Itsumo Yakusoku
24 Capítulo 24 - Twinkle Snow Powdery Snow
Notas iniciais
O brilho de sua doce voz
Faz com
que meus suspiros sejam inesgotáveis.
O brilho do céu e aquela luz resplandecente
São como neve brilhante.
Prateados como uma neve quebradiça
E envolvendo uma neve brilhante.
Lalalalalalalala...
Lalalalala, entre as minhas mãos geladas
Lalalalala, um chocolate quente
Lalalalala, uma noite de neve
Lalalalala, toda a sua infelicidade
Lalalalala, um rosto que olho fixamente
Lalalalala, e sinto falta dele de tantas maneiras...
Capítulo 24
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Twinkle Snow Powdery Snow
Várias semanas se passaram desde o fim da viagem escolar do colégio de Nagihiko. Agora, já era a tão temida época de provas escolares, e, é claro, que a escola dele não era a única a ter provas. A de Tadase também tinha, assim como todos os colégios da região, que costumavam realizar suas provas mais ou menos na mesma época do ano. Como nenhum dos dois poderia tirar nota baixa (Tadase, por ser o Presidente do Conselho Estudantil, portanto era mais do que seu dever tirar notas altas e servir como exemplo para os demais estudantes; E Nagihiko, porque estava em um colégio de elite, praticamente todos os estudantes daquele lugar tinham como obrigação se saírem bem nas provas. Isso sem falar que sua mãe o esfolaria vivo caso ele se atrevesse a tirar nota vermelha), isso só fez com que o tempo em que podiam passar juntos diminuísse ainda mais.
Os dois praticamente não se viram nas últimas semanas, e mal tinham tempo de trocar mensagens, curtas e apressadas, como por exemplo "Como você está?" ou "Sinto sua falta". Durante o período de provas que parecia interminável, Tadase conseguiu de alguma forma, também adiantar alguns assuntos do Conselho Estudantil, que viam ficando atrasados ou pendentes devido ao tempo ele que ele passava junto com Nagihiko, e os demais ficavam sem saber o que fazer, ou simplesmente não conseguia se concentrar em nada pois passava o tempo todo pensando nele. Ao mesmo tempo, após o sucesso do plano de Nagihiko em juntar Sakuraga e Kimiko, o jovem casal conseguiu se entender e, após os dois começarem a namorar, o carinho que a garota sentia por Nagihiko transformou-se em uma profunda admiração e respeito quando ela soube que Nagi tinha servido como "cupido" para juntar os dois, e Sakuraga estava tão agradecido que não parava de falar para quem quisesse ouvir (e pra quem não quisesse também) o quanto Nagihiko era entendido e e experiente em assuntos sobre romances mal-resolvidos e declarações de amor, e também que os boatos ruins que diziam sobre ele deviam ser fruto de pura inveja de alguém que inventara essas coisas apenas por invejar o enorme talento que Nagihiko possuía nesse tipo de assunto.
Com o tempo, outros garotos começaram a procurar Nagihiko também, para pedir conselhos amorosos, alguns mais relutantes do que outros, era verdade, mas todos com o mesmo tipo de problema em comum: A maioria não sabia como se declarar para a garota de quem gostavam, e apenas alguns poucos tinham algum tipo de problema com a namorada que já tinha, tinham brigado com a tal garota, e não sabia como resolver isso e se reconciliar com a pessoa amada. Como a maioria obteve sucesso depois de receber os conselhos de Nagihiko, os boatos sobre ele estar se agarrando com outro rapaz no banheiro masculino de um show (o que era bem verdade, aliás), logo foram substituídos pelo boato sobre Nagihiko ser um "sensei do amor", como os garotos (e até Rhythm, aliás), o tinham apelidado, e depois de muito sacrifício, ele enfim conseguiu conquistar o respeito e a confiança dos alunos também.
Várias semanas se passaram num píscar de olhos. Antes que percebessem, já era inverno, caía neve por toda a cidade, cobrindo os telhados das casas, os carros, as lojas e toda a calçada de branco puro e brilhante. As lojas da cidade agora estavam todas decoradas com guirlandas, Papais Noéis montado em um trenó, pisca-piscas, e todo o tipo de figuras natalinas que se possa imaginar. Depois do que pareceu uma eternidade para muitos, as provas escolares enfim chegaram ao fim, trazendo consigo a tão esperada época de férias de Natal. Tanto Tadase quanto Nagihiko haviam conseguido suas tão almejadas notas altas nas provas escolares, de modo que as mães de ambos ficaram satisfeitas o suficiente para permitirem que os filhos comemorassem a data com seus amigos. Mizue não foi tão difícil de ser convencida, é claro, já que Tadase quase sempre passava essas datas comemorativas com seus amigos do Cosnelho Estudantil e, de vez em quando, com Utau e Ikuto também. Porém, Kaoruko já foi mais difícil de se convencer. Depois de Nagihiko insistir que Hideyoshi tinha sido convidado também (o que não animou muito seu primo, na verdade, já que o garoto tinha tido más experiências nas festas anteriores que frequentou com os amigos de Nagihiko) e dizer que a festa seria na casa de Kyouharu, o namorado de Hoshina Utau (o que lhe foi avisado por Tadase através de uma mensagem no celular antes de ele pedir permissão para sua mãe, depois de uma longa discussão e quase um jogo de jan-ken-po para decidir na casa de quem seria a festa — que foi sugerida por Yaya, é claro — Kyouharu felizmente ofereceu sua casa para ser o local da festa, já que o lugar era grande o suficiente para isso, e para que todos pudessem passar a noite lá caso fosse necessário), finalmente Nagi conseguiu convencer sua mãe a permitir que ele e o primo fossem. Hideyoshi pareceu se animar por algum motivo após saber que o lugar da festa seria a casa de Kyouharu e Nanami, que também estaria na festa obviamente, o que Nagihiko não entendeu nem deu muita importância, mas o deixou feliz, já que seria melhor assim do que ter que arrastar seu primo temeroso e relutante consigo.
Geralmente, ele não era muito à favor das festas promovidas por Yaya, mas tinha passado tanto tempo sem ver Tadase pessoalmente que não ligava a mínima para a ocasião na qual se encontrariam, fosse em uma festa organizada por Yaya, ou em algum show de Utau, ou até se eles se encotnrassem por acaso na rua à caminho da padaria mais próxima, tudo o que ele mais queria era um motivo para poder rever sua pessoa mais amada, não importando em que ocasião isso acontecesse.
Um dia antes da festa, todos se reuníram em frente à escola ginasial que Yaya e Kairi frequentavam (já que a de Tadase ou a de Nagihiko não seriam um bom ponto de encontro para nenhum dos dois afinal), inclusive aqueles que não estudavam ali, ou que já tinham terminado os estudos, como Ikuto, Utau, Kyouharu e Nanami.
– Oi, pessoal. Há quanto tempo não nos vemos — Nagihiko cumprimentou à todos sorrindo, embora não conseguisse deixar de olhar diretamente apenas para Tadase. Tinham sido apenas algumas semanas, mas parecia fazer uma verdadeira eternidade desde que não o via pessoalmente. Ele parecia estar mais lindo do que nunca, e poderia ser apenas impressão dele, é claro, mas o loiro parecia ter ficado um pouquinho mais alto, talvez apenas um ou dois centímetros, durante as semanas em que ficarams em se ver. Ele usava o cachecol vermelho que Nagi tinha lhe dado de presente de Natal anos atrás, e não pôde deixar de alargar um pouquinho mais seu sorriso ao saber que o loiro aidna o tinha
– Oi, Fujisaki-kun... r-realmente, já faz muito tempo... — Tadase tentou responder o mais naturalmente possível na frente dos outros, embora não conseguisse evitar de corar, e de sorrir brilhantemente ao ver o rosto sorridente de Nagihiko diante de si pessoalmente, e não apenas em uma foto. Percebeu também que Nagi usava as luvas roxas que ele tinha lhe dado de presente na mesma época, quando ainda eram Guardiões, e corou um pouco mais ao notar isso, sentindo uma imensa felicidade ao ver que Nagihiko tinha guardado o presente depois de todos esses anos, mesmo que as luvas já estivessem ficando pequenas nele. Nagihiko alargou ainda mais seu sorriso ao ouvir a melodiaosa voz do loiro ressoando em seus ouvidos, e Hideyoshi o cumprimentou também, já que também era um Fujisaki afinal, e também aos demais, sem nada perceber
– Agora não, depois vocês matam a saudade! Temos pouco tempo e muito o que fazer, sabiam?! — Yaya exclamou, interrompendo os dois, parecendo um tanto desapontada ao perceber que os dois realmente não tinham se encontrado durante toda a época de provas — Muito bem, agora que estão todos aqui, a Yaya vai dividir as tarefas, então prestem atenção! — ela pigarreou, como se estivesse prestes a fazer algum discurso importante — Tadase, Nagi, Rima-tan e Ikuto, vocês vão até o mercado comprar a comida, aqui está a lista do que precisam comprar — ela entregou uma lista para Tadase, onde só continham alimentos e bebidas, em sua maioria, apenas besteiras, e alguns poucos eram ingrediente para fazer algum bolo ou torta, ou seja, mais besteira — Kukai, Amu-chi, Iinchou e Utau-chan, vão comprar as coisas para a decoração! — ela entregou outra lista, que continha em sua maioria enfeites natalinos, para Utau — Kyou-kun, Nanami-chan, Hide-kun e a Yaya vão começar a cuidar dos preparativos para a decoração. Agora vão!
– Ei, espera aí — obviamente, havia quem fosse reclamar, e a primeira foi Utau — Por que você me mandou ir fazer uma tarefa diferente da do Kyouharu?
– Porque a Yaya precisa dele pra abrir a porta, já que é o dono da casa afinal — a ruiva respondeu — Além do mais, se você fosse com ele, só iriam ficar namorando e não iriam comprar nada, admita, Utau-chan! — a ruiva acusou, lançando um sorriso maldoso para a cantora, que já estava pronta para continuar a discussão, quando seu namorado falou primeiro
– Bem, quem diria, a ruivinha tem razão dessa vez — ele apenas admitiu, jogando os braços atrás da cabeça, e Utau o fuzilou com o olhar, como quem diz "você vai me pagar por isso depois"
– Ei, quanto à essa história de mandar os casais irem separados para não ficarem... bem, fazendo "outras coisas" ao invés de suas tarefas... por que nos mandou ir juntos? — Rima indagou, apontando para si mesma, Ikuto, Tadase e Nagihiko. Obviamente, ela falava apenas dos dois últimos, mas devia ter falado desse modo apenas para disfarçar
– Vocês quatro são uma exceção á regra — Yaya respondeu, abanando a mão, e a loira indagou-se porque foi incluída nos "quatro" — Além do mais, precisamos de gente forte pra carregar as compras. Ikuto com certeza é forte, e o Nagi também, mas... bem, o Tadase ainda é um garoto no fim das contas, mas ainda assim... — ela olhou com pouca confiança apra Tadase, que se remexeu desconfortável — Bom, apenas não questione as decisões da Yaya
– Etto... com licença, mas... s-será que eu não posso ir no mesmo grupo do Nagihiko-kun? Preferia ficar com uma tarefa diferente... — Hideyoshi pronunciou-se timidamente, erguendo a mão, temendo a idéia de ficar longe do primo, junto com aqueles amigos escandalosos dele que ele não conhecia tão bem assim, e principalmente, no mesmo grupo que Yaya
– Não, não, não mesmo, Hide-kun! — a ruiva negou terminantemente, e o garoto se encolheu em seu lugar, do mesmo jeito que Tadase tinha feito antes, não gostando nadinha do apelido que Yaya tinha inventado para ele — Yaya precisa de gente esperta apra ajudar a planejar onde e como fazer a decoração do lugar! Você é parente do Nagi, então com certeza é inteligente também, por isso Yaya vai precisar da sua ajuda!
– M-Mas.. é que eu não... q-quero dizer... — Hideyoshi tentava desesperadamwente encontrar alguma boa razão para fazê-la mudar de ideia, mas não lhe ocorria nada no momento
– Não se preocupe, nossa casa é realmente grande, e cheia de cômodos... você pode tentar fugir e se esconder dela caso seja necessário depois que chegarmos lá — Nanami sorriu sem jeito para o garoto, parecendo tentar consolá-lo, e Hideyoshi acalmou-se um pouco, tentando se conformar
– Muito bem, já que ninguém mais quer se queixar, então vamos nos dividir, e mãos à obra! Encontro vocês daqui há... — Yaya fez uma pausa, olhando a hora em seu celular cor de rosa — Daqui há duas horas, na casa do Kyou-kun e da Nanami-chan. Até lá!
Os três grupos se separaram, cada um seguindo em uma direção diferente. Nagihiko, Tadase, Rima e Ikuto andaram apenas duas quadras e adentraram o primeiro supermercado que encontraram, já que ninguém ali estava com muita vontade de escolher em qual mercado ir. Tadase começou a olhar as coisas escritas na lista de Yaya, e parou em frente à uma prateleira de biscoitos, sendo imitado pelos demais. E falou:
– Muito bem, precisamos, basicamente, de comidas e bebidas — o loiro disse, com os olhos ainda pregados na lista. Rasgou-a ao meio, dividindo a lista em duas, já que, felizmente, a parte das bebidas estava separada, logo abaixo da comida — Mashiro-san e Ikuto-niisan, vocês podem se encarregar das bebidas. Fujisaki-kun e eu cuidamos da comida. E, por favor, nada de comprar apenas chá, Mashiro-san!
– Ah, não se preocupe, eu vou garantir pessoalmente para que a gente traga outras bebidas além de chá — Ikuto falou, com um sorrisinho suspeito, dando palmadinhas no ombro de Rima, que logo afastou a mão dele, bufando
– Também não é pra levar bebidas alcóolicas, Ikuto-niisan! — Tadase repreendeu, já conhecendo o "irmão" que tinha — Quero dizer, sei que você e o Kyouharu-san já têm idade pra beber, mas... bem, não é pra trazer apenas isso, ouviu bem?! Tragam também suco, chocolate quente... enfim, tragam as coisas que estão na lista pra que a Yuiki-san não reclame no ouvido de vocês depois!
– Hai, hai, já entendemos... bem, então vamos resolver isso de uma vez. As bebidas ficam por aqui, vamos, Ikuto — Rima chamou, seguindo para outro corredor, já que obviamente sabia muito bem onde as bebidas ficavam — E vocês dois também, é pra comprar as coisas da lista direitinho, nada de ficar por aí só namorando, entenderam? — ela lançou um último olhar acusador de esguelha para os dois, fazendo o loiro corar com a indireta, e continuou andando, sendo seguida por Ikuto
– Certo, já sabemos... digo o mesmo pra vocês dois, ouviram? — Nagihiko respondeu com um sorrisinho acusador, no que Rima corou furiosamente e o fuzilou com o olhar, mas Ikuto apenas riu, e os dois grupos se afastaram. Tadase perguntou-se por um momento o que Nagihiko quis dizer com aquilo, pensando que talvez tivesse sido perigoso deixar alguém como Ikuto sozinho com uma garota, bem como se tinha sido uma boa idéia mandar alguém como esses dois se encarregarem das bebidas, mas logo o fato de estar sozinho com Nagihiko preencheu por completo seus pensamentos, e ele se esqueceu rapidamente disso
– Etto... v-vamos ver o que precisamos comprar... — Tadase tentou se concentrar na tarefa que deveria cumprir, embora fosse extremamente difícil com a simples presença de Nagihiko ao lado dele. Antes que pudesse ler alguma coisa da lista, porém, o maior tomou o papel das mãos dele, relando sua mão na de Tadase de propósito, fazendo a pele do loiro formigar no ponto aodne haviam se tocado apenas com aquilo. Talvez fosse por causa do tempo em que passaram afastados, mas... as simples ações e palavras de Nagihiko pareciam afetar-lhe muito mais do que de costume agora
– Deixe-me dar uma olhada nisso — Nagihiko falou, lendo a lista — Panetone, massa semi-pronta para bolo, pudim, cerejas em calda... é, basicamente, só besteira. A Yaya-chan não tem jeito mesmo... — ele suspirou, entrando junto com Tadase no corredor aonde levava até os ingredientes para fazer bolos — Então... vamos seguir o conselho da Rima-chan e nos comportar direitinho, sem namorar, e apenas comprar as coisas da lista? Ou vamos seguir o exemplo daqueles dois, hein? — ele olhou de esquelha para Tadase, que corou com o simples fato de seus olhos se encontrarem, baixando a cabeça, tentando disfarçar enquanto se abaixava para pegar as massas para bolo, como se tentasse decidir qual sabor levar. Abriu a boca para tentar responder alguma coisa, mas finalmente a frase toda fez sentido na cabeça dele, e sua vergonha foi por um breve momento substituída por um ar de confusão
– "Seguir o exemplo deles"? — ele repetiu confuso, lançando um olhar de indagação para Nagihiko — Como assim, Fujisaki-kun?
– O que? Hotori-kun, não me diga que, mesmo tendo ficado aqui no Japão todos esses anos, você não percebeu? — Nagihiko respondeu a pergutna dele com outra pergunta, porém, como o menor continuava lhe encarando com um olhar interrogativo, parecendo ingenuanamente confuso, Nagi apenas suspirou, concluindo que Tadase ainda era um tanto inexperiente nesse assunto afinal — Deixa pra lá. Vamos comprar as coisas da lista de uma vez, anda.
Nagihiko devolveu a lista para Tadase, puxou um carrinho de compras, e começou a procurar pelas coisas que o menor lia da lista feita por Yaya. O loiro o ajudava a pegar os produtos das prateleiras de vez em quando, e sempre sentia seu coração palpitar cada vez mais forte sempre que suas mãos se esbarravam, ou com o simples fato de sentir o perfume de Nagihiko tão perto de si. E embora todas essas pequenas coisas ainda mexessem com ele, Tadase não conseguia evitar de desejar mais. Queria poder andar de mãos dadas com a pssoa que amava, poder abraçá-lo e beijá-lo em público, sem se importar com quantas pessoas os vissem, não importando o quanto aquele desejo lhe deixasse constrangido. Pensou em dizer isso para Nagihiko, embora já imaginasse que o maior lhe daria a mesma resposta de sempre, algo como "estamos em um local público" ou "alguém pode nos ver", e embora isso realmente fizesse sentido na cabeça de Tadase, ele não conseguia se livrar daquela pontinha do sentimento desconfortável, que parecia querer lhe dizer que Nagi tinha vergonha dele ou coisa parecida. No entanto, para a imensa surpresa do loiro, Nagihiko sussurrou no ouvido dele enquanto ele se perdia em pensamentos:
– Eu senti tanto a sua falta durante essas semanas, Hotorikun... parecesse que passamos uma eternidade afastados. Como eu queria poder matar essa saudade aqui e agora... — ele não conseguiu evitar de dar uma mordiscada na orelha do menor, se afastando tão rápido que ninguém notou, mas ainda foi o suficiente para fazer o loiro ofegar e corar furiosamente, sendo pego totalmente desprevenido
– F-F-Fujisaki-kun... e-eu... não acredito... estava pensando a mesma coisa agorinha mesmo — ele confessou num murmúrio de voz, com os olhos pregados nos próprios pés, sem conseguir encarar o maior, enquanto ele fingia ler os preços dos produtos da prateleira mais alta — M-Mas pensei que você me daria outra bronca... e diria algo como "não podemos fazer isso na frente dos outros"...
– É, infelizmente essa ainda é a dura realidade... — Nagihiko deixou escapar um sorriso triste, e encarou Tadase com o canto dos olhos — Mas agora, eu queria muito poder deixar isso pra lá e te abraçar, te beijar, e...
– F-Fujisaki-kun! — Tadase o interrompeu, sentindo seu rosto arder como se estivesse em chamas — N-N-Não diga essas c-coisas vergonhosas tão alto, assim com tanta facilidade!
– Ehh... olha só quem está me dando sermão por querer demonstrar meus sentimentos em público agora — Nagihiko não conseguiu deixar de dar uma risadinha — Parece que trocamos de papel, hein...
– N-Não é isso! — Tadase exclamou — É que... v-vocês diz essas c-coisas embaraçosas muito facilmente, e só serve pra me deixar constrangido... mas... a-ainda assim, não podemos... f-fazer nada disso aqui... — Tadase abaixou-se, fingindo examinar os produtos da prateleira mais baixa, tentando esconder a tristeza causada por esse fato estampada em seus olhos
– Bem, realmente, aqui tem um monte de pessoas em volta, sem falar nas câmeras... — Nagihiko concordou, abaixando-se também, e falando num sussurro, para que apenas Tadase o escutasse — Mas... aqui deve ter um banheiro, e... lá não tem câmeras, certo? — ele olhou de soslaio para Tadase de novo para ver a reação dele
– Ehh?! — o menor exclamou surpreso, desviando os olhos para baixo — B-Bem, não sei se tem banheiro aqui, e se tiver, não devem ter câmeras, mas... f-fazer essas c-coisas em um lugar desses é meio... — ele murmurou mais baixo, em tom de dúvida
– Eu sei, é arriscado mesmo assim... lembra o problema que deu da última vez, durante o show da Tsukiyomi-san, não é? — Nagihiko concordou, e Tadase balançou a cabeça em confirmação, lembrando-se de como aquele breve momento acabou gerando um problema tão grande que Nagihiko foi obrigado a conquistar as alunas de sua escola para acabar com boatos indesejáveis, e de como Tadase ainda detestava aquela ideia — Sem falar que... um lugar assim não é nada romântico — Nagihiko acrescentou, dando uma risadinha sem graça — Bem, então receio que teremos que esperar mais um pouco. Quem sabe não conseguimos escapulir por alguns minutos daquela festa pra fazer isso? — ele concluiu por fim, e Tadase balançou a cabeça de novo, mais timidamente, concordando outra vez — Uma pena ter que esperar até lá, eu queria poder fazer isso agora, e sei que você também, mas... vamos ser só mais um pouquinho pacientes, ok? — ele inclinou-se então, fingindo que ia pegar um pacote de biscoitos que estava mais perto de Tadase, e roubou-lhe um selinho, tão rápido e imperceptível que não teria como ninguém ver, principalmente por estarem ambos abaixados, mas que foi o suficiente para Tadase sentir um calor aconchegante espalhando-se por seu corpo a partir de seus lábios, onde Nagihiko tinha tocado, e apreciar o gosto do maior em sua boca. Viu então que Nagihiko já havia se levantado, para que ninguém desconfiasse por eles estarem muito tempo abaixados um ao lado do outro em frente ás prateleiras, e fez o mesmo
– E-Está bem... vamos esperar até lá então — Tadase concordou por fim, em um murmúrio tímido, e continuou andando ao lado de Nagihiko quando o maior voltou a empurrar o carrinho pelo corredor. Seria difícil ter que aguentar a saudade e esperar mais ainda, quando Nagihiko estava bem ao seu lado, mas... desde que ainda pudesse ter sua pessoa mais amada ao seu lado, ele sabia que poderia aguentar de alguma forma. Sabia que, por enquanto, essa era a triste realidade para ambos, mas também acreditava e sabia que não seria assim para sempre, e que um dia certamente poderiam ficar juntos sem esconder seus sentimentos de ninguém. Mas o que Tadase realmente queria saber era... quando esse dia chegaria afinal?
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