Notas iniciais
Não demorei tanto não é?! Eu sei, talvez eu tenha demorado um pouquinho. Quero que saibam que esse capítulo foi super chatinho de escrever e me desculpa se alguém ai cair no sono. As novas personagens da hist´ria são caracterizadas por Lily Collins como Allyson e Sandra Bullock como Patricia Monroe. Espero que gostem!

Me virei e vi sua pequena figura com um sorriso amigável no rosto.

–Não muito. – sorri de canto para a garota.

Ela mexeu em seus cabelos que pareciam uma cascata castanha sobre seus ombros, a menina mordeu os lábios vermelhos ao perceber que eu a analisava.

–Sou Renesmee Cullen. – estendi mão para ela sendo amigável.

Ela tímida, sorriu e me cumprimentou.

–Allyson Monroe . – ela piscou seus castanhos e bonitos olhos.

–Prazer em conhece-la!

–Prazer Re...

–Renesmee. – ri com a careta que ela fez o tentar pronunciar meu nome.– Mas me chame de Nessie. – ela riu.

–É difícil! – seu sorriso já não estava tão tímido.

–Eu também acho! – tomei mais um gole do milk-shake. – Não gosta de joias Allyson?

Ela voltou a me encarar e piscou algumas vezes.

–Não muito, minha mãe é apaixonada por pedras mas eu não tenho o menor interesse.

–No meu caso são minhas irmãs. – me referi á Alice e Rose.

–Aquelas ali? – ela apontou as duas mulheres empolgadas com as peças.

–Sim.

Vi em sua expressão um pequeno sinal de surpresa que a morena tentou disfarçar rapidamente.

–Allyson! – me virei para o som da voz e me deparei com uma mulher bonita e elegante nos encarando.

–Oh, mãe! – Allyson correu para ficar ao lado de sua suposta mãe. – Essa é Renesmee, Nessie essa é minha mãe. – ela nos apontou.

–Prazer em conhece-la Senhora Monroe. – apertei sua mão que se estendeu em minha frente.

–Prazer Renesmee. – Ela exibiu um lindo sorriso. – Sou Patrícia.

Sorri de volta.

–Vejo que fez uma amiga Nessie. – Rosalie aponho suas mãos em meus ombros com Alice ao seu lado.

–Essas são Alice e Rosalie minhas irmãs, e essa é Allyson e sua mãe Patrícia Moroe. – as apresentei.

Elas fizeram o mesmo gesto de comprimento.

–Isso é muito bom. – Alice disse suspeita. – Por que Allyson não faz uma visita á Renesmee para se conhecerem mais?

Eu e Rosalie olhamos para a espontânea vampira, ela propôs uma coisa que pode ser extremamente perigosa para a menina Allyson.

–Eu acho uma ótima ideia, Ally está precisando de boas amigas! – Alice sorriu satisfeita com a resposta da senhora Monroe.

–Ok. – Rose suspirou baixinho atrás de mim.

–Vai ser legal! – a garota ao lado de sua mãe sorriu parecendo empolgada.

–Vamos ser grandes amigas!

Depois de trocarmos os telefones e endereços as duas humana tiveram que se despedir pois já estava ficando tarde e o pai de Allyson ainda as esperavam para se despedir para partir para uma viagem na Europa.

No carro, Rosalie só sabia falar de como Alice estava sendo descuidada e me dando um sermão por conversar com estranhos no shopping.

–Elas não podem ser perigosas tia Rose.

–Como você pode saber Reesmee? Mal conhece elas e já as convidam para sua casa! – Rosalie bufou.

–Rose eu já disse, eu vi que a menina e Nessie precisam da amizade uma da outra, como pode não confiar em mim?

–Não interessa Alice não deveria chamar duas desconhecidas para a nossa vida, e se elas descobrirem? Bella não precisou de muito para saber o que Edward era.

–Elas não vão saber.

–Você não pode ver isso. – A loira apontou jogando os cabelos.

–Não posso ver porque ninguém tomou a decisão de conta-las.

Eu apenas assistia as duas discutindo e me divertindo com as afirmações de Rose.

Eu realmente não acho que Allyson e sua família pode ser algum risco para nossa família, posso sentir a estranha confiança em Ally e eu preciso de amigas que não sejam minhas tias ou minha mãe; já que não tenho a intenção de ir á escola por enquanto Allyson vai ser uma boa companhia.

[..]

“-Jacob, eu estou com medo.

–Não sinta querida, eu estou aqui para protege-los. – Ele sorriu mas logo depois o sorriso foi substituído por uma expressão séria e atenta a cada detalhe.

Minha respiração parou quando vi suas faces tão pálidas e que pareciam ser de cera, seus olhos leitosos atentos a mim e ao meu pequeno amor. Eles não vão fazer nada com ele, eu não vou deixar!”

–Nessie! – Ela disse em um tom mais alto que o normal.

–Sim? – sai de meu transe.

–O que foi querida? você está tão estranha. – Mamãe perguntou.

–Não é nada. – Pisquei os olhos. – É só mais um sonho estranho que tive.

–Então conte-nos, você está tão tensa. – Ela supôs me olhando com cuidado.

Me endireitei na cadeira e comprimi os lábios encarando meu café da manha intacto á minha frente. Preferi não lhe contar, pois sabia que seria difícil então toquei seu rosto lhe mostrando o estranho sonho que tive.

A expressão que Bella tinha em seu rosto me assustou tanto que senti um arrepio subindo em minha espinha, a fúria em seu rosto era palpável, ela não gostou nem um pouco de ter visto em meus pensamentos os nossos inimigos em forma de ameaça tão grande. Já Edward, se aproximava com frieza em sua face, os lábios finos rigidos e seus olhos leitosos e longe em algum ponto da cozinha.

–Nada vai acontecer! – Disse com voz mais rouca que o normal.

–Foi só um sonho mãe. – falei tentando parecer despreocupada, mas só de pensar em ver novamente os Volturi já me deixava com um medo inexplicável.

–Não precisa ter medo, não vai acontecer nada! – Edward parecia tentar convencer a si mesmo.

–Eu tinha sonhos assim Edward, e á todos eles eu temia o pior mas eles só me davam respostas do óbvio.

–É só um sonho Bella, não vai acontecer nada com Renesmee ou com Jacob, eles não tem motivos para isso.– Edward pronunciou suas ultimas falas em um tom um pouco mais baixo.

Minha mãe ainda tinha a expressão de raiva em seu rosto e parecia que nada a deixaria convicta que eu estaria fora dos perigos dos Volturi.

Depois de decidir que esse assunto não tinha muita importância e que não seria bom preocupar os outros da família com isso, fui me arrumar para esperar Jacob que tinha dito que me pegaria um pouco mais cedo pois que o pôr do sol.

Já tomada banho peguei na sacola separada do closet meus novos jeans surrados, uma blusa xadrez que eu amo mais não uso muitas vezes e a bota preta que já tinha em mente. Ao pentear meus cabelos reparei no quão diferente eles estavam, os cachos ruivos e compridos deram lugar para madeixas pesadas e onduladas, eu já não era tão ruiva quanto antes, o cobre avermelhado se transformou em uma coisa um pouco mais parecida com os cabelos de Isabella, mas ainda sim tinha o toque angelical de Edward.

Passei o perfume e liguei o pequeno aparelho de som que tocou “ I Will Rain” peguei um dos livros que tinha em uma estante no quarto e me sentei me deliciando novamente nas palavras de “O Morro dos Ventos Uivantes” o livro o qual chamava tanta a atenção de mim e de Bella e que Edward estranhava.

Ouvi suas duas batida na porta da frente e logo depois minha mãe dizendo que eu estava em meu quarto, Jacob subiu com passos calmos as escadas e antes dele bater eu disse que poderia entrar.

–Como vai monstrinha? – revirei os olhos ao ouvir o costumeiro apelido ridículo que Jacob e Emmett gostavam de usar.

–Estou bem e você? – reparei em seus cabelos um pouco mais bagunçados.

–Ótimo! – ele sorriu abertamente. – Seth não para de falar de como vai ser legal ter você na fogueira de hoje.

–Eu também estou bem ansiosa. – parei para refletir um pouco mais em sua fala. – Eu realmente não sei por que nunca fui á uma fogueira dos Quileutes, deve ser tão legal.

–Eu também não sei. – ele disse desviando o olhar. -Por que esta tão arrumada?- Jake apontou minhas botas.

– Alice estava querendo que eu fosse com um vestido caro, então já que fui teimosa e á deixei furiosa por escolher esses jeans, é melhor pelo menos me arrumar um pouco mais ou ela ira arranjar uma confusão por eu não ter vestido uma roupa digna para uma festa.– Expliquei.

– Oh claro, claro! – Jacob disse entre risadas.

–Mas fique sabendo que não é uma festa festa é só um simples ritual. Mas então... vamos?

–Oh claro, claro. – disse sem perceber.

Levantei-me e deixei o livro de lado, Jacob circulou minha cintura firmemente e me guiou até a porta; ao descer as escadas pude ver Edward nos esperando de braços cruzados, seus olhos logo se dirigiu para a mão de Jacob pousando sobre minha cintura o que o fez enrijecer seu maxilar.

–Quero que tomem cuidado. – Ele disse firme. – Muito cuidado!

–Pode deixar, eu cuido dela.

–Claro que cuida. – Meu pai mutilou Jacob com os olhos.

–Ok garotos, já estamos indo. – beijei a bochecha do meu pai e gritei um “Tchau” para Bella que estava arrumando algo no jardim de trás.

Uma das coisas que eu mais amava no mundo era o vento em meus cabelos quando eu andava de moto com Jacob, não tem como explicar a sensação quando estou correndo sobre duas rodas com meu melhor amigo; sei que posso correr muito mais que aquela linda maquina, mas era diferente a ação humana de subir em uma moto e se agarrar á alguém para viajar. Ainda mais quando a pessoa tem um cheiro viciante e que você ama.

Logo avistei um lugar que não se parecia nada com o quintal dos Black, mas sim um lugar que tinha um lindo mar esverdeado e um céu cinzento típico de Forks.

–Pensei que a fogueira acontecia na casa de alguns dos lideres dos Quileutes. – Falei sem precisar falar mais auto que o normal, pois Jacob me ouviria perfeitamente mesmo com o ronco alto do motor.

–E é, mas o dia hoje está melhor para fazermos na praia.

Olhei para o céu acima de nós e pude ver nuvens pesadas mas que era bem poucas, o céu tinha um azul um pouco mais agradável.

–Nessie! – Um menino alegre e sorridente me gritou quando viu a moto de Jacob se aproximar.

–Ei Seth! – o abracei.

–Quanto tempo, pensei que tinha se esquecido-se de nós aqui na reserva! – Ele sorriu um pouco mais se ainda era possível.

–Claro que não! Eu estava morrendo de saudades!

Olhei por cima dos ombros do garoto e senti meu rosto queimar com todos que estavam atentos a cada movimento meu.

Primeiro avistei Sam e Emily, ele, com a expressão de alfa protegendo sua matilha do monstro que eu era para eles mas Emily tocou seu rosto o fazendo olha-la o que o fez sorrir compreendendo que não precisava de intimidações aquela noite.

Um pouco mais afastado Paul, com cara de poucos amigos apenas ignorava todos ao seu redor, Quil e a inocente Claire sorriram brevemente para mim e eu fiz o mesmo, Embry um pouco mais amigável preferiu se distrair com os amigos que eram os novos lobos da matilha.

Billy se divertia em uma animada conversa com Sue e outros anfitriões da tribo. Me aproximei do senhor para cumprimenta-lo e ele logo se virou para mim sorridente.

–Renesmee, como é bom te ver! – Ele disse me olhando atentamente. – Cresceu e está ficando igual á sua mãe! –Observou.

–É bom te ver também Billy. – sorri.

Depois disso todos começaram diálogos animados, mas eu preferi apenas sentar e observar o cinzento da praia.

Parada, eu a vi concentrada em olhar o horizonte, seus curtos cabelos desta vez soltos, voavam o vento, seus músculos foram ficando tensos assim que sentiram meu olhar; Leah virou levemente seu rosto pra me encarar com a expressão dura. Ela não desviou o olhar até que fizesse eu mesma envergonhada.

Eu tinha certo sentimento de culpa, pois certa vez a mesma jogou na cara de Jacob só por pura implicância, que eu só tinha tirado ele da família e eu ainda era uma pequena menininha ouvindo as perolas da malvada Leah . Quando cheguei em, casa voei para os frios braços de Bella pedindo consolo, meus pais piraram e simplesmente queriam arrancar sua garganta, mas Leah já tinha desaparecido. A loba levou um forte sermão de Sam, Billy e Jacob e ela resolveu desaparecer por um tempo.

Tempo tão grande que eu só a vejo depois de anos, e hoje ela parece ter superado o ciúme que tem de Jacob.

Depois de um tempo Jacob se sentou ao meu lado, disse que já estava na hora das histórias e junto com ele, todos presentes deixaram suas conversas e se preocuparam em se aconchegarem logo para ouvir as preciosas lendas.

Aquela cena pra mim era, simplesmente avassaladora. O ato sagrado de contar as histórias da tribo era tão respeitado quanto quando a Lua dá lugar para os raios de sol encher o céu. Alguns tinham em mãos pequenos cadernos e as canetas não paravam por um só segundo. Jacob me apertava contra seu corpo com o mesmo gesto de horas atrás, mas desta vez eu não ligava muito mas apenas mergulhava nas palavras de Billy.

A guerreira terceira esposa que se matou para salvar sua tribo dos maus da mulher fria, me deixava orgulhosa ao contrario do que todos pensaram; assim que Billy caracterizou-a como a fria todos me olharam esperando que eu me incomodasse mas eu apenas continuei a ouvir atenciosamente.

Depois de toda a historia de suas famílias ancestrais e os espíritos que tomaram o corpo dos membros das tribos, o senhor na cadeira de rodas tomou um rumo diferente.

Seus olhos de ressaca me olhando como se contasse uma história para dormir, me fazia entrar em um transe em meu subconsciente.

Billy contou sobre o amor sobrenatural chamado Imprinting.

Notas finais
Comentem aqui em baixo pessoal preciso saber da opinião de vocês, e eu fico triste quando vejo que tem leitores mas ninguém comenta. Bjs e até o próximo!