Itsumo Yakusoku
7 Capítulo 7 - A Little Pain
Notas iniciais
http://letras.mus.br/nana/697197/
Perceba
Estou aqui te esperando
Mesmo que nosso futuro seja diferente de agora
Estou aqui te esperando
Continue gritando
Com certeza meu coração
puxa o fio que nos conecta
Para que o eu daquela época possa acordar
Não precisa chorar
Capítulo 7
~
A Little Pain
No banheiro escuro do estádio, o som da música agitada de Utau ecoava pelo espaço. Tadase a escutava fracamente ao longe, mas o som do seu coração acelerado e nervoso era muito mais alto. Ninguém iria ir até ali, se o show já tinha começado, e ele sabia muito bem disso. A certeza de que estavam realmente sozinhos só o deixava ainda mais nervoso.
Ainda estava encurralado, com Nagihiko segurando um de seus braços contra a parede fria, e erguendo seu queixo com a outra mão. Ele tentava a todo custo desviar os olhos do rosto suplicante do maior, por que sabia que iria se esquecer de todos os argumentos cuidadosamente forjados pela sua razão, ao olhar para aqueles orbes de ouro derretido. Mas também sabia que, se fechasse os olhos, iria acabar cedendo da mesma forma.
— E então, Hotori-kun… — Nagihiko se aproximou um pouco mais, e o seu cheiro suave fez o nariz de Tadase formigar. Ele também não estava mais aguentando ter que se segurar, mas precisava de uma confirmação, de que nada nos sentimentos de Tadase havia mudado durante esse tempo, antes de continuar com seu plano para ficar com ele novamente.
— F-fujisaki-kun… nós não podemos… fazer isso! É errado… Eu não quero mentir para a Nanami-san agora… — Tadase balbuciou, com seu rosto queimando. Seus ombros tremiam, e ele olhava para o chão. Nagihiko o soltou, recuando um passo, no entanto sem deixar Tadase se afastar.
— Você gosta da Nanami-san?
— Não! – ele se apressou em responder, com muita convicção – Mas eu tenho um compromisso com ela, mesmo que contra a minha vontade, então devo algum respeito à ela e à sua família.
— Sim… você é esse garoto, honesto e que se esforça pelas outras pessoas… — Nagihiko sorriu, melancolicamente – E essa é uma das coisas que eu amo em você, afinal… — ele ergueu a mão mais uma vez, mas dessa vez, para afagar de leve a cabeça de Tadase – Mas eu não consigo me obrigar a desistir de tudo apenas por causa disso. Eu não vou desistir de você, eu já disse. Mesmo que eu tenha que fazer você se apaixonar por mim de novo, eu não vou fazer como antes, e refrear meus sentimentos pelo bem dos outros… eu não sou mais capaz de fazer isso e mentir para mim mesmo, Hotori-kun. Eu te amo. Eu ainda te amo, mais do que qualquer um! – o rosto dele se contorceu de dor, e Tadase sentiu seu coração se comprimindo ao ouvir isso. – Então… me diga, Hotori-kun. O que você sente por mim?
— Fujisaki-kun… — Tadase baixou os olhos, pois se visse por mais um segundo que fosse o rosto desconsolado de Nagihiko, iria abraçá-lo no mesmo instante. – V-você me conhece melhor do que qualquer outra pessoa. Acha que eu sou o tipo de pessoa cujos sentimentos mudam de uma hora para outra dessa forma…? – sua voz mal passava de um sussurro, mas ainda assim, Nagihiko estava perto o bastante para ouvir.
— Eu sei que não é. – Nagihiko permanecia com a mão entre os cabelos de Tadase, ajeitando-os cuidadosamente – Mas eu ainda quero ouvir de você…
— Eu… amo você, Fujisaki-kun. – ele mordeu os lábios, tentando segurar as lágrimas que tentavam escapar das bordas dos seus olhos. Nagihiko sentiu seu coração batendo novamente, ao ouvir aquelas palavras. Sentiu como se tivesse 13 anos de novo, em uma praia ao entardecer, ouvindo aquelas palavras pela primeira vez. Sem pensar duas vezes, puxou Tadase pelos braços, circundando-o em um urgente, necessário abraço. Ele soluçou, segurando-se em sua jaqueta e começando a chorar quase que imediatamente. – E-eu nunca deixei… de te amar… nunca… Você acredita em mim? – ele conseguiu pronunciar, com a voz embargada pelas lágrimas.
— Sim, eu acredito. – ele abraçou Tadase com força, sentindo-o frágil e pequeno em seus braços. Afundou o rosto nos cabelos dele, desejando poder abrandar aquela dor, poder fazê-lo feliz novamente – Nós vamos ficar juntos, Hotori-kun, nós com certeza vamos. Tudo o que eu mais quero é poder ficar perto de você, como agora, e não ter que te soltar mais… Você também quer isso, Hotori-kun?
— Eu quero… quero muito… — ele admitiu, escondendo o rosto lavado de lágrimas no peito de Nagihiko. – M-mas o noivado…
— Nós vamos encontrar uma solução para isso. – ele afirmou, mais seguro do que se sentia na realidade – Mas só podemos fazer isso juntos, não é?
— Eu não quero ter que esconder o que eu sinto por você, Fujisaki-kun, nunca mais… — Tadase ergueu o rosto, e Nagihiko o acariciou, secando as lágrimas que ainda caiam – Será que nós podemos mesmo algum dia ficar juntos de verdade, sem precisar fingir para ninguém? – ele soluçou, com os lábios tremendo. Nagihiko passou os dedos lentamente por toda a superfície da pele macia do rosto dele, carinhosamente.
— Algum dia… e eu espero que não leve muito tempo. Eu vou enfrentar a minha mãe. — Nagihiko fechou os olhos, apreciando a sensação há tanto tempo perdida, de ter Tadase ao alcance das suas mãos, e tentando não pensar em todos esses problemas que eles precisavam encarar antes de poder realmente estar um com o outro. – Se ela não é capaz de aceitar quem eu sou, então eu não preciso daquela família…
— Mas é a sua família! – Tadase tentou argumentar.
— Sshhh… eu não quero pensar nela agora. – ele o interrompeu, abrindo os olhos. Sua voz era um rouco sussurro, e Tadase sentiu suas pernas fraquejarem diante daquele tom diferente, mais grave, que ele ainda não havia se acostumado a ouvir assim de tão perto. – Você tem certeza do que quer?
— Eu quero você… — Tadase respondeu em um tímido murmúrio, e Nagihiko sorriu de canto, satisfeito com a resposta. Aquilo era a única coisa que ele precisava saber.
— Então eu vou me esforçar para que isso aconteça, Hotori-kun, e então você irá pertencer inteiramente e somente a mim. Por que… eu já pertenço você, sem nenhuma dúvida… — Tadase ergueu os olhos escarlates, corando furiosamente ao ver o rosto irresistivelmente atraente de Nagihiko próximo ao seu. –… Então, por favor, não chore mais… — ele aproximou ainda mais o rosto de Tadase do seu, secando as lágrimas que insistiram em correr com os polegares.
— Eu sempre esperei por você… — Tadase segredou, com os olhos semicerrados, completamente inebriados pela presença de Nagihiko. Suas mãos trêmulas seguravam com força a jaqueta escura dele. – Apesar do que todos falavam… eu sempre soube que você voltaria para mim… afinal, nós fizemos uma promessa…
— Sim, nós fizemos uma promessa… — Nagihiko sorriu – e eu voltei para você. Espere apenas mais um pouquinho… e então nós vamos ficar juntos novamente… — ele colocou uma mecha de cabelo de Tadase atrás da orelha, e então segurou-o pela cintura. Aproximou seus rostos até que sentisse a respiração entrecortada dele tocando seu rosto. Seus olhos brilharam. – Eu posso… beijar você agora?
Tadase sabia que devia dizer “não”. Era o certo a se fazer. Ele tinha uma noiva e não queria traí-la, apesar de não haver amor entre eles. Eles dois precisavam esperar mais algum tempo, antes de poder estar juntos de fato, era errado fazer isso às escondidas. A experiência dizia que isso não dava certo, acabaria tudo como da primeira vez. Mas Tadase era incapaz de dizer não para Nagihiko. Ele era fraco, era egoísta e mimado… e tudo o que pode fazer, naquele instante, foi fechar os olhos, com seu rosto queimando em brasas, e inclinar a cabeça para cima.
Nagihiko entendeu a mensagem, sem que ele precisasse dizer nada. Com seu coração martelando alto, ele se curvou sobre o corpo diminuto de Tadase, segurando-o pelo rosto. Fechou os olhos, sentindo seu corpo inteiro estremecer, ansiando por aquilo. Seus lábios enfim se tocaram, e foi como se algo adormecido durante tanto tempo despertasse entre eles dois. Como um vulcão inativo, que de repente lançava magma para todos os lados, eles sentiram todos aqueles sentimentos de outrora retornando em um turbilhão, deixando-os zonzos, repletos de emoções que se amontoavam umas por sobre as outras.
Antecipou o toque afetuosamente, com o máximo de cuidado que conseguia, invadindo os lábios despreparados do loiro lentamente, sentindo o corpo dele, com os braços firmes em seu entorno. Tadase recomeçou a tremer, com a mesma expectativa que sentira na primeira vez em que estiveram juntos daquela forma, mas não se opôs mais. Parecia a coisa certa estar ali. Tudo parecia tão perfeito agora. Eles estavam completos, estavam vivos novamente. Em um passe de mágica, era como se os anos de separação jamais tivessem existido.
Ficando na ponta dos pés para alcançá-lo, Tadase ergueu os braços para o pescoço de Nagihiko, entrelaçando os dedos na maciez dos cabelos dele, trazendo o rosto dele ainda mais perto enquanto permitia que ele aprofundasse o beijo. Nagihiko estava maior do que ele lembrava, mais alto também. Mas a sensação de beijá-lo, de estar nos braços dele, esta continuava a mesma, como se nenhum tempo houvesse passado. Ele desejava ardentemente nunca ter que soltá-lo de novo, nunca deixá-lo ir embora…
— Eu te amo… — a frase escapou em um sussurro dos seus lábios, ainda colado aos de Nagihiko, quando se afastaram minimamente para tomar ar. Nagihiko o tomou novamente, sentindo as lágrimas que ele derramava molharem o seu rosto, e o toque tinha o gosto salgado delas. Tadase respondeu na mesma intensidade, deixando Nagihiko empurrá-lo contra a parede. Ansiava tanto por aquele toque, desde que revira o outro pela primeira vez, que dificilmente conseguia se controlar agora, mesmo que quisesse.
— Eeeehhhh, mas o que que é isso?! – um grito vindo da porta, aberta de repente, os fez voltarem para a realidade. Tadase ofegou, e Nagihiko se afastou dele, virando-se bruscamente na direção do som.
Na porta estava um garoto desconhecido, alto e meio forte, de cabelos castanho-escuros, e usando uma camiseta da Hoshina Utau. O show ainda estava acontecendo, mas ele tinha um semblante de desprezo, ou até mesmo nojo, estampado no seu rosto.
— Desculpe por isso, nós já vamos sair… — Nagihiko afirmou, sem se deixar abalar, e segurou a mão de Tadase para que pudessem sair dali o mais rápido possível. Estava ciente de que aquele não era o lugar mais propício para isso, então o melhor a fazer era não dizer nada. Tadase estava a ponto de ter uma síncope, e não conseguia nem mesmo pensar. A mistura de emoções conflituosas que sentia, da felicidade arrebatadora por ter Nagihiko de volta até a culpa que o corroía por dentro, isso estava o deixando repentinamente incapaz de reagir a tudo isso.
— Não, espera aí! – o garoto voltou a gritar, colocando-se entre ele e a porta- Vocês… vocês são dois garotos, não são? Que merda é essa?!
— Isso não tem nada a ver com você, apenas deixe-nos ir… — Nagihiko respondeu com a voz séria e baixa, segurando com força a mão de Tadase, como se quisesse dar a ele coragem através do contato. Tentou mais uma vez passar, e dessa vez o garoto saiu da frente, ainda encarando-os com olhar enojado.
— Não fiquem fazendo essas coisas sujas na frente das pessoas… – ele resmungou para si mesmo, entrando no banheiro – Seus viadinhos…
Depois disso, tudo aconteceu rápido demais. Nagihiko soltou a mão de Tadase, girando e retornando para trás. Segurou o garoto pelo colarinho, e desferiu um soco direto no rosto dele, e mais outro, com uma fúria que Tadase nunca pensou ver em alguém que era sempre tão calmo.
— Fujisaki-kun! – ele conseguiu bradar com a voz fraca, segurando o maior pelo braço, antes que ele avançasse mais uma vez contra o garoto que já estava desacordado e jogado no chão. – Pare com isso! Por que você fez isso…?
— Eu… me desculpe, Hotori-kun, eu não queria ter feito isso na sua frente… — Nagihiko baixou os olhos, enfim tomando consciência do que havia acabado de fazer – E-eu agi sem pensar…
— O que está acontecendo aqui? – um dos seguranças apareceu pelo corredor oposto. Ele era enorme, careca, e tinha um cavanhaque no rosto. Vestia terno e gravata, e tinha um ponto no ouvido. Havia ouvido os gritos do outro garoto segundos antes, e estava prestes a chamar pelos outros seguranças através do rádio.
— Ele estava assim quando nós chegamos! – Nagihiko falou convincentemente, temendo envolver Tadase em alguma confusão que não era responsabilidade dele – Deve ter se envolvido em alguma briga! É melhor chamar ajuda, para cuidar dele…
O segurança se aproximou do garoto caído, e Nagihiko aproveitou para segurar novamente a mão de Tadase e levá-lo para longe dali. Ele ainda estava nervoso, e Tadase tremia em seus braços. A música se tornava mais alta na medida em que chegavam mais perto do palco. Quando já estavam longe o bastante, Nagihiko parou, em um dos corredores que davam acesso as arquibancadas. Estava escuro ali, mas podiam ouvir com nitidez que Utau estava cantando Meikyuu Butterfly.
— Fujisaki-kun… — Tadase estava ainda meio paralisado, sem saber o que pensar daquela sequencia maluca de eventos. Nagihiko não conseguia encará-lo agora. Havia agido por impulso, usado de violência, Tadase com certeza estaria amedrontado agora.
— Me desculpe Hotori-kun… — ele repetiu – Eu agi de forma errada, não devia ter feito isso, eu sei, mas não me arrependo… – erguendo os olhos, ele viu que Tadase estava bem a sua frente, o fitando com os orbes ainda úmidos – Eu decidi que nunca mais vou deixar ninguém falar dessa maneira conosco. Mesmo que seja a minha mãe, ou qualquer outro… eu não vou admitir isso, nunca mais! Você é a pessoa que eu amo, e que eu escolhi para passar a minha vida… ninguém tem o direito de questionar isso!
Tadase avançou um passo, agarrando-se ao corpo de Nagihiko como se sua vida dependesse disso, e provavelmente dependia. Soluçou, mordendo os lábios com força, sentindo seu coração bater como um louco.
— Eu entendo isso, mas não faça mais coisas que possam envolvê-lo em problemas! Eu fiquei com muito medo, quando aquele segurança apareceu… — ele pediu, em voz baixa.
— Tudo bem… — Nagihiko relaxou, afagando o cabelo de Tadase carinhosamente. Estava aliviado por que ele não parecia com raiva dele pelo que fez. Tadase amoleceu em seus braços, escondendo o rosto no tecido da sua jaqueta, tentando esquecer todos aqueles problemas que o rodeavam enquanto o tinha ao alcance de suas mãos. Por que, quando se afastassem, para voltar para perto dos outros, isso não seria mais possível.
— Ano, Fujisaki-kun… — Tadase chamou timidamente, depois de alguns segundos apenas apreciando a presença um do outro – Não importa o quanto eu queira, e eu realmente quero… nós não podemos ficar juntos ainda! Eu… eu tenho que falar com a Nanami-san… e quando terminar o noivado, certamente minha mãe ficará desconfiada, já que ela sabe que você voltou, então…
— Calma… nós vamos dar um jeito nisso, certo? – ele ergueu o rosto choroso de Tadase, fixando seus olhos diretamente no dele, e falando com segurança – Eu sei que você não se sente confortável fazendo essas coisas pelas costas da Nanami-san, e eu entendo isso… você tem um compromisso com ela, certo? Mas o meu compromisso é com você!- ele depositou mais um singelo selinho nos lábios dele, rápido demais em sua opinião, e então voltou a se afastar. –… então, não pense que apenas isso é motivo para eu desistir de ficar perto de você… Eu vou esperar você estar pronto para assumirmos nossa relação. Mas isso não significa que eu serei paciente até lá… — ele encaixou mais uma vez os lábios nos de Tadase, roubando mais um beijo.
Depois de se afastar mais uma vez, sem querer realmente fazer isso, ele segurou Tadase pela mão de novo, e seguiu em direção às arquibancadas, só soltando-a quando chegaram próximos o bastante dos outros para serem vistos. A música de Utau estava no fim, quando eles se acomodaram nos dois lugares que sobravam na ponta, logo ao lado de Nanami. Ela sorriu para Tadase ao vê-lo chegar, e ele se sentiu imediatamente culpado por estar fazendo aquilo com ela.
— Atenção, minna-san! – Utau gritou do palco, e sua voz ecoou por todos os lados, chamando a atenção dos recém-chegados – Agora, eu quero cantar uma música que escrevi há muito tempo, e que não está no meu último cd… é uma música especial para mim, por que eu a escrevi inspirada por dois grandes amigos meus! Eles enfrentam muitas dificuldades para estarem juntos, mas se amam tanto, que é impossível não torcer por eles! E eu quero que vocês dois ouçam essa música, e que ela dê a vocês forças para lutarem pelo seu amor! Por favor, ouçam!
http://www.youtube.com/watch?v=osBFcyEI-14
Assim que a música começou a tocar, Tadase mal pode acreditar no que estava ouvindo. Virou para Nagihiko, e naquela breve troca de olhares, nada mais além deles dois e daquela melodia existia.
Futarikiri no kouen kaerimichi no shiteiseki
O parque parece reservado só para nós no nosso caminho para casa
Itsumo yori hashaideru kimi wo mitsume kiitemita
Eu estou te observando, você está sempre de bom humor. Eu te pergunto:
"Moshimo ashita sekai ga naku nattara dou suru?"
Se o mundo fosse acabar amanhã, o que você faria?
Kimi wa nani mo iwazu ni boku no ude wo gyutto shita ne
Você não diz nada, mas segura minha mão
Nee kocchi wo muiteite
Ei, vire pra esse lado
Kuchibiru ga chikasugite doki doki tomaranai
Nossos lábios estão tão próximos, meu coração não para de bater…
Donna kimi mo donna toki mo uketomeru kara
Não importa como você é, não importa quando, eu vou te aceitar
Moshimo kokoro ga kizutsuite namida koboreru toki wa
Mesmo quando você estiver de coração partido e chorando
Sekaijuu wo teki ni shitemo kimi wo mamoru yo
Mesmo se eu tiver que ir contra o mundo, eu vou te proteger
I LOVE YOU
EU TE AMO
Kotoba wa iranai yo kimi ga saigo no kissu
Não precisa ser dito com palavras, aquele seu último beijo
Itsumademo
Estará sempre comigo
— É uma música linda, não é verdade? – Nanami comentou sonhadoramente, com Hideyoshi que estava diretamente ao seu lado. Ela sabia muito bem para quem ela estava cantando, e preferia manter-se completamente alheia quanto a esse assunto. Nem mesmo olhava na direção de Tadase, para não deixa-lo encabulado.
— Eu gostaria de saber para quem ela está cantando… — Hideyoshi indagou, curioso – É para algum de vocês? – ele perguntou para Amu, que estava do outro lado dele.
— Quem sabe… — ela olhou de canto para os dois garotos na ponta, e viu quando Nagihiko discretamente segurou a mão de Tadase, por baixo do encosto do banco – É uma música muito especial para essas duas pessoas…
— Hmm… — Hideyoshi não perguntou mais, voltando a se concentrar na melodia.
Itsumo no wakare michi de nanimo dekinai wakatteru
Eu sei que não sou capaz de nada quando não estamos juntos
Hoppeta fukuramasete te wo hanashite "Moo iku ne"
Estufe o seu peito e solte a minha mão: "eu tenho que ir"
Nee kocchi wo muiteite
Ei, vire pra esse lado
Kuchibiru ni chikazuite doki doki tomaranai
Eu estou próximo dos seus lábios, meu coração não para de bater…
Konna boku mo kimi ga ireba tsuyoku nareru yo
Quando eu estou do seu lado eu me torno mais forte
Koi wa fushigi na mahou da ne, nanimo kowakunai kara
O amor é uma mágica estranha, eu não estou mais com medo nenhum
Sekaijuu wo teki ni shitemo hanashi wa shinai
Mesmo que eu tenha que ir contra o mundo, eu não tenho nada a dizer
STAND BY ME
FIQUE AO MEU LADO
Dareka ja dame nanda kimi ni zutto soba ni ite hoshii
Tem que ser você, eu quero que você esteja sempre perto de mim
— Você se lembra…? – Tadase indagou num fio de voz. Não tinha coragem para encarar Nagihiko nos olhos, mas apertava com firmeza os dedos entrelaçados deles, não querendo deixa-los escapar. Não importava quem visse, aquele era o momento que pertencia somente a eles.
— Como eu iria esquecer? – Nagihiko sorriu em resposta, emocionado com a homenagem singela de Utau no palco. Ele sabia que ela havia feito isso para ajuda-los de alguma forma, e sentia-se imensamente grato por isso. – É a nossa música… — ele sussurrou, e Tadase só entendeu o que ele disse por causa do movimento dos lábios. Sorriu de volta, e teria encostado a cabeça no peito dele, para fechar os olhos e apreciar a música, se fosse possível fazer isso.
Aa mujaki na sugao no mama kimi wa iu
Ahh! Do jeito que você está, você me pergunta:
"Nee, ojiichan* ni nattemo kisu shite kureru no?"
"Ei, quando eu ficar velho, você ainda vai me beijar?"
Nee sono toki ni wa boku datte onaji da yo
Mas quando isso acontecer, eu também estarei velho
Tsunaida te hanashi wa shinai kara
Mas eu nunca vou soltar a sua mão
Donna kimi mo donna toki mo uketomeru kara
Não importa como você é, não importa quando, eu vou te aceitar
Moshimo kokoro ga kizutsuite namida koboreru toki wa
Mesmo quando você estiver de coração partido e chorando
Sekaijuu wo teki ni shitemo kimi wo mamoru yo
Mesmo se eu tiver que ir contra o mundo, eu vou te proteger
I LOVE YOU
EU TE AMO
Kotoba wa iranai yo kimi ga saigo no kissu
Não precisa ser dito com palavras, aquele seu último beijo
Itsumademo
Estará sempre comigo
…
No fim da música, Tadase já estava com lágrimas nos olhos, que ele tentava a todo custo esconder, e Utau igualmente chorava no palco. As pessoas gritaram em animação quando a música terminou, na tentativa de incentivarem-na.
— Obrigada a todos, por me ouvirem! – Utau gritou, enxugando as lágrimas – Eu espero que essa canção chegue ao coração de todos vocês, e principalmente, daqueles por quem eu estou aqui hoje! Mesmo que vocês tenham que ir contra todo o mundo, não deixem de lutar pelo seu amor! – a plateia gritou em uníssono, concordando com ela, e Nagihiko sorriu. Utau tinha mesmo um jeito muito escandaloso de dar conselhos – E agora, uma música mais alegre…
Ela continuou a cantar, mais animada do que nunca, e todos se levantaram para cantar e dançar com ela. Yaya já estava pendurada na barra de segurança da frente da arquibancada, balançando o seu bastãozinho de neon ao ritmo da música. Mesmo estando longe, Utau a enxergou de alguma forma, e enquanto cantava, acenou naquela direção. Yaya só faltou cair de lá de cima, de tanta emoção, e gritou para todo mundo ao redor saber que ela conhecia Hoshina Utau.
Nagihiko havia soltado a mão de Tadase quando se levantaram junto com o resto dos espectadores, mas continuava de olho nele. Aproveitava o fato de todos estarem se movendo com a música para encostar-se nele, mesmo que contidamente, e isso era o suficiente para fazer o coração do loiro dar saltos dentro do peito.
Invariavelmente, os olhos rubros dele se desviavam do palco, e encontravam-se com os de Nagihiko. Nesses momentos, ele sorria para si mesmo, feliz por notar que a atenção do mais alto continuava concentrada nele. Esses pequenos momentos de alegria instantânea, que se esvaiam em poucos segundos, eram suficientes para sustentá-lo por mais algum tempinho. Nagihiko roçou a mão na dele, e eles entrelaçaram os dedos, bem escondidos. Tadase sentira tanta falta de ter aquela mão para segurar, nos momentos de dificuldades… Ele teria que ser capaz de enfrentar o mundo, como a música dizia, para proteger o seu amor. E sim… o amor era uma mágica estranha. Por que, de repente, ele já não sentia medo nenhum… Nagihiko também estava ali, e eles enfrentariam isso juntos.
Decidido, Tadase virou o rosto mais uma vez. Nagihiko ainda o fitava ternamente, como se não quisesse enxergar mais nada além. Afagou os dedos nos dele.
— Amo você… — ele mexeu os lábios, sem produzir som, para que apenas Nagihiko entendesse. Seus olhos estavam fixos nos dele, sem hesitar dessa vez. E ele entendeu perfeitamente, pois também moveu os lábios em silêncio, formando outra frase.
— Eu também amo você.…
Notas finais
Aaah, show animado esse da Utau, hein? Finalmente eles admitiram que ainda se amam, mas ainda vai levar muuuito tempo até que eles possam realmente ser felizes para sempre... bem, vamos continuar torcendo para que isso aconteça o/
Espero que tenham gostado, deixem revieeeews, onegai! Com reviews, nossa motivação aumenta, e nós postaríamos muito mais rápido u-u
bye bye o/ Próximo capítulo com a senpai~ aguardem ~~
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