Notas iniciais
Oie! Primeiramente quero me desculpar, eu sei que demorei anos para postar um capítulo minúsculo, mas eu estive e ocupada e teve um momento que minha cabeça era um complete esbranquiçado, eu não conseguia concluir nada, mas como eu não podia decepcionar vocês postei essa pequena continuação. Obrigada novamente pelos acompanhamento e se não for pedir demais gostaria que vocês comentassem a historia pois isso me incentiva muito, e leitores fantasmas são a pior coisa que se pode ter para o autor. Espero que vocês gostem, love vocês! :)

Aumentei um pouco mais o som de The Scientist e abracei o pequeno lobo o trazendo para mais perto.

Eu sentia meu corpo todo tenso, uma pontada de dor de cabeça angustiante, meus olhos ardendo, tudo pelo fato de eu estar totalmente preocupada com o que Jacob tinha para me contar.

Eu não gostava do jeito que aquilo soava parecia que era um segredo de anos, me escondendo uma coisa muita forte por tempos em que eu pensei que eram mais que perfeitos. Pode ser coisa da minha cabeça, mas eu simplesmente não estava segura, eu tenho medo do que pode ser, tenho medo do que pode acontecer.

Respirei fundo engolindo o choro de angustia, algo se formava em meu peito e deixava meu coração pequenino.

“Ela tem que ter escolhas Jacob, e você não está dando isso á ela!”

Que escolhas? O que Jacob está pressionando?

“Não foi isso que combinamos, você disse que ia devagar nesse assunto.”

Eles combinaram algo escondido de mim e eu odeio esses segredos.

Tentei me lembrar das poucas lendas que eu sabia sobre os Quileutes, mas nada me dava uma solução.

Afundei meu rosto nos pelos do lobo de pelúcia, fechei os olhos com força para não chorar quando senti cheiro de Jacob no bichinho. Eu queria ele aqui agora.

Ouvi suas batidas e corri para enxugar a teimosa lagrima que tinha descido.

–Entre mãe. – Sussurrei.

Seus passos eram cautelosos, Bella me mediu e me encolhi por estar chorando a toa.

–Renesmee... – Ela se sentou ao meu lado mas logo a puxei para ela se deitar comigo na cama pequena cama de casal. – Shii, o que foi meu amor?

–Eu não sei. – respondi sincera.

A partir daquele momento toda a dor foi derramada em lagrimas, eu realmente não sabia porque tanta angustia mas eu não gostava que escondessem nada de mim. Minha mãe afagava meus cabelos em silencio e eu me despedia do nó na garganta.

–O que aconteceu meu amor? – minha mãe virou meu rosto para que eu pudesse fitar seus olhos dourados.

–Eu não sei mamãe, eu só...- Me achei tão estupida por estar chorando por nada. – Jacob tem uma coisa para me contar.

–Sim. – ela esperou para que eu pudesse continuar.

–Acho que estou com medo do que pode ser. – choraminguei.

Bella riu e eu não entendi muito bem o por quê.

–Querida o que Jacob tem para te contar não é um segredo, é só uma coisa que preferimos te contar na hora certa; e não precisa ter medo do que é, pois eu te garanto que é uma coisa que vai te surpreender e vai te fazer feliz no futuro, ou não. – ela desviou o olhar. –Mas enfim, não chore, agora eu sei que é um pouco intimidante mas, a gente sempre precisa aprender coisas novas e isso não é um bicho de sete cabeças. – Nós rimos.

–Eu sei me desculpa, eu fui tola. – abaixei minha cabeça decepcionada comigo mesma.

–Não querida, não se desculpe. – ela puxou com delicadeza. – É normal você se sentir um pouco angustiada.

Sorri para ela.

[...]

–Mate!- Exclamei orgulhosa.

–Isso não vale. – Edward falou vencido.

–O que não vale é você precisar ler seus pensamentos para ganhar irmão. – Jasper disse.

–Não é assim que funciona. – ele se defendeu.

–É assim sim, o vampirinho não quer admitir que precisa trapacear para ganhar. – eu apontei divertida.

Ele arqueou uma sobrancelha com um sorrisinho nos labíos.

–E ai família Drácula?! – Ouvimos sua voz ecoar.

Desviei meu olhar para seu rosto e o vi me encarando, sorri amarelo e me levantei indo em direção á cozinha. Peguei uma maça no arranjo de frutas e senti seu cheiro no mesmo ambiente em que eu estava.

–Olá Nessie! – Ele disse baixo.

–Oi. – respondi depois de uma mordida e fitei a perfeita marca redonda que eu tinha feito na fruta avermelhada.

–Ainda está mal-humorada? – ele perguntou já sabendo a resposta e me fazendo lembrar do convite que ele fez a três dias á trás.

–Não tanto, eu estou tentando o meu melhor para a festa de amanha.

–Hum. – ele grunhiu sem emoção.

O olhei apoiado no balcão a minha frente, seus olhos em um ponto longe e juguei que seus pensamentos também estivessem.

Mordi novamente a maça ignorando algo em seus lábios que me chamavam atenção.

–Billy está com saudades, disse que você o abandou. – ele disse derrepente.

–Oh não, não diga isso. – balancei a cabeça. – Eu também morro de saudades de suas histórias. – me lembrei do senhor na cadeira de rodas contando coisas hílarias fazendo todos ao seu redor rir.

–Pois é! – ele riu junto a mim.

–Pois é. – repeti.

–Nessie?! – Carlisle me chamou na entrada da cozinha.

–Oi vovô, já chegou. – sorri para ele.

–Sim querida, será que poderíamos fazer nossas medidas agora? – ele sorriu amigável.

–Claro, claro. – Disse me levantando e Jacob riu por eu repetir uma típica frase dele.

Eu andava atrás de Carlisle junto com Jake em meus calcanhares, quando passamos pela sala Bella e Edward se levantaram deixando Alice e Esme a conversarem.

Quando já nos encontrávamos na biblioteca andei até a fita métrica que tinha na parede perto de umas das grandes janelas de vidro, fiquei ereta encostando minhas costas na parede e Carlisle já tinha em mãos sua caderneta e caneta.

Sua sobrancelha se juntou no rosto pálido, estranhei sua atitude.

–Pensei que isso não ia mais acontecer. – Edward disse ao lado de Bella.

–O que? – perguntei curiosa.

–Você continua crescendo. – Vovô já anotava algo no pequeno caderno.

–Mas eu não cheguei a idade total? – Disse com um pouco de decepção por perder toda a graça de ter aquele rosto juvenil eternamente.

–Parece que não, ela continua crescendo mas dessa vez mais lentamente.

Ele olhou para Bella que parecia estar muito mais confusa do que todos.

[..]

–Por favor Alice, não me faça vestir tudo isso! – Ouvi a risadinha da vendedora atrás de Rosalie.

Mal sabia ela que Alice era maníaca quando se tratava de saias e sapatos.

–Anda Nessie, Rosalie ainda vai comprar uma bota incrível. – Ela disse mexendo em algo dentro de sua bolsa.

Bufei e atravessei a cortina vermelha entrando no provador.

A primeira peça era uma que me dava arrepios de tão cara e chique, um vestido fino azul claro com mangas compridas e um pequeno decote nas costas me fazendo concluir que Alice estar tentando deixar meu estilo mais ousado.

Sai do provador entediada para fitar o rosto das três mulheres que me aguardavam no lado de fora.

–Uau! –A fada exclamou me medindo. – Este ficou divino!

Olhei por seus ombros e vi Rose com um pequeno sorriso aprovando minha roupa.

–Vista outra querida. – a vendedora me encorajou e eu apenas assenti.

A outra peça era um conjunto de saia e blusa, vesti a roupa e senti o tecido fino da blusa branca roçar em minha pele; eu tinha gostado, mas não usaria; uma coisa que Alice sempre detestou em mim.

–Eu sei que você gostou. – Ela apontou quando eu sai do provador.

–Mas não vou usar isso. – passei as mãos sobre a saia preta.

–Você é igualzinha á sua mãe. – ela se virou indignada e começou a passar as calças que estavam proximas que me deram uma ideia melhor do que os vestido.

–Por que não compramos uma calça? – sorri amigável para as três tentando convence-las.

–Não. – Alice respondeu como se eu tivesse pedido a maior loucura do mundo.

–Qual é Alice?! – Botei a mão em seus ombros. – É uma fogueira, não posso usar um Channel n° 5!

Ela me ignorou completamente o que me deixou um pouco irritada.

Comecei a fazer o mesmo que ela, passar as calças e escolher uma roupa eu mesma seria o melhor a se fazer. Sem me importar com a repreensão de Alice entrei novamente na cabine provador e joguei todas aquelas roupas de grife para o canto, tirei o tecido fino que vestia e o joguei juntamente com os outros.

Eu me senti bem melhor quando me olhei no espelho e me vi em um Jeans escuro e surrado, com uma bota ou até mesmo um tênis eu estaria perfeita para uma simples festa dos Quileutes.

–Nem pensar! – Os olhos dourados se arregalaram quando eu estendi a calça na sua frente, entreguei os cabides para a vendedora e agradeci pela atenção.

Rosalie tentava convencer a fada da moda atrás de mim que Jeans era melhor que vestidos e salto alto.Passei minha compra no caixa e sorri para a mulher da loja me despedindo e agradecendo.

–Você e Bella não tem jeito mesmo, sempre tão teimosas!

–Não é teimosia é realidade não posso ir á uma fogueira de lobisomens com roupas finas Tia Alice. – eu me segurava para não rir da expressão nervosa dela.

Depois de Rosalie ter comprado sua tão desejada bota, meu lado humano suplicou por comida e tivemos que parar para comprar uma lanche pequeno, pois a comida humana já não me agradava muito e hamburguês de shopping menos ainda.

Meus olhos brilharam ao ver o pequeno sanduiche de frango que vinha de um restaurante com comidas mais saudáveis que ficava dentro do shopping, nos sentamos e fiquei ouvindo minhas tias comentarem sobre os pobres humanos que passavam e babavam na beleza chamativa das duas vampiras, tinha hora que eu quase engasgava de tanto rir quando Rosalie jogava seus cabelos loiros para o garçom e o pobre coitado não conseguia trabalhar direito.

–Sabe, eu amo aquela loja. – Entramos na pequena loja de joias que Alice apontou.

Rosalie e a fada do glamour estavam animadas cercadas de diamantes, mas eu, fiquei quieta em um canto com meu milk-shake por segurança.

Revirei os olhos quando Alice me mostrou sorridento um par de brincos que custava mais ou menos a nossa casa.

–Também não gosta de joias? – ouvi a voz baixinha perguntar ao meu lado.

Notas finais
Quem sera o dono ou dona da vozinha suave e baixa? Até o próximo pessoal!