Itsumo Yakusoku

50 Capítulo 50 - Juicy Heart


Notas iniciais
Juicy Heart - Buono http://letras.mus.br/buono/1845447/traducao.html#

O pôr-do-sol iluminou sua figura solitária
Fazendo uma grande sombra
Consegui reunir coragem
Para me aproximar um pouco mais de você

Para alguém que é meu amigo, por algum motivo,
Quando estamos sozinhos
Não consigo falar muito
E as coisas ficam estranhas entre nós

Não consigo te olhar nos olhos
E fico atônita pela emoção
O meu coração está acelerando,
Eu sei que isso é amor

Agora é a hora, isso não é incerto
Não consigo te encarar diretamente,
Veja meu coração de donzela
De forma alguma quero que outra pessoa

Saiba do meu amor inocente
Quero mostrá-lo só para você
Sussurro "eu te amo"
Bem baixinho em seu ouvido

Capítulo 50

~

Juicy Heart


No dia seguinte Nagihiko não encontrou Tadase no caminho para a escola como esperava que acontecesse, de forma que não pôde combinar melhor com ele onde e como iriam se encontrar. O dia passou mais rápido do que ele esperava e, pouco antes de arrumar suas coisas para voltar pra casa, recebeu uma mensagem do namorado:


"Acha que pode dar um jeito de nos encontrarmos daqui há mais ou menos duas horas? Hoje não vai ter reunião no Conselho porque a Amu-san e o Sanjou-kun tiveram que 'sair mais cedo' da escola, a Mashiro-san faltou faltou aula hoje e não adiantaria de nada continuar a reunião apenas com a Yuiki-san, mas eu preciso fazer uma coisa primeiro. Onde você acha que podemos nos ver?"


Nagihiko sorriu ao ver aquela mensagem, pois realmente desejava poder conversar melhor com Tadase desde o dia anterior, para poderem dar um jeito na mais nova situação delicada em que tinham se medito. Realmente era uma sorte que a reunião do Conselho tivesse sido cancelada naquele dia, apesar de que ele já devia imaginar o motivo disso. Depois do jantar da noite anterior em que Amu conheceu a família de Kairi, o resultado muito provavelmente havia sido positivo, então eles tinham todo o direito de sair pra comemorar essa vitória. Mas não era hora para pensar nisso, então apressou-se em digitar uma resposta para a mensagem do loiro:


"Tudo bem. Não vou poder usar a desculpa sobre ter ensaio no clube de teatro hoje porque já fiz isso da última vez, mas posso dizer pra minha mãe que precisei sair pra comprar algumas coisas com o Hideyoshi-kun, ele me disse que também teria que voltar tarde porque tinha uma coisa pra fazer depois da escola. Podemos nos ver na sorveteria do outro lado da cidade, tudo bem? Mas, e você, o que vai dizer pra sua mãe?"


"Lá está ótimo. E minha mãe não sabe que não vai ter reunião hoje, então ela simplesmente vai pensar que ainda estou no Conselho Estudantil. Então, te vejo depois".


Nagihiko terminou de juntar suas coisas logo após terminar de responder a mensagem do namorado e, assim que saiu da sala, quase esbarrou em seu primo, que vinha andando depressa pelo corredor, não parecendo nem tê-lo visto de tão apressado que estava:


– Ah... desculpe, Nagihiko-kun, eu não te vi aí... — Hideyoshi falou ao reconhecer o garoto, sem saber se continuava seguindo seu caminho ou se parava para falar com ele
– Tudo bem. Então, você precisa sair hoje, não é?
– Ah, s-sim... eu... t-tenho uma coisa pra fazer, então... — o mais velho começou a torcer as mãos nervosamente, evitando encará-lo, de modo que Nagihiko rapidamente concluiu o que o garoto precisava fazer
– Está tudo bem, eu também preciso fazer uma coisa agora — Nagihiko respondeu simplesmente, sem conseguir evitar de sorrir — Então, como ambos temos algo a resolver agora, podemos dizer pra minha mãe que fomos comprar algumas coisas juntos depois da escola caso ela comece a fazer perguntas?
– Ah, é claro! I-Isso seria de muita ajuda... — Hideyoshi respondeu prontamente, um tanto surpreso com a facilidade do primo em inventar desculpas mirabolantes com tanta facilidade — Então, eu... te vejo depois...
– Certo, até logo. E, Hideyoshi-kun... boa sorte — Nagihiko acrescentou pouco antes de continuar seguindo seu caminho. O mais velho permaneceu parado ali mais alguns instantes, perguntando-se se o primo sabia o que ele precisava fazer, mas resolveu deixar isso de lado por enquanto, e continuou seguindo seu caminho apressado.


Depois de deixar a escola, Hideyoshi andou por vários quarteirões durante alguns minutos, demorando muito menos tempo do que geralmente levaria, até que chegou em uma praça deserta, com alguns brinquedos velhos com a tinta descascando em alguns pontos, como gangorras, um escorregador, e um balanço, que era o que estava mais bem conservado. E em um deles, Nanami balançava-se distraidamente, sua mente parecendo estar bem distante dali. Ela parecia estar mais linda e radiante do que nunca com a luz alaranjada do pôr do sol refletindo em seu rosto, o que só fez o coração de Hideyoshi bater mais forte, mas, curiosamente, ela ainda não parecia ter se dado conta da presença dele. Na verdade estava tão distraída que só notou que ele estava ali quando o garoto a chamou:


– Etto... Nanami-san...?
– Ah! — ela exclamou, sobressaltando-se, mas se acalmou ao reconhecer o rapaz diante dela — Desculpe, Hideyoshi-kun, eu... estava distraída...
– Tudo bem — ele respondeu, sem saber como encará-la. Sentia seu rosto queimar cada vez que seus olhos encontravam com os dela, e tinha certeza de que devia estar muito corado agora, mas tentava fazer o possível para se manter calmo o suficiente para ao menos conseguir conversar com a garota direito. Olhou ao redor, meio perdido por alguns instantes, até que resolveu sentar no balanço ao lado da garota — Então... n-não tem problema você ter vindo aqui a essa hora? Imagino que suas aulas já tenham acabado, então você não deveria estar indo pra casa? — ele indagou mais por não saber o que dizer e nem como conversar com a garota depois de tudo o que tinha dito para ela dias atrás. Claro que já imaginava o motivo de ela tê-lo chamado tão de repente, mas estava tão nervoso e temeroso com a resposta que tentava adiar o máximo possível esse momento
– Eu geralmente costumo esperar o Tadase-san terminar as tarefas do Conselho Estudantil, então não tem problema. Ele também teve que sair mais cedo hoje, aliás... imagino que tenha ido encontrar o seu primo...
– Ah, sim... pensando bem, o Nagihiko-kun disse que também tinha uma coisa pra fazer depois da escola, então deve ser isso mesmo — ele concordou distraidamente, tão absorto nos próprios assuntos que precisava resolver que nem sequer parou para pensar no que quer que Nagi precisava fazer depois da escola
– Aqueles dois se gostam muito mesmo... o que me leva ao motivo de tê-lo chamado aqui hoje, aliás... — Nanami prosseguiu, tentando soar despreocupada, sem muito sucesso. Voltou a se balançar para frente e para trás, dessa vez um pouco mais depressa, como se isso pudesse aliviar seu nervosismo. Como também não conseguia encarar os olhos dele, apenas continuou fitando os próprios pés, e continuou — Bem... sobre o que você me disse da última vez em que nos vimos... eu... e-eu sei que preciso te dar uma resposta mais clara... sinto muito por ter dito algo tão evasivo daquela vez, aliás, mas eu... não sabia o que dizer naquela hora, fiquei tão surpresa... m-mas, de qualquer forma, eu... d-depois daquilo, pensei bastante no que você me disse, então... bem...
– Nanami-san... está tudo bem — Hideyoshi interrompeu o gaguejar dela, já imaginando como a garota inevitavelmente acabaria terminando aquela frase. Ainda apertava as mãos uma na outra sobre o colo e mantinha a cabeça abaixada, de modo que a franja cobria seus olhos. Sabia que acabaria tendo uma resposta assim, sabia perfeitamente que não tinha nenhuma chance com Nanami, ele nunca teve. A garota sempre o vira apenas como um amigo... e provavelmente sempre seria assim. Mas não queria ter que escutar algo como "desculpe, mas eu não gosto de você desse jeito", sentia como se seu coração se quebraria em vários pedaços se escutasse algo assim — Eu... já imaginava que você diria algo assim... eu só... q-queria que você soubesse como eu me sinto à seu respeito, então não precisa se sentir culpada nem nada, sabe... já fico feliz que você tenha ao menos tido a consideração de pensar sobre o assunto, então...
– Hideyoshi-kun — dessa vez foi Nanami quem o interrompeu — Você realmente tem pouca confiança em si mesmo, sabia disso? Sem falar que é deselegante interromper uma garota enquanto ela está falando, então me deixe terminar a frase — ela falou no que pretendia ser um tom de repreensão, mas voltou a ser tomada pelo nervosismo rapidamente. Respirou fundo, tentando reunir coragem, e enfim ergueu a cabeça para encará-lo — Como eu dizia... bem, eu pensei bastante sobre o que você me disse... estava muito confusa, já que nunca considerei realmente a possibilidade de ver você como... b-bem, algo mais do que uma amiga, então... eu realmente não sabia o que fazer, você me pegou de surpresa quando me disse tudo aquilo. Mas, depois de pensar à respeito, eu... bem, eu realmente gosto muito de você, Hideyoshi-kun. Você é uma ótima pessoa, sempre tão gentil e educado, sempre me escuta sem reclamar por mais que eu fale sem parar quando estou com você... não existem muitos rapazes que realmente prestariam atenção e escutariam de verdade uma garota tagarelando sem parar, sabe? — ela deu uma risadinha nervosa — Bom, devo admitir que ainda estou... um tantinho atordoada com essa história, mas... eu gostaria de tentar... estar ao seu lado sendo algo mais do que apenas uma amiga. Você é realmente muito importante pra mim e, apesar de nunca ter considerado essa possibilidade, eu... acho que não vou me arrepender
– Nanami... san... — Hideyoshi ergueu a cabeça para encará-la e, embora seu rosto estivesse tão enrubescido quanto seus olhos avermelhados e seu coração batendo tão rápido que poderia saltar para fora da boca a qualquer momento, ele não dava a mínima para nada disso agora. Toda sua atenção estava voltada para o que a garota acabara de dizer. Não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir... aquilo era realmente verdade? Ele não estava apenas sonhando com a resposta que desejava obter? Ele tinha escutado isso mesmo? Parecia ser bom demais para acreditar... mas a Nanami diante dele era real demais para ser apenas um sonho — T-Tudo isso que você disse é... b-bem... etto... quer dizer que eu posso considerar isso como um "sim"?
– É... acho que você pode chamar assim... — Nanami sorriu sem jeito, sentindo sua face queimar tanto que ela tinha certeza de que devia estar tão ou mais corada do que a do rapaz à sua frente — E, Hideyoshi-kun... c-como eu disse antes, ainda estou meio confusa com tudo isso... sem falar que estou numa situação bastante delicada... você sabe, por causa do meu noivado forçado com o Tadase-san, mas... se você não se importar com esses detalhes incômodos, eu gostaria de tentar ser... sua n-namorada...
– Não, claro que não me importo! — em um ato impensado e impulsivo, ele agarrou a mão de Nanami que antes segurava a corrente do balanço entre as suas, provavelmente sem nem se dar conta do que estava fazendo, sobressaltando a garota — Sei que o Tadase-san não sente nada por você além de amizade, então isso realmente não importa. Mas, Nanami-san... v-você tem mesmo certeza do que está dizendo? Não está falando isso apenas porque... ficou com pena de mim ou algo assim, está?
– E você realmente acha que eu sou o tipo de garota que diria algo assim só por pena, para iludir uma pessoa e depois magoar ainda mais um garoto tão puro e gentil quanto você? Francamente, Hideyoshi-kun! — ela exclamou em um falso tom de repreensão, sorrindo logo depois — Claro que não é isso... estou dizendo isso porque é assim que eu me sinto, seu bobo
– Ahn, certo... nesse caso, eu... p-posso considerar que estamos n-na-namorando? — ele indagou incerto, ao que Nanami confirmou com um aceno de cabeça, ainda sorrindo sem jeito — Então, eu... p-posso te b-b-beijar...?
– Ah céus, Hideyoshi-kun... você não pretende me perguntar isso toda vez que quiser fazer algo assim, não é? — Nanami deixou escapar uma risadinha nervosa, achando ele mais fofo do que nunca
– D-Desculpe, eu... não sou bom em lidar com esse tipo de assunto, então...
– Está tudo bem. Também não sei muito bem como proceder nesse tipo de situação, então... acho que estamos quites — ela respondeu embaraçada — Mas, se você mesmo acabou de dizer que estamos namorando, então... suponho que não tem problema em fazermos esse tipo de coisa.


Depois de ouvir aquilo, Hideyoshi nada respondeu. Ao invés de dizer alguma coisa, ele a puxou para mais perto de si pela mão que ele ainda segurava entre as suas, aproximando lentamente seu rosto do da garota. Quando estavam a poucos centímetros um do outro, ele respirou fundo e, fechando os olhos com força, terminou com a curta distância que ainda os separava e selou seus lábios nos dela. Em sua mente, ele realmente não sabia direito como proceder, mas seu corpo de alguma forma parecia ter alguma ideia de como fazer aquilo. Uma de suas mãos soltou a de Nanami e deslizou até a face dela, trazendo o rosto da garota para mais perto de si, enquanto seu corpo relaxava aos poucos, sem ele precisar mais apertar os olhos com força e poder agir mais naturalmente. Sentiu seu coração dar um poderoso salto quando Nanami agarrou-se à blusa dele com a mão livre, apertando suas roupas com força, um tanto nervosa.


Por maiores que fossem sua insegurança e nervosismo, Nanami não se sentia amedrontada ou desconfortável como supôs que se sentiria em sua situação dessas com Hideyoshi. Pelo contrário, por mais que aquela experiência fosse nova e desconhecida para os dois, parecia tudo tão certo, tão... natural. Sentiu o garoto aprofundar o beijo, um tanto desajeitado, e seus lábios pareceram se mover sozinhos, correspondendo às ações dele e se encaixando perfeitamente
com os do rapaz. Hideyoshi deslizou a mão que antes acariciava o rosto dela até seu ombro, sem conseguir deixar de se surpreender com o quanto era boa aquela sensação de estar com a pessoa amada. Sempre sentiu-se constrangido e desconfortável nas poucas vezes em que via uma situação assim, na maioria das vezes entre Nagihiko e Tadase, não apenas por causa do fato de ambos serem garotos, e sim porque a situação em si era constrangedora demais para ser assistida. Mas agora, vivenciando isso... embora ainda fosse um tanto embaraçoso, ele enfim conseguia compreender o quanto era maravilhosa aquela sensação de estar junto com a pessoa que amava. E, por mais que desejasse continuar assim para sempre, infelizmente precisou afastar-se dela devido ao fato de ambos estarem sem fôlego, os dois desacostumados com aquilo. Depois de encerrar o beijo entre eles, e gastarem alguns segundos para recuperar o ar em seus pulmões, Nanami indagou para ele, tentando usar o mesmo tom despreocupado, novamente sem sucesso:


– Nee, Hideyoshi-kun... isso foi tão bom quanto você pensou que seria?
– Não... foi melhor do que eu jamais poderia imaginar — ele sorriu sem jeito, encarando a garota com o canto dos olhos
– É, eu entendo o que você quer dizer. Também jamais imaginei que algo assim... pudesse ser tão bom. Acho que fazer esse tipo de coisa só é tão incrível assim... quando é feita com alguém de quem realmente se gosta — Nanami respondeu, retribuindo o sorriso dele.


–----------


Enquanto isso, longe dali, Tadase se encontrava em uma cafeteria meio afastada dos arredores de onde morava, conversando com ninguém mais ninguém menos do que Tsukasa. Como sua mãe ainda insistia na ideia absurda de proibí-lo de ver seu tio, ele agora precisava recorrer ao já conhecido método de sair às escondidas. Geralmente não se arriscaria tanto assim, ainda mais durante o dia, mas ele realmente precisava ouvir o conselho de alguém mais
experiente agora, e não conhecia ninguém melhor do que seu tio para aconselhá-lo, já que aquele homem sempre parecia saber de tudo, então acabou ligando para ele logo depois que suas aulas terminaram, pedindo para encontrá-lo fora da escola.


– Então... o que o senhor acha que devemos fazer agora, tio? — o mais novo indagou depois de contar toda a história sobre o complexo quarteto amoroso em que ele, Nagihiko, Nanami e Hideyoshi haviam se metido
– É realmente uma situação bastante delicada a de vocês... — Tsukasa comentou, remexendo seu café distraidamente — Bem, antes de mais nada, sobre a Nanami-san... será que ela vai aceitar os sentimentos daquele garoto? Porque, se ela resolver recusá-lo, de nada adiante se preocupar assim, sabe...
– Nanami-san conversou sobre isso comigo ontem, e acho que ela provavelmente vai aceitar os sentimentos dele. Ela sempre se deu muito bem com o Hideyoshi-san, e parece gostar muito dele... muito mais do que de mim na verdade — Tadase riu meio sem jeito — Sinceramente, eu acho que ela foi se apaixonando aos poucos por ele, e simplesmente não percebeu e nem parou para considerar essa hipótese até o Hideyoshi-san tomar a iniciativa de se declarar pra ela
– Entendo... isso se parece um pouco com a época em que você e o Nagihiko-kun começaram a namorar, se lembra? Você também demorou algum tempo para se dar conta dos sentimentos que nutria por ele — Tsukasa recordou, fazendo o sobrinho corar levemente ao se lembrar daquilo — Bem, então suponhamos que a Nanami-san aceite os sentimentos dele e os dois comecem a namorar. O mais correto realmente seria desmanchar o seu noivado sem sentido com ela, acredito que nem a família dela e nem a do Hideyoshi-san se importariam com isso, em se tratando de que o garoto também é um Fujisaki afinal, mas... isso seria bastante ruim para você e o Nagihiko-kun, não é? — ele indagou retoricamente, mas Tadase concordou assim mesmo com um aceno de cabeça, inevitavelmente angustiado com aquela ideia — Bem, então que tal fazermos assim: A Nanami-san realmente foi muito compreensiva e gentil em manter essa farsa sobre vocês dois estarem noivos, e nunca se opôs à ideia de você e o Nagihiko-kun se encontrarem às escondidas, mesmo ela sendo oficialmente sua noiva. Mas, se ela realmente se apaixonou pelo Hideyoshi-san, e caso os dois comecem a namorar... bem, se nenhum dos dois se incomodarem, você poderia continuar com essa farsa que é o seu compromisso com a Nanami-san por mais algum tempo, até conseguir pensar melhor em alguma forma de resolver essa situação. Sei que você é oficialmente o noivo dela, e talvez seja estranho para você ver a sua suposta noiva com outra pessoa, mas, ainda assim...
– Não, não! Essa é uma ótima ideia, Tsukasa-san! — Tadase exclamou interrompendo-o, quase se levantando da cadeira de tanta empolgação — Realmente não me incomodo nem um pouco pela Nanami-san sair com outra pessoa, eu fico feliz que ela tenha encontrado alguém que realmente goste na verdade, já que ela nunca seria feliz comigo... só fiquei preocupado com as consequências que essa situação poderia causar... e, não sei se ela ou o Hideyoshi-san irão se incomodar com essa ideia, mas eu realmente não me importo nem um pouco! Ela tem sido tão compreensiva comigo durante todo esse tempo, mesmo sabendo sobre meu relacionamento com o Nagihiko, eu ficaria muito feliz em poder retribuir
– Bem, se for assim, acho que o problema estará resolvido por enquanto — Tsukasa sorriu simplesmente
– Hai! Obrigado, de verdade, Tsukasa-san. Sabia que seria uma boa ideia falar com o senhor sobre isso, o senhor sempre sabe de tudo afinal!
– Não seja tão exagerado, Tadase — Tsukasa riu — Mas, seria mesmo ótimo... se eu realmente soubesse como resolver todo e qualquer tipo de problema... — ele baixou os olhos, seu sorriso se tornando um pouco mais triste
– Eh? Como assim, Tsukasa-san? — o mais jovem indagou confuso — Do que o senhor está falan...?
– Tsukasa! — uma voz estridente interrompeu o que Tadase ia dizer, sobressaltando ambos e, quanto Tadase olhou pela
vitrine da cafeteria, arregalou os olhos ao deparar-se com sua mãe. Ela carregava uma sacola de compras, o que indicava que provavelmente tinha ido ao mercado, mas isso era o de menos agora. Ela adentrou a cafeteria às pressas, e parou diante da mesa em que os dois estavam — O que pensa que está fazendo, seu inconsequente?! Eu te disse pra nunca mais chegar perto do meu filho, não disse?? Ah, não, é claro que você nunca pensa em nada... se pensasse, não teria dado tantos maus exemplos ao Tadase!
– Acalme-se, Mizue-neesan, nós só estávamos conversando... — Tsukasa tentou acalmá-la, embora estivesse muito longe de conseguir realizar tal façanha
– Eu proibi vocês de conversarem, já se esqueceu?! — Mizue interrompeu o irmão, o rosto vermelho de raiva — E você, Tadase?! Eu te disse claramente que você está proibido de falar com esse homem, não disse??
– Mas Okaa-san, ele é meu tio! — Tadase exclamou o óbvio — Qual é o problema de eu querer conversar com o Tsukasa-san afinal?!
– Não interessa, eu já disse que você está proibio de falar com ele e ponto final! — Mizue gritou
– Acalme-se Nee-san, não adianta culpar o Tadase! Fui eu quem chamei ele aqui hoje, então não tem porque você jogar a culpa em cima dele! — Tsukasa sobrepôs-se à irmã, afirmando isso com tanta convicção que, se Tadase não soubesse que aquilo era mentira, teria acreditado nele. Tsukasa sabia que de nada adiantaria tentar argumentar sobre aquilo com sua irmã, mas não queria piorar ainda mais as coisas. Mizue já estava furiosa com ele mesmo, então o que ele fizesse ou falasse não causariam mais um efeito tão grande. Mas não havia necessidade de ela se zangar com Tadase também
– Tsukasa-san, não precisa fazer is... — Tadase começou a dizer, mas sua mãe o interrompeu novamente
– Ah, mas é claro que foi você! É sempre tudo culpa sua afinal, como sempre! Não importa como, parece que você quer corromper o meu filho de qualquer maneira, não é, seu inútil imoral?!
– Nee-san, pare de gritar tão alto! Nós estamos em um local público, todo mundo está ouvindo seus berros...
– Pois que ouçam! Assim todos aqui ficarão sabendo que você não presta!
– Okaa-san, pare de brigar com ele, por fav...
– Não adianta, Tadase — Tsukasa o interrompeu, com o tom sereno de sempre,embora estivesse sério e levemente abatido — Ela não vai te ouvir agora, talvez nunca... vá embora, não é bom para você presenciar uma cena dessas
– Mas, tio...!
– Faça o que eu mandei, Tadase, por favor — Tsukasa insistiu
– Não dê ordens ao meu filho, seu insolente! — Mizue gritou, sobressaltando outra vez o mais novo.


Tadase hesitou mais alguns segundos, achando tremendamente injusto apenas deixar seu tio levar a culpa por ele e simplesmente fugir. No entanto, por mais que não gostasse daquela ideia, acabou concluindo que seu tio tinha razão, como sempre, e que aquela discussão não iria terminar nem tão cedo. Ele realmente não entendia o motivo de tudo aquilo, porém, como Tsukasa mesmo havia dito, não seria bom para ele presenciar aquela cena, e nem ele queria vê-la. Tadase acabou saindo às pressas da cafeteria como Tsukasa mandou, correndo para longe assim que deixou o lugar, e temeu por alguns instantes que sua mãe o seguisse e resolvesse arrastá-lo para casa, mas ela parecia estar tão absorta em sua discussão com Tsukasa que nem parecia ter se dado conta de que ele tinha deixado o local. Tadase continuou correndo o mais rápido que suas pernas aguentavam na direção do local que havia combinado com Nagihiko, sua mente ainda atordoada demais com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Qual seria a decisão de Nanami sobre os sentimentos que Hideyoshi nutria por ela? O que ele faria caso a garota aceitasse os sentimentos dele e quisesse desmanchar seu noivado? que Tsukasa queria dizer sobre ele desejar saber como resolver qualquer tipo de situação? E agora, essa discussão absurda com sua mãe e essa proibição sem sentido sobre eles conversarem um com o outro... eram problemas demais para a cabeça do garoto, e tudo o que Tadase queria no momento era encontrar Nagihiko o mais depressa possível. Ele realmente precisava ouvir uma palavra de conforto e se acalmar agora... e sabia que apenas Nagihiko seria capaz de fazê-lo.

Notas finais
Yoo~ minna! Teffy-chan desu! o/ Ai, como eu adoro esse capítulo! Me diverti muito escrevendo ele... bom, pelo menos o início. Ain, que coisa mais fofa que é o Hideyoshi, gente, que vontade de apertar esse garoto e levar pra casa! (sim, autores também surtam com seus próprios personagens... bom, pelo menos eu surto XD) Agora, esse final... Mizue chutou o pau da barraca bonito aí, hein, vou te contar, viu... tadinho do Tsukasa, gente =/ *** Momento Propaganda On *** Leiam também! Fic de Shugo Chara, também escrita pela Shiroyuki e por mim. Primeira temporada (concluída) https://fanfiction.com.br/historia/248873/Revenge/ Segunda temporada (em andamento) https://fanfiction.com.br/historia/405728/Revenge_II/ *** Momento Propaganda Off *** O próximo capítulo é com a Shiroyuki! o/ Deixem reviews onegai!!! *o*