Isso é Amor?
19 Desaportunos - POV Alec e Alice
Notas iniciais
Bem, eu não posso falar que cheguei perto de amar esse capítulo, mas amei as ações que o seguirão. :)) Adorei a trama da fic e agora, finalmente, tenho ideias e não estou bloqueada para prosseguir. Agora começa a ação! Aproveitem!!!
Beijos e espero demorar pouquinho.
Obs.: E a promessa do "preview" do próximo cap será cumprida apenas nesse, pois já tenho o que escrever. Antes eu estava muito desorganizada para programar o que postaria. Mas só mandarei o preview àquelas que comentaram NESSE CAP e recomendaram. :* Atenção: a média de capítulos que faltam é de 4! Quatro caps para o final da fic!!!
Capa: http://imageshack.us/photo/my-images/546/ieacap19.png/
~ Desaportunos
- Alec's Point of View
- Edward, quem era no telefone? — Aproveitei para perguntar assim que Renesmee retirou-se e subiu as escadas, bufando irritada.
Claro, eu, pateta, fiquei sem entender nada. Tive de apelar ao meu futuro sogrinho para descobri-lo.
- Aquela sua amiga: Annie. — Respondeu, continuando a ler o jornal diário, sem desviar os olhos.
Alice, que se encontrava descendo as escadas com um vestido marrom com dourado em seus pequenos braços, parou abruptamente, deixando-o cair e chamando a minha atenção, assim como a dos demais. Seus olhos desfocalizaram-se rapidamente, perdendo-se na imensidão do ambiente. Não se focavam, mas estavam ali, presentes.
- O que você está vendo, Ally? — Perguntou Jasper calmamente, e pude notar que uma nuvem branca rodeou o Edward e a pequena fada.
Então era isso: ela estava tendo uma de suas visões sinistras. Deveria ser apavorante ver coisas do nada. Imagina se ela visse o meu destino com a Ness, conosco amando-se em uma enorme cama, e eu... Um rugido vindo do meu querido e futuro sofro distraiu-me. Bem, ele conseguiu o que queria. O que eu estava pensando mesmo?
- O que é, Edward? — Bella perguntou-lhe, tocando-lhe o ombro. Ele fitou-a amargamente e, apenas em um sussurro, murmurou que chamaria a matilha para contar.
Então era algo que precisaria de reforços e, por incluir os lobos, só podia ter haver com a Renesmee. Porém, se dependesse de mim, nada aconteceria com ela. Você tem a minha palavra, Edward, pensei, procurando manter-me tão sério quanto ele.
Assim que seus olhos fitaram-me, vi amargura e ódio neles. Não sabia se eram dirigidas a mim, no entanto senti-me intimidado. Talvez não fosse pelo seu porte de vampiro, mas sim pelos sentimentos atribulados em seu peito, que pareciam ser tão perturbadores, que me desnorteavam.
- Alguém precisa tirar a Nessie de casa. — Jasper murmurou compenetrado, parecendo apreensivo com a reação de sua mulher perante a seu pensamento.
- Alec, você se importaria? — Esme perguntou-me delicadamente, mas neguei com a cabeça e completei com palavras:
- Eu quero saber o que é que os aflige. Talvez eu possa ajudar. — E era verdade: qualquer inimigo para os Cullen, seria o meu rival também.
- Alice, então você vai. Eu conto a eles o que você viu. Mas é necessário distraí-la bem. Talvez demoraremos horas aqui. — Edward confessou-lhe, o que me intrigou: o que faríamos lá afinal?
Ela assentiu e subiu as escadas. Pela minha aguçada audição, Renesmee deveria estar escutando música, então não escutara nada do que falamos. Ainda bem. Suspirei aliviado, pois tudo o que ela não precisava era de preocupações.
Impressionei-me com a mudança pela qual esse novo Alec passara. Era incrível como aquele mesquinho, egocêntrico e valente Alec passara a ser alguém mais apreensivo não só consigo mesmo, mas principalmente com aqueles a quem nutria outros sentimentos. Transformei-me tanto que agora passava a temer por mim, pelos outros, por todos. Era impressionante o quanto o amor mudara-me. Eu não podia, entretanto, estar mais orgulhoso de mim mesmo.
Acordei de meu transe com dois soquinhos em meu ombro. Imediatamente, fitei a pessoa que me socara e vi ali o Edward com o seu impecável sorriso torto. Admirava-me que ele estivesse sorrindo depois da face tensa que ele possuía.
Olhei em volta e percebi que os Cullens estavam todos sentados ao redor de uma imensa mesa de madeira, a qual deveria passar por inutilizada a maior parte do tempo já que eles não se alimentavam como humanos.
Já haviam ligado para os lobos, e eles estavam a caminho. Talvez a perseguição do lobo à chapeuzinho, leia-se do Jacob à Renesmee, não fosse tão ruim assim: os Cullen tinham, afinal, mais proteção com a ajuda da Alcateia. Comigo participando dessa família, eu queria apenas o melhor para eles. Indiferentemente de quem fosse o prejudicado, eu amava aquela família e queria protegê-la.
Assim que todos estavam presentes, acumulando diversos corpos musculosos, extremamente altos e fedorentos, em uma pequena sala; Edward suspirou. Relatar a todos uma visão abstrata não deveria ser muito fácil. Entretanto, era necessário para a segurança de todos.
- Bem... Estamos aqui porque a Alice teve uma visão hoje. Não soubemos identificar quem era a mulher, mas já a vi no pensamento de algum de vocês. — Ele olhou atentamente todos que ali continham e engoliu em seco. — Na visão, ele pronunciava o nome de Renesmee com cobiça... — Algumas respirações intercalaram-se. — Preciso me concentrar no pensamento de cada um de vocês e ver se reconheço a mulher. Para ficar claro, ela era uma vampira, de cabelos negros e olhos vermelhos. Não sei se os lobos terão alguma contribuição, mas, caso tenham visto algo parecido, pensem nisso. Um de cada vez, por favor. Carlisle...
E os olhares que se seguiram foram, no mínimo, peculiares. Edward fitava a parede branca fixamente enquanto concentrava-se em apenas uma mente. Bufava ao ver que não havia nada de relevante para a conversa e, quando perguntavam-lhe se ele reconhecera a mulher, dava de ombros. Aparentava ter envelhecido alguns anos, indo contra a natureza vampírica da eternidade. Impressionei-me (pela segunda vez no dia) como aquela família mantinha hábitos humanos. Era tão estranho, mas, ao mesmo tempo, extremamente acolhedor.
Quando, finalmente, chegou a minha vez, eu não sabia direito em que pensar. Já fizera mal a tantas vampiras, já conhecera outras mil e não idenficaria nenhuma se a visse na minha frente. Tratei de pensar nas pessoas mais próximas que, possível e aleatoriamente, eu pensaria. Jane, Renata, Gianna, Sulpícia, mamãe, Britânia e Valley (novas aquisições dos Volturi)... Continuaria narrando-as caso Edward não tivesse interrompido-me:
- Achamos! É ela, Alec! — Ele fitou-me eufórico ao mesmo tempo que eu retribuía-lhe um olhar confuso e atordoado.
- Valley? — Meu tom era inquestionavelmente duvidoso. Nunca vi ameaça alguma em Valley, pois ela conseguia apenas saltar o dobro que um vampiro normal. Era uma espécie de rã, muito estranha por acaso...
- Não! A sua mãe, Alec! Como nós nunca soubemos que sua mãe ainda estava viva? Ela que os transformou?
Suspirei. Ele estava tão animado por ter descoberto algo, mas eu não queria retomar as lembranças daquela transformação. Fora tudo tão dolorido, meu coração molestou-se. Ver a minha irmã sofrendo daquele jeito, retorcendo-se incontroladamente... Arrepiei-me, relembrando-me mais uma vez de uma das milhares sensações humanas que aquela família despertava em mim. Era inquestionável o medo que eu sentia daquela situação toda. Minha mãe era, portanto, louca; eu temia, assim, o que ela poderia fazer contra a Ness. Entretanto, como ela ficara sabendo da híbrida?
Salvando-me da pergunta incômoda de Edward, o telefone tocou, movimentando todos naquela direção, como um imã. Rapidamente, Edward levantou-se e, com sua super velocidade, logo encontrava-se ao lado do meio de comunicação. Eu só não esperava que a notícia fosse algo tão horrível assim que fosse capaz de desconfigurar a sua face de mármore. Engoli em seco, pressentindo que a minha mãe estava, de alguma maneira, vingando-se.
- Alice Cullen’s Point of View
Apavorada era a única palavra que poderia descrever-me nesse momento. Eu temia pela minha família, pois não queria uma repetição de algo que ocorrera há anos. Os Volturi não poderiam, pois, atormentar novamente a nossa paz. Nós não merecíamos isso. O problema era como evitar... Isso se fosse os Volturi.
Sair com Renesmee para ir ao shopping nunca fora tão pavoroso também. A visão daquela mulher de cabelos negros sussurrando cobiçadamente o seu nome assustou-me a ponto de arrepiar os meus pelos adormecidos.
– Tia, tem certeza de que está bem? – A minha querida sobrinha não se cansava de perguntar a mesma coisa.
Evitei o suspiro e sorri-lhe imensamente (assim como falsamente).
– Como eu poderia estar triste se estamos comprando? Ah, olha aquele vestido? – Claro que eu possuía uma fama de maníaca por compras (e, com tal pensamento, não pude evitar revirar os olhos) e usei isso ao meu favor. Mas, inquestionavelmente, o vestido era maravilhoso.
Meus olhos desforcaram-se rapidamente enquanto Renesmee conversava com a vendedora. Não entendi o motivo, mas Edward encontrava-se encolhido em um canto da sala fitando a todos. Os meus demais parentes estavam cabisbaixos, e pude sentir uma enorme tristeza emanar de meu peito.
Repentinamente, ainda em minha visão, ouviu-se um uivo triste e imponente, que só poderia ser de um ser: Jacob Black.
Assim que voltei a mim mesma, percebi que algo de ruim aconteceria. Meu coração apertava-se, e minha respiração começou a intercalar-se. Um desespero crescente tomou conta de mim e apanhei o celular para telefonar a alguém e avisá-los do que ocorreria.
Entretanto, com o toque de minha sobrinha em meu ombro, suspirei e acalmei-me. Ela estava segura comigo.
Virei-me em sua direção e abracei-a com ímpeto. Amava-a como uma filha, não podendo conter a minha preocupação em relação a ela.
Fingindo ter abraçado-a com algum outro propósito, sussurrei em seu ouvido que, de perto, o vestido nem era tão bonito assim. Quando separamo-nos, ela ergueu uma sobrancelha, e fitei desgostosa a peça. Era mentira que ele não era belo, mas Renesmee deu de ombros depois. Minha influência na moda pareceu convencê-la. Sorri – amava a sua ingenuidade.
– Tia, podemos comer alguma coisa? – Pediu ela com sua doce voz. Como dizer não àquela criatura linda?
Saímos da loja e fomos em direção à praça de alimentação. Entreguei um dinheiro à Renesmee, e ela quase correu até o balcão do McDonalds. Revirei os olhos, pois não era nem necessário ser vidente para prever que ela compraria um daqueles gordurosos McShakes.
Peguei o catálogo de uma loja tradicional do estado de Washington e comecei a folheá-lo. Era incrível como havia mau gosto naquele estado! Usar poncho havia saído de moda há muito tempo! Como eles poderiam reconsiderar usar aquela coisa ridícula? Bufei. Definitivamente, eu odiava o século em que o poncho fora criado...
Reparei, então, que o barulho da praça de alimentação havia diminuído. Olhei envolta de onde estava e avistei poucas pessoas ainda comendo.
Estranhei. Quando eu chegara ali com Renesmee; havia, portanto, muitas famílias jantando. Imediatamente, meus olhos dirigiram-se até o relógio a fim de assustar-me.
Não era possível que tivesse passado-se uma hora! Onde estava a minha sobrinha que não voltava?
Meus olhos percorriam freneticamente os balcões da praça de alimentação. Por que aquele lugar era tão grande se a cidade era tão pequena? Port Angeles não deveria conter um shopping daquele porte!
Percebi, então, que a situação era séria. Eu nunca xingaria o número de lojas de um lugar em sã consciência.
As imagens das minhas visões mais recentes conectaram-se em um segundo; e, imediatamente, percebi o que ocorrera.
Não quis, porém, aceitar o fato e levantei do meu lugar. Comecei a perambular pelo local enquanto o medo tomava conta de mim.
Logo eu, que pensara mantê-la segura, vi-a escapar por debaixo dos meus olhos. Se lágrimas pudessem ser formadas nesses, certamente eu estaria chorando.
Constatei o inevitável e agarrei o meu telefone. Estava na hora de ligar para Edward; não era, todavia, devido à visão que eu tivera algumas horas antes.
Esperei tocar apenas um toque; e, rapidamente, atenderam a ligação. Não esperei identificarem-se, apenas sussurrei com o resto das forças que eu ainda possuía:
– A Renesmee foi sequestrada.
Notas finais
Espero vocês no próximo cap :D Beijãao ♥
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