It Always Comes Back To You
1 Prólogo
Notas iniciais
- Vovô Freddie! — ouço a voz doce de minha neta mais nova, Hannah, me chamar. Abro os olhos ao mesmo tempo em que abro um sorriso. Ela e sua irmã mais velha, Chloe, que carrega duas mochilas, vêm em minha direção. À distância posso ver o motorista do belo carro acenando simpático, e reconheço seu rosto de muitas outras vezes em que trouxe minhas netas. Aceno de volta e ele dá partida assim que me levanto da cadeira de balanço e abro os braços para segurar a garotinha adorável que corre para pular em meu abraço.
- Nana, que saudades! — digo, abraçando-a com o máximo de força que consigo. Ela gargalha.
- Vovô, o senhor está me deixando sem ar! — ela diz e eu a solto.
Chloe também ri, e diz, com um ar brincalhão:
- Eu não recebo mais abraços? — Abraço-a com a mesma intensidade e ela dá um beijo em minha bochecha. — Como o senhor está, vovô?
- Estou bem, minha querida. — respondo, passando a mão por seus cabelos. Hannah agarra-se a minha perna esquerda. — Adoro as visitas de minhas duas princesas. É ótimo que se lembrem deste velho biruta...
- Vovô! O senhor é um príncipe também! — a mais novinha diz, e são só risadas.
- Leve as coisas para dentro, Chloe. Mas não faça barulho. Sua avó está na cozinha e você sabe como ela odeia ser atrapalhada quando está concentrada. — ela assente — Depois que tudo estiver pronto vocês podem falar com ela, sim? Vá logo. Tenho uma história especial hoje. — ela então pega as mochilas e entra em casa na ponta dos pés.
- Viva! — Nana comemora. Sento-me na cadeira novamente e dou duas batidas na coxa direita para que ela se acomode também. Faço algumas perguntas sobre a escola e sobre a vida em casa. Os olhinhos de Hannah brilham ao contar das aulas de artes e de como adora o macarrão com queijo que sua mãe, minha filha, prepara. — Só que ela não cozinha tão bem quanto a vovó... Shhhh, é segredo. — diz, colocando o dedinho sobre os os lábios. Espelho o gesto confirmando com a cabeça.
- Pronto... — Chloe sussurra ao voltar, fechando a porta com cuidado. — A vovó nem notou que eu entrei.
- Ótimo, obrigado minha querida. Agora sente. — Ela se senta no chão, abraçando os joelhos, com as costas apoiadas na cerca da varanda. Os olhos azuis curiosos de minhas duas netas me fitam e eu suspiro suavemente. — A história de hoje aconteceu há quase 50 anos...
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