Itsumo Yakusoku

26 Capítulo 26 - Ano hi Yume Mita Negai


Notas iniciais
Ano hi Yume Mita Negai - Nana Mizuki http://letras.mus.br/mizuki-nana/1511683/traducao.html


Naquela época, quando chegamos animados apenas por coisas imaginadas

Nós não tivemos nenhuma hesitação, nenhum medo, nenhum desses

Tratamos tudo tão importante, tornando-nos gananciosos

Querendo proteger tudo, e tornando-nos desesperados

Mesmo que não esteja tão bem como você esperava

No entanto por mais doloroso que seja, mantenha olhando adiante

Como muitos dos desejos que eu sonhava em ter sido concedido


Capítulo 26

~


Ano hi Yume Mita Negai


O dia da Festa de Natal chegou depressa, o que animou à todos, principalmente Yaya, como sempre é claro. Os membros mais responsáveis do grupo foram mais cedo para a casa de Kyouharu e Nanami para ajudar com os preparativos da festa, a decoração, fazer a comida e tudo o mais, e como Nagihiko estava incluído neles, é claro que Hideyoshi tinha que estar lá também, e parecia ser o único que não estava nada feliz com aquilo no momento, aliás.


– Vamos, pare de fugir e venha logo até aqui, Hide-kun! — Yaya gritava, enquanto corria atrás do garoto, segurando o que parecia ser uma fantasia vermelha de alguma coisa
– Pra você colocar essa coisa em mim?! Não mesmo! — o mais velho rebatia, ainda fugindo dela, muito embora correr não fosse uma de suas atividades favoritas — Já disse que não vou vestir isso de jeito nenhum, então desista, por favor!
– Mas é Natal, e todo mundo tem que usar uma fantasia, nem que seja uma touca de Papai Noel pelo menos! — a ruiva tentava argumentar, ainda correndo ligeira atrás dele pela casa dos outros, desviando dos móveis com incrível habilidade, embora ainda derrubasse alguns porta-retratos e vasos de plantas aqui e ali enquanto passava, muito embora não parecesse notar isso — Vamos, colabore, cadê o seu espírito natalino, hein, Hide-kun??
– Se ainda fosse uma fantasia de Papai Noel, ou até de rena, , ainda vai, mas essa coisa que você está segurando parece uma roupa feminina! Tenho certeza de que vi uma saia aí! — o Fujisaki mais velho acusou, subindo as escadas que levavam até o segundo andar apressadamente, onde ficavam os quartos, embora já estivesse ficando cansado de correr. Ele herdara a beleza e refinamento dos Fujisaki, mas não a mesma destreza e velocidade que Nagihiko tinha afinal
– Não viu nada, é só impressão sua! Vamos, venha aqui que a Yaya te mostra! — a ruiva mentiu descaradamente, correndo pelos degraus acima atrás dele.


– Ahh, pobre Hideyoshi-kun, parece que virou o novo brinquedinho da Yaya-chan... talvez eu não devesse tê-lo trazido comigo afinal... — Nagihiko comentou à um canto da sala, observando a cena deprimente que seu primo protagonizava
– Mas não tinha outro jeito, se ele não viesse, sua mãe não te deixaria vir junto, não é? — Tadase lembrou, ao lado dele, ajudando a enfeitar uma árvore de Natal gigante — Embora seja impossível não sentir pena da situação dele mesmo... — ele olhou na direção por onde o primo do "namorado" tinha corrido, compadecido da situação do rapaz
– Acho que eu devia ajudá-lo a escapar dessa, fui eu quem o arrastou para essa situação afinal... — Nagi murmurou pensativo — Ei, Yaya-chan! Não quer nos ajudar a enfeitar a árvore de Natal? Sei como você adora fazer isso! Desse jeito vamos enfeitar tudo do jeito que quisermos, hein?! — ele ameaçou, sabendo como a ruiva se preocupava com esses detalhes sobre decorações de festa
– Não, obrigada! Yaya prefere continuar perturbando seu primo, é muito mais divertido! — a mais nova respondeu descaradamente para ele, desaparecendo no fim das escadas
– N-Não se preocupe F-Fujisaki-kun, eu... e-eu vou tentar ajudar o seu primo a escapar dela, está bem? — Nanami murmurou num fio de voz, tentando tranquilizá-lo, mas falou tão baixo que surpreendeu o dançarino, que, quando olhou para ela, fez a garota corar furiosamente e sair correndo, também desaparecendo escada acima. Tadase remexeu-se, incomodado, , sem conseguir deixar de reparar no quanto aquela garota ainda devia gostar de Nagihiko. Sabia muito bem que Nagi era educado com as meninas em geral, e que nada sentia por ela, mas não conseguia deixar de sentir ciúmes. No entanto, não queria mais aborrecer Nagihiko com seus ataques bobos de ciúmes, e era Natal no fim das contas, então, talvez ao menos naquela data, poderia tentar deixar seus pequenos aborrecimentos de lado afinal.


Enquanto isso, no andar de cima da enorme residência que era habitada por Kyouharu e Nanami, o Fujisaki mais velho ainda corria desesperado, sendo perseguido por uma garotinha consideravelmente menor do que ele, o que era uma cena muito estranha de se ver.


– Vamos lá, Hide-kun, vista ao menos a parte de baixo da fantasia! Colabore, por favor! — a mais nova gritava em tom manhoso de súplica, muito embora estivesse sorrindo
– Não mesmo, a parte de baixo dessa coisa é uma saia que eu sei! — o rapaz gritou de volta, seus cabelos amarrados esvoaçando para trás enquanto corria desesperado pelos corredores desertos do segundo andar — Aonde foi que você conseguiu essa coisa afinal, hein?!
– Você não vai querer saber, Hide-kun... — Yaya deu uma risadinha estranha, e Hideyoshi deu teve a sensação desagradável de que realmente não gostaria de saber a resposta.


No entanto, já estava realmente exausto de tanto correr, seu corpo desacostumado a toda aquela atividade física, e já estava ficando sem opções para onde fugir. Quando estava chegando quase no fim do corredor, sem ter mais para onde fugir, chegou a pensar por um instante fugaz se conseguiria pular aquela janela, embora soubesse muito bem que era impossível e que, no mínimo, acabaria se espatifando na grama do jardim, com uma perna quebrada ou coisa do tipo. Perguntou-se por um momento absurdo qual seria a hipótese menos ruim: Passar a noite de Natal em um hospital com algum osso quebrado ou morrer de vergonha e ser humilhado por Yaya, sendo forçado a usar alguma fantasia estranha e feminina. No entanto, antes que pudesse se decidir, ou que Yaya pudesse vê-lo encurralado e indefeso, com as costas encostadas contra a janela no fim do corredor, ouviu uma voz feminina murmurar:


– Por aqui, Hideyoshi-kun, depressa — uma mão agarrou a sua e o arrastou para dentro de um dos quartos aparentemente trancados, poucos segundos antes de Yaya fazer a curva, e agora deparava-se com o corredor vazio
– Ué... pra onde ele foi? Yaya tem certeza de que ele foi por aqui! Vamos lá, saia de onde estiver, sabe que não adianta se esconder, Hide-chan, a Yaya vai encontrar você! — a mais nova gritava, irritada por ter perdido seu "brinquedinho" de vista, e piorando ainda mais o apelido que dera ao garoto, se é que isso era possível. Ela sacudiu absolutamente todas as maçanetas das portas daquele corredor por onde o rapaz corria instantes atrás, mas estavam todas trancadas. Uma se abriu e, pelo estado deplorável em que se encontrava quarto, cheio de roupas masculinas jogadas à esmo pelo chão e com a colcha da cama desarrumada, Yaya supôs que aquele devia ser o quarto de Kyouharu. Ela vasculhou tudo dentro do cômodo mesmo assim, olhou debaixo da cama, dentro dos armários, e até entre as roupas espalhadas pelo chão, que estavam tão amontoadas que poderiam muito bem estar escondendo uma pessoa, porém o garoto não se encontrava ali. Ela saiu, tentando abrir as portas restantes, mas todas continuavam trancadas, inclusive a porta do quarto onde Hideyoshi se encontrava agora. Yaya praguejou alguma coisa e correu em outra direção, ainda chamando pelo nome do garoto, e seu gritos logo desapareceram ao longe.


Enquanto isso, dentro do quarto onde o Fujisaki mais velho se encontrava, a mão da pessoa que o salvara ainda segurava a sua inconscientemente, enquanto a outra tampava sua boca para que ele não fizesse nenhum barulho que os denunciasse. Só o soltou quando não conseguia mais ouvir os berros de Yaya. Perdeu alguns segundos divagando inconscientemente, pensando em como os lábios dele pareciam ser macios para um garoto, imaginando se os de Nagihiko também seriam assim, bem como a pele suave do rapaz, porém, quando percebeu o rumo que seus pensamentos estavam tomando, corou furiosamente, afastando-se dele com um pulo, e murmurou com certa dificuldade:


– E-Essa foi por pouco... você está bem, Hideyoshi-kun?
– S-Sim, estou... obrigado de verdade, Nanami-san. Você me salvou — ele deu um sorriso sem jeito para a garota, que apenas sorriu de volta — Apesar do que você disse durante as compras, aquela garota... pode ser mesmo assustadora quando quer... — ele acrescentou, remexendo-se incomodado ao lembrar da perseguição de Yaya
– Ahh sim, Yaya-san exagera um pouco de vez em quando mesmo — Nanami foi obrigada a concordar, dando uma risadinha sem graça
– À propósito... onde estamos? — ele indagou subitamente, observando a decoração cor de rosa que parecia envolver aquele cômodo, cheio de bichos de pelúcia, cortinas, e até a colcha da cama rosa
– Ah, estamos no meu quarto — ela respondeu com impressionante naturalidade — Só eu tenho a chave, então Yaya-san não vai te encontrar aqui, não precisa se preocupar
– N-No... no s-seu q-q-quarto?? — ele repetiu, balbuciando, e quando ela confirmou com um aceno de cabeça, ele tornou a se apavorar. Nunca estivera no quarto de uma garota antes, principalmente com a dona do quarto em questão, e aquela ideia parecia errada de muitas maneiras diferentes — Ahh, não... e-eu não p-posso ficar aqui... e-eu preciso sair, depressa! — ele começou a sacudir a maçaneta da porta inutilmente, já que estava trancada à chave
– Pare com isso, se fizer barulho, ela vai te achar — Nanami lembrou — Qual o problema afinal?
– Ahh... é que... a-aqui é o seu quarto, então...bem... err... e-eu nunca estive... no q-quarto de uma g-garota antes... — ele gaguejou incoerente, sentindo o rosto queimar — Então, isso é meio... digo, muito... e-embaraçoso...
– Hideyoshi-kun... — Nanami não pôde deixar de dar uma risadinha ao ouvir isso. Ele era tão parecido, e, ao mesmo tempo, tão diferente de Nagihiko, mesmo sendo parentes... aquilo parecia ser um fato muito curioso e interessante, e ela sentiu uma inexplicável vontade de saber mais sobre o assunto — Não precisa se preocupar com isso, é só pra você se esconder da Yaya-san afinal, certo? Não precisa se incomodar com esses detalhes agora, está bem?
– Humm... certo... — ele murmurou sem jeito, muito embora não conseguisse deixar de se sentir desconcertado com isso.

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Quando o final da tarde foi chegando, os demais foram chegando aos poucos, os menos responsáveis por último, é claro. Nagihiko havia feito a maior parte da comida. Kairi o ajudou um pouco a cozinhar as coisas mais simples, também Utau, quando finalmente chegou, e Amu, fazendo o Chara Change com Suu, é claro. Quando todos finalmente chegaram, e Nanami foi verificar se as coisas já estavam seguras no andar de baixo, viu que todos já tinham chegado, e agora Yaya tentava obrigar os demais a usar toucas de Papai Noel, voltou discretamente para avisar Hideyoshi que já era seguro descer, e retornou com ele para o primeiro andar, os dois parando ao lado da árvore de Natal, agora já toda decorada, como se tivessem passado a tarde toda ali. Quando a mais nova percebeu a presença deles, obrigou os dois a usarem toucas de Papai Noel também, que Nanami colocou sem reclamar, pois já devia estar acostumada com aquilo por causa dos Natais anteriores, e Hideyoshi acabou aceitando colocá-la também, sem reclamar muito. Usar apenas uma touca natalina era muito melhor do que vestir aquela fantasia completa que a ruiva tinha tentado obrigá-lo ele a colocar afinal. Quando Kukai enfim chegou, Yaya o obrigou a vestir chifres e nariz vermelho de rena, pois as toucas de Papai Noel tinham se esgotado, e por último, veio Ikuto, e por um instante a ruiva preocupou-se que não tivesse fantasias suficientes para todos. No entanto, para seu alívio, Ikuto já tinha vindo fantasiado por conta própria: ele trajava uma calça apertada, toda vermelha-berrante, com suspensórios vermelhos por cima do peitoral desnudo, luvas vermelhas que iam até o pulso, com um acabamento branco fofo envolvendo o pulso, botas pretas de cano curto e, é claro, touca de Papai Noel.


– Feliz Natal, pirralhos e pirralhas! — ele exclamou, sorrindo de braços abertos ao adentrar a enorme mansão
– Ahn... sim, claro, feliz Natal — Utau respondeu, ainda encarando o irmão boquiaberta — Demo nee, Ikuto... acho que vou me arrepender de perguntar isso, mas... aonde foi que conseguiu essa... ahn, roupa?
– Ah, isso? — ele apontou para as poucas peças de roupas que usava — É uma das fantasias da minha loja, é claro!
– Sabia que ia me arrepender de perguntar — a cantora resmungou para si mesma, com uma gota na cabeça
– Você veio até aqui assim, Ikuto-niisan?! Veio... andando na rua até aqui assim?! Mas... está tão frio lá fora! Está nevando e tudo! — Tadase exclamou boquiaberto, com as bochechas um tanto coradas com aquela ideia, pois o frio não era a única coisa que o preocupava afinal
– Ora, o que importa, o que é uma nevezinha à toa afinal? Isso não vai atrapalhar minha diversão, não mesmo! — ele abanou a mão como se não fosse nada, e Nagi concluiu que ele devia ter começado a beber coisas suspeitas antes mesmo de a festa começar — E aí, ruivinha? Conseguiu fazer o pirralho Fujisaki vestir a fantasia que te emprestei? — ele indagou para Yaya, e Hideyoshi quase teve uma síncope ao descobrir daonde tinha vindo aquela roupa estranha
– Ahh, é verdade!! — a mais nova exclamou, finalmente lembrando-se disso — Yaya bem que tentou, mas ele foge mais rápido do que imaginei... acho que o Hide-kun acabou se escondendo em algum lugar e a Yaya perdeu ele de vista. Então, comecei a tentar fantasiar os outros ao invés dele, e acabei esquecendo...
– Bem, mais sorte da próxima vez então — Ikuto sorriu, dando de ombros — Quem sabe não conseguimos fazer o outro pirralho Fujisaki vestir aquilo então, hein? Ele já deve estar até estar acostumado com essas coisas, huhuhuhu... — ele deu uma risadinha bastante suspeita, e Tadase sentiu seu rosto queimar, colorindo-se feito um tomate maduro, ao ouvir aquilo. Havia tido um breve vislumbre do que se tratava a tal fantasia, e, só de imaginar Nagihiko vestindo aquilo... bem, não era uma boa coisa para ele imaginar em plena festa de Natal, rodeado por um monte de pessoas afinal
– Mas nem morto — Nagihiko respondeu simplesmente, mal-humorado, no entanto reparando na reação do loiro ao lado dele. Tentaria falar sobre isso com ele mais tarde, quando estivessem à sós... tinha ficado realmente interessado em saber o que tinha se passado pela cabecinha de Tadase ao escutar aquela ideia.


Como Nagihiko recusou terminantemente aquela sugestão logo de cara, Yaya e Ikuto tiveram que desistir de seus novos brinquedinhos (pelo menos por enquanto) e todos começaram a festa agora que estavam todos ali reunidos. Rima, Ikuto, e até Kyouharu, foram direto atacar as bebidas, os dois últimos indo direto para as que continham álcool é claro, enquanto a loira foi direto para onde estavam os diferentes tipos de chás que haviam comprado. Kukai, Yaya e Utau se dirigiram até onde estavam os doces, enquanto os demais comiam com mais calma, indo para onde estavam as comidas salgadas, os sucos e refrigerantes, esperando os demais terminarem sua bagunça para comer os doces que restariam.


Depois de se dividirem em pequenos grupos para conversar, comer e fazer bagunça, eles trocaram os presentes. Todos os casais (até os que ainda não haviam se assumido ou se tornado de fato um casal oficialmente) trocaram presentes, é claro, e aqueles que eram parentes, como Utau e Ikuto, Kyouharu e Nanami, e Nagihiko e Hideyoshi, presentearam-se também, alguns mais por obrigação e formalidade mesmo. Nagihiko havia feito um suéter à mão, todo branco, com as iniciais "T.H." bordadas em dourado no peito, enquanto que o loiro lhe comprara uma boina que, segundo os conselhos de Utau e de Amu, era o que estava mais na moda atualmente, toda azul-marinho.


– Ah, Fujisaki-kun... não precisava ter tido todo esse trabalho, deve ter sido difícil tricotar esse suéter... ficou lindo, obrigada, de verdade... — Tadase murmurou com o rosto corado e segurou discretamente a mão de Nagihiko, escondendo-a com o próprio corpo e sentado-se mais perto dele no sofá para isso, desejando poder demonstrar melhor seus sentimentos, embora não pudesse fazê-lo com tantas pessoas ali reunidas. Esse detalhe não importaria em nada alguns anos atrás, quando eles eram Guardiões. Tudo era tão mais simples naquela época, as coisas eram tão mais fáceis, quando todos os seus amigos os aceitavam sem problemas... por que as coisas haviam se complicado tanto assim afinal?
– Não se preocupe, foi divertido fazer. Também adorei seu presente, você escolheu muito bem, Hotori-kun! — Nagihiko sorriu de volta para ele, ainda admirando a boina que segurava com a mão livre. Ele sussurrou então no ouvido do menor, compartilhando daquele sentimento doloroso de não poder expressar toda a extensão de seus sentimentos como gostaria — Mais tarde, quando estivermos sozinhos, vou lhe demonstrar melhor minha "gratidão", você vai ver — ele afastou-se rapidamente, antes que alguém notasse aquela proximidade, embora tivesse conseguido fazer o loiro se arrepiar só com aquilo.


Depois da troca de presentes, a festa continuou, com todos comendo um pouco de tudo agora, o que talvez não tivesse sido uma boa ideia afinal. Alguns, acidentalmente, comeram os bombons de licor trazidos secretamente por Ikuto. Uma dessas pessoas era Rima, é claro. Ela agora tinha ficado de pé na mesa de centro da sala, como se fosse um palco, e contava uma sequência interminável de piadas aos berros, falando tão rápido que ninguém tinha tempo de parar pra entender e saber se eram piadas sem graça ou não, mas ela sempre tinha um ataque de riso ao terminar uma piada e em seguida começava a contar outra. Ikuto, que já tinha bebido bastante também, e comido alguns poucos bombons de licor, juntara-se à ela no "palco", no entanto, não para contar piadas, e sim para fazer um strip-tease. Utau tinha ficado um tantinho bêbada também, então começara a cantar uma música nada decente em inglês, usando uma garrafa vazia como microfone, enquanto o irmão dançava no ritmo da música que ela cantava, começando a tirar a pouca roupa que usava e sacudindo a touca de Papai Noel em uma das mãos:

Sexy And I Know It (Tradução)

Quando eu passo, garotas olham e falam: caramba ele é estiloso
Eu faço por onde, andando pela rua com meu lafreak novo, yeah
É assim que eu mando, estampas de animais calças fora de controle,
É Red FOO, com FO maiúsculos
Eles gostam de rock Bruce Lee no clube

Garota, olhe aquele corpo (x3)
Eu malho
Garota, olhe aquele corpo (x3)
Eu malho

Quando eu chego no lugar, isto é o que eu vejo
Todo mundo pára e ficam me encarando
Eu tenho paixão em minhas calças e eu não tem medo de mostrá-la

Sou sexy e sei disso
Sou sexy e sei disso

http://www.youtube.com/watch?v=h1-lKfRBxzc

Enquanto isso, Yaya, Kukai e Kyouharu morriam de rir do "show" e batiam palmas no ritmo da música de Utau. Os que ainda estavam sóbrios o suficientes, e eram mais recatados, resignaram-se a sair de fininho e ir para algum canto mais afastado para não ter que presenciar aquela cena deplorável. E com a maioria das pessoas mais afastadas, e os que ainda estavam presentes, ocupados demais apreciando o "show", ninguém reparou que mais uma pessoa havia comido mais bombons de licor do que devia, exceto Nagihiko:


– Ah, isso não vai acabar bem... vamos sair daqui e ir para algum outro cômodo, Hotori-kun? — ele virou-se na direção do loiro, porém surpreendeu-se com a expressão estranha e sonolenta que o menor exibia, principalmente com o sorrisinho estranho nos lábios dele — Hotori-kun...? Você está bem? Que cheiro é es... ah, não! — Nagi enfim deu-se conta de que o garoto exalava um leve aroma de álcool, indicando que ele devia ter comido alguns dos bombons de licor de Ikuto também — Hotori-kun, por favor, me diga que você não comeu aqueles bombons estranhos que o Ikuto trouxe!!
– Hihihi... tarde demais... — o loiro alargou um pouco seu sorriso, mostrando a caixa de bombons vazia para o maior — Gomen nee... eu fui um menino muito mal, Fujisaki-kun... agora você precisa me castigar... — ele começou a cambalear na direção de Nagi, engatinhando tonto para perto dele
– D-Do que você está falando... eu... eu... não posso fazer algo assim... — Nagihiko recuou, com medo de que alguém notasse aquilo, embora os poucos presentes que restavam na sala ainda estivessem entretidos na algazarra que Rima, Ikuto e Utau faziam, alheios ao fato de que eles ainda estavam presentes, e os demais tivessem se retirado para outro cômodo da enorme casa, mas poderiam voltar a qualquer momento
– Ehh... você não quer me castigar...? — Tadase indagou, entortando um pouco a cabeça com uma expressão confusa no rosto, ainda se aproximando lentamente do maior — Então... será que eu devo castigar você? Eu poderia fazer... você usar aquela fantasia que estava com a Yuiki-san, ao invés do seu primo, por exemplo... o que acha? Hein... Fujisaki-kun....

Notas finais
Yoo~minna-san! Teffy-chan~desu! õ/ Ahh, como eu estava ansiosa pra chegar esse capítulo! Quanta confusão junta em um só capítulo, hein... começando com o pobrezinho do Hideyoshi, me dá muita pena dele, mas ao mesmo tempo eu me divirto pacas escrevendo essas cenas... pois é, sou estranha, eu sei XP Ahh, e espero que tenham gostado da dancinha sexy do Ikuto! Pra quem só pulou a letra da música e continuou lendo a fic, eu recomendo muito que gastem alguns segundos dos eu tempo pra assistir o vídeo, é sério, essa música aprece que foi feita pra ele, e o clipe parece que foi feito pra ser usado nessa fic! XD E pra fechar com chave de ouro, essa bebedeira louca que deu no Tadase... ai, ai, no que será que isso vai dar, hein? Só lendo o próximo capítulo pra saber, com a Shiroyuki-chan /o/ Deixem reviews por favor! A cada review que você não deixa, um autor morre. Ajude a salvar os autores de fanfics comentando nas histórias! Não deixe os autores morrerem!!