It all started on a Christmas Eve
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Thomas passou a língua sobre os lábios e sorriu. Ele rapidamente me puxou para seu colo, me deixando sem ar, e depois passou os dedos pelas minhas coxas antes de adentrar minha calcinha e me penetrar com os dedos. Eu gemi na orelha dele e senti os lábios dele formando um sorriso contra meu pescoço. Eu puxei seus cabelos e me apertei contra ele.
–Calma, a parte boa nem começou ainda. -Ele sussurrou contra meu ouvido, e começou a beijar meu pescoço.
Então eu acordei suada na minha cama.
Que droga, isso era só um sonho?
Me sentei na minha cama um pouco confusa. Olhei o relógio, que marcava 5:21 da manhã. Tentei me lembrar do que tinha acontecido.
Eu tinha ido dormir menos de duas horas atrás, após ter mostrado a Thomas onde ficava o quarto dele. Nada tinha acontecido, a não ser uma piadinha sobre como ele adoraria inaugurar o quarto dele comigo. Eu apenas ignorei e fui embora. Tinha ido dormir umas horas depois, quando já passava das 3 da manhã.
Esse sonho tinha me pego despreparada. Afinal eu só sonhava com pessoas que passavam a maior parte do dia na minha cabeça. E eu não tinha pensado tanto assim em Thomas.
Ou tinha?
Café geralmente não tinha efeito nenhum em mim, nem me deixava acordada como fazia com as outras pessoas, nem me dava sono como fazia com a minha mãe, então como não estava conseguindo dormir novamente, decidi descer até a cozinha e fazer um mocaccino antes de voltar ao meu quarto.
Peguei meu ipod shuffle vermelho, abri e fechei a porta do meu quarto devagar e desci as escadas nas pontas dos pés; não queria acordar ninguém. O sol ainda não tinha nascido mas o céu lá fora já estava clareando.
Entrei na cozinha e posicionei minha xícara no lugar onde o café ia sair, coloquei a máquina para funcionar e me sentei na bancada da cozinha. Enquanto esperava a bebida ficar pronta, coloquei alguma música para ouvir. Pulei umas 10 antes de achar Buttons, de The Pussycat Dolls.
Eu não percebi que Tom estava por perto antes que ele estivesse bem na minha frente. Ele separou um pouco minhas pernas para que ele pudesse se encaixar entre elas, e passou o polegar na minha coxa. Tomas puxou meu fone de ouvido com a outra mão e sussurrou "Bom dia" na minha orelha.
O que ele fez me fez duvidar se o que eu sonhei tinha sido mesmo apenas um sonho. Eu senti meu rosto esquentar enquanto ele sentia as minhas coxas um pouco mais e beijava meu pescoço. Eu comecei a pensar que a camiseta que eu estava usando era curta demais. Quando a máquina apitou avisando que o café estava pronto, eu voltei à realidade.
O que é que eu to fazendo?
–Licença. -Eu empurrei ele para que ele se afastasse de mim e me desse passagem.
–O que foi agora, não posso dar bom dia para minha sobrinha?
–Não. -Eu desci da bancada.
Rapidamente virei de costas para ele, tirei minha xícara e desliguei a cafeteira.
Ele me abraçou por trás, se apertando contra mim, o que me fez perder o ar e ofegar. Eu já tinha sido abraçada assim antes mas ninguém nunca mostrou tanto interesse por mim quanto ele estava mostrando.
–Você não gostou?
–Não- Eu sussurrei.
Ele colocou os braços ao redor da minha cintura e se apertou ainda mais contra mim, o que me soltar um gemido involuntário. Eu podia sentir cada parte dele e, droga, aquilo era muito bom.
–Engraçado, parecia que você estava gostando quando eu fiz a mesma coisa ontem a noite. -Eu podia sentir o tom de riso na voz dele.
Eu virei de frente para ele, me apoiando no balcão. Tom estava realmente sorrindo vitorioso. Eu não só estava envergonhada como estava com raiva dele, então antes que ele se aproximasse de mim de novo, eu escapei dos braços dele e subi a escada correndo.
Eu não sabia o que deveria fazer; minha primeira ideia foi me trancar no banheiro, e foi o que eu fiz.
Tentei me acalmar um pouco e respirar mais devagar, mas tudo que eu conseguia pensar era "O que foi isso?" seguido por quinhentos pontos de interrogação.
Uns minutos depois eu ouvir alguém bater na porta.
–Me deixa em paz.
–Eu não to aqui por sua causa, Sophia.
Eu destranquei a porta.
–Quer dizer, estou. -Tom ainda estava sorrindo.
–O que você quer?
–Primeiro, você deixou o café lá em baixo. E o ipod.
Eu me senti envergonhada por não ter pensado nas coisas antes de ter subido.
–Segundo, eu realmente preciso usar o banheiro. Por sua causa.
Levei um segundo antes de entender e me afastar da porta, deixando que ele entrasse.
Ele não tem vergonha de falar sobre essas coisas não?
Fui novamente até a cozinha e peguei meu ipod e o café, pensando em entrar logo no meu quarto, mas quando passei pela porta do banheiro, pude ouvir Thomas gemendo lá dentro, e eu tentei resistir a vontade de ficar ouvindo do lado de fora.
Aliás, ele está fazendo isso por minha causa, certo?
A vergonha me dominou, mas juntamente também veio um sentimento bom de controle, e eu não pude deixar de sorrir.
Quando eu não pude mais ouvir nenhum barulho, me apressei para chegar até meu quarto, mas a porta do banheiro abriu primeiro e Tom me encarou. Não consegui me mexer antes dele me alcançar.
–Ouvir atrás da porta é feio, sabia?
Eu tentei pensar em algo para responder, mas ele estava perto demais, o cheiro dele me dominando. Quando ele se aproximou ainda mais do meu rosto e colocou a mão atrás do meu rosto, eu separei os lábios, esperando pelo momento que os lábios dele se uniriam aos meus, mas ele apenas passou a língua pelo canto da minha boca onde tinha um pouco de espuma que eu não tinha percebido antes.
Ele apenas sorriu e foi embora.
Eu fechei a porta do meu quarto me perguntando por que ele faria o que ele tinha acabado de fazer.
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