Notas iniciais
Oii
Desta vez até nem demorei muito u.u
Aviso: este capítulo contém emoções fortes por isso preparem os vossos corações.
Gente por favor comentem muito, eu estou a meio de uma época de testes e para piorar a situação torci o pé e agora tenho de andar de muletas :( então podiam comentar muito e recomendar a fic para alegrar o dia desta vossa escritora.
Ah eu prometo que vou responder a todos os vossos comentários assim que tiver um tempinho.
Sem mais demoras ... Boa Leitura.

No capítulo anterior …

Nós as seis sorrimos.

- Muito bem, então quando é que partimos? – Joana perguntou.

- Hoje já é tarde e é melhor que estejam bem descansadas quando forem, por isso amanhã, partiram por volta das 3h30min da manhã, a essa hora já devem estar todos a dormir o que torna os riscos mínimos para vocês.

Sorri. Amanhã … só mais 24h e voltaremos a estar juntos meu amor.

P. O. V. Bella

Olhei mais uma vez para o relógio. Acho que já era a centésima vez que repetia esse gesto naquela noite.

3h da manhã.

Está quase, respira Bella, falta menos de meia hora.

Estávamos todos mais uma vez reunidos em casa dos Cullen, daqui a uns minutos eu, a Joana, a Mariana, a Nathany, a Débora, a Júlia e a Hermione partiríamos para casa dos Malfoy a fim de resgatar o Edward de uma vez por todas. Inicialmente a Hermione não era para ir mas depois de algumas discussões sobre estratégias e maneiras de efetuar o resgate de maneira a que todas saíssemos de lã sã e salvas, o Lupin e o Kingsley acharam melhor ela ir connosco.

- É preciso alguém no grupo que tenha juízo para que a missão corra bem. – foram as palavras deles.

Como se nós fossem algumas crianças sem juízo. Mas devo admitir que também gostei do facto de ter a Hermione comigo, não que tivesse algo contra as outras é só que … não as conheço assim tão bem, afinal só tive uns treinos com ela e à Hermione já conheço desde que tinha onze anos, já passamos por tanta coisa juntas, ela é uma das pessoas que melhor me conhece, umas das poucas que sabe praticamente tudo sobre mim, ela é como se fosse minha irmã e a presença dela numa missão de uma importância como a que esta tem, tranquiliza-me.

Olhei em volta da sala para as pessoas presentes, todas nós estávamos com roupas parecidas, umas leggins pretas com sapatilhas da mesma cor, excepto a Mariana e a Nathany que preferiram usar umas botas pretas, e apenas a camisola e o penteado diferenciavam eu e a Hermione preferimos usar umas blusas de mangas compridas pretas e o cabelo atado num rabo-de-cavalo alto, a Mariana estava com uma regata preta e o cabelo penteado em duas tranças, a Júlia com uma blusa com mangas até ao cotovelo da cor do vinho e o cabelo solto, a Joana com uma t-shirt preta e tinha feito uma trança tal como a Débora que também tinha uma regata branca mas com um casaco de cabedal preto por cima e a Nathany com uma regata da cor do vinho com um colete de ganga preta por cima e o cabelo atado num coque.

Resumindo, era muito preto naquela sala.

Olhei mais uma vez para o relógio.

2h14min.

- Bella, queres parar de olhar para o relógio? – Ron perguntou.

- Desculpa, se estou ansiosa. – respondi-lhe sinicamente.

- Ah Bellinha relaxa, o Edward não vai sair de lá antes que chegues, tem calma mulher. – Fred disse.

- Tu nunca sabes quando ficar calado pois não? – Ginny perguntou dando-lhe um estalo na nuca.

- Ai maninha, cuidado e vê lá se arranjas uns óculos que já andas a ver mal, eu sou o George!

- Oh eu sei, estava só a prevenir antes que tu também dissesses algo estúpido. — Ginny respondeu-lhe fazendo-nos a todos rir.

- Lembram-se todas do plano? – Charlie perguntou.

- Charlie, quantas vezes é que temos de te dizer que já sabemos o plano da frente para trás e de trás para a frente? – Mariana perguntou.

-É mesmo, e além disso até uma criança o decoraria, é só chegar lá, entrar, seguir o caminho certo, chegar a cela do Edward, rebentar com a porta e as correntes e pisgamo-nos de lá. Fim. – Joana disse.

- E porque é que vão a estas horas? – Kingsley perguntou.

- Porque vocês devem ter um problema qualquer em nos deixar dormir. – Debora respondeu.

Charlie olhou feio para ele.

- O que a Debora esta a tentar dizer é que nós vamos a estas horas porque já deve esta toda a gente a dormir o que diminui o risco de sermos apanhadas. – Nathany respondeu.

- Hum … muito bem. – Lupin olhou para o relógio. – Faltam 5 minutos para as 3h, ponham-se todas em linha para o Kingsley vos aplicar o feitiço, quem quiser se despedir faça-o agora porque depois já não as conseguirá ver.

Imediatamente os Cullen vieram até mim e um por um abraçaram-me, surpreendentemente até Jasper o fez, apenas a Rosalie é que ficou a alguma distância de mim.

- Tem cuidado Bella. – Carlisle pediu.

- Sim, não voltes a aparecer cá sem um braço ou uma perna ou algum olho, isso seria demasiado repugnante. – Emmett disse com um sorriso.

- Vou ver o que é que posso fazer Emmett. – respondi-lhe.

- Bella … traz o nosso filho para casa em segurança. – Esme pediu.

- Esse é o meu único objetivo. – assegurei-lhe.

De seguida fui abraçada pelos Weasley também, que me desejaram boa sorte.

- Tenta não te agarrar muito ao Edward Bellinha, deixem as comemorações para quando chegarem a casa e não para a primeira cama que virem. – Fred disse fazendo-me corar.

Pus-me na fila juntamente com todas as outras.

- Boa sorte meninas. – Kingsley desejou.- Desilusório. – murmurou apontando a varinha para nós.

Fechei os olhos quando senti a sensação de que algo estava a escorrer pelo meu corpo, desde a cabeça até aos pés. Tinha a noção que era o feitiço a realizar-se mas mesmo assim não pude deixar de sentir arrepios atravessarem-me, isto assinalava o início, o início da missão, o início de uma nova era.

- Resultou? – ouvi Hermione perguntar e olhei para o lado.

- Acho que a tua varinha está fora do prazo de validade, porque eu ainda consigo vê-las. – Júlia disse.

Era verdade, o feitiço não devia ter corrido bem porque eu também continuava a vê-las.

- E que tal se usassem essa coisa que chamam de cérebro um bocado? Como é que pretendiam ir para uma missão, numa casa desconhecida, sem se conseguirem ver umas às outras? Isso não iria dar um resultado muito bom, pois não? Mais valia irem lá a meio da tarde e com um letreiro luminoso a apontar para vocês e a dizer “Olhem para mim, estou aqui!”. Porque é que acham que vos apliquei o feitiço a todas ao mesmo tempo? É mais difícil, mas é a única maneira de se conseguirem ver umas às outras. – Kingsley explicou.

- Uau, não é que tu até pensas. – Joana ironizou.

- Tens cá uma sorte por eu não te poder ver neste momento. – Kingsley ameaçou.

- Eu sou uma sortuda. Muito bem, podemos partir agora? – ela perguntou.

- São 3h 30min em ponto por isso já está mais do que na hora. Tenham cuidado meninas e boa sorte. – Lupin desejou.

Demos todas as mãos como tínhamos combinamos e concentramo-nos numa imagem do jardim dos Malfoy. Mr Weasley tinha-a conseguido no ministério, como quando fizeram a rusga em casa deles também precisaram de tirar algumas fotos aos sítios que achavam estranhos ou perigosos e ele no meio dessas imagens tinha encontrado aquela do jardim da mansão.

Deixei os pensamentos para lá e concentrei-me com todas as minhas forças na imagem, no jardim que tinha visto até que me senti ser sugada e soube que estava a Desaparecer, continuava agarrada às mãos da Hermione e da Júlia e soube que elas também o estavam a fazer. Continuei concentrada no meu objetivo até que senti a sensação de ser sugada abandonar-me e senti o meu corpo cair sobre terra.

- Ai credo, qual é o mal de aterrarmos em pé, tínhamos mesmo que cair? É que isto doeu. – Mariana resmungou e por todo o lado se ouviu murmúrios concordantes.

Olhei para os lados e confirmei que estavam todas, ainda agarradas, deitadas no relvado da mansão.

- Não é que conseguimos? Eles precisam mesmo de renovar a segurança. – Hermione disse.

- Não é que eu não esteja a gostar de ficar aqui a admirar as estrelas e tal mas o meu namorado está preso ali dentro e para ser sincera eu preferia fazer isso com ele mas para isso temos que ir lá busca-lo. – lembrei-lhes ansiosa para chegar ao pé de Edward.

Estava quase, já não eram quilómetros, nem horas, nem o facto de não saber onde ele estava que nos separava, eram paredes, simples paredes que em minutos podiam ser transpostas e eu voltaria a estar reunida com o meu amor.

- Ah mulher apressada desmancha-prazeres. Vá, vamos lá antes que a Julieta resolva ir ter com o Romeu sozinha. – Débora disse.

Levantamo-nos e fomos em direção à porta, o jardim aino jardim ainda era grande e devo que confessar que também era muito bonito, estando bem cuidado e cheio de flores lindas mas o que mais me admirou foram os pavões majestosos que estavam num canto a dormir. Quem é que tinha pavões no jardim? Chegamos a porta e tentámos abri-la, mas como iria ser sorte a mais estar aberta e pronta para nos deixar entrar, estava trancada. Nathany apontou a varinha à fechadura.

- Alohomora. – murmurou e a ouvimos o trinco da porta abrir-se.

Voltamos a tentar empurra-la e desta vez conseguimos abri-la. Sorrimos umas para as outras.

- Primeiro obstáculo ultrapassado. – Joana disse fazendo-nos sorrir mais.

Quando entramos havia três caminhos possíveis, podíamos seguir pelo corredor da esquerda, pelo da direita ou subir as escadas à nossa frente. Para quem não soubesse a planta da casa seria difícil escolher o caminho certo mas isso não seria um empecilho para nós.

Seguimos pelo corredor da direita mas não o seguimos até à sala a que nos levaria, em vez disso paramos a meio, mesmo em frente a uma tapeçaria horrível.

- Credo, vê-se mesmo que isto é para afugentar as pessoas desta parede, que coisa horrível, se a minha mãe quisesse por isto lá em casa acho que me matava. – Mariana sussurrou.

Demos um pequeno riso e quando estávamos prestes a afastar a tapeçaria ouvimos passos. Oh meu Deus, quem é que estará acordado a esta hora?

Quando vimos que era sustemos todas a respiração e encostamo-nos à parede. Agora sim eu podia dizer que estava com medo e que era praticamente possível ouvir o meu coração a bater acelerado. Quem estava a passar por nós não era nada mais, nada menos que Bellatrix Lestrange. Ela passou por o sítio onde estávamos com passos lentos, aumentando a nossa ansiedade, ele tinha acabado de passar por nós, já estávamos quase a suspirar de alívio quando de repente ela para no lugar e, lentamente, se vira com uma sobrancelha franzida, andou até nós e parou mesmo em frente ao sítio onde eu estava, olhando muito seriamente para a parede atras de mim. Olhou fixamente durante vários segundos que me pareceram horas até que começou a levantar o braço e a esticar a mão para me tocar. Fiquei paralisada no lugar. Oh não, oh não, oh não. Ela tinha-nos descoberto e estava prestes a tocar-me para o comprovar. Senti algo bater em mim e atirar-me para o chão, olhei para cima e vi que era Débora que se tinha atirado contra mim fazendo-nos cair e, assim, sair da trajetória de Bellatrix que acabou por tocar na parede.

- Hum … estranho, tinha a certeza … — murmurou e antes de concluir a frase abanou a cabeça e continuou o seu caminho.

- Obrigado, eu … eu fiquei paralisada, pensava mesmo que ela nos ia descobrir. – sussurrei quando Bellatrix saiu do nosso campo de visão.

- Sem problemas, fui treinada para estas situações. – ela disse piscando para mim.

A Hermione e a Nathany ajudaram-nos a levantar e decidimos seguir caminho mas antes Hermione abraçou-me.

- Nunca fiquei feliz tão feliz por elas terem vindo connosco, fiquei cheia de medo agora. – sussurrou-me ao ouvido e eu concordei com a cabeça.

Soltámo-nos e afastámos a tapeçaria que escondia uma porta. Porta essa, que era precisamente aquela que nos levaria até às masmorras. Por sorte a porta estava destrancada e foi fácil abri-la revelando umas escadas de pedra. Começamos a descer e à medida que íamos mais fundo as paredes começavam a ficar húmidas e a ficar mais frio, estaríamos quantos metros debaixo de terra?

Quando as escadas finalmente terminaram demos por nós num antro com paredes de pedra e imerso numa escuridão total.

- Lumus. – murmuramos fazendo as pontas das varinhas se iluminarem e iluminar um bocado o local.

Se na escuridão o sítio metia medo então com luz era capaz de fazer qualquer um fugir a sete pés. As paredes eram de uma pedra suja e aqui e acolá via-se um bocado de musgo devido à humidade, a um canto escondido podia-se ver alguns ossos que me fizeram tremer, quem seria o pobre coitado que teve a infelicidade de morrer aqui, deixando os seus ossos para trás? E mais importante, o que teria feito aos Malfoy? De repente vi um par de olhos vermelhos a fixar-me.

- Aahh – dei um pequeno grito assustada, atraindo a atenção das outras.

Nathany apontou a varinha para quem quer que fosse que estava a observar-me e foi com alívio que constatei que era apenas um morcego que saiu dali a voar assim que a luz lhe tocou.

- Ok, meninas não é por nada mas que tal despacharmo-nos a encontrar o Edward? Este sítio está a dar-me arrepios. – Joana disse tremendo levemente.

Concordamos com a cabeça e seguimos por um corredor à nossa esquerda. Tal como o resto do sítio, o corredor era assustador, rodeado dos dois lados por celas imundas e com alguns ratos. Olhámos com atenção para todas as celas analisando-as minuciosamente apontando as varinhas para todos os lados mas nada de encontrar o Edward.

- Ele não está aqui, já percorremos todas as celas e nada. – disse desesperada, passando as mãos no cabelo.

- Tem calma, Bella. Ele tem de estar aqui e nós não vamos parar de o procurar até o encontrarmos. – Hermione disse confortando-me.

Olhei para ela e respirei fundo umas quantas vezes para me acalmar.

Continuámos a andar até chegarmos ao fim do corredor, lá só havia mais uma parede.

- Não é possível, ele tem de estar aqui, nós não podemos nos ter enganado. – Mariana disse.

- Continuem a procurar, tem de haver aqui qualq… — Júlia disse mas antes de conseguir completar a frase tropeçou em algo e caiu no chão. – Quem é que foi o idiota que se lembrou de pôr uma argola no chão?

- Uma argola? – Hermione perguntou apontando a varinha para o chão e depois baixou-se analisando a argola. – Bella, lembras-te quando no primeiro ano encontrámos o alçapão debaixo do cão de três cabeças do Hagrid?

- É um bocadinho difícil de esquecer, quase fomos comidos vivos.

Hermione para surpresa de todas começou a passar a mão no chão, limpando o pó.

- Hermione não é que eu não ache as limpezas importantes porque até acho, mas neste momento não é assim a altura indicada para nos pormos a limpar o chão. – Débora disse.

- Não, ela tem razão. – Nathany disse e começou a ajudar a Hermione a limpar o pó do chão.

- Bem me avisaram que pó em demasiada quantidade podia pôr uma pessoa maluca. – Júlia disse batendo com a mão na testa.

Passados uns segundos, debaixo daquela quantidade de pó começou a aparecer um retângulo de madeira que contrastava com o resto do chão de pedra.

— Um alçapão. – murmuramos todas quando finalmente entendemos porque é que elas se puseram a limpar o pó.

- Eh mais vale entenderem tarde do que nunca. – Nathany disse revirando os olhos.

Hermione puxou a argola fazendo o alçapão abrir-se com um rangido.

Descemos mais um lote de escadas até que chegamos a uma porta de madeira. Será que ainda teríamos de descer muito mais? Vi a Joana tentar empurrar a porta mas sem sucesso.

- Não dá, está trancada. – disse e apontou a varinha à fechadura. – Alohomora. – murmurou e voltou a tentar empurrar a porta que mais uma vez não se moveu.

- Hum … se está assim tão fechada é porque esconde algo importante … ou alguém. – Mariana disse.

- Bem, então só há uma solução. Devemos estar a uma distância grande o suficiente para não ouvirem mas mesmo assim é melhor prevenir do que remediar. – Júlia disse. – Abaffiato. – murmurou fazendo com que, quem estivesse de fora, não ouvisse o barulho que fizéssemos.

- Bombarda. – Débora disse apontando para a porta que, com uma pequena explosão, finalmente se abriu.

Entrei a correr pela porta a fim de descobrir se era lá que o Edward estava trancado. A cena que encontrei fez as minhas pernas estacarem no lugar e quase cair. Sim, Edward estava lá, mas estava acorrentado e sem camisa, na sua pele era possível notar-se cicatrizes de vários feitiços com que foi atacado. Ele estava de olhos fechados e parecia tão … triste, derrotado.

Oh meu amor, o que é que te aconteceu? O que é que fizeram contigo? Levei as mãos à boca e senti algumas lágrimas escorrerem-me pela cara. Despertei do meu torpor quando ouvi um gemido de dor vindo dele quando se mexeu. Corri até ele e pus as mãos na cara dele. A caricia fê-lo abrir os olhos e olhar diretamente para mim mas sem me ver.

- Edward, meu amor, eu estou aqui, estou aqui. – falei continuando a acaricia-lo.

- Bella? — ele perguntou com uma voz fraca.

- Sou eu, estou aqui, vim buscar-te. – garanti-lhe.

- Eu … eu não te vejo. – disse.

- Eh normal, estou sobre um feitiço de invisibilidade. – expliquei-lhe. – Temos de o soltar das correntes. – disse para as outras.

- É impossível eu já tentei de tudo e não consegui. – ele disse.

- Mas tu, meu querido, não és um feiticeiro, para nós nada é impossível. – Mariana disse.

- Quem falou? – ele perguntou.

- Eu não vim sozinha, comigo veio algumas Aurors para me ajudar a te tirar daqui. – expliquei-lhe mais uma vez.

- Hum … se a força de um vampiro não resultou, temos de usar algo mais poderoso. – Nathany disse pensativa, depois apontando à parede onde as correntes começavam. – Bombarda Máxima. – disse e mais uma explosão se deu mas desta vez nada aconteceu. – Bolas, temia que isto acontecesse.

- Talvez tu sozinha não consigas, mas com ajuda já deia. Vamos tentar juntas. – Hermione propôs e as duas apontaram as varinhas ao mesmo tempo para o mesmo local e murmuraram. – Bombarda Máxima.

Desta vez a explosão foi dupla e deu resultado, um dos braços de Edward ficou livre, eles apontaram para a outra corrente e repetiram o processo fazendo a outra corrente também explodir e fazer o Edward ficar livre. Ele tropeçou para frente e apoiou-se na parede para recuperar o equilíbrio.

- Temos de o levar daqui depressa, já são quase 5h da manhã. – Júlia disse.

Concordamos com a cabeça e virei-me para Edward.

- Consegues andar ou precisas de ajuda?

- Eu acho que consigo andar. – disse fracamente mas assim que tentou cambaleou para a frente.

- é melhor nós ajudarmos-te. – Hermione disse e meteu-se debaixo de um dos braços dele, meti-me debaixo do outro e juntas ajudámo-lo a andar.

- Vamos. – Débora disse e começamos a andar.

Desta vez tivemos que subir de forma mais lenta, Edward estava muito fraco o que o impedia de andar rapidamente. Parámos no antro nas masmorras para que ele, eu e Hermione pudéssemos descansar, digamos que ele não era assim muito leve e subir uma data de escadas suportando parte do seu peso não era a tarefa mais fácil. Apesar de já cá termos estado anteriormente, este sítio continuava a causar-me arrepios, o morcego de antes parecia ter chamado o resto da familia e agora eramos observados por dezenas de pares de olhos vermelhos, tornando o ambiente mais sinistro.

- E se lhe dessemos um bocado de sangue, isso poderia fortalece-lo o suficiente para chegarmos ao jardim rapidamente. – Mariana propôs acanhadamente, ele sabia da dieta dos Cullen mas nesta situação já pedia por medidas desesperadas.

- Não! Eu recuso-me a ingerir sangue humano. – Edward recusou.

- Mas se te vai ajudar … — comecei.

Podia parecer uma atitude horrível, podia parecer repugnante para os outros mas eu amo-o e faço de tudo para o ver bem, mesmo que isso signifique ter de ficar sem sangue.

- Bella, por favor. – ele olhou para mim a suplicar.

- Ok, Edward, se não queres ingerir sangue humano é como quiseres, eles têm pavões no jardim, só temos de lá chegar. – disse.

Voltámos a caminhar em direção ao jardim, para meu desgosto o caminho agora eram escadas e o ritmo a que caminhávamos teve de ser diminuído de modo a que eu e Hermione não rolássemos escada a baixo quando as pernas de Edward cediam e ele se desequilibrava levando-nos atrás.

Com muito custo conseguimos chegar até à porta que estava escondida detrás da tapeçaria, foi ai que me lembrei, Edward estava visível se alguém passasse no corredor iria vê-lo.

- Não era melhor se o tornássemos invisível também, assim toda a gente consegue vê-lo.

- Não podemos Bella, se lhe lançarmos o feitiço ninguém o conseguirá ver, incluindo nós. – Nathany explicou.

- A única coisa a fazer, é despacharmo-nos. Eu e a Débora vamos primeiro e vigiamos o corredor, depois vais tu com o Edward, a Hermione e a Joana e por fim vêm a Nathany e a Mariana a vigiar a parte de trás, perceberam todos o plano? – Júlia perguntou e nós assentimos.

Débora e Júlia saíram e verificaram o corredor fazendo-nos sinal que podíamos sair e continuaram pelo corredor a verificar, tal como ficou definido eu e a Hermione saímos com o Edward apoiado em nós e a Joana a seguir-nos de perto, não se passou nem um minuto e a Nathany junto com a Mariana saíram sempre de olhos postos na parte de trás do corredor. Percorremos o corredor sempre vigilantes para caso aparecesse alguém agíssemos rápido e essa pessoa não ter tempo de dar o alarme que Edward estava a fugir.

Felizmente não apareceu ninguém e conseguimos sair de lá sem percalços pelo caminho, chegando ao jardim onde já podíamos Desparecer.

- Ele está muito fraco, não seria melhor beber sangue? Na condição em que está pode não aguentar a Aparição. Onde é que estão os pavões? Eles estavam aqui à bocado. – Joana disse.

- Não sei, eu também não os vejo e não temos muito tempo, o sol já nasceu. – Hermione disse.

- Vamos embora, eu aguento. – Edward disse.

- É perigoso Edward, seria um risco muito elevado Aparecermos contigo neste estado. – disse.

- Não, um risco muito elevado será permanecermos aqui onde alguém nos pode ver e descobrirem-vos, esse sim é um risco o qual eu não quero passar meu amor. – Edward disse olhando fundo nos meus olhos e fazendo aquela sensação de eletricidade ao qual já estava tão habituada e senti tanta falta.

- Ok, ok casal, parem lá com isso antes que fiquemos aqui o dia todo, se o pinga-amor diz que aguenta teremos de confiar nele, façam um círculo e deem as mãos. – Mariana comandou.

Fizemos o que ela disse e demos as mãos, concentrando-nos no ponto de encontro combinado, o jardim da casa dos Cullen. Não demorou muito até que senti a tão familiar sensação de ser sugada enquanto Aparecíamos, ao meu lado ouvi um gemido de dor vindo de Edward, imediatamente quis abrir os olhos para ver o que se passava com ele mas foi impossível, os meus olhos pareciam estar a entrar para dentro do crânio.

Não se passou nem um minuto e senti-me cair na relva, de imediato abri os olhos ignorando as náuseas que sentia, e procurei por Edward. Encontrei-o deitado ao meu lado de olhos fechados e completamente imóvel.

Oh não, oh não, oh não.

- Carlisle! – gritei e vi a porta de casa abrir-se. No segundo seguinte já Carlisle estava ao meu lado a analisar o filho.

- O que é que se passa com ele? Não se mexe, não acorda e nem parece estar a respirar. – perguntei aflita.

- É impossível, não pode ser. – Carlisle murmurava.

- O quê? O que é que é impossível Carlisle? – perguntei.

No fundo de mim eu já sabia mas não queria acreditar, era demasiado mau para ser verdade, não agora que eu o tinha recuperado.

- Bella, o Edward … ele … ele … morreu. – Carlisle disse com evidente pesar.

Não consegui aguentar, era demasiado, ele não me podia ter deixado. Ele prometeu que ficaríamos juntos para sempre, ele prometeu.

Não consegui mais pensar nem sentir deixando-me ser engolida pela escuridão.

Notas finais
N/B: Oh meu Deus! O nosso querido vampirinho morreu ='(
E agora que será feito dele? Só o destino o dirá. Mas claro que vocês podem dar uma ajuda ao destino comentando e recomendando a fic.
Agora se me dão licença eu tenho de ir estudar que vou ter teste mas não me apetecia nada começar a estudar sem vir postar este capitulo para vocês.
Bjos s2
N/J: Oi gente, o capitulo ficou tão bom, mas tão bom que eu até esqueci de morrer (não sei se já repararam mas eu sempre morro nas minhas notas)
Espero que tenham gostado
Bjs
Ju
N/L: Olá gente! mais um capitulo para nós! o/ Esperamos que tenham gostado e que comentem e recomendem!
Beijos