Isso é Amor?

18 Inegável - POV Renesmee Cullen


Notas iniciais
Oie, amores!
Esse cap tá uma merda, mas é pra mostrar a aproximação do Alec e da Ness e o afastamento do Jacob. :)
Beijoooos ;* E comentem muito!
♥
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P.s.: é, parece que a maioria quer a Renesmee com o Alec! E a Annie, hein, guys? Com quem vocês acham que ela deve acabar? ")
P.s.2: irei corrigir os erros de português da fic assim que a acabar. Isso, provavelmente, demorará mais uns sete capítulos (previsão por cima).

Imediatamente, ele parou de tremer e a fitou, puxando-a para um beijo ali, na frente de todo mundo. Pôs uma mão na sua cintura; e a outra, na sua nuca; não dando a ela outra alternativa que não fosse corresponder o seu beijo. Sua boca, afinal, estava entreaberta de susto; oferecendo passagem para a língua daquele cachorro.

Talvez eu estivesse com ciúmes; talvez isso fosse o aperto no meu coração ao vê-la aos beijos com aquele cão. De qualquer jeito, para sentir ciúmes, era preciso amar. Agora não havia nenhuma dúvida do que eu sentia pela Ness.

Mais uma vez, a sensação de enjoo tomou conta do meu corpo e era tamanha que eu precisava sair daquele ambiente. Porém, ao perceber a cara de Rosalie, percebi que aquele abuso não duraria muito; afinal, a sala estava cheia de vampiros raivosos. Sorri com esse pensamento — o cachorro se daria muito mal.

– RENESMEE CULLEN'S POINT OF VIEW

Jacob apertava com ímpeto a minha cintura, friccionando as nossas intimidades. Sua língua explorava impiedosamente a minha boca. Eu não correspondia o beijo, pois estava envergonhada demais para isso.

A minha família inteira estava ali enquanto o Jacob parecia querer tirar um pedaço da minha boca. Reuni toda a minha força — afinal, sou mais fraca que ele — e empurrei-o.

Um pouco desnorteado, ele tropeçou para trás; afrouxando o aperto dos seus braços fortes que antes me enjaulavam. Meu rosto transbordava ódio; ele não podia ter feito aquilo na frente da minha família, afinal. Fora ele que acabara com a nossa relação, ainda sem motivos para isso. Só depois de termos terminado, eu realmente havia feito algo para justificar aquilo. Jacob havia feito-me sofrer como ninguém; eu não poderia deixar em branco a minha dor. Alec foi aquele que apareceu quando eu mais precisava de apoio; a nossa relação progrediu calmamente... Se é que tínhamos uma relação.

Eu já nem sabia mais o meu próprio nome; mas, quando vi, Rosalie já segurava o Jacob pelo colarinho. Bloquiei ouvir qualquer discurso que os meus pais fariam, assim como os meus tios. Jasper parecia exasperado, querendo acalmar a situação. Apenas dei de costas e subi lentamente a escada. Eu precisava de pensar, de um descanço. Com certeza, ir ao parque, hoje, não era uma opção.

Eu estava tão avoada, que nem percebi que havia aberto a porta do quarto errado, quando cheguei no terceiro andar. Ergui o meu olhar, que antes fitava o chão, e observei Alec apenas com uma toalha; fitando o pôr do sol, que podia ser apreciado do seu quarto.

– Entra, Ness. — Ele murmurou sem nem precisar se virar para saber quem era. Apenas suspirei, murmurando em seguida:

– Desculpa, eu não vi que era o quarto errado. — Porém lembrei-me de uma coisa, então completei: — Pelo visto, essa é a minha vingança, não é?

Eu não esqueceria que ele já havia me visto só de toalha, por isso brinquei.

Ele se virou para ficar de frente para mim, mostrando que não era tão fraco como o seu físico aparentava. Possuía músculos muito bem formados, inclusive no abdômen, porém as suas costas não eram tão largas quanto as de Jacob. Sua pele tinha um contraste incrível com o seu cabelo, que era realçado pelos tons alaranjados que enfeitavam o céu de Forks.

– Para toda ação, existe uma reação. — Alec forçou um sorriso, que não era tão bonito como os outros que eu sabia que ele poderia dar.

– Sério, Física? Agora? — Perguntei incrédula, ainda brincando por causa da sua frase, que era uma das Leis de Newton. Eu odiava esse cara só por ter praticado a Física. Realmente, era a pior matéria de todas.

– É, eu não vejo problema. — Disse descontraído, enquanto passava as mãos no cabelo freneticamente, bagunçando-o, procurando tirar o excesso de água.

Começamos a conversar os prós e os contra de Física. Bem, digamos que ele dizia os prós; e eu apenas discordava. Repentinamente, já havíamos mudado de assunto. Sentamo-nos na cama — inútil — que possuía, e, enquanto eu comentava da minha infância, ele comparava com os seus momentos com os Volturi.

Ouvimos alguns estrondos lá embaixo, mas procurei ignorá-los. Eu não ficaria arrancando meus cabelos da raiz por causa de um idiota que só me faz sofrer. Achei que Jacob procuraria explicações depois; todavia, isso era outra coisa.

Alec não havia vestido nada ainda e, sentado de pernas de índio em cima da cama, não ajudava em nada. Perguntei se ele não queria trocar de roupa — na verdade, pôr uma -; ele não me respondeu, apenas levantou-se.

Voltou do banheiro com umas calças largas pretas, de ficar em casa, e com uma camisa branca sem mangas. Seus olhos de um tom caramelo perceberam que eu fitava-o, então resolvi disfarçar e comecei a vegetar.

– Acho que você está com sono, Ness. Vem, eu te levo até o seu quarto para você não se perder de novo. — Murmurou com um sorriso no rosto.Percebi o quão cansada eu estava, então apenas assenti. Ele pegou-me, inesperadamente, no colo; colocando uma mão na dobra dos meus joelhos e outra nas minhas costas.

– Hey, eu ainda posso andar, viu? — Perguntei indignada e retoricamente.Com um sorriso debochado no rosto, não tive coragem de pedir que ele me soltasse. Eu realmente queria ficar aconchegada nos braços mármores. Eles não tinham o poder acolhedor que o calor de Jacob oferecia-me; entretanto, o frio transmitia-me uma paz estranhamente conhecida. Talvez fosse o convívio com os meus pais, mas nem com eles eu sentia-me assim: protegida.

Ao chegar no quarto, Alec me repousou delicadamente na cama. Assim que ele ia se retirar, segurei a sua mão, já fechando os olhos.

– Fica aqui até eu dormir. — Pedi, com a minha voz tão baixa, sendo apenas um sussurro.

– Tudo bem, acho que isso não vai demorar muito mesmo. — Sua risada preencheu o quarto enquanto a imensidão negra consumia-me.

Eu e Alec estávamos caminhando de mãos dadas, em uma das praias próximas à Forks. Assim que avistei Jacob, gritei pelo seu nome, abanando freneticamente com a minha outra mão. Ele pareceu não escutar, então murmurei para o Alec que já voltaria.

Corri em direção ao Jake, com um sorriso no rosto. Eu não possuía motivos, mas a felicidade parecia irradiar do meu ser.

– Jake, Jake! — Exclamei, pulando contra aquele corpo quente e abraçando-o.

Ele me afastou do seu corpo, segurando os meus pulsos fortemente. Franzi a testa e encontrei o seu olhar furioso fitando-me intensamente.

– O que você quer, Renesmee? — Estremeci; ele nunca me chamava por Renesmee, afinal.

– Jake, nós viemos te fazer uma visita! — Disse empolgada. Notei que eu parecia uma criança de cinco anos, prestes a ganhar um presente. Mas tudo que eu ganhei foi uma punhalada no coração:

– Eu já falei que você não existe mais para mim, Renesmee. Você morreu para mim assim que escolheu esse sanguessuga a mim!

Lágrimas já inundavam os meus olhos quando, repentinamente, senti o meu corpo ser chacoalhado. Mãos frias encontravam-se na região dos meus braços, balançando-me freneticamente.

Suspirei aliviada ao perceber que tudo fora um mero pesadelo, porém, ao abrir os olhos, não pude evitar de derramar as mesmas lágrimas que se encontravam na inconsciência de minha mente.

Um leve carinho em meus cabelos despertou-me da ideia de estar sozinha no quarto. Não que eu tivesse vergonha, mas não me sentia bem em chorar na frente dos outros, pois eles não precisavam de ver o meu sofrimento.

Respirei pesadamente, procurando acalmar-me. Notei, então, que a fragância exótica da pessoa que me abraçava poderia vir de apenas ele: Alec Volturi.

– Alec, só Alec. Não uso mais o sobrenome Volturi. — Murmurou ele, próximo à minha orelha. — Aliás, te acho mais bonita ainda mostrando as suas emoções; e isso inclui chorar.

Comecei a rir assim que notei que a minha mão encontrava-se espalmada em seu peito, passando-lhe todos os meus pensamentos. Não que aquilo fosse algo bom — eu poderia ter pensado algo indecente sobre ele -, mas era benéfico saber que o meu dom estava fluindo com tanta facilidade... Por mais que ele permanecesse inútil.

– Ele não é inútil. É quase como o poder daquela amazona, a qual vocês pediram ajuda há anos atrás para lutar contra...

– Zafrina, esse é o nome dela. — Impedi-o de terminar a sua frase assim que vi a sua face contorcer-se. Ele não podia dizer "nós", pois não pertencia mais ao grupo, porém "Volturi" diria-lhe que ainda era um... Confuso.

– Assim como ela, você quase pode cegar a pessoa, distraí-la. Seria útil em uma luta contra mim, por exemplo. É quase como eu faço, porém conseguiria sentir a dor de qualquer maneira... É até mais sádico do que o meu poder! — Exclamou ele incrédulo.

Ouvimos, então, uma batida na porte; e, pelo odor, pude perceber que era Jane. Provavelmente, ela queria conversar com o irmão; pois nunca dirigia a palavra a mim.

Retirando a minha mão do peito de Alec, dei-lhe permissão para entrar, o que ela fez imediatamente. Sentou-se no chão, na nossa frente e encarou-me estranhamente.

– Ness, posso lhe fazer uma pergunta?

– Cla-ro. — Respondi-lhe lentamente, demorando para captar que ela queria falar comigo.- Por que você não correspondeu ao beijo do Jacob? Quer dizer... Você não é a alma gêmea dele ou alguma baboquice assim?

– JANE! — Alec exasperou-se, arregalando os olhos, desacreditando que a irmã tivera a audácia de perguntar-me aquilo.

Jane, por sua vez, fitou secamente Alec, mandando-lhe algum tipo de mensagem pelo olhar. Seus longos cílios tremeram assim que ela apertou os olhos e fitou-o mortalmente.

Eu apenas engoli em seco, sem saber, ao certo, o que dizer. Deveria responder-lhe que estava confusa diante os meus sentimentos, mas que uma coisa eu sabia: não poderia continuar com Jacob que apenas machucava-me?

Ou deveria dizer-lhe que foi por vergonha de estar na frente de todos?

– Ness... — Ouvi minha tia Rosalie bater levemente na porta. — Desça, meu bem, para jantar. Esme preparou-lhe macarronada, sei que gosta. E o cachorro já se foi. — Bem, isso explicava a melodia ecoada lá debaixo. Edward Cullen nunca estaria tocando calmamente o piano, dedilhando uma nova sequência de notas, enquanto Jacob Black estivesse sentado no seu sofá após ter beijado a sua filha à força.

Ergui-me imediatamente da cama, fitando Jane apologicamente.

– Eu vou comer, pois estou realmente faminta. Depois continuamos a nossa conversa, pode ser?

Ela assentiu seca como o esperado. Virei-me para Alec e, quase involuntária e automaticamente, dei-lhe um beijo de leve na bochecha.

– Obrigada por tudo. — Murmurei rápido, evitando corar pelo meu ato impensado e dirigindo-me à cozinha.

Comi rapidamente a massa que ali encontrava-se, já que eu era aficcionada por essa comida (na verdade, qualquer tipo de comida italiana eu amava)*. Escutei, porém, no final, um celular tocando. O toque era um rock pesado, quase heavy metal; então logo pensei ser do Ursão, vulgo Emmett.

Para a minha surpresa, Alec apareceu, em segundos, na cozinha; surpreendendo-me por ter um celular. Fitei-o especulativamente para, em seguida, intercalar olhares entre ele e o celular, que se encontrava na metade do caminho.

Uma ideia passou-me pela cabeça e logo fi-la: corri em direção ao celular ao mesmo tempo que ele fazia-o. Por uma fração de milésimos, peguei-o antes; virando o meu corpo para o outro lado, o que fez que Alec grudasse o seu corpo por detrás do meu. Sentir cada centímetro daquele corpo másculo sobre a minha pele causou-me calafrios, mas de uma forma boa. O seu aconchegante peito subia e descia em uma dança involvente, mesmo o ar não sendo tão necessário a ele. Aquilo poderia apenas melhorar se ele cruzasse os braços à minha volta, como um casal... Queria prolongar a sensação; no entanto, o toque impertinente do celular permanecia.

– Número desconhecido. — Murmurei, afastando-me em seguida. — Quem diria que um ex-Volturi teria celular, hein?

– Me develve, Ness. — Pediu, estendendo o braço e unindo as sobrancelhas. Ele ficava incrivelmente sexy quando mandão... RENESMEE, ISSO É COISA QUE SE PENSE?

– Não! — Abri a tela e atendi à chamada: — Alô?

– Oi, Alec? Aqui é a Annie. Sabe, eu estivesse pensando e vou precisar de um guia para me mostrar a cidade. Eu estou meio perdida ainda... Nem o shopping eu sei aonde fica, acredita? Não queria me ajudar? É só porque eu sei que posso confiar em você... E como sei!

Bastava para mim! A matraca da "Annie Perfeitamente Puta" não parava, então apenas apertei "end" e desliguei a ligação. Senti um calor apossar-se do meu rosto; todavia, eu sabia que não era devido à vergonha (só se fosse alheia). Aquilo era raiva, ódio daquela menina ter tanta intimidade assim com o Alec.

Tudo bem, eu sempre fui um pouco obsessiva; mas a menina precisava falar tudo aquilo? E o tom que ela usou na última frase tinha um toque tão... Sensual! Será que eles já tiveram alguma coisa?... Espera! Alec não sentia vontade de matá-la devido ao seu sangue? E se a história dos meus pais repetisse-se? OMG, EU ESTOU FERRADA!

Eu perderia o meu melhor amigo! Aquele que, mesmo tendo chegado apenas há pouco tempo na família, já havia ajudado-me tanto. OK, ele era inteligente, bonito, sensível, carismático, amigável... Putz, não, não, não! NÃO!!! EU NÃO PODIA ESTAR ME APAIXONANDO POR ALEC EX-VOLTURI! E quanto a Jacob? Quando ele aproximava-se, eu ainda sentia minhas pernas tremerem, meu coração acelerar e minhas mãos penicarem para tocar em sua pele...Porém, quando eu estava com Alec, meu corpo inteiro implorava para tocá-lo, para tê-lo... Mas ele deveria gostar da Annie também se não teria evitado-a naquele dia. Era isso: um fádico destino esperava-me.

Ergui minha cabeça, acabando por ver um Alec especulativo. Desviei rapidamente o meu olhar do seu — aqueles olhos pareciam adentrar a minha alma.

– Quem era?

– Sua amiguinha. — Respondi ironicamente, formando uma careta no final. Entreguei-lhe o celular (praticamente atirando-o contra o seu peito de mármore) e subi as escadas correndo.

Pelo que eu vira ontem, Jacob ainda gostava de mim. Ele sempre fora um pouco temperamental, por isso deveria ter acabado comigo... Independente do motivo, eu precisava de esquecer o Alec; e o único jeito era aproximando-me do meu primeiro amor.

Rapidamente, peguei o telefone e disquei o seu número. Billy acabou por atender o telefonema com a sua costumeira voz de trovão. Pedi para falar com Jacob, mas ele estava desaparecido desde ontem.

– Por que você sempre foge ao invés de enfretar as responsabilidades? — Sussurrei para mim mesma, fitando o teto do meu quarto enquanto deitava na espaçosa cama.

Talvez havia sido um sinal. Talvez não.

Minha vida estava cercada de incertezas, dúvidas e perguntas; mas quem poderia respondê-las: Jacob ou Alec?

Notas finais
E aí?
Gostaram? Odiaram?
O que acharam do Alec e da Ness? Fofos, né?
Jane soltando um veneninho, e ANNIE VOLTANDO A AÇÃO *-*' COMO ELA CONSEGUIU O NÚMERO DELE? :O Ô DIABA! SAI!
Beijoos ♥ Espero uma recomendaçãozinha (???) *u*
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- *: alguém sentiu a ironia? Tipo, o Alec é italiano xD
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