Itsumo Yakusoku
53 Capítulo 53 - Otona ni Naru Kimi he
Você diz que nós não podemos ficar aqui para sempre
Eu sei, então vamos dar o primeiro passo
Das palavras que eu venho escrevendo no caderno
Nunca vão mudar
Eu sei que tem várias coisas importantes
Que se tornam adultas
Mas, eu venho crescendo num tempo integral
Tentando ver o que é
Para que eu possa ser mais como uma criança
Capítulo 53
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Otona ni Naru Kimi he
— Ainda não conseguiu se decidir, Amu-chan?
Enquanto repousava o bule de chá no centro da mesa de reuniões do conselho estudantil, Tadase não pode deixar de se preocupar ao ver o semblante tenso de Amu, que segurava com força uma caneta, e tinha em mãos o formulário de escolha de carreira, que já estava em um estado deplorável de tanto ser amassado e manuseado pela garota.
— Eu não tenho ideia do que colocar aqui! — ela agitou-se esfregando a mão nos cabelos — E a professora já está cobrando a mais de uma semana para que eu entregue logo! Eu não aguento essa pressão toda!
— Então apenas coloque qualquer coisa que está de bom tamanho — Rima foi suscinta na sua solução, o que fez Amu agitar-se ainda mais.
— Não é tão simples! É o meu futuro, sabe, eu não posso ficar apenas improvisando em um assunto desses. Tem que ter alguma coisa que eu queira fazer pro resto da vida! Algo que só eu possa fazer…
— Você pode ser professora! — Yaya sugeriu animadamente. Embora ela não fosse efetivamente membro do conselho, passava todo o tempo livre por ali, o que não surpreendia ninguém — Deve ser legal, ficar brincando com as crianças o dia inteeeeiro!
— Ou você pode virar uma caçadora de batsu-tamas profissional, hum! — Kukai, que estava de novo ali ao invés de se concentrar nos seus próprios estudos, também se servia de chá.
— Duvido que isso dê dinheiro — ela se jogou sobre a classe, escondendo o rosto.
— Você não precisa se preocupar com isso, Amu. — Kairi ajeitou os óculos, embora um pouco corado por tratar Amu pelo primeiro nome, coisa que ele só havia começado a fazer recentemente. O “eu vou sustentar você” implícito naquela frase fez os dois quase entrarem em ebulição, quando Yaya começou a rir e apontar escandalosamente; depois que ela enfim foi acalmada à força, Tadase resolveu se pronunciar.
— Se você parar de se preocupar tanto com isso, Amu-chan, tenho certeza de que encontrará a sua resposta. Ela já está aí no seu coração, você só precisa se certificar de entendê-la. — ele sorriu, tranquilamente como sempre. Amu sentiu-se acalmar, ao menos um pouco, e sorriu sem graça de volta.
— Eu você, Kaichou? — formal como sempre, Kairi foi cuidadoso ao perguntar — Já decidiu o que vai fazer?
— Ah, sim, eu entreguei meu formulário semana passada — ele sorriu, sentando-se na sua mesa que ficava na ponta de todas as outras — Me inscrevi para Administração na Universidade K…
— Ei, não é a mesma que o Nagi se inscreveu? Ele ia fazer Artes Cênicas ou algo assim não é? — Kukai anunciou, lembrando de repente.
— Wooow! Não diga que vocês pretendem… que ousado, Tadase!!! — Yaya se animou a olhos vistos, sendo como sempre, a primeira a entender o que aquilo significava.
— Vocês estão pretendendo… morar juntos ou algo assim na faculdade, Tadase? — Amu indagou, surpresa.
— N-nós não decidimos completamente ainda, mas não é uma ideia descartada — Tadase ficou repentinamente nervoso ao tratar desse assunto, por que parecia tornar tudo bastante oficial — A Universidade possui apartamentos individuais para os estudantes, e embora eles não sejam grandes, poderiamos dividir um… ou então, alugar algum lugar próximo…
— Vocês se tornaram adultos tão rápido, já estão pensando em casamento… — com o seu ar distante de sempre, Rima parecia uma vovó nostalgica pelos seus netinhos. Tadase sorriu amarelo, gaguejando.
— N-não gente, não é isso! — ele tentou escapar, mas é claro, as garotas já estavam todas em cima dele para fazer perguntas, e Kukai e Kairi nada fizeram para ajudá-lo. Embora os interrogatório delas fosse sempre cansativo, Tadase não queria reclamar. Os dias pareciam cada vez mais curtos, e passavam rápido. Logo não teria mais que enfrentar situações assim, então era melhor aproveitar a sua despreocupada vida de colegial, antes que ela tivesse fim. Ele tinha no seu coração, um sentimento um tanto inquieto. Parecia que em breve, tudo iria mudar. Só poderia aguardar, e esperar que fosse para melhor.
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Nagihiko estava exausto. Na semana que passou, sua mãe havia aumentado ainda mais a sua rotina de treinamentos, e ele não tinha tempo para mais nada. Parecia que ela estava adivinhando que ele tinha planejado alguns encontros com Tadase quando ele tivesse tempo do conselho estudantil, então nem mesmo as desculpas sobre atividades do clube ou sair com Hideyoshi, estavam funcionando mais.
Ele estava saindo da academia de dança, ainda com a camiseta branca justa e a calça preta que ele usava durante os exercícios, e com os cabelos amarrados em uma trança baixa. Precisava urgentemente de um banho, e quem sabe algum descanso, mas sentia que se ficasse mais tempo naquele lugar com sua mãe a apontar todos os seus defeitos, acabaria pirando. Sendo assim, disse a ela que iria correr um pouco, para melhorar seu condicionamento físico, e arrumou ao menos algum tempo longe dela, por enquanto.
— Ara, não é o Nagi-chan?
Uma voz desconhecida fez Nagihiko parar de correr, e se virar. Quem havia falado com ele era um homem, não muito alto, de cabelos longos amarrados atrás, e roupas de muito bom gosto (foi a primeira coisa na qual Nagihiko prestou atenção). Somente pelo sorriso, gentil e carinhoso, foi que ele conseguiu identificar aquela pessoa.
— Haruka-san? — o homem pareceu muito feliz de ser reconhecido, e andou até Nagihiko, abraçando-o longamente — Quanto tempo, você está bem?
— Estou ótimo! Eu achei que você não fosse me reconhecer, as pessoas costumam ficar bem assustadas quando me vem usando esse tipo de roupas — ele ajeitou o lenço ao redor do pescoço, e sorriu, como se estivesse desculpando-se por não estar em trajes apresentáveis.
— Claro que não, Haruka-san, você continua sendo uma pessoa linda — Nagihiko sorriu também, entendendo melhor do que ninguém a situação do homem a sua frente — Eu estava mesmo pensando em entrar em contato com você em breve, para podermos marcar um dia para nos encontrarmos…
— Mesmo? Isso me deixa muito feliz! — ele animou-se. — Vamos até uma lanchonete que fica aqui perto, e você pode conversar sobre o que quiser comigo! — Embora sua voz estivesse um pouco diferente agora, ainda era suave e calorosa, e mesmo que não estivesse usando as roupas femininas, soava exatamente como uma mãe. Nagihiko sentiu-se mais a vontade com aquela pessoa que havia conhecido há poucos meses atrás do que com sua própria família.
Ele aceitou acompanhar Haruka até o local que ela indicou. Depois de se acomodar em uma das mesas mais afastadas e fazer seus pedidos, eles conversaram sobre alguns assusntos banais, até Haruka então perguntar, com cuidado, sobre o que ele queria conversar.
— Eu sei que pode parecer meio invasivo… — ele hesitou, após provar o seu milk-shake que havia acabado de ser entregue por uma sorridente garçonete — Mas eu fiquei um tanto preocupado com a situação envolvendo Tadase-kun e Tsukasa-san. Eu os conheço há muitos anos, e sei o quanto Tsukasa se importa com Tadase, e ele sempre foi muito apegado ao tio, sabe…
— Eu imagino que você deva estar preocupado com eles dois assim como eu estou — Haruka entendeu, seu olhar baixando um pouco enquanto falava — Tsukasa sempre me falou muito sobre Tadase, sempre com um sorriso no rosto, e eu fiquei tão feliz de finalmente o conhecer naquela noite, e de ele nos aceitar… Mas sinto muito pela forma como as coisas vêm acontecendo ultimamente.
— O problema é todo com a mãe de Tadase. Ela parece cada vez mais maníaca em manter o Tadase seguro, mesmo que não haja nada ameaçando ele de forma nenhuma, e anda exagerando cada vez mais… — Nagihiko murmurou, e Haruka concordou — Imagino que ela não faça ideia sobre você e Tsukasa?
— Nós dois concordamos que seria melhor assim. Embora eu já a tenha conhecido antes, apenas como amiga de Tsukasa, nunca conversamos de verdade, e ela não sabia que eu era um homem. — ele revirou os olhos, demonstrando que não se importava tanto assim com a opinião da irmã do seu namorado — Mizue é uma mulher amarga, o que me faz imaginar como é que ela criou uma criança tão doce quanto Tadase… mas não importa o que eu pense dela, imaginei que poderia tolerar seus preconceitos e fingir que não existo. Mas é uma coisa completamente diferente se ela resolve tomar uma decisão estúpida de manter Tsukasa afastado, e isso faz ele sofrer!
— Tadase-kun também está sofrendo por causa disso. A única pessoa com quem ele sempre pode contar naquela casa foi Tsukasa-san. Mesmo que o pai dele tenha demonstrado alguma compreensão, ele é completamente incapaz de enfrentar a mãe dele, e as coisas acabam permanecendo na mesma. Eu sei que ele sente falta do tio, assim como Tsukasa-san também sente a falta dele, os dois sempre foram muito unidos… Por isso, eu gostaria de poder fazer alguma coisa por eles! Não gosto de ver o Tadase-kun triste…
— Eu entendo o que você sente, Nagi-chan, comigo é o mesmo… Eu fiquei revoltado com essa situação, muito mais do que demonstro. Mas, às vezes, não há nada que nós possamos fazer por aqueles que amamos, além de permanecer do lado deles e torcer para que dê tudo certo. — ele tentou sorrir compreensivamente, e Nagihiko suspirou.
— Você sabe o motivo pelo qual a mãe de Tadase quer afastar Tsukasa dele?
— Eu sei sim…
— Então, qual é…
— Mas não posso dizer a você, querido. — ele voltou a interromper Nagihiko, e agora, seu permanente sorriso cordial era também bastante triste — É um assunto que envolve Tsukasa… e a mãe de Tadase. Não há nada que possamos fazer para reparar os erros do passado, e isso compete a eles resolver. Não vai demorar para que a verdade venha a tona… e Tadase-kun pode sofrer muito com isso…
— Haruka-san…
— Só posso oferecer a você um conselho, Nagi-chan, e nada mais. — Haruka elevou a mão sobre a mesa e segurou a de Nagihiko, com força, como se pudesse, com esse gesto, transmitir também todo o seu apoio. — Fique ao lado de Tadase. Nos momentos mais turbulentos, você vai ser o porto seguro dele. Esteja lá, aconteça o que acontecer, e apoie ele o quanto puder. Eu sei que você pode fazer isso melhor do que ninguém, porque você é uma criança forte, como muitos da sua idade não são, e já passou por muitas coisas mesmo tendo vivido tão pouco. Estar com você ao lado dele, vai ser o suficiente para mantê-lo firme nas horas de necessidade.
Nagihiko ficou sem palavras por um instante, e então, acabou sorrindo, grato pelas palavras de Haruka. De alguma forma, ouvir alguém falando isso, o deixava mais seguro de que poderia mesmo ajudar Tadase.
— Suponho que você vá fazer o mesmo pelo Tsukasa-san?
— Eu já estou fazendo isso há muito tempo. E ele também o faz por mim. É assim que funciona, certo? — Haruka sorriu, afastando-se — Só podemos estar lá, pelas duas pessoas que amamos.
— Sim, tem razão — Nagihiko sentia-se um tanto aliviado, como se dividir suas preocupações com alguém que entendia exatamente o que ele pensava, fosse uma forma de atenuá-las — Esses dois precisam de nós.
— Precisam sim.
Os dois então, continuaram a comer, e a conversar sobre assuntos menos relevantes. Eram tão parecidos que era dificil de acreditar, e logo já sentiam como se conhecessem um ao outro por toda a vida. Em certas ocasiões, tudo o que você precisa mesmo, é de um bom amigo para conversar...
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Tadase acordou no susto, com o barulho do seu celular. Estava tendo um sonho muito bom, e não lembrava mais qual era, mas não tinha tempo para pensar nisso. O celular ainda tocava, e ele percebeu que teria que atender, já que não era o despertador. Com a voz ainda sonolenta, ele murmurou:
— Alô?
— Tadase-kun? — a voz do outro lado soava chorosa, e um tanto desesperada. Tadase logo despertou — E-eu não sabia para quem ligar…
— Aconteceu alguma coisa? — ele já foi levantando preocupado.
— Sim — ela fungou — Elas… sumiram!
— O quê?
— Ran, Miki, Suu e Dia! Durante a noite, elas desapareceram. Nem mesmo os seus ovos estão aqui mais! Elas nem se despediram!
— Amu-chan, calma… isso… parece que elas se uniram de volta ao seu coração. Você fez alguma coisa que possa ter ocasionado isso? — ele sentou de volta na cama; parecia que Amu finalmente crescera, e não precisava mais das suas charas por perto. Ela só não tinha se dado conta disso ainda.
— Eu não sei… Ontem de noite, eu finalmente decidi preencher aquele formulário de carreira, depois de pensar bem… eu decidi que queria fazer Moda. Depois daquele dia do jantar com a família do Kairi-kun, o Nagi me ajudou tanto com as roupas, eu pensei que seria legal, fazer isso por outras pessoas também e… fazer elas felizes com algo que eu tenha feito? Algo assim…
— Ah, eu entendi tudo agora, Amu-chan. Você combinou os sonhos que originaram as suas charas, e transformou em algo que só você pode fazer.
— Eu fiz isso? — ela ainda parecia assustada, mas ainda não chorava.
— Claro. As habilidades artísticas da Miki para criar, e as habilidades manuais da Suu para costurar… além disso, você disse que queria animar as pessoas, e isso é o que a Ran fazia. Tenho certeza de que tudo isso junto fará você brilhar, como queria Dia. Então, quando você tomou sua decisão, já não precisava mais dos charas para guiarem você, e elas cumpriram o seus objetivos.
— Mas Tadase… eu me acostumei com as meninas aqui! Sempre fazendo barulho, atrapalhando a minha vida, fazendo bagunça no meu quarto… o que vai ser de mim sem elas?
— Você não vai ficar sem elas, Amu-chan… É verdade que não pode mais vê-las, mas elas estão aí, não estão? Dentro de você. E enquanto você seguir o sonho que elas criaram em você, com tanto carinho, então você nunca vai estar sozinha.
Ele sabia que Amu devia estar chorando de novo, agora, mas ainda assim ela se esforçou para parecer animada.
— Tem razão, Tadase. Eu sabia que seria bom conversar com você. Parece que você sempre sabe o que dizer.
— Não foi nada, Amu-chan. Estarei aqui sempre que precisar.
— Eu sei disso — ela riu — Engraçado. Conversando com você agora, você parecia exatamente com o Tsukasa-san! Sabia?
Tadase sorriu. Sentia muito a falta do tio, especialmente nesses momentos. Se ele estivesse ali agora, certamente Tadase teria ido conversar com ele sobre o que ocorreu com Amu.
— Me deixa feliz ouvir isso, Amu-chan.
Depois de despedirem-se e encerrarem a ligação, com a promessa de conversarem mais sobre isso na escola, Tadase saiu à procura do seu próprio Chara, que não estava mais dormindo em seu ovo como deveria. Foi até a cozinha, e lá encontrou um pequeno bilhete da sua mãe, dizendo que o café da manhã estava na geladeira, e ela tinha ido ao mercado. Enquanto esperava a comida aquecer no micro-ondas, ouviu um barulho alto, vindo do andar de cima. Correu até lá imediatamente.
Soterrado em meio a papéis, fotos antigas e documentos, que antes estavam devidamente guardados em uma caixa na última prateleira do guarda-roupas de Mizue, Kiseki clamava por ajuda.
— O que está fazendo aí, Kiseki? Sabe muito bem que a minha mãe não gosta que mexam nas coisas dela… — ele ralhou, enquanto salvava o pequeno debaixo das coisas todas que caíram.
— Eu estava querendo ser útil à você, Tadase! Você queria tanto aquele álbum de bebê, que eu achei que poderia encontrá-lo. — Ele virou o rosto, cruzando os bracinhos.
— Eu agradeço sua disponibilidade, Kiseki, mas não é um bom momento para isso. Minha mãe continua estressada, e eu não quero piorar as coisas. Vamos, me ajude logo a guardar tudo isso antes que ela volte do mercado…
Em meio aos objetos caídos, havia muita coisa que Tadase nunca havia visto. Fotos dos seus pais mais jovens, junto com os pais de Ikuto e com Tsukasa. Papéis antigos, a certidão de casamento dos seus pais, documentos da casa e o registro de família. Cartas antigas, trocadas entre os amigos, que ele não ousou abrir… Bilhetes rabiscados no verso de folhas, do tempo que seus pais namoravam… até que um papel em especial, chamou atenção, por conter seu nome escrito nele. Era a sua certidão de nascimento, ao que parecia, junto com o registro de família. Tadase abriu os papéis melhor, só para olhar.
— Mas… o quê…
— Tadase! — o grito da sua mãe o despertou. Ela havia despontado na porta, e parecia absolutamente furiosa ao vê-lo remexendo naquela caixa. Tadase jurou que ela estava vindo para bater nele, com tamanho ímpeto, mas ela apenas arrancou os papéis das mãos do garoto, bruscamente — O que pensa que está fazendo, com as minhas coisas? Eu já disse pra não fazer isso!! Já chega! Eu não aguento mais a sua desobediência! Saia da minha frente agora!
— M-mãe… — a palavra vacilou em seus lábios, e ele fez o possível para conter as lágrimas que ameaçavam escapar. Perto dos gritos ensandecidos de Mizue, sua voz mal passava de um sussurro — O que diz ali naquele documento… é verdade?
— Saia da minha frente agora, Tadase, eu não quero falar com você…
— A verdade! — a voz de Tadase soou alta e clara, e mesmo Mizue, acabou se calando. Ele nunca, jamais, levantou a voz daquela forma para ela. Nem mesmo quando ela descobriu sobre Nagihiko, nem mesmo durante a briga com Tsukasa. Ela estremeceu — Me fale a verdade de uma vez!
— Está bem, Tadase. — ela abraçou o próprio corpo, e baixou o olhar. Na sua voz, apenas um desespero contido, e desprezo direcionado para ninguém em especial — Se você quer tanto assim a verdade, vai ter. Vamos, conversar lá em baixo.
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