava! E poderia estar seguindo-o furtivamente todos os dias, a toda hora, sem ele soubesse, por sabe-se lá quanto tempo... aquela ideia apenas o apavorou ainda mais. Ele agarrou com força um travesseiro entre seus braços, do mesmo jeito que costumava fazer quando ainda estava no primário e assistia filmes de terror. E ele sentia-se como o protagonista de um filme de terror agora. Mas... sem ninguém para ajudá-lo.


Depois do que pareceu uma eternidade, em que passou longos minutos pensando no que fazer, ele tomou coragem para abrir novamente uma fresta da cortina e dar outra espiada lá na rua. O vulto escondido nas sombras havia desaparecido... seria isso um sinal bom ou ruim? Talvez a pessoa tivesse apenas se cansado de ficar lá parada o tempo todo e ido embora, mas... também poderia ser um sinal de que ela tinha se escondido em algum outro lugar onde não pudesse ser vista por Tadase. Ou, talvez pior, que tivesse invadido o quintal e agora procurava algum maneira de entrar em sua casa enquanto ele estava sozinho! Não, não podia ser isso, se fosse este o caso, Hotosaki teria no mínimo começado a latir escandalosamente como sempre fazia quando chegava algum visitante, mas seu cachorro de estimação, agora enorme, estava lá parado perto de sua casinha, saboreando sua ração. Bem, o cachorro estava acordado, e mesmo que estivesse comendo, teria latido assim mesmo se alguém tivesse entrado. De repente o estômago de Tadase soltou um sonoro ronco e ele se deu conta de que deveria estar fazendo o mesmo e jantando há uma hora dessas... bem, provavelmente estava imaginando demais, mesmo que houvesse alguém observando-o, a pessoa provavelmente já tinha ido embora. Respirou fundo durante vários segundos, tentando se acalmar e, quando sentiu-se um pouco mais tranquilo, pediu para Kiseki continuar vigiando da janela, já que o Chara não podia ser visto mesmo, e tomou um rápido banho, trocando o uniforme escolar que ainda vestia por suas roupas comuns, e desceu até a cozinha para se forçar a comer alguma coisa, nem que fosse apenas para fazer seu estômago barulhento parar de roncar.


Depois que escolheu uma bandeja aleatória de comida semi-pronta, colocou-a para esquentar no microondas, enquanto guardava as outras. Ouviu alguns minutos depois o microondas apitando, indicando que a comida estava pronta e, quando ia colocá-la em cima da mesa, sobressaltou-se ao ouvir uma pancada perto dali, como se alguém estivesse batendo na porta, e quase deixou a bandeja cair, escorregando de suas mãos. Colocou-a em cima da mesa antes que acabasse derrubando a comida e caminhou lentamente na direção da porta, pensando se deveria ou não abri-la, até que ouviu outra pancada mais forte, e decidiu por não abri-la. Esqueceu da comida rapidamente correu de volta para seu quarto, quase tropeçando nos próprios pés enquanto corria pela escada. Trancou-se lá dentro de novo, e perguntou:


– V-Você ouviu alguma coisa, Kiseki? Ou viu alguém??
– Não, não vi nada... fiquei olhando para rua o tempo todo, mas aquele vulto de antes desapareceu por completo — o Chara respondeu, ainda observando pela frestinha da cortina aberta, virando-se apenas para encarar seu dono — Agora estão apenas aqueles pirralhos plebeus da rua da esquina por aqui, jogando bola, ao que parece... francamente, eles não tinham lugar melhor pra brincar não?!
– Jogando bola...? — Tadase caminhou lentamente na direção da janela e deu uma espiada. Realmente, haviam alguns meninos na rua, rindo e gritando, aparentemente jogando futebol sem uma quadra ou rede para ser o gol. Será que o barulho que ouvira tinha sido apenas uma bolada que acertaram no portão de sua casa por acidente? Talvez... é, pensando bem, poderia mesmo ser isso. Quando voltou a suspirar aliviado, e pensou em descer de novo para jantar, ouviu novamente aquele barulho de uma pancada, dessa vez mais forte, e correu na direção da janela. As crianças ainda estavam jogando bola na rua, na direção do portão da frente de sua casa, mas... o barulho que ouvira veio da direção da porta dos fundos, ele tinha certeza. Não podia ser... será que alguém estava mesmo tentando entrar?! Sem pensar duas vezes, agarrou o telefone e começar a discar os números, com dificuldade, pois suas mãos tremiam de nervosismo. Não queria incomodar Nagihiko há essa hora da noite, sabia que ele teria problemas com a mãe depois, então tentou ligar para Tsukasa primeiro. O telefone chamou várias vezes, mas acabou caindo na caixa postal, e o loiro desligou, desconsolado. Pensando bem, seu tio andava meio sumido ultimamente, mas, desde que deixara aquela casa que ele tinha menos contato com Tadase mesmo, então o loiro pensou que ele estivesse apenas ocupado com assuntos do trabalho ou coisa assim, sem dar a devida importância ao assunto, ainda mais na situação em que se encontrava. Ele não queria mesmo incomodar Nagi com isso, poderia ser apenas uma paranoia da cabeça dele, mas... não havia outra opção afinal. Tadase discou rapidamente outro número, ainda com aquela sensação horrível de estar sendo perseguido, a mesma que sentiu dias atrás da última vez que fora até a loja de Ikuto. Esperou nervoso enquanto ouvia o telefone chamar, até que ouviu a voz do outro lado da linha
– É você, Tadase? O que aconteceu pra você ligar a essa hora?
– N-Nagihiko... — o loiro ouviu sua própria voz soar tremida e fraca, dando-se conta de que seus olhos começavam a ficar marejados. Apenas ouvir a voz de Nagi o tranquilizava bastante, mas... não conseguia deixar de desejar que o maior estivesse ali com ele. Era egoísmo de sua parte querer Nagihiko ao seu lado em um horário tão inconveniente e difícil de arranjar uma desculpa plausível para o maior sair de casa, ele sabia disso, mas... às vezes seu lado egoísta acabava tomando conta da razão, e esse era definitivamente um daqueles momentos — E-Eu... estou com uma sensação estranha, acho que tem alguém me perseguindo... a-aquela mesma sensação da vez em que saí da loja do Ikuto-niisan, e parecia ter alguém me seguindo... o Kiseki também notou... e t-também uma menina que esbarrou comigo no mercado, enquanto eu comprava as coisas para o jantar... e-eu estou sozinho em casa, meus pais viajaram e devem ficar pelo menos uma semana fora... Tsukasa-san também não pôde ficar aqui, e... e-eu estou com medo...
– Não diga mais nada, Tadase. Eu estou indo até aí!
– M-Mas... a sua mãe, ela não vai...? — Tadase não conseguiu terminar a frase, pois Nagihiko já havia desligado e saído correndo de casa.


Tadase sentiu preocupação misturada com egoísmo, e deveria estar arrependido por ter ligado para Nagihiko apenas por causa dessa sensação horrível que poderia muito bem ser apenas imaginação dele... sabia muito bem que Nagi teria problemas mais tarde com sua mãe, por sair correndo assim de casa no meio da noite, mas... não conseguia suportar aquela sensação apavorante sozinho.


Depois de algum tempo, que ele não sabia definir se foram segundos, minutos ou horas, ele ouviu um barulho no quintal, aparentemente perto da árvore quase em frente à janela de seu quarto, e escutou Hotosaki começar a latir lá fora. O cachorro latia alto, chamando a atenção de quem quer que estivesse por perto, até que soltou um ganido de repente, e se calou. Essa não... será que o invasor que tentava adentrar sua casa tinha até feito mal ao seu cachorro de estimação?! O cão que ganhara de presente de Nagihiko anos atrás, e que ele adorava tanto... não podia ser! Ele ouviu então uma batida na janela, e afastou-se vários passos dela, encarando o vidro fechado, com as cortinas por cima dele, completamente apavorado. Kiseki deu uma breve espiada, até que exclamou:


Está tudo bem, Tadase! É ele!


Ainda meio hesitante, Tadase aproximou-se da janela e, depois de engolir em seco e abrir as cortinas, viu o rosto suado e preocupado de Nagihiko por trás da vidraça, que provavelmente tinha corrido até ali. Começou a abrir o mais rápido que pôde os trincos que mantinham a janela fechada, com as mãos ainda trêmulas, e quando a abriu, Nagihiko pulou para dentro do quarto do loiro, abraçando-o com força. Tadase deixou seu rosto afundar no peito dele, as lágrimas agora escapando de seus olhos carmesins.


– Está tudo bem, Tadase? Está machucado?? — Nagihiko indagou depois de algum tempo quando o soltou, tentando examinar todo o corpo do menor para ver se tinha algum ferimento
– N-Não, eu estou bem... — o loiro gaguejou com a voz fraca — Mas eu fiquei... c-com muito medo... q-quando estava no mercado comprando as coisas para o jantar, tive a sensação de que tinha alguém me seguindo... uma garotinha que esbarrou comigo disse que também viu... eu vim correndo pra casa e tranquei tudo, mas... t-tenho certeza de que vi um vulto me observando agora há pouco, e... e-eu não sei o que fazer...
– Shhh, está tudo bem, meu amor, eu estou aqui com você... não se preocupe, não vou deixar que nada de mal te aconteça... — Nagi o envolveu novamente com um dos braços, enquanto acariciava seus cabelos com a outra mão, tentando acalmá-lo. Depois que conseguiu se controlar um pouco e parar de chorar, Tadase indagou
– Como você conseguiu chegar aqui tão rápido? — ele afastou-se minimamente, apenas para encarar o rosto de Nagihiko — E a sua mãe... ela não vai brigar com você depois...?
– Até que foi fácil, com a ajuda do Chara Change com o Rhythm — Nagi sorriu para ele
– Sempre às ordens~ yay! — o pequeno Chara saiu de trás do dono, sorrindo para o loiro enquanto levantava um polegar
– Você está bem, Tadase-kun? Tem certeza de que não está machucado? — Temari indagou, mais preocupada
– Sim, eu estou... só... meio assustado...
– Não se preocupe, eu estou aqui agora, não vou deixar que nada nem ninguém te faça mal — Nagihiko falou com firmeza, apoiando ambas as mãos nos ombros do menor — E, quanto à minha mãe, não se preocupe. Pedi ao Hideyoshi-kun pra me dar cobertura caso ela desconfiasse
– Humm... certo... — o loiro murmurou, uma parte dele duvidando que Hideyoshi, que era "tão bom" em mentir quanto ele, conseguisse inventar alguma desculpa decente que pudesse justificar a ausência do primo — Ah, é mesmo... e-eu ouvi o Hotosaki latindo agora há pouco, como sempre faz quando alguém entra aqui em casa... depois ele soltou um ganido e ficou quieto... aconteceu alguma coisa com ele??
– Ah, é que ele me viu chegando... depois começou a choramingar quando não dei a devida atenção à ele e corri direto para vir até o seu quarto — Nagihiko explicou — Mas, não se preocupe, ele está bem
– Ah, certo... ainda bem... — o loiro suspirou aliviado — Etto, Nagihko... c-como eu te disse no telefone, meus pais estão viajando, e vão ficar fora por cerca de uma semana... meu tio prometeu vir aqui de vez em quando pra ver se estou bem, e se não estou precisando de nada, mas... Tsukasa-san não mora mais aqui, então eu estava pensando... bem... e-eu não queria ficar aqui sozinho com essa sensação de que estou sendo vigiado, então... err... s-seria pedir muito que você...?
– Não se preocupe. É claro que posso dormir aqui essa noite pra te fazer companhia — Nagihiko completou a frase antes que Tadase pudesse terminar seu gaguejar interminável, parecendo adivinhar os pensamentos do menor — Isto é, se você não se importar, é claro — ele acrescentou num tom brincalhão, tentando soar despreocupado para tranquilizar Tadase
– Claro que não me importo... muito obrigado, Nagihiko, de verdade... — Tadase voltou a enterrar o rosto no peito do maior, enquanto sentia os braços protetores de Nagi envolvendo-o. Sentia-se tão seguro e protegido quando estava envolvido naqueles braços que nada mais no mundo parecia importar... embora não conseguisse se livrar totalmente daquela incômoda sensação de medo com o que aconteceu momentos atrás, antes de Nagihiko chegar — Ah, mas... está tudo bem mesmo em você ficar aqui? Você não vai ter problemas depois?
– Não se preocupe, já disse que está tudo bem — Nagihiko respondeu, soltando-o o suficiente apenas para encará-lo — Só preciso mandar uma mensagem para o meu primo, dando instruções sobre o que ele precisa dizer — ele acrescentou, tirando o celular do bolso e digitando apressadamente uma mensagem para Hideyoshi — Ele foi muito gentil em se oferecer para nos ajudar e tudo o mais, só que... Hideyoshi-kun é "tão bom em mentir" quanto você, sabe — ele acrescentou, rindo, enquanto enviava a mensagem
– Eu imaginei... — Tadase deixou escapar uma fraca risada
– Agora sim... que bom te ver sorrindo novamente — Nagihiko segurou o rosto do menor entre os dedos, fazendo Tadase encará-lo — Não tenha mais medo, eu estou aqui, então pode ficar tranquilo, meu amor — ele deu um rápido beijo em Tadase, tentando transmitir o máximo de segurança que podia — Agora, pelo barulho que sua barriga está fazendo, eu imagino que não tenha jantado ainda, estou certo?
– Ah, sim... é verdade — Tadase respondeu, corando ao notar que seu estômago estava realmente roncando cada vez mais alto — F-Fiquei tão apavorado que não consegui comer...
– Então, já que eu estou aqui, vamos jantar juntos — Nagihiko sugeriu, segurando a mão de Tadase e guiando-o em direção às escadas — Vai ficar tudo bem, Tadase... nós estamos juntos agora, e sempre estaremos.

Notas finais
Ohayou minna! Teffy-chan~desu! o/ Sinto muito pela demora para postar, não vou nem inventar desculpas, eu simplesmente... esqueci que era minha vez de postar aqui /levatomatada Bem, isso acontece às vezes quando se troca dois capítulos seguidos aqui e em Revenge, confunde as cabeças das autoras... mas, deixando minha tremenda bakice de lado, o que acharam do capítulo? O clima está ficando tenso... mas as consequências que virão por causa disso.. . bem, talvez não sejam tão ruins assim rsrsrsrsrs E agora sim, o próximo é com a Shiroyuki! Podem deixar que não me confundo mais XP Deixem reviews por favor! A cada review que você não deixa, um autor morre. Ajude a salvar os autores de fanfics comentando nas histórias! Não deixe os autores morrerem!! Kissus^^