Itsumo Yakusoku
18 Capítulo 18 - Neverland
Notas iniciais
Em um dia de chuva enquanto você pega um ônibus,
Você continua caminhando descontente.
Se eu tentar te alegrar, você vai sorrir?
Eu serei capaz de criar um mundo ideal.
Embora eu continue reclamando
Dos eventos nos meus sonhos
Na verdade, tenho muito carinho
Por um romance descontrolado!
~Especial Kukaya: "Aquele dia" em que "Aquilo" Aconteceu~
Capítulo 18
~
Neverland
Alguns meses atrás, quando Nagihiko ainda estava na Inglaterra, e a primavera estava começando no Japão, junto com o início de um novo ano letivo, Yaya tinha ido até a escola colegial de seus antigos companheiros Guardiões no final das aulas para buscá-los, como costumava fazer com frequência no começo. Tadase tinha acabado de ser eleito o novo Presidente do Conselho Estudantil, e demoraria mais para ir embora. Junto com ele, tinham ficado Amu e Rima, que também tinham sido eleitas membros do Conselho, e estavam ajudando o loiro com suas novas tarefas. Kukai também tinha sido eleito membro do Conselho, porém, como já era membro do Clube de Futebol antes, em alguns dias ele saía mais cedo para participar dos treinos do clube e depois ia pra casa. Esse era um desses dias, e ele nem se surpreendeu mais em encontrar Yaya no portão da escola esperando por ele e pelos outros. Kukai informou que Tadase e as meninas ainda deviam estar no Conselho terminando seus deveres daquele dia, porém, como a ruiva já estava cansada de esperar sozinha, decidiu ir embora apenas com ele mesmo.
– Ahh puxa, e pensar que a Yaya se deu ao trabalho de vir até aqui ver vocês, mas todos ignoram completamente a Yaya! Que falta de consideração da Amu-chi e dos outros! — a mais nova reclamava, sacudindo sua pasta escolar de modo infantil
– Eu já te disse, eles estão ocupados com os deveres do Conselho... aliás, você também continua vindo aqui todo dia, hein Yaya? Não tem amigos na sua escola não, é? — Kukai indagou
– Claro que tenho! E você não pode falar nada, já que vivia visitando a gente quando estudávamos em Seiyo, esqueceu?! — ela exclamou na defensiva — E além do mais, o que há de errado na Yaya querer passar mais tempo com meus antigos companheiros Guardiões, hein? Heeeeinn?? — ela exclamou, colocando-se na ponta dos pés para encarar Kukai melhor, no que ela pretendia ser um olhar ameaçador
– N-Nada, mas... é que você vem aqui todo santo dia, mesmo sabendo que saímos mais tarde, então não devia ficar reclamando.. — Kukai desviou os olhos dos dela, sem saber o que responder
– Mas é claro! Já que estamos em escolas diferentes, quase não podemos mais nos ver agora, a Yaya sente falta de vocês! — a mais nova resmungou — E vocês quase não vão me visitar, aposto que nem sentem falta da Yaya... ahh, é como se a Yaya fosse um bebê abandonado agoraaaa!! — ela choramingou ainda mais alto, completamente alheia ao fato de que estava fazendo um escândalo no meio da rua, e atraindo a atenção de algumas pessoas mais próximas
– E-Ei, Yaya! Quantas vezes preciso te dizer pra não começar a chorar assim do nada no meio da rua, hein?! — Kukai exclamou nervoso, com medo de que acabasse sobrando pra ele
– M-M-Mas... n-nós estamos em escolas diferentes agora... e vocês quase não visitam a Yaya, e só reclamam quando eu vou visitar vocês... v-vocês... vocês não gostam mais da Yayaaaa!! — ela continuou choramingando infantilmente
– Ah, vamos, pare com isso, só está fazendo escândalo! — ele exclamou nervoso e, sem pensar duas vezes, agarrou a mão dela e arrastou a garota para longe dos olhares dos curiosos que observavam a cena. Quando estavam mais afastados da escola, ele acrescentou — Escute, já te disse pra não falar besteiras! Se não te visitamos com frequência, é porque estamos ocupados com as tarefas escolares, e do Conselho... e eu tenho treino no Clube de Futebol, você sabe — Kukai lembrou, finalmente parando de andar e virando-se de frente para a mais nova para encará-la nos olhos — Sem falar que, cada um está envolvido em seus próprios problemas particulares, se lembra? A Hinamori continua naquele "chove-não-molha" com o Kairi, a Mashiro... bom, eu sei lá o que ela anda fazendo, pra mim parece que continua sendo apenas sendo uma viciada em chá... — ele admitiu com uma gota na cabeça — E o Tadase tenta fingir que está tudo bem, e que está feliz por ter sido nomeado o novo Presidente do Conselho, mas, no fundo, sei que ainda está preocupado e aflito por causa do Fujisaki, que ainda está na Europa. E eu, além de ter o trabalho no Conselho, também tenho os treinos do clube, por isso não podemos te visitar com tanta frequência, mesmo querendo, entendeu? Mas você não devia fazer escândalo por causa disso, você ainda está estudando com o Kairi, que também está no ginasial, não é? E, se me lembro bem, ele é até mais novo do que você e não fica fazendo esse escândalo todo! Então, você não está sozinha!
– Ah, o Iinchou é um chato, e como você mesmo disse, ele está todo enrolado com aquela história da Amu-chi — ela resmungou, parecendo finalmente se acalmar um pouco — Mas... você tem razão, Kukai. Todos estão cheios de problemas, e com a Yaya em uma escola diferente, nem pode ajudar... como ainda estudo com o Iinchou, ainda tento ajudar ele com a Amu-chi de vez em quando, mas... o Tadase deve estar mal mesmo depois de passar tanto tempo longe do Nagi... ué? — ela interrompeu-se pela metade ao sentir um pingo de água cair em seu nariz. Olhou para cima, pronta para xingar o passarinho que tinha jogado aquilo nela, quando sentiu outro pingo em sua testa, e mais em seus braços, e percebeu que aquilo era na verdade o começo de uma bela de uma chuva — Uéééé?? Chuva em plena primavera?!
– Deve ser uma última chuva de inverno — Kukai comentou, tentando inutilmente desviar-se dos pingos de água — E não parece que vai parar nem tão cedo... precisamos nos abrigar, depressa! — outra vez sem pensar no que fazia, Kukai agarrou a mão livre da garota e a arrastou pela rua, à procura de algum lugar seguro para se abrigarem da repentina chuva, que parecia ficar mais forte a cada segundo que passava.
Correram por alguns segundos, por ruas aleatórias, até que chegaram até uma pracinha onde os dois costumavam brincar com os demais Guardiões quando eram mais novos. Kukai arrastou a mais nova para dentro de um brinquedo que tinha a forma de uma espécie de túnel gigante, onde Yaya ainda cabia perfeitamente bem dentro dele, enquanto que o mais velho precisava se abaixar e se apertar um pouco para caber lá dentro, visto que agora estava consideravelmente mais crescido. Mal terminaram de entrar e a chuva caiu de vez, fazendo barulho e caindo com cada vez mais força lá fora. Os dois suspiraram longamente e ao mesmo tempo, aliviados por terem se abrigado bem à tempo.
– Ufa, essa foi por pouco... que sorte, escapamos bem à tempo! — o maior exclamou, ainda arfando um pouco depois de correr tanto
– Foi uma sorte mesmo... obrigada por salvar a Yaya da chuva, Kukai! — ela exclamou com o sorriso bobo-alegre de sempre, o que fez o mais velho ofegar e perder as palavras por um momento, mas, como ela continuou falando depois disso, ele resolveu aproveitar a oportunidade pra tentar disfarçar, para que Yaya nada percebesse — Ahh, espero que o Tadase e os outros estejam bem e não tenham pego essa chuva horrorosa também...
– Bom, não sei quanto às meninas, mas, o Tadase deve estar muito mais ocupado pensando no Fujisaki pra se importar com uma simples chuva — o ruivo comentou
– Tem razão... logo vai fazer três anos desde que eles foram separados, e que vimos o Nagi pela última vez, não é? — ela indagou, enquanto o maior confirmava com um aceno de cabeça — Yaya sente muita falta do Nagi, ele nunca mais deu notícias desde que foi embora...
– Bem, suponho que aquela mãe assustadora dele não deixa o Fujisaki manter contato com a gente, por causa do Tadase, afinal — o ruivo lembrou
– É verdade, Yaya sempre morreu de medo daquela mamãe horripilante dele — ela concordou, sentindo um arrepio só de lembrar da expressão pavorosa que Kaoruko sempre exibia nas raras vezes em que se encontravam, porém Kukai concluiu por algum motivo que o arrepio que ela sentia era por causa do frio causado pela repentina chuva, e tirou o paletó escolar que usava, colocando-o sob os ombros da mais nova para aquecê-la, que parecia engolir a garota de tão grande que tinha ficado, por sinal
– Eh? O q-que está fazendo, Kukai?! — ela exclamou, sem entender o motivo do gesto dele
– Ora, você estava tremendo de frio, não é? Sei que o paletó está meio molhado da chuva, mas deve pelo menos amenizar um pouco, eu acho — ele respondeu simplesmente, sem encará-la
– Mas desse jeito você vai ficar com frio...
– Não importa, eu ainda estou com calor depois de correr tanto durante o treino, e também de ter corrido até aqui, então não estou com frio — ele respondeu, dando de ombros — Além do mais, é dever dos mais velhos cuidar dos "bebês", não é? — ele acrescentou sorrindo, encarando-a com o canto dos olhos e dando uma piscadela para a garota
– Hai! Você é mesmo o único que entende a Yaya, arigatou, Kukai! — ela exclamou sorridente, dando um rápido abraço no maior — Demo nee... você tem razão em uma coisa: Yaya sente falta do Nagi, e todos vocês devem sentir também. Você, que gostava de jogar bola com ele; A Amu-chi, que adorava fazer compras com ele; E a Rima-tan, que adorava a comida e o chá dele mais do que todo mundo, mas... de todos nós, o Tadase deve ser o que mais sente saudades dele, com toda a certeza. Eles se gostavam tanto... e tinham um romance lindo pra viverem juntos pela frente! Então, por que... por que aquelas mamães malvadas deles tiveram que separar os dois?! Deve ser tão difícil e doloroso... ficar longe da pessoa de quem se gosta
– Yaya... — Kukai chamou, sem saber o que dizer a seguir.
Estava acostumado a ver aquela garota sempre sorridente e cheia de energia, brincando e implicando com todo mundo. Só quando não estava assim era quando agia como uma bebê chorona e mimada, mas isso durava poucos minutos, pois logo ela se recuperava e voltava a sorrir e fazer piadas de mau-gosto novamente. Mas, agora, ela não estava sorrindo como sempre. E também não estava chorando como uma criancinha infantil e mimada. Estava agindo como uma garota triste e deprimida, e aparentemente pensando em algum assunto sério. Era a primeira vez que Kukai à via agindo assim, e simplesmente não sabia o que fazer.
– Sempre que a Yaya vê o Tadase, ele força um sorriso e finge que está tudo bem... ele nunca foi um bom mentiroso, mas insiste em dizer que está bem, que não está triste, e tenta disfarçar se concentrando em outras coisas, como deveres escolares chatos, ou o trabalho com o Conselho, como ele fazia quando éramos Guardiões, por exemplo — ela continuou seu discurso, ainda com uma expressão abatida no rosto — Mas, por mais que ele tente fingir que não está triste ou com saudades do Nagi, e que está tudo bem, no fundo a Yaya sabe... que ele deve estar completamente arrasado por dentro por ter que ficar tanto tempo longe do Nagi, sem receber nenhuma notícia dele, sem saber como ele está, se está bem de saúde, e o que ele anda fazendo lá na Europa... e o Tadase é tão inseguro para algumas coisas, aposto como às vezes ele fica com medo, e fica se perguntando se o Nagi se esqueceu dele e arrumou outra pessoa... ou se não pretende mais voltar para o Japão, e todas essas besteiras. Yaya não pode falar muita coisa, já que não tem idéia de como é isso, mas... deve ser realmente frustrante e doloroso... ficar tanto tempo longe da pessoa que se ama.
Ela parou de falar de repente, parecendo perdida demais em seus pensamentos e preocupações que Kukai nem sabia que ela tinha. Aquele lado surpreendentemente compreensivo, e talvez até mais maduro de Yaya, realmente o pegou completamente de surpresa. Mesmo estudando novamente com Tadase e vendo-o diariamente com frequência, Kukai realmente não tinha muita experiência com assuntos amorosos, não sabia como lidar com essas situações, e nem havia percebido que Tadase poderia se sentir assim, muito menos parado pra pensar em como o loiro se sentia. Porém, Yaya, que já nem estudava mais com eles pelo simples fato de estar em uma série menor e ainda não ter concluído o ginásio, e por causa disso, ainda estar em outra escola, conseguia perceber esse tipo de coisas muito melhor do que ele, mesmo não vendo os amigos com tanta frequência quanto gostaria. E agora, lá estava um lado completamente novo e desconhecido de Yaya, bem diante de seus olhos, que ele não sabia como devia tratar. Aquela garota tinha apenas dois lados para ele: O primeiro, da menina boba-alegre e sorridente, que vivia fazendo piada de tudo e implicando com todos, o lado que ele mais gostava; E o segundo, da menininha chorona e mimada, ou, como ela mesma dizia, seu "lado bebê", que choramingava e fazia escândalo por qualquer coisinha insignificante, e que, bem ou mal, ele sabia como acalmar e lidar com ela. Mas aquele seu novo lado, aparentemente mais maduro e sério, ele não conhecia, o pegara completamente desprevenido, e ele simplesmente não sabia como lidar com aquilo. Sabia apenas que queria animar aquela garota, tirar aquele olhar triste e melancólico do rosto dela, e fazê-la sorrir novamente, voltar a ser a menina escandalosa e alegre com a qual ele estava acostumado, ele faria qualquer coisa para vê-la sorrindo outra vez. Qualquer coisa mesmo... e, por qualquer coisa que ele pudesse ter feito, por algum motivo ele escolheu justamente aproximar-se dela sem aviso e beijá-la.
Yaya demorou um pouco para entender o que ele estava fazendo e, quando o fez, arregalou lentamente os enormes olhos cor de caramelo e paralisou, incrédula, sem conseguir demonstrar qualquer reação, enquanto encarava o garoto diante dela apertando os olhos, como se tentasse juntar toda sua concentração no que estava fazendo agora. Kukai apoiou as duas mãos nos ombros pequenos dela, tentando aprofundar o beijo, de forma desajeitada e inexperiente, mas que tinha causado um efeito surpreendentemente intenso em Yaya. A ruiva sentiu seu coração começar a dar cambalhotas, cada uma maior e mais forte do que a anterior, como se estivesse em uma montanha-russa, exceto pela falta da sensação do vento batendo em seu rosto e bagunçando seus cabelos. Quando percebeu que Kukai estava começando a ficar sem ar e já ia se afastar dela, a garota o empurrou para longe primeiro, também saltando para trás, e começou a gritar atônita:
– M-M-Mas o q-que você p-pensa que está fazendo com a Yaya, hein K-Kukai??? — ela berrou, apontando escandalosamente para ele com uma das mãos, enquanto escondia os lábios e parte do rosto avermelhado com a outra — V-V-Você não pode sair b-beijando as pessoas assim por aí sem pedir permissão antes, seu tonto!! P-Principalmente um bebê puro e inocente como a Yaya!! Como você ousa roubar a inocência de uma pobre bebezinha como eu, hein, seu pedófilo?!
– Ano... e-eu sinto muito, é que... p-peraí, como assim "tirar a inocência"? — ele interrompeu-se no meio do pedido de desculpas — N-Não é nem a primeira vez que nos b-beijamos... isso já aconteceu antes, durante o jogo de pockygame há alguns anos atrás, se lembra?
– I-I-Isso n-não interessa, não é motivo pra você b-b-beijar a Yaya de novo, seu pervertido!!! — ela berrou ainda mais escandalosa, enrubescendo ainda mais ao se lembrar desse fato
– Ahh... g-gomen, Yaya, eu só... é que... e-etto... — ele começou a balbuciar, sem saber o que dizer. Seu rosto estava inteiramente rubro, mais do que seus cabelos ruivos, e uma parte dele estava feliz que Yaya tivesse voltado a ser aquela menina escandalosa de sempre. Porém, não esperava que ela ficaria tão zangada assim com ele — É só que eu... bem... v-você pareceu tão deprimida quando começou a falar da história do Tadase e do Fujisaki... eu fiquei bastante surpreso, não queria te ver assim. Queria que você voltasse a ser a menina alegre e sorridente de sempre... até aquela bebê chorona e escandalosa já servia! M-Mas eu não aguentei... te ver assim tão triste e deprimida... queria te animar de alguma forma, e te fazer esquecer todas essas preocupações... então...
– "Então" o que? Achou que me beijando faria a Yaya se esquecer de todos os problemas, é?! — ela exclamou, ainda com uma expressão zangada no rosto, embora tivesse ficado mexida com as palavras dele — Yaya até entende que sua intenção foi boa, mas você não pode sair beijando as pessoas por aí só pra tentar consolar e animar elas, isso é errado! — ela continuou gritando, ignorando o novo salto que seu coração tinha dado ao escutar as palavras dele — Quer dizer então que... se Amu-chi ou a Rima-tan ficassem assim deprimidas por causa de vários problemas juntos, você... faria o mesmo para tentar animá-las, é...?
– Não... não, eu não faria — Kukai admitiu, sem nem ter que parar pra pensar — Eu teria sérios problemas com o Kairi depois se fizesse algo assim com a Hinamori, então não valeria à pena correr o risco. E a Mashiro... bom, simplesmente não consigo imaginar aquela garota deprimida com nada, eu acho... quero dizer, tem aquela história sobre o divórcio dos pais dela, mas a Mashiro quase não fala sobre isso, então parece já ter superado, mas... ela simplesmente não faz o meu tipo, não consigo nem imaginar uma coisa dessas — ele concluiu, coçando atrás da cabeça e rindo sem graça — Acho que só fiz isso porque... era com você. Mas não pensei que você se zangaria tanto... gomen nee, Yaya
– — N-N-Não me interessa, Yaya vai contar pra todo mundo o que você fez!! — ela virou o rosto para que ele não visse o quanto ela tinha enrubescido ao ouvir aquilo, ainda fingindo estar zangada — Yaya vai contar pra Amu-chi, pra Rima-tan, e pra escola inteira que você é um papa-anjo ladrão da pureza de bebês inocentes! Começando agora!! — ela puxou o celular do bolso, começando a discar o número do telefone de Amu, quando Kukai pulou em cima dela, desesperado pra impedir que ela fizesse isso
– Nãããooooo!! Por favor, não faça isso, Yaya!! Não conte pra ninguém o que eu fiz, pelo amor de Kami-sama!!! Faço qualquer coisa, o que você quiser, mas mantenha isso em segredo!!! Onegai!!
– Humm... qualquer coisa, é? — ela o encarou com o canto dos olhos, considerando a idéia, e se acalmou um pouco, guardando o celular de volta no bolso — Está bem então. Yaya vai pensar muuuuito bem em uma forma de você compensar pelo que fez, e depois te avisa!
– Certo... e... você me perdoa? Pelo que eu fiz...? — ele a encarou com aqueles grandes olhos cor de esmeralda, parecendo um cachorro sem dono
– Não tenho escolha, não é?! Já que você vai me fazer muitos favores em troco disso... — ela deu uma risadinha sinistra, fazendo o garoto engolir em seco. Em seguida, notou que a chuva lá fora já tinha parado há algum tempo, e que o sol voltava lentamente a brilhar — Ah! Olha, Kukai! A chuva parou!
– Ah... tem razão. Finalmente podemos ir pra casa, já estava ficando todo dolorido de ficar todo apertado aqui dentro! — ele exclamou, tentando se esquecer do que tinha acontecido e saindo de dentro do apertado brinquedo, sendo seguido por Yaya
– A propósito, aqui está. Obrigada por emprestar pra Yaya! — ela exclamou, devolvendo o paletó escolar dele que ainda usava, e sorrindo como se nada tivesse acontecido
– Ah, sim... disponha — ele falou, entre surpreso e aliviado que ela tivesse voltado a sorrir alegremente do nada
– Então, vamos embora logo, Kukai! O anime preferido da Yaya vai começar daqui a pouco, e a Yaya não pode perder de jeito nenhum, hoje o episódio está muito bom! — ela exclamou, sorrindo ainda mais abertamente, e dessa vez sendo a que tomou a iniciativa de segurar a mão dele e arrastá-lo de volta para o caminho de casa
– Hai, hai, já vou... — ele concordou, seguindo-a — Que bom... que você voltou a sorrir — ele acrescentou baixinho, mais para si mesmo, ainda sorrindo
– Hein? O que disse?
– Ah, nada não! Vamos logo, temos que nos apressar se quiser ver o seu anime! — ele exclamou, tentando disfarçar, e apertou o passo, indo de volta com ela para casa.
~Especial Kukaya: "Aquele dia" em que "Aquilo" Aconteceu~ ~*Fim*~
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