Itsumo Yakusoku

69 Capítulo 69 - Itsumo Kono Basho de




Um dia, quando vamos olhar para o futuro sobre nossos ombros

Você sempre estará aqui sorrindo

A coisa que eu estive procurando, através do tempo que supera a crueldade,

Foi fechado afastado pelo mundo que passa, a luz que não pode ser visto pelos olhos

[...]

Tais coisas como um cenário eternamente imutável, é o sonho que não tornará real

Um milagre como um encontro, mas isso pelo menos não apagará aquele dia

[...]

Sabemos o significado do tempo que passa tranquilamente

Não importa o quanto nos separarmos

Nós somos os observadores deste céu, este céu é a prova de que haverá um amanhã



Capítulo 69

~

Itsumo Kono Basho de



Já era seis da tarde.

Nagihiko olhou com surpresa para o relógio, mal acreditando na hora que ele mostrava. Ele esticou os braços para cima, sentindo seus músculos enrijecidos por estar muito tempo na mesma posição. Salvou o progresso do trabalho que vinha digitando desde manhã, sem parar, e soltou os cabelos do coque feito de qualquer jeito.Como estava sentado no chão, usando a mesa de centro da sala como apoio para o notebook que usava, deixou seu corpo cair para trás, com a cabeça no sofá.

O tempo havia passado rápido. Não somente por já ser seis da tarde, e o céu estar pintado de laranja e vermelho, com a luz esvaecendo. Mas porque ele estava ali, escrevendo a sua tese de conclusão de curso. E se formaria na faculdade no final daquele ano, assim como a maior parte dos seus amigos. E depois? Nem ele sabia ao certo, mas as perspectivas eram agradáveis.

Nem parecia que o tempo havia voado tanto assim. Era como se ainda ontem, ele estivesse na Inglaterra, sofrendo pela falta que sentia do seu país, dos seus amigos, e de Tadase. Ou então, no fundamental, tentando esconder os seus sentimentos pelo amigo. E agora, todas essas lembranças, tão distantes e tão próximas ao mesmo tempo, tinham a capacidade de deixá-lo nostálgico. É, talvez ele estivesse ficando velho, também.

Um pequeno sinal sonoro saiu do seu computador, indicando que ele tinha um novo email. Ele voltou a se erguer, surpreso ao ver quem havia enviado. Chris! Eles conversavam o tempo todo, pelo celular, por isso era raro ele contatá-lo dessa forma. Curioso, Nagihiko foi checar.

No email, havia um anexo, que consistia em uma foto de Chris e Jamie juntos em uma praça de Londres, com uma criança pequena junto com os dois. Eles já estavam casados há poucos anos, mas Nagihiko jamais esperaria por isso. No e-mail, Chris contou sobre a decisão de formar uma família com a pessoa que mais amava, e por isso, adotaram o pequeno Greg, por quem haviam se encantado desde a primeira visita ao orfanato. A banda de Jamie ainda fazia sucesso e eles tocavam juntos de vez em quando, mas ele preferia ficar mais tempo em casa e estava dando aulas de música para crianças, enquanto Chris trabalhava como professor de teatro musical na cidade.

O menino era pequeno e rechonchudo, com cabelos castanhos e grandes olhos verde-escuros. Impressionantemente, ele era muito parecido com Chris, e tinha o mesmo sorriso alegre e genuíno do pai adotivo. Os três reunidos, formavam uma família, feliz e completa. Nagihiko não pode evitar o sorriso, enquanto respondia o email animado, e colocava uma foto dele próprio com Tadase, de um encontro de algumas semanas atrás, quando eles foram em um parque temático em Tokyo.

Ele podia ver o quanto seus amigos da Inglaterra estavam felizes, e ele próprio, não podia deixar de estar. Sua vida nunca havia sido tão plena. Sua mãe ainda relutava em enxergar Tadase como parceiro e Nagihiko, mas assim como ela havia prometido, não se opunha ao relacionamento dos dois. Negava-se a mencionar a verdade, e tratava Tadase como qualquer outro amigo de seu filho, talvez com um pouco mais de frieza e distância, até. Mas seu pai, pelo contrário, gostava de Tadase e sempre perguntava por ele quando Nagihiko ia para o estúdio dar aulas. Inclusive, suas aulas estavam sempre lotadas, e ele estava sempre cheio de tarefas a cumprir, embora não fosse tão cansativo quanto aparentava, pois ele estava muito satisfeito com esse trabalho.

Amava dançar, e por mais que não pudesse mais competir como antes, preparar suas meninas para que elas trilhassem esse caminho e realizassem seus sonhos era muito compensador. Tadase também, parecia estar indo muito bem em seu estágio, em uma empresa. Eles estavam pensando em contratá-lo oficialmente quando o período de estágio tivesse fim, ao que parecia, mas Tadase havia confidenciado que Tsukasa sugeriu que ele trabalhasse com ele, na administração da Escola, e ele estava ansioso por isso.

A vida deles nunca esteve tão bem. Podiam ir e vir quando quisessem, o apartamento de Nagihiko era bom, eles tinham tudo o que precisavam, e Tadase estava sempre vindo visitar, e passar os finais de semana com ele. Eles saíam juntos, só os dois, ou com todos os amigos. Podiam fazer o que quisessem. E apesar disso, Nagihiko sentia que havia uma coisinha… um pequeno detalhe, que faria tudo estar completo, no seu lugar, como deveria ser. Aquela foto de Chris e Jamie o faz lembrar disso.

E ele já estava cuidando deste pequeno detalhe.

O barulho da chave na porta o fez sair de seu devaneio, e ele ergueu a cabeça, vendo seu namorado adentrar a sala, com ar cansado. Ele estava na empresa onde trabalhava meio período até agora, e como ela era mais perto do apartamento de Nagihiko do que da casa de Tsukasa, ele vinha direto para lá depois do expediente.

Nagihiko observou Tadase, enquanto ele soltava sua bolsa sobre o sofá, e vinha na sua direção, com semblante cansado. Ele estava usando um terno, como era o requisito da empresa. Um terno preto, comum, e hoje, estava usando a gravata azul-celeste favorita de Nagihiko, que ele havia comprado para Tadase como um presente especial quando ele começou a trabalhar. Aquele conjunto de roupas fazia com que o loiro se parecesse exatamente como ele era na época da escola.

Nagihiko puxou pela mão, quando ele chegou próximo o suficiente, e prendeu seus lábios nos dele, soltando-o somente depois de alguns segundos. Fitou-o ternamente, enquanto deixava que ele se acomodasse do seu lado, em cima do tapete do chão, e ajudou-o a tirar o paletó. Tadase relaxou os ombros, inclinando o rosto na sua direção.

— Como foi o trabalho?

— Foi bem. Como sempre, mas é um pouco maçante. Repetitivo. Nunca pensei que diria isso, mas acho que prefiro algo mais dinâmico para trabalhar… fazer a mesma coisa todos os dias cansa um pouco.

— Eu imagino. — Nagihiko sorriu, afagando o rosto exausto do seu namorado, e deixando que ele deitasse a cabeça no seu ombro. — Eu nunca conseguiria fazer o que você faz, fechado em um escritório, com tantos documentos e números…

— Eu também não conseguiria dançar tão graciosamente como você dança… — Tadase observou, e Nagihiko teve que concordar. Em uma ocasião em que ele havia tentado ensinar a dança tradicional à Tadase, por insistência do próprio, o resultado foi um desastre. Mas rendeu algumas risadas.

— Não se atreva a rir disso. — como se lesse os pensamentos do outro, o loiro ergueu o rosto — Agora, o que nós vamos comer? Eu estou morrendo de fome…

— Eu ia preparar alguma coisa, mas como passei o dia envolvido com isso daqui — ele apontou para o notebook — Não deu tempo. Não quer pedir alguma coisa? Amanhã nós dois temos aula o dia inteiro, então é bom que não sobre nada.

— Por mim tudo bem. — Tadase foi se levantando — Você pode ligar para o delivery enquanto eu tomo banho, então… — ele se direcionou para o corredor, afrouxando o nó da gravata, e visando o quarto de Nagihiko, onde havia muitas roupas suas reservadas para dias como esse. Nagihiko ergueu-se rapidamente, alcançando-o sem esforço.

— Não quer que eu te acompanhe? — ele sussurrou no ouvido do menor, abraçando-o e sentindo o corpo dele arrepiar-se por inteiro. Aproveitou para colocar as mãos no tórax magro, começando a abrir os botões da camisa um a um.

— Eu só vou tomar banho… — ele murmurou. Apesar de tanto tempo ter passado, as investidas de Nagihiko sempre o pegavam de surpresa. Não que ele não gostasse disso também.

— Eu te ajudo…

Nagihiko foi conduzindo Tadase pelo corredor, até alcançar seu quarto, e então, fechou a porta. Eles só saíram de lá algumas horas depois, completamente renovados. E famintos.

~

O filme que eles assistiam na sala já havia terminado, e os créditos subiam. Nagihiko tentou se mover, só para perceber que Tadase adormecera em seu braço. De novo, ele havia dormido e perdido o final do filme. Nagihiko já sorria, prevendo a frustração dele quando acordasse e percebesse esse pequeno fato. Tentou se mover o mínimo possível para não acordá-lo, e segurou-o em seus braços. Pretendia levá-lo no colo para a cama, mas Tadase se moveu, abrindo lentamente os olhos.

Quando enfim focou no rosto de Nagihiko logo acima do seu, esfregou os olhos, voltando a ficar consciente.

— Eu perdi o final de novo… — ele reclamou, aninhando-se no peito do maior por instinto.

— Eu te conto o que aconteceu amanhã. Vamos dormir? Temos que acordar cedo amanhã… — ele entoou com voz suave, ajudando o sonolento Tadase a se colocar de pé, enquanto desligava a televisão e apoiando-o, eles seguiram até o quarto. Nagihiko, ajeitou os cobertores para que ele se acomodasse na cama, e se colocou logo depois.

Tadase, ainda com os olhos fechados, voltou a se aproximar dele, ajeitando seu corpo até que estivesse perfeitamente encaixado no de Nagihiko, com seu braço ao redor dele, e a cabeça em seu peito. Nagi o abraço de volta, confortável. Era como ele gostaria de dormir todas as noites, se fosse possível.

— Eu não quero ter que ir pra casa amanhã. Se eu pudesse, ficava aqui… — Tadase balbuciou. Era evidente que ele estava falando sem pensar, com sono, mas as palavras atingiram Nagihiko em cheio. Ele apertou Tadase um pouco mais nos seus braços.

— Se você não quer, não precisa ir. Pode morar comigo.

— O que? — Tadase ergueu a cabeça, despertando de imediato com aquelas palavras. Nagihiko se perdeu por um momento, surpreso também com o que havia deixado escapar sem pensar.

— N-nada. Vamos dormir logo. — ele respondeu, abraçando Tadase e enterrando o rosto nos cabelos dele, numa tentativa de fazê-lo embalar no sono novamente, e esquecer o que ele havia dito.

Era uma ideia que ele já vinha cogitando há algum tempo, mas não tinha tido coragem de pronunciar em voz alta. Não sabia o que Tadase pensaria disso, e ele estava vivendo tão bem com Tsukasa e Haruka, que Nagihiko não queria tirar isso dele apenas pelos seus motivos. Além disso, ele não queria atropelar as coisas… e estragar aquilo no qual esteve trabalhando há algum tempo.

~

— Ok, Utau, ele está chegando. Eu ligo para você depois. Sim, eu conto tudo. Não, não vou tirar fotos. Mantenha a Yaya longe, por favor. Obrigado por tudo… eu estou te devendo uma… Não, Utau, não vai ter fotos!

— Fotos? — Recém chegando ao ponto onde combinaram de se encontrar depois do trabalho, Tadase fitou Nagihiko, com evidente curiosidade. Aquela expressão, e o terno que usava, faziam Nagihiko derreter por dentro. Era como se de repente, tivesse voltado dez anos no tempo, e fosse apenas um estudante do fundamental novamente. Apaixonando-se pela mesma pessoa mais uma vez. Sorriu quase automaticamente com o pensamento, ao segurar a mão de Tadase na sua, e iniciar o caminho ao lado dele. Ele permanecia encarando-o, esperando pela resposta à sua pergunta.

— Era a Utau, ela queria falar alguma coisa sobre o trabalho dela. Mas não era nada importante…

— Para onde nós vamos?

— É surpresa. — Nagihiko formou aquele sorriso enigmático, que fazia o coração de Tadase acelerar no peito, mesmo depois de tantos anos, e eles seguiram pela rua, até chegar a um estacionamento do outro lado da rua. Nagihiko parou do lado de uma motocicleta preta e azul-marinho, que Tadase reconheceu imediatamente.

— Não é a moto do Ikuto? Porque está aqui?

— Ele me emprestou, hoje.

— Eu não estou entendendo… — Tadase murmurou, temeroso.

— Fique calmo, logo você vai entender. — Nagihiko acariciou de leve o rosto do namorado, e então, tirou algo de dentro do seu bolso. — Aqui, você vai ter que usar isso…

Era uma venda para os olhos. Tadase tentou questionar, mas Nagihiko não respondia a nenhuma das suas perguntas, então ele apenas aquiesceu e aceitou que hoje Nagi estava empolgado com algo muito estranho, para agir daquela forma. Ele quase podia sentir a presença de Yaya e dos seus outros amigos naquele plano, mas preferia não pensar nisso por enquanto. Nagihiko ajudou-o a colocar a venda, que o impedia de ver qualquer coisa, e logo depois, o capacete da moto. Ajudou-o a montar, atrás de si, e só quando teve certeza de que Tadase estava acomodado e seguro, abraçado às suas costas, deu a partida e seguiu pelas ruas movimentadas com a maestria de quem estava acostumado a fazer isso.

Tadase só sentiu o ar ao redor de si deslocar, enquanto a velocidade e o barulho da moto eram as únicas coisas que conseguia notar. Sentiu-se estremecer, com aquela sensação estranha de não saber o que estava acontecendo. E, inacreditavelmente, lembrou-se de um evento de muitos anos atrás. Tão distante que parecia mais um sonho. Um sonho azul com estrelas cadentes.

Foi em uma ocasião em que ele não podia sair de casa, pois estava de castigo. Algo a ver com as suas notas, provavelmente… e Nagihiko havia planejado alguma surpresa para ele. Não recordava os detalhes, mas lembrava exatamente do momento em que os dois escaparam do seu quarto, e fugiram pela noite escura, com uma bicicleta, rumo ao infinito. Lembrava de sentir o vento no seu rosto, e o calor do corpo de Nagihiko nos seus braços, enquanto eles pareciam voar em meio à escuridão de uma rua vazia. Exatamente como agora.

O tempo pareceu parar, e ele só acordou do seu devaneio quando a moto parou, e Nagihiko o ajudou a descer. Tirou o capacete, mas ele não permitiu que retirasse a venda dos olhos ainda. “Não chegamos na surpresa”, ele disse.

Nagihiko segurou firmemente a sua mão, e o guiou por um caminho desconhecido. Tadase estava curioso e impaciente, nervoso com aquele sentimento de que algo grande estava para acontecer e ele não conseguia imaginar o que poderia ser. Mas não sentia medo. Nagihiko segurava sua mão, e o conduzia por aquele lugar que Tadase não conseguia imaginar qual era. E ele sabia que sempre poderia confiar naquele que amava, acima de tudo.

Com os pés, sentia que estava pisando em grama, mas logo isso mudou, para uma calçada. Aparentemente estavam ao ar livre, e ele ouvia pássaros cantando e o farfalhar das árvores ao seu redor. Andaram por poucos minutos, até que Nagihiko o conduzisse por uma escada baixa, alertando para que tomasse cuidado com os degraus, e logo, eles estavam em algum espaço fechado. Tadase sentia cheiro de primavera.

Sentiu a movimentação de Nagihiko ao seu redor, e então, ouviu a voz dele mais uma vez, alta e clara, e ecoando no espaço onde se encontraram. Seu coração estremeceu ao ouvi-lo. Parecia tão familiar, e ao mesmo tempo, tão novo.

— Pode abrir os olhos agora…

Tadase assim o fez. Desamarrou a venda em seu rosto, e seus olhos demoraram a se acostumar com a luz forte do sol que invadia o local. Com a cabeça inclinada para o alto, a primeira coisa que viu foi um teto de vidro, que mostrava o céu azul do lado de fora. Plantas e flores coloridas para todos os lados. O Royal Garden. O nome do local ressoou como a lembrança querida que era, e Tadase sentiu seu corpo inteiro aquecer.

Quando enfim recuperou-se da descoberta, e baixou seu olhar, viu Nagihiko. Somente Nagihiko. Ele estava ajoelhado à sua frente, com um objeto em mãos, e quando Tadase percebeu o que era, tudo fez sentido. Ele engasgou, na tentativa de dizer qualquer coisa, e cobriu os lábios com ambas as mãos, os olhos marejando. Logo, não conseguiu conter as lágrimas. Nagihiko, que esperava pacientemente para falar, sorriu.

— Hotori Tadase. Durante toda a minha vida eu te amei. Até mesmo antes de saber o que era amor, você foi o único para mim. Nossos destinos estiveram cruzados desde que nós nascemos, eu tenho certeza disso. E eu jamais poderia desejar uma vida melhor do que a que temos agora, e eu sei que apesar de todos os obstáculos que nós enfrentamos, eu faria tudo de novo, só para ter você ao meu lado. Para coroar a nossa felicidade, você me daria a honra de se tornar, de uma vez por todas, para sempre meu? Quer se casar comigo?

— N-nagihiko… — ele gaguejou, embargado pelas lágrimas que não paravam de sair. De todas as coisas que poderia imaginar, um pedido de casamento não estava na sua lista. Tão inesperado, e ao mesmo tempo, parecia tão certo. Ele só não sabia como reagir. Seu corpo todo tremia.

— Tadase? — ele começou a hesitar. Tadase não respondia. Na verdade, ele só chorava. Nagihiko não podia ter errado tanto assim nos seus cálculos! Será que havia sido precipitado demais?

— E-eu… eu nunca pensei que você fosse mesmo fazer isso… N-nagihiko.. Eu.. é c-claro que eu aceito! Isso é tudo o que eu mais quero!

Nagihiko não se conteve, e não esperou mais. Ergueu-se em um impulso, circundando Tadase de uma só vez, contendo o corpo dele contra o seu, e afagando a cabeça dele, apoiada contra o seu ombro. Seu abraço foi tão abrupto que Tadase recuou dois passos, segurando-o e deixando que ele apoiasse seu peso. Não conseguia parar de chorar.

— Eu te amo. Muito, muito, tanto que eu nem consigo explicar. — ele sussurrou contra os cabelos do loiro, tendo a certeza de que ele o ouvia. — Foi por isso que eu quis trazê-lo aqui, hoje, para fazer esse pedido.

Tadase ergueu o rosto, corado e lavado pelo choro, e sorriu, genuinamente feliz. Nagihiko passou o dedo pelas bochechas dele, enxugando as lágrimas, e sorrindo de volta.

— Foi onde nós nos conhecemos… — Tadase murmurou, apreciando o carinho de Nagihiko em seu rosto. Seu coração batia tão alto e agitado que seria impossível que ele não ouvisse, naquela proximidade em que se encontravam.

— Onde tudo começou. — Nagihiko ergueu a pequena caixinha vermelha, onde duas alianças douradas, uma ligeiramente maior do que a outra, cintilavam refletindo a luz do sol que entrava pelo telhado translúcido acima deles.

Tadase deixou que Nagihiko colocasse em seu dedo anelar uma das alianças, e com sua mão trêmula, fez o mesmo a ele. Entrelaçaram os dedos, e sorriram um para o outro, como crianças que compartilhavam um segredo. Os anéis brilharam, como se estivessem no lugar onde sempre pertenceram.

Eram finalmente adultos, como sempre pensaram em ser. Nagihiko havia encontrado seu próprio ritmo, o lugar onde podia ser verdadeiro consigo mesmo. E Tadase era o rei do seu próprio mundinho, com controle para tomar suas decisões. A vida não podia ser melhor.

Todos os obstáculos que enfrentaram durante aqueles anos. As mentiras, os desentendimentos, a separação. Tudo isso havia os conduzido somente para este momento.

E, neste lugar tão mágico e repleto de lembranças para os dois, Nagihiko tomou os lábios de Tadase nos seus, e enfim, selou aquela promessa eterna de uma vida juntos. A única promessa que seguiria sem arrependimentos, por toda a sua existência. Nada mais poderia impedi-los de serem felizes, como desejavam ser, um com o outro. Para sempre. Uma só promessa.



Notas finais
Olá ~ Shiroyuki aqui! Acho que deu pra perceber, mas a fic tá chegando ao fim não é? E eu tenho um amorzinho todo especial por esse capítulo, por causa desse clima tão caseiro e confortável entre os dois, e SIM, FINALMENTE UM PEDIDO DE CASAMENTO AAH kkkkkkkkkkkkkkkkkk era a única coisa faltando pra felicidade dos dois ser completa e oficial. O próximo capítulo é com a senpai!