Itsumo Yakusoku

41 Capítulo 41 - Connect


Notas iniciais
Connect - ClariS http://letras.mus.br/claris/1835302/traducao.html

Não vou esquecer as promessas que nós trocamos

Eu fecho os meus olhos para afirmá-las

Vou sacudir a escuridão esmagadora para avançar.

Nossos sentimentos serão mais fortes

ao compartilhar nossa alegria e tristeza

Se a minha voz pode chegar até você

Tenho certeza um milagre vai acontecer.

Meu coração desperta, a fim de retratar o futuro

Mesmo se eu chegar a uma parada em uma estrada difícil

O lindo céu azul sempre espera por mim

Portanto, eu não tenho medo

Eu não vou ser mais desanimado,

não importa o que acontecer.

Sempre ansioso pelo amanhã



Capítulo 41

~

Connect

Tadase estava sufocado, perdido em meio à escuridão completa, sem saber por que caminho seguir, e com aqueles olhos profundos encarando-o bem de perto, por onde quer que ele fosse. Suas pernas não corriam, ele não sabia onde estava, e o par de olhos, vermelho, aterrorizante, apenas se aproximava…

Ele abriu os olhos de súbito, ofegante e trêmulo, sentando por reflexo. Só então percebeu que estivera sonhando, e a lembrança esmagadora do perseguidor desconhecido continuava a atemorizá-lo, embora não tanto quanto antes, pois agora, olhando para o lado, ele via Nagihiko ressonando tranquilamente na sua cama, com um dos braços ainda pousados sobre seu colo, os cabelos longos espalhados por todo o travesseiro. Tadase deixou de pensar no pesadelo recente, e ele caiu rapidamente no esquecimento. Ele não tinha o que temer, não com Nagihiko ali, não quando eles tinham que se esforçar para aproveitar o pouco tempo que tinham juntos. Olhou no relógio. Ainda era seis horas da manhã, eles só precisavam levantar dali há alguns minutos.

Voltando a se acomodar debaixo dos cobertores quentinhos, Tadase se aninhou em Nagihiko, sentindo que ele voltava a abraça-lo quase que instintivamente, durante o sono. Afastou um pouco dos cabelos que caiam pelo rosto dele, para poder observá-lo bem de perto. Mal podia acreditar que ele estava realmente ali, no seu quarto. Não importava as circunstâncias pelas quais eles acabaram nessa situação, ou o fato de que o tempo que tinham era limitado, Tadase estava feliz por tê-lo ali.

Acariciado o rosto dele delicadamente, enquanto o fitava bem de perto, é claro que Nagihiko acabou despertando. Ele apertou os olhos, e os abriu lentamente. Estavam úmidos e ao verem Tadase logo ao acordar, ainda mais brilhantes. Sorriu sonolentamente, enquanto se dava conta de tudo o que acontecera, e de que estava mesmo dormindo com Tadase ali, e não era apenas um devaneio matutino. Ah, ele podia se acostumar a dormir e acordar todos os dias com Tadase ali…

— Bom dia… — ele murmurou com voz rouca. Tadase sorriu, sendo envolvido pelos braços fortes dele imediatamente.

— Bom dia. Dormiu bem? – indagou.

— Sim, muito… — Nagihiko fechou novamente os olhos, afundando o rosto no travesseiro mais uma vez – E você?

Tadase teve uma breve imagem do sonho escuro que havia tido, mas a afastou rapidamente. Não queria pensar nisso, e não queria preocupar ainda mais Nagihiko. Não iria mais pensar nisso, pelo resto da semana, pelo menos.

— Dormi bem – ele deitou a cabeça no peito de Nagihiko, e suspirou. Podia ouvir as batidas do coração dele dali, era confortável – O que vamos ter de café da manhã?

— Ah, você quer que eu cozinhe para você? – Nagihiko fez ares de indignação – Pensei que você tivesse me chamado por que me ama, e porque quer ter o prazer da minha companhia, mas parece que você só pensa nas minhas panquecas…

— Hm, eu adoro panquecas… — Tadase provocou, e Nagihiko riu. Ergueu-se de repente, e deitou Tadase para trás, pressionando-o com o próprio corpo contra a cama.

— Você só quer saber da minha comida então?? – ele ria, ainda, mas seus olhos tinham certo brilho feroz, como se tivesse sido desafiado.

— Não… eu gosto… — Tadase hesitou, e o fitou com um olhar, no mínimo, provocante, embora seu rosto estivesse bem corado – Gosto do seu corpo também… — ele sorriu, passando a mão pelo tórax de Nagihiko bem acima da sua linha de visão. Nagihiko sustentou o olhar sério por apenas mais um segundo, e então explodiu em uma risada espontânea, escondendo o rosto no ombro de Tadase.

— Ah, Tadase-kun. Assim você me desarma completamente… — ele recuperou o ar e se ergueu, depositando um pequeno beijo na ponta do nariz do menor – Vou fazer panquecas então… pode ficar mais tempo na cama se quiser…

— Sem você aqui não tem graça nenhuma… — Tadase fez um beicinho contrariado, e Nagihiko precisou de muita força de vontade para se afastar dele e sentar na beirada da cama, procurando pelos seus chinelos.

Tadase fez o mesmo, levantando de pé e espreguiçando-se, esticando os braços no alto acompanhado de um longo bocejo. Nagihiko sorriu com o pensamento de que ele parecia um pequeno gatinho manhoso. Se aquela semana continuasse dessa forma, ele acabaria criando um monstro mimado. Mas não é como se não gostasse disso também. Iria cuidar do seu Rei com toda a dedicação do mundo, como um bom valete deve fazer.

No dia anterior, logo que ele chegara a casa de Tadase, e depois de verificar muito bem cada se todas as entradas estavam bem trancadas e não havia ninguém suspeito por perto, ele ligou para Hideyoshi e explicou a situação para ele. Instruiu-o a dizer para sua mãe que participaria de um projeto de dança do suposto “clube” do qual participava, e que dessa forma, ficaria com os outros membros do clube em um estúdio de dança, tendo aulas especiais com um professor de fora. Ele inclusive deu nome de estudantes e professores que supostamente estariam com ele, apenas para que sua mãe não ficasse desconfiada. Tadase já estava acostumado a ver Nagihiko criar desculpas e saídas de situações difíceis do nada dessa forma, mas não conseguia deixar de ficar admirado com a criatividade dele nessas horas.

Depois disso, Nagihiko desceu as escadas para ir preparar o café da manhã, e Tadase o seguiu, depois de arrumar a cama, tomar banho e colocar o uniforme escolar. Ele se acomodou na pequena mesa que já estava arrumada, observando Nagihiko, que usava um avental cor-de-rosa com babados que a sua mãe nunca usava por cima do pijama meio curto, mover-se de um lado para o outro na cozinha, mexendo nos armários, pegando ingredientes e preparando a comida com ares de quem já estava completamente acostumado a fazer isso. Além do café da manhã, havia duas caixas de bentô sendo preparadas. Tadase sorriu para si mesmo. Deixando de lado o medo do tal perseguidor, ele ficava tão feliz de ter a oportunidade de estar com Nagihiko, fazendo esse tipo de coisa banal como acordar e preparar o café da manhã. E ele parecia tão natural, concentrado ao cozinhar.

Um breve pensamento fez Tadase se sentir exultante. A ideia de passar os dias assim com Nagihiko, não somente por aquela semana, mas pelo resto da sua vida. De acordar de manhã e sentir o cheiro de panquecas sendo preparadas. De ver o cabelo bagunçado de Nagihiko quando ele acordava, e ser o primeiro a desejar a ele um bom dia. De passar o dia inteiro motivado pela ideia de que ao anoitecer, dividiria a cama com ele. Ver Nagihiko naquele avental, cozinhando como se não fosse nada demais, e então, desviando o olhar da panela por poucos segundos para fita-lo de canto de olho, deixava Tadase tão tranquilo. Tudo parecia certo, era assim que deveria ser.

— Aqui. – Nagihiko serviu o prato de Tadase, e ele colocou mel por cima das panquecas, começando a comer. Como sempre, a comida de Nagihiko estava maravilhosa. – Eu adicionei um pouco de canela, acho que o cheiro fica muito bom…

— Está perfeito, obrigado, Nagihiko-kun – ele sorriu, voltando a comer sem demora. Serviu-se do chá que Nagihiko também havia feito, com satisfação. Nagihiko apenas sentou à sua frente, apoiando o rosto na mão e o braço na mesa, com um sorriso sonhador no rosto, encarando diretamente Tadase. – O q-que foi? Meu rosto está sujo? – ele se apressou a limpar no guardanapo.

— Está com um pouco de mel aqui – ele limpou a bochecha de Tadase, e depois limpou o próprio dedo com a língua – Mas não era isso… Eu só gosto de ver você feliz, comendo a minha comida. Estava pensando no quanto seria bom… poder ver isso todos os dias. Sabe, como… morando juntos…

— Ah! – Tadase ofegou, surpreso por seus pensamentos terem vagado na mesma direção mesmo que nenhum dos dois tivesse falado sobre isso – Eu também pensei nisso… Acho que não consigo pensar em felicidade maior… — ele admitiu, cortando um pedaço de panqueca e estendendo o garfo na direção de Nagihiko. Ele abriu a boca para aceitar, e então sorriu para Tadase, inclinando a cabeça para o lado.

— Algum dia… quando nós formos mais velhos? Você iria gostar de morar comigo? – Tadase engasgou por um instante, e tomou um gole de chá para engolir. Fitou Nagihiko, com incredulidade, e ele teve medo de ter exagerado ao fazer aquela pergunta tão de repente – Não agora, é claro! eu só estou sugrindo, que… no futuro… quando nós dois estivermos na faculdade, talvez, ou até depois disso…

— N-não, Nagihiko-kun não é isso. Q-que pergunta, é c-claro que eu… iria… adorar. – ele respondeu rapidamente, e mordeu os lábios, se contendo para não parecer muito afobado ou assustar Nagihiko. Algumas vezes enquanto ele ainda estava na Europa, ou mesmo depois de retornar, Tadase ficava acordado durante a noite, no escuro, imaginando como seria se eles vivessem juntos ou algo assim. – Eu sempre quis… — ele não conseguiu terminar a sua resposta, emocionado com aquela perspectiva. Nagihiko sorriu.

— Não precisa pensar muito nisso agora. Nós temos todo o tempo do mundo para planejar – ele estava positivo e confiante, e Tadase amava isso.

— Todo o tempo do mundo – a mente dele já estava recheada de sonhos e perspectivas daquele futuro tão distante, e ao mesmo tempo, tão desejado. Mesmo que isso soasse um pouco precipitado, Tadase mal podia esperar para que esse dia enfim chegasse. Seria ter seu sonho realizado. Viver com Nagihiko, por todos os dias até o resto da sua vida…

— Então está bem… — Nagihiko se aproximou na cadeira, e deu duas batidinhas no joelho de Tadase, repousando a mão ali – Mas, enquanto nós estamos aqui na sua casa, podemos muito bem fingir que moramos juntos, não é?

— V-você diz como… — ele desviou o olhar para a mesa, e de volta para Nagihiko, hesitando – c-como re-recém-c-c-casados?

— Exatamente – Nagihiko sorriu e roubou outro beijo de Tadase, dessa vez, com gosto de mel.

O momento dos dois foi interrompido pela campainha que tocou. Tadase suspirou e levantou para atender. Poucos segundos depois, Nagihiko ouviu a voz dele vindo da entrada.

— É o Hideyoshi-kun! – ele chamou. Nagihiko se apressou até a entrada e viu seu primo, que trazia uma mala de viagens média nos ombros, junto com a sua mochila escolar

Ele parecia meio embaraçado ao ser convidado para entrar, intrigou-se com o avental que Nagihiko usava, mas não comentou sobre isso. Ao entrar na sala de estar, ele apenas olhava para os próprios pés, visivelmente desconfortável, mas Nagihiko estava muito grato pelo seu primo o ajudar naquele momento. De todas as pessoas da sua família, havia sido com Hideyoshi que ele mais se relacionou, e provavelmente era o único que apoiava a sua decisão daquela forma. Estava certo de que ele não estava completamente acostumado à situação, mas ele se esforçava tanto, e ainda, fazia o possível para ajuda-los, que Nagihiko só queria encontrar alguma forma de retribuir.

— Sua mãe não fez muitas perguntas sobre o acampamento de dança. Parece que ela pesquisou pela escola, e existe mesmo um programa de artes desse tipo na nossa escola, então ela não desconfiou de nada. Eu trouxe as coisas que me pediu, Nagihiko – ele estendeu a mala para Nagihiko, que a pegou prontamente – Mas não encontrei os seus fones de ouvido…

— Está tudo bem, não eram mesmo muito necessários – ele sorriu, grato – Muito obrigado, Hideyoshi, eu não sei o que seria de mim sem você.

Não muito acostumado a receber agradecimentos, Hideyoshi apenas acenou timidamente com a cabeça.

— E a casa está segura? Digo, sobre a pessoa que estava rondando a rua… — ele mudou de assunto, preocupado.

— Nada aconteceu durante a noite – Nagihiko respondeu no lugar de Tadase, que havia ficado ligeiramente pálido.

— Vocês não deveriam chamar a polícia ou algo assim? – Hideyoshi insistiu na mesma coisa que dissera a Nagihiko na noite anterior, muito sério.

— Bem, nada aconteceu, e ninguém pode ser preso por andar na rua perto das casas, não é? Não temos nem mesmo provas de que ele estava mesmo seguindo o Tadase. O melhor a fazer é tomar cuidado.

— Quando meus pais voltarem, eu vou tentar falar com eles sobre isso… — Tadase concluiu, tentando sorrir naturalmente, como se não estivesse realmente preocupado, embora não estivesse conseguindo muitos resultados em convencer ninguém.

— Isso é o melhor mesmo – Hideyoshi resolveu não tocar mais no assunto, pois até mesmo ele podia reparar no quanto Tadase parecia amedrontado só em pensar nisso – B-bem… eu acho melhor ir para a escola logo, antes que eu me atrase… Se precisar de mais alguma coisa, Nagihiko…

— Ah, pode esperar um segundo? Eu vou com você para a escola! Só preciso me trocar! – Nagihiko se apressou em tirar o avental, e subiu correndo as escadas. Tadase e Hideyoshi ficaram ali, e um estranho e incômodo silêncio se formou entre eles. Tadase queria preencher aquele vazio de alguma forma, mas nada vinha à sua cabeça. O único assunto que eles porventura poderiam ter em comum seria Nanami, mas nem em sonhos Tadase começaria uma conversa sobre romance com o primo do seu namorado, com o qual ele mal havia trocado duas palavras desde que se conheceram.

— Hm…Nagihiko me contou que você é presidente do conselho estudantil… — para a sua surpresa, o próprio Hideyoshi puxou assunto – Deve ser difícil…

— Não é tanto… eu… gosto desse tipo de trabalho. Poder ajudar os estudantes, resolver problemas… até mesmo as partes mais complicadas, como a contabilidade, eu estou tão acostumado que acabo gostando. – ele respondeu cordialmente.

— É uma função muito nobre… imagino que você queira permanecer nessa área e fazer algo relacionado mais tarde, quando for para a universidade…? – ele indagou, curioso.

— Sim, pretendo cursar algo entre Contabilidade ou Administração. Pode parecer meio chato, mas eu realmente gosto…

— Eu também irei fazer Administração – Hideyoshi contou, permitindo-se até mesmo um discreto sorriso – Talvez até mesmo sejamos colegas no futuro…

— Ah, isso seria muito bom, Hideyoshi-kun! – Tadase conseguiu sorrir com sinceridade dessa vez. Hideyoshi era um bom rapaz… e seria muito bom se ele realmente conseguisse se dar bem com Nanami, no fim das contas. Logo depois, Nagihiko desceu as escadas apressado, um tanto admirado por ver os dois garotos conversando tão bem um com o outro. – Está desalinhada a sua gravata, Nagihiko… — Tadase observou, e automaticamente, começou a arrumar o nó da gravata, quase sem pensar, ajeitando a parte dos ombros do paletó logo depois. Só então pareceu se recordar da presença de Hideyoshi ali, e o que a cena deveria parecer a ele. Pigarreou, corando rapidamente, e se afastou um passo de distância.

— Vocês realmente se dão bem um com o outro, não é? – Hideyoshi sorriu, ainda que corado e constrangido – Acho que só a Oba-san para não perceber isso… — ele comentou mais para si mesmo, imaginando que Nagihiko e Tadase agiam como um casal apaixonado de recém-casados, e isso era muito mais do que ele poderia supor. Eles realmente se amavam, qualquer um poderia enxergar isso. Hideyoshi, agora que havia se apaixonado e sabia como era o sentimento de amar alguém, não podia deixar de pensar no quanto devia ser frustrante ser proibido de amar, e por isso mesmo, não podia deixar de querer apoiá-los também.

— Obrigado, Hideyoshi. – Tadase agradeceu, feliz com a aceitação do garoto. Ao menos, alguém da família de Nagihiko podia aceita-los, e isso já era mais do que ele sempre esperou.

Os três garotos saíram então rumo à escola. Nagihiko fez questão de levar Tadase até a escola, apesar de não poder ir com ele até ao portão para não arriscar serem vistos por muitas pessoas, ele ainda esperou na esquina até se certificar de que ele havia adentrado com segurança, e então partiu para a própria escola. No fim da tarde, os dois se encontrariam naquele mesmo ponto para voltar para a casa de Tadase juntos.

~

Os dois chegaram em casa finalmente, e enquanto Tadase trancava a porta, Nagihiko ia com todas as compras para a cozinha, guardar os alimentos na despensa. Havia comprado mantimentos suficientes para apenas mais dois dias, se continuasse cozinhando como estava, por que não iria em hipótese alguma deixar Tadase viver à base de comida congelada como era o plano dele antes dele ir para lá.

— Seu tio ligou, Tadase? – ele perguntou, sentindo a presença de Tadase entrando na cozinha, sem desviar os olhos do armário que estava organizando.

— Não, mas eu mandei uma mensagem para ele durante o almoço dizendo que estava tudo bem… — ele respondeu. Fazia alguns dias que não via Tsukasa, mas estava longe preocupado. Ele sempre foi excêntrico à sua maneira, e tinha fases que sumia misteriosamente, e então retornava. Estava acostumado – Ah, falando em almoço, Amu-chan reparou no meu obentô… eu acabei contando para eles que você estava ficando aqui comigo…

— E como eles reagiram? – Nagihiko indagou, erguendo-se e fitando Tadase de frente. Ele estava absolutamente corado.

— Amu-chan disse que deveríamos ser cuidadosos… Souma-kun deu risada e falou que nós dois éramos muito espertos, e a Mashiro-san disparou um comentário mordaz que eu nem prestei atenção. – ele deu de ombros – De qualquer maneira, eu não contei a eles sobre o perseguidor, não quis preocupa-los.

— Está bem assim… — Nagihiko passou a mão pelos cabelos, sabendo que teria que aguentar as piadinhas e os comentários irônicos dos amigos sobre esse assunto por um bom tempo ainda – De qualquer forma, acredito que em breve teremos mais uma stalker nos perseguindo…

— Do que está falando, Nagihiko-kun?

— Yaya. Assim que ela souber, nós não vamos mais ter sossego – ele suspirou. Tadase assentiu, parando para pensar naquilo pela primeira vez. E como para que confirmar as suspeitas deles dois, o telefone de Nagihiko tocou. Suspirando, ele percebeu que era uma mensagem, e seu rosto coloriu-se suavemente, enquanto ele afastava o celular sem aguentar ler aquilo.

Tadase se aproximou e tentou enxergar a tela. Era uma mensagem de Utau. Seu rosto entrou em combustão instantânea assim que bateu os olhos no conteúdo

“Yaya acabou de me contar as novidades. Não esqueçam de que vocês dois ainda são estudantes do colegial, se Tadase aparecer com marcas estranhas no corpo, as pessoas vão desconfiar. Usem camisinha XD”

— Droga Yaya… — Nagihiko xingou baixinho, escondendo o rosto com a mão. Tadase olhava para o outro lado, também constrangido – Bom, pelo menos nenhuma delas resolveu vir até aqui dizer essas besteiras pessoalmente, já é algo pra se comemorar… — ele suspirou, e trouxe Tadase para mais perto, fazendo-o esquecer do embaraço por um instante – Então, o que quer para o jantar?

Ficou decidido que eles teriam macarrão à moda italiana, com direito a molho de tomate e queijo ralado. Tadase adorava a comida tradicional de Nagihiko mais do que tudo, mas também estava curioso para saber como seria a culinária ocidental feita por ele. Depois disso, Tadase foi para o lado de fora cuidar de Hotosaki, trocar a água, deixar comida e limpar o pátio. O cachorro parecia estar estourando de alegria por ter seus dois donos por perto pela primeira vez em anos. Enquanto ele fazia isso, Nagihiko tomou um banho, e depois, foi a vez de Tadase subir e tomar um também.

Quando ele voltou a descer para a sala, Nagihiko já havia deixando os ingredientes separados para cozinhar mais tarde, e os dois deitaram juntos no sofá, com um cobertor leve e o controle da televisão para ficar passando os canais até que houvesse alguma coisa interessante. Não havia nada muito bom além séries policiais americanas, a reprise de um dorama, um anime de Mahou Shoujo e o noticiário. Tadase havia parado para assistir o dorama, mas Nagihiko se concentrava em outra coisa.

Como Tadase estava sentado em seu colo, enrolado também no cobertor, ele tinha a vantagem. Deslizou os lábios pelo pescoço alvo sem hesitação, e ouviu o arfar de surpresa que Tadase deixou escapar.

— N-nagihiko-kun, o que f-foi isso… — ele balbuciou. Nagihiko passou a mão pela cintura dele, escapando por baixo da camiseta ocasionalmente.

— Eu estou com saudades de você… — ele murmurou baixinho, encaixando o queixo no ombro do loiro, enquanto enlaçava o corpo dele com força.

— Mas nós dormimos juntos de noite, e passamos mais tempo juntos hoje do que em toda a semana passada… — Tadase lembrou, embora não estivesse exatamente tentando se afastar.

— Nunca é o suficiente… — ele mordiscou o lóbulo da orelha de Tadase, que ofegou em resposta. Seu corpo já começara a formigar a partir dos pontos onde Nagihiko tocava. Era impossível resistir. Tadase se rendeu, deixando que Nagihiko percorresse seu abdômen com as mãos ágeis, enquanto lambia e mordiscava seu pescoço, descendo pelo ombro.

Depois que os dois finalmente consumaram seu amor, naquela viagem pela praia, Tadase já não era mais o mesmo. Ele estava com muito medo, e absolutamente ansioso, naquela hora… mas Nagihiko fora tão gentil, e o conduziu tão facilmente… Tadase nunca imaginou que uma sensação como aquela de pertencer inteiramente àquele que amava pudesse existir, e fosse tão forte. E depois daquela inesperada e perfeita primeira vez, eles já haviam repetido a situação, pouquíssimas vezes. Apenas durante a própria viagem, em outro dia. E no dia dos namorados.

A maior parte do tempo, Tadase tentava não pensar nisso, e era razoavelmente bem sucedido na tentativa de disfarçar. Porém… cada vez que via Nagihiko em sua frente, e lembrava-se de todas as coisas que fizeram… Tadase não podia controlar o rumo dos seus pensamentos e dos seus desejos, e seu corpo implorava por mais daquele toque, daquelas sensações. Era tão estranho… Tadase nunca havia se sentido desta forma antes! Apenas Nagihiko era capaz de fazê-lo ficar dessa maneira. Ele podia lembrar perfeitamente, e apenas a lembrança era viva o suficiente para fazer a superfície da sua pele queimar.

Girou no sofá, acomodando-se melhor no colo de Nagihiko, e agarrando-se aos cabelos dele. O beijo começou calmo e terno, mas logo, ambos lutavam para respirar, sem conseguir interromper o toque. Nagihiko acariciava as costas de Tadase por baixo da camiseta, derrubando o cobertor no chão sem nem perceber, enquanto deitava para trás na guarda do sofá, trazendo-o junto consigo.

A mão de Nagihiko era maior, e o seu toque era mais caloroso, tão aconchegante… O carinho de Nagihiko demonstrava o amor que ele sentia, e Tadase ficava completamente seguro e protegido em seus braços. Não era algo imoral, como seus pais disseram que era, quando descobriram que ele namorava um garoto, há anos atrás. Era cálido, terno… necessário… era algo bom. Era apenas amor. Mas Tadase não queria pensar mais neles. Ou melhor, nem conseguia

Nagihiko segurava o rosto de Tadase junto ao seu, enquanto suas pernas entrelaçavam-se sobre o sofá estreito, buscando por um espaço que não existia. Nagihiko gemeu baixo, ao sentir o joelho de Tadase roçar em uma parte particularmente sensível da sua anatomia. A mente de Tadase nublou completamente, e ouvir a voz de Nagihiko fazendo aquele som, tão perto do seu ouvido, foi o estopim. Tadase não conseguia controlar o próprio corpo. Avançava, correspondendo aos beijos e toques de Nagihiko com a mesma intensidade. Os dois rolaram juntos pelo sofá, e acabaram caindo sobre o cobertor derrubado, mas não se afastaram.

Sem hesitar, Nagihiko se inclinou, começando a distribuir beijos pelo seu pescoço. Passou a língua pelo local, sentindo a pele de Tadase arrepiar-se, e o mordeu. Queria deixar marcas na sua pele. Garantir que ele seria para sempre seu, e de mais ninguém.

— Ah… Tadase-kun… e-eu quero você — sussurrou rouco em seu ouvido, deslizando a mão para erguer a camisa do menor. – Agora…

— N-nagihiko-kun, nós nem jantamos ainda… ahn… — ele gemeu, com Nagihiko continuando suas carícias enquanto ele falava.

— Depois a gente resolve isso… — ele dizia, entre um beijo e outro na pele de Tadase, abrindo os botões da sua camisa um a um – Eu não consigo tirar as minhas mãos de você, e a culpa é toda sua.- ele deslizou a mão pelo tórax do loiro, adentrando a calça e a roupa íntima de uma só vez. Tadase arquejou, sentindo seu corpo todo se aquecer de imediato com aquele toque – E agora, mesmo que eu quisesse, eu não conseguiria mais parar… você sempre parece tão incrivelmente sexy quando nós fazemos isso, eu não consigo pensar em outra coisa quando estou sozinho — ele soprou, mordendo o pescoço e arrancando outro arquejar contido de Tadase, começando a mover sua mão ritmicamente nele. Ele levou a mão à boca numa tentativa de se conter, com os olhos brilhando enquanto sentia o toque insistente do maior.

— E-e-eu… sou s-sexy? – Tadase repetiu, arquejante, mal ousando acreditar nas palavras que ouvia, enquanto sua mente girava indistintamente. Nem havia reparado em quanto exatamente suas mãos foram parar nos cabelos de Nagihiko, acariciando-os e trazendo ele para mais perto.

— Tanto que nem pode imaginar – Nagi rosnou em resposta no seu ouvido, aumentando a intensidade com que movia a mão e mordendo a orelha dele. Deslizou com os lábios pela curva do pescoço, e subiu pela bochecha, até encontrar os lábios entreabertos de Tadase, que ainda gemiam. Cobriu-o com os seus, mordendo levemente o lábio inferior, antes de iniciar o beijo, invadindo-o com a língua. Sentiu Tadase pulsando, quente, em sua mão, e as mãos do loiro escorreram pelas suas costas, segurando com força a camisa, quase a rasgando. Seu quadril movia-se lentamente, incentivando Nagihiko a continuar, e o maior sentiu que Tadase estava prestes a vir, gemendo cada vez mais alto, o que não importava já que estavam sozinhos na casa.

— Ahn… F-fujis-f-f-fujisa-ki-k-kun, eu vou… eu v-vou… Aaahhn~… — O loiro não conseguiu mais se segurar, nem deter o grito de prazer que escapou de seus lábios, chegando ao seu ápice, e despejando-se sobre as mãos de Nagihiko que ainda estavam nele. Seu corpo caiu para trás, escorado no pé da mesa do laboratório, e ele respirava com dificuldade, sentindo o coração martelar alto contra seu ouvido.

— Muito bem… — Nagihiko murmurou, provando com a ponta da língua o gosto de Tadase, enquanto o encarava.

— Você não devia colocar isso na boca, t-toda vez que eu… anh… v-v-você sabe… isso… deve ter um gosto horrível… — Tadase falou, constrangido, erguendo-se lentamente para sentar sobre o chão.

— Não, é ótimo. Por que é o seu gosto, Tadase. – ele se inclinou, soprando no ouvido dele – É doce, como você. – Sua mão correu para baixo, começando a tirar o suéter e a camisa já abertos de Tadase, com movimentos ágeis e precisos. Tadase corou ainda mais furiosamente ao notar que Nagihiko o despia, embora isso não tivesse nenhum fundamento depois do que eles já haviam feito. – Você não achou que eu ia parar por aqui, não é? – ele sorriu de uma maneira no mínimo pervertida, enquanto se ocupava em tirar as calças já manchadas de Tadase.

— S-su-suponho que seja a minha vez de fazer você se sentir bem… — Tadase articulou, virando o rosto para o lado em uma tentativa inútil de disfarçar a vergonha. Engoliu em seco ao perceber o semblante sugestivo e preocupante em Nagihiko – Então, p-por favor, seja gentil comigo, Fu-ji-sa-ki-kun… — ele proferiu cada sílaba como uma sentença, com seus olhos chorosos virados para o maior. Não foi de propósito, mas se aquela fosse uma tentativa de seduzir e excitar Nagihiko, não poderia ter sido mais bem sucedido.

— Eu serei gentil… — Nagihiko se inclinou, começando a beijar Tadase calidamente. Sentiu-o corresponder igualmente ansioso, rodeando seu rosto com as mãos trêmulas, e acariciando lentamente seus cabelos.

Tadase atirou os braços ao redor dele com mais força, inebriado pelo cheiro dos cabelos de Nagi que faziam cócegas em seu rosto, à medida em que os dois se deitavam juntos sobre o tapete da sala de estar. Muito mais pausadamente do que o necessário, Nagihiko terminou de retirar a roupa de baixo de Tadase, ouvindo-o arquejar baixinho. Admirou o corpo despido dele por alguns segundos, sorrindo de canto com os olhos brilhando de desejo. Tadase corou até a raiz dos cabelos, notando a intensidade dos olhares de Nagihiko o observando.

— P-pare de me olhar assim, Nagihiko-kun… — murmurou, fechando as pernas numa tentativa inútil de se cobrir.

— A culpa é toda a sua, por ser tão atraente e ficar me seduzindo o tempo todo – Nagihiko deitou sobre Tadase, apoiando o queixo em seu peito, sem desviar seus olhos mel dos dele.

— Não mesmo. É você quem sempre me provoca, me faz sentir coisas… c-coisas constrangedoras… e me faz desejar m-m-mais…– Tadase replicou, completamente desconexo, sentindo os lábios de Nagihiko beijando seu corpo vigorosamente. Deixou escapar um gemido particularmente alto, lembrando-se a tempo do aviso de Nagihiko, e atirou os braços ao redor do pescoço do maior, enroscando os dedos nos cabelos dele.

— Você acha mesmo isso de mim, Tadase? – Nagi entoou em tom de surpresa, enquanto lambia a pele sempre macia e doce de Tadase, deixando inúmeras marcas vermelhas pelo caminho. Ergueu o rosto, até alcançá-lo, e começou a beijá-lo devagar. – Talvez eu estivesse mesmo fazendo de propósito… e pelo jeito funcionou,…

Nesse momento, Tadase o abraçou com mais força, e num movimento desajeitado e inexperiente, começou a tentar desabotoar a camisa de Nagihiko. Atrapalhou-se com os botões, enquanto Nagihiko o beijava com voracidade, fazendo-o perder a linha. Nagi riu baixo, ainda colado a Tadase, e terminou de ajudá-lo com os incômodos botões. Mal havia terminado de abrir todos, Tadase já arrancou sua camisa fora, jogando-a para o lado, ainda meio desajeitado, e tornou a envolvê-lo com os braços, deixando suas mãos passearem pelo tórax, e pelo peitoral, agora despidos, dele. Ouviu o maior arquejar sem interromper o beijo, sentindo o seu toque, e continuou a escorrer as mãos pelo corpo esguio dele, tocando seu abdômen, e circundando as costas. Deslizou até o cós da calça, abrindo o zíper, e acariciando o local desajeitadamente, por cima do tecido. Nagihiko mordeu os lábios para não deixar escapar um gemido alto, e em resposta, aumentou a intensidade do contato, mordiscando os lábios de Tadase e os provando com a língua, enquanto percorria o corpo dele com as mãos, por inteiro. Percebeu o gemido rouco que Tadase conteve, abafado devido ao fato de seus lábios ainda estarem colados aos de Nagi. Em um impulso, o loiro entrelaçou suas pernas ao redor da cintura do maior, como se quisesse incentivá-lo a prosseguir.

Nagihiko gemeu o nome de Tadase, deslizando a boca pelo pescoço dele até alcançar seu peitoral. Começou a lambê-lo, acariciando com a mão o outro lado, e Tadase voltou a deixar escapar gemidos roucos e suspiros ao sentir seu corpo nu roçar com uniformidade no dele, abraçando-o com ainda mais força, colando seus corpos suados e quentes que moviam-se igualmente ansiosos.

— Ahn… Tadase – Nagihiko gemeu guturalmente. Aquela movimentação intensa de Tadase já estava o deixando louco, e ele não conseguia mais se segurar – Eu posso… posso começar a prepara-lo?

— Pode… q-quando quiser, Fujisaki-kun… — Tadase pediu no ouvido dele, mal passando de um sussurro, sem conseguir aguentar também.

Nagihiko não perdeu tempo, e retirou suas calças e a roupa de baixo em um só movimento, aliviado a se ver livre daquele aperto. Tadase mirou rapidamente o corpo descoberto de Nagihiko, sentindo seu próprio corpo reagindo apenas em vê-lo. Ele logo se movimentou, erguendo as pernas de Tadase com uma das mãos, enquanto umedecia os dedos da outra mão com saliva.

Devagar, ele começou a colocar um dos dedos, medindo a reação de Tadase – Agora que você já está mais acostumado, acho que não deve doer tanto… — disse mais para si mesmo, vendo o semblante contido do menor e aprofundando o toque. Tadase inspirou fundo, e cerrou os olhos com força, acenando com a cabeça em sinal de concordância, torcendo para que Nagi entendesse aquilo como uma permissão para prosseguir.

Nagihiko colocou um segundo dedo em Tadase, sentindo-o relaxar. Sorriu ao perceber que ele já sabia instintivamente o que fazer, e começou a movimentar os dois dedos dentro dele. Tadase deixou escapar um arquejar rouco ao sentir aquele toque dentro de si, e puxou Nagi para ainda mais perto, arranhando suas costas sem querer, tomando seus lábios com vontade.

— Nagi-hi-hiko -kun… e-eu… anh… eu acho que você… já pode continuar agora… err… e-eu acho que já estou pronto – falou entre um beijo e outro, incapaz de encará-lo nos olhos agora.

— Claro – Nagihiko continuou a distribuir beijos por toda a extensão do tórax magro do garoto, enquanto falava – Eu só queria ouvi-lo pedindo – disse, enfim retirando os dedos úmidos de dentro.

— Ehh?! v-voce é cruel! – exclamou indignado ao ouvir aquilo, fazendo um biquinho como o de uma criança mimada.

— Eu não resisto em brincar com você… por que você é tão fofo… — Nagi sussurrou, afastando-se e movendo as pernas de Tadase.

— Não coloque a culpa em mim! Eu não... ahn... – ia começar a reclamar, mas esqueceu do que falava ao sentir o toque de Nagihiko em suas pernas. Nagi abaixou-se para beijar e morder a perna dele, deixando outra marca ali, antes de continuar. Ele gemeu indistintamente, algo que poderia ser uma reclamação impaciente.

— Então... eu vou entrar agora... – Nagihiko murmurou, posicionando-se entre as pernas de Tadase e o encarando diretamente.

— T-tá bem… — Tadase fez um esforço para encará-lo nos olhos mesmo que por apenas um segundo, e voltou a desviar o rosto logo depois, cerrando os olhos tanto de vergonha quanto de expectativa.

Nagihiko sorriu, apreciando a face corada e adorável do seu Tadase, e logo depois, começou a penetrá-lo, bem devagar, tomando cuidado para não machucá-lo. Gemeu, sem conseguir se conter, ao sentir a entrada quente e úmida envolvendo-o perfeitamente. Tadase tentou cerrar os dentes para segurar um grito ao sentir Nagihiko entrando em seu corpo, mas acabou escapando. A dor foi lancinante, mas não durou tanto quanto das outras vezes. Nagihiko arfou, também tentando não fazer mais barulho, e abraçou Tadase com força, invadindo-o lentamente. Tadase marcava as costas pálidas de Nagihiko em vermelho, mordendo os lábios com força para segurar os impulsos do seu corpo, mas Nagihiko não sentia nenhuma dor pelos arranhões, apenas êxtase em ter o corpo de Tadase envolvendo o seu. Adentrou com calma, parando para que o menor se acostumasse com a sensação, e apoiou a face no seu ombro.

— C-continue… — Tadase implorou, agarrando-se ao pescoço de Nagihiko e movendo ligeiramente as pernas, indicando que ele podia se movimentar. Nagihiko arfou contra o pescoço de Tadase, sentindo-se queimar com aquele contato, e começou a deslocar o quadril, investindo em um movimento crescente e ininterrupto contra o corpo do menor.

O loiro lançou as pernas ao redor da cintura de Nagihiko, aumentando a amplitude do contato entre eles. Nagihiko afundou o rosto no pescoço dele para abafar os gemidos, aspirando o aroma da pele que queimava e deslizando as mãos pelo corpo dele com desejo. Tadase parecia ter se esquecido da cautela, e desistira de conter os próprios sons, deixando sua voz ecoar pelo espaço escuro. A sua mente estava enevoada, recheada pela sensação de ser preenchido por Nagihiko, e o prazer tomou o lugar da dor, que já havia sumido há tempos.

Tanto Nagihiko quanto Tadase só tinham um ao outro na mente, e era como se nada mais existisse no mundo. Nada disso importava, tamanho o prazer que sentiam em estar se tornando apenas um novamente. Os únicos sons que podiam ouvir eram os das suas vozes arquejando em uníssono – deixando escapar inúmeras vezes os nomes um do outro e alguns “eu te amo” – e o de seus corpos se chocando.

Um som gutural surgiu da garganta de Nagihiko, enquanto ele possuía Tadase com força, os quadris adiantando-se e retrocedendo em uma velocidade cada vez mais frenética. O menor ardia de anseio em seus braços, gritando a cada vez que sentia Nagihiko mais fundo em si, e agarrando seus cabelos com vigor, cravando as unhas na pele dele na mesma medida em que ele avançava com seus movimentos.

Nagihiko sentou para trás, trazendo o corpo inerte de Tadase consigo e o abraçando com todas as forças que tinha, sem nunca parar os movimentos de vai-e-vem. O loirinho, ainda com as pernas entrelaçadas ao redor dele, iniciou o seu movimento tímido, sentindo Nagihiko ainda mais fundo em si, tocando-o em uma parte especifica. Gritou de prazer, agarrando-se a Nagihiko como se ele fosse um colete salva-vidas, sem nunca deixá-lo parar de se mover, tomando tudo o que ele oferecia e exigindo mais.

— Eu te amo, Ta…dase… – ele ofegou pela última vez, sem dar a chance de Tadase responder, e tomou os lábios dele com vigor, invadindo o interior dele de uma só vez. Tadase gritou ainda mais alto do que antes, ao sentir a liberação de Nagihiko golpeando-o por dentro, e atingiu o clímax junto com ele, lançando de si sobre o corpo de Nagihiko. Era como se ambos estivessem em meio a uma explosão de estrelas.

Tadase amoleceu no colo de Nagihiko, apoiando-se no ombro dele, que caiu para trás, exausto, ofegante, e acima de tudo, satisfeito. Saiu de dentro dele, abraçando-o carinhosamente. Quando recuperou o fôlego, Tadase ergueu o rosto para ele, com o rosto corado pelo esforço, e os olhos carmim brilhando de satisfação. Seu corpo todo tremia.

Nagihiko deitou ao lado de Tadase, e o abraçou mais um pouco, afagando os cabelos bagunçados e loiros para que eles ficassem um pouco mais em ordem. Puxou o cobertor amassado ao lado para que tapasse o corpo desnudo e exausto de Tadase e o seu também. A sala estava repleta com suas roupas que haviam sido jogadas de qualquer jeito, e na televisão, ainda passava o dorama, que nenhum dos dois conseguia saber sobre o que se tratava.

— Está com fome? – ele indagou em voz baixa, aninhando-o em seu peito. Tadase, ainda de olhos fechados, ronronou como um gatinho.

— Um pouco…

— Eu vou fazer o macarrão agora, então… — ele já ia se movimentando para catar suas roupas ali por perto, mas Tadase o segurou.

— Não agora. Daqui a pouco. – ele acariciou o peito de Nagihiko com a mão, e ergueu o rosto apenas o suficiente para depositar um pequeno beijo no seu pescoço – Nós temos todo o tempo do mundo, lembra?

Nagihiko sorriu, e beijou a testa de Tadae, antes de fitá-lo com aqueles orbes dourados e apaixonados, transbordando afeição.

— Todo o tempo do mundo ainda seria pouco para passar com você…

Notas finais
hm.. sobre esse capítulo, nem vou comentar nada..Esses dois estão curtindo muito essa vida de supostos recém-casados, e não importa quanto tempo passe, eu ainda não consigo crer que sou eu que escrevo essas coisas aí, então.. bem, hm.. espero que tenham gostado, e até o próximo cap com a Teffy-senpai!!!