Isabella Swan: O Retorno

15 Ele não pode saber.


Notas iniciais
Olha quem voltou o/

POV. Renesmee

Meu pai e minha mãe sumiram. Edward saiu correndo pela floresta minutos depois. A tensão entre as duas famílias era palpável. Fui saindo de fininho antes que tia Rose ou tia Lena começassem com o discurso de “Fazer tudo melhor pra Renesmee” de sempre. Eu obviamente tinha me abalado com aquela cena toda, mas não queria elas me tratando como criança. Corri pelo caminho oposto de meus pais, mirei copas das árvores perto da estrada e me sentei em um tronco grosso. Precisava de um tempo pra mim, fechei os olhos e me desliguei do mundo. Só percebi que tinha companhia quando o tronco se mexeu um pouco.

Abri os olhos com uma carranca, até perceber quem era. O garoto loiro da lamborghini, Chris.

— Ah, é você. — Relaxei minha pose e encostei na árvore de novo. — Achei que fosse...

— Tia Loira ou tia Morena? — Ele me interrompeu. — Acredite, elas quase brigam pra ver quem viria te consolar, mas sua irmã e o namorado dela voltaram e o Ed vovô logo veio atrás e eu não quis ficar lá pra ver o resto dessa novela mexicana, que eu, por acaso, não estava entendendo nada. Então eu me voluntariei. Afinal, minha família ia sentar a porrada na sua ou não? — Ri. Chris era tão parecido com o Emm no humor, e na aleatoriedade também.

— Primeiramente, obrigada por não deixar que elas viessem. — Ele deu um sorriso galante, acompanhado de um “Disponha”. — E, espera, você não sabe da história? Edward e Bella? Os Cullen nunca te contaram? — Perguntei encabulada.

— Esse é um assunto proibido no clã Cullen, tudo que eu sei é por conta de buxixos aqui e ali, principalmente pela Alice. Costumava ter uma foto de Bella na sala antes do Edward voltar, eu só sabia que ela tava morta e que era ex dele. Mas depois que ele voltou pra Forks, ninguém dizia uma palavra sequer sobre o relacionamento do meu irmão com a sua irmã. — Irmã? Ele realmente acreditava que Bella era minha irmã, ele não sabia de nada.

— Chris. — Ele me encarou nos olhos. Corei. Droga. — Bella não é minha irmã…

— Eu sei que não, mesmo sendo muito parecidas. — Ele me interrompeu de novo. — Sei também que Bella era filha única, mas irmã de clã, sabe? — Meu Deus ele não cala a boca. — Eu e Carlisle também somo..

— Christopher! — Disse séria e ele resetou. — Cale a boca. Bella não é minha irmã, Bella é minha mãe! E não é mãe de clã como Esme, Bella me deu a luz enquanto humana. — Chris estava notavelmente incrédulo, ótimo, pelo menos a boca estava fechada. Contei toda a história do jeito que minha mãe me contou. — (...) Eles se casaram Chris, Edward e minha mãe. Ele a deixou antes da lua de mel acabar, ele duvidou da fidelidade dela, quebrou ela em pedaços. — Suspirei triste. — Não sei o que teria sido dela se Damon não tivesse aparecido, ele é o melhor pai que eu poderia pedir.

— Edward foi realmente um babaca com a sua mãe, Ness. Mas você não teria sido gerada se ele não tivesse deixado Bella pra conhecer Damon. — Como ele pode ser tão lerdo??

— Você perdeu o ponto aqui, Chris. — Me encarou confuso — Quando Damon a conheceu ela já estava grávida. — A ficha começou a cair.

— Isso quer dizer que… — Seus olhos se arregalaram. — Edward, vovô telepata, é seu PAI? — Gritou a ultima parte.

— Ele contribuiu geneticamente, na verdade, principalmente com esse cabelo incrível. — Fiz graça, mas ele parecia atordoado. — Chris?

— PUTA QUE PARIU! — Ele me encarava incrédulo. — Ness, Edward é seu pai. Eu to ferrado. — Olhei pra ele confusa. — Você sabe que ele pode ler mentes, né? — Assenti. — Mulher, desde o momento em que eu pus meus olhos em você eu não parei de pensar no quão linda você é. No seu sorriso, no seu perfume, nos seus olhos. Ele vai me matar! Ele… — Não sei o que deu em mim, estávamos tão perto e ele cheirava tão bem. Grudei meus lábios nos dele.

Foi um beijo singelo, uma de suas mãos repousava em minha bochecha num carinho gostoso, a outra estava entrelaçada na minha. Meu coração parecia ter levado um choque de tão acelerado que estava. Seus lábios frios davam choques em contato com o calor dos meus. Quebrei o beijo com um sorriso e encostei minha cabeça em seu ombro. Quem diria que meu primeiro beijo seria no topo de uma árvore com o irmão adotivo do meu pai biológico? Ri com esse pensamento.

— O que foi? — Me perguntou ainda com o braço em minha cintura. Minha audição me avisou que logo não estaríamos mais sozinhos.

— Nada não. — Pulei do tronco. E ele logo me alcançou — Temos que voltar.

— Eu também ouvi. — Disse ele se referindo ao nosso intruso. Era minha mãe, eu sabia pelo cheiro cada vez mais próximo. Chris soltou um muxoxo.

— E Chris? — Disse antes de sair correndo ao encontro de minha mãe. — Minha família com certeza sentaria a porrada na sua…

POV. Chris.

Okay! Ela me beijou. Renesmee, filha do vovô telepata, me beijou. Eu estava nas nuvens, foi como meu primeiro beijo de novo. E isso aconteceu há muito tempo!

Ela era tão linda, o jeito que seu beijo se encaixava no meu, aah, eu estava apaixonado. Eu tinha que esconder isso de Edward. Ele já estava rosnando aos sete ventos só por causa dos meus pensamentos, imagina se soubesse que eu beijei a filha dele? E como eu faria isso? Meu dom vampiresco me permitia ocultar memórias de telepatas como Edward, não era de muita ajuda em combate, mas nesse caso necessário.

Foi um choque saber que ela era filha do Edward, principalmente o como isso aconteceu. Engravidar uma humana? Ah se ele ficasse sabendo.

Eu amava tanto os Cullen, que era impossível não ser corroído pela culpa. Eles me acolheram, me deram um lar quando eu só conheci frieza. Eu morreria por eles, mataria por eles, eles eram minha família, e isso estava me matando por dentro. E mesmo assim não haveria nada que eu pudesse fazer. Ainda mais agora, prole de humano com vampiro? Eu não deveria saber das coisas que eu sei. Era perigoso demais.

Mas naqueles lábios eu me sentia tão seguro, em 57 anos de existência eu nunca me senti assim. Era o paraíso, ela era meu paraíso no meio do inferno. A inocência, a delicadeza de seu toque. Era como estar voando. Ah, minha doce Nessie, se você soubesse...