Isabella Potter
28 Talvez
Notas iniciais
Brincadeiraaaaaaaaaaa.
Espero que gostem.
Corre para o cap gentee
P. O. V. Bella
Saudades …
Era o único sentimento que atravessava o meu corpo à medida que atravessava o relvado verde de Hogwarts em direção ao pátio em frente do castelo.
Era a minha cerimónia de graduação, finalmente depois de tantos anos tinha conseguido acabar o último ano e era agora uma bruxa formada e mais do que oficial.
Subi para a plataforma que fazia de palco junto com os restantes Griffindor e todos as outras casas e sentámo-nos na parte que nos pertencia e comecei a ouvir o hino de Hogwarts.
Assim que acabou a Mcgonagall lançou o feitiço que projetava a nossa voz fazendo com que toda a gente a ouvisse.
- Bem-vindos a todos, alunos, familiares, amigos a toda a gente presente. Estamos aqui juntos para celebrar o final de mais um ano e a formação dos anos mais velhos de Hogwarts. Esperemos que durante os anos que aqui passaram tenham aprendido que a magia não é nenhuma brincadeira, que deve ser levada a sério e usada com sensatez. A vida apresenta-nos vários desafios e cabe a nós próprios tomar as decisões corretas para os ultrapassar, cabe a nós escolher o caminho que queremos seguir, esse caminho irá determinar todo o nosso futuro, uma má decisão poderá acarretar graves consequências com que teremos lidar e chegará a um ponto da nossa vida, um dia mais tarde em que nos interrogaremos “Terei tomado a decisão certa? Se tivesse escolhido outro caminho o meu futuro teria sido muito diferente?” e quem sabe nessa altura saberemos que tomamos as decisões certas ou que seguimos pelo caminho errado e nem na magia existe alguma maneira de voltar atrás e refazer tudo de novo, mas nunca é tarde demais para mudar, para tomar as decisões certas, não podemos mudar o passado mas podemos mudar o futuro. Mas já chega de falar sobre morais e decisões corretas, hoje é um dia de festa principalmente para os jovens atrás de mim por isso vamos começar com a entrega dos diplomas. – ela disse.
Com um aceno da varinha um pergaminho foi parar às suas mãos, Mcgonagall desenrolou-o começando a ler os nomes tal como fazia todos os anos no primeiro jantar em Hogwarts com os primeiros anos, mas ao invés de nos sentarmos num banco e ser posto um chapéu falador e velho na nossa cabeça, um diploma era-nos entregado em mãos pela Mcgonagall.
- Rosie Aaron. – uma menina loira com madeixas rosas e magra dos Hufflepuff foi até ela ligeiramente a tremer, assim que recebeu o diploma e os parabéns da Mcgonagall ergueu-o no ar e sorriu.
- Helen Annette. – outra rapariga mas completamente o oposto da primeira com o seu cabelo ruivo aos caracóis e os óculos mas bonita foi até aonde Mcgonagall estava, acho que era dos Ravenclaw.
- John Brás. – um rapaz dos Slytherin foi buscar o seu diploma como todos os outros dessa casa, com uma pose de arrogante.
Ouvi vários nomes serem chamados e várias pessoas irem buscar o seu diploma, receberem os parabéns e uma salva de palmas da multidão e voltarem para o seu lugar até que chamaram o meu nome.
- Isabella Potter. – com um sorriso levantei-me e fui receber o meu diploma, enquanto batiam palmas os meus olhos percorreram a multidão, até que se encontraram com uns olhos familiares que me prenderam, obriguei-me a desviar os olhos e voltar para o meu lugar.
No final de todos receberem os seus diplomas pusemo-nos em pé para mais uma salva de palmas e em seguida descemos do palco indo ter com os nossos familiares que nos esperavam.
Estava a meio caminho do sítio onde estavam os Weasley quando senti uns braços me abraçarem por trás e um cheiro familiar me invadir. Olhei para trás e lá estava ele, com um grande sorriso para mim.
- Parabéns meu amor, estavas linda lá em cima.
- Jacob, eu estava igual a todas as outras pessoas. (N/B: pois, não é o Edward, é mesmo o Jacob quem está com ela) Tu sabes que fomos todos obrigados a usar o uniforme da escola como “forma de nos despedirmos”. – disse a última parte fazendo aspas com os dedos.
- Pois, mas para mim tu eras a mais linda de todas. Esse uniforme fica-te muito bem, tens de o usar mais vezes, dá-te um ar inocente. – Jacob disse com um sorriso malicioso.
Revirei os olhos.
- Cala-te mas é. Onde é que estão os outros? – perguntei-lhe mas ele não me respondeu. – Importas-te de me responder? – continuou sem dizer nada. – Jacob! Responde homem! – ralhei com ele que desatou a rir. – Não vejo qual é a piada.
- Tem calma querida, eu só estou a fazer o que me mandas-te. Tu disseste para me calar e foi isso que eu fiz. – disse e voltou a rir fazendo-me bater-lhe no braço que ainda estava na minha cintura. – Calme querida, estava só a brincar. Eles estão ali ao fundo, anda, vamos ter com eles.
Seguimos na direção que ele apontou e lá estavam todos como Jacob tinha dito. Os Weasley, Kingsley, Charlie e Lupin com Tonks, foi ao vê-los que me dei conta de algo que até agora me estava a escapar.
- Onde é que estão os Cullen? E o Edward? – porque é que quem foi ter comigo foi o Jacob e não o Edward, onde é que ele estava? E o resto dos Cullen?
De repente Jacob parou e o rosto dele ficou tenso.
- Porque é que estás a perguntar sobre ele? Sobre ele! Eles não te são nada, para poderem estar aqui! – disse com raiva.
- É claro que são, eles são a minha familia, o Edward é meu namorado! – disse e ao inicio ele olhou com raiva mas depois suspirou.
- Bella, tinhas de ter uma crise logo agora? – perguntou-me.
- Eu não estou a ter crise nenhuma, onde é que eles estão! – insisti mais uma vez.
- Estás a ter uma crise sim, é assim desde que aquela sanguessuga finalmente se foi desta para melhor. Às vezes tens essas crises em que te esqueces que ele morreu, que eles se foram embora e que tu seguiste com a tua vida.
Não, não era possível, eles não podem ter ido embora outra vez, ele não pode ter morrido, não, é impossível!
- Não. Não! Estás a mentir! Isso é tudo uma mentira que inventaste. Os Cullen não se foram embora, eles prometeram que nunca mais me deixariam para trás! E o Edward não morreu! Não, não! NÃO! – gritei tentando livrar-me dos braços dele que não me largou.
Jacob pegou-me no colo e levou-me para ao pé do lago que estava deserto e obrigou-me a olhar para ele.
- Eu não te estou a mentir Bella, é a mais pura das verdades. E sim, os Cullen – Jacob cuspiu o nome – foram-se mesmo embora e queres saber porquê? – perguntou.
Acenei negativamente com a cabeça.
- Paciência, porque eu vou-te dizer na mesma, para ver se tu metes de uma vez por todas na cabeça. Eles foram embora porque não aceitaram o nosso casamento! Acharam que só porque o Edward morreu tu nunca mais irias encontrar alguém e por isso não aceitaram quando lhes contamos que íamos casar.
- Não, eles não são assim. – eu tentei defende-os mas na minha mente começaram a aparecer flash backs da Rosalie a chamar-me de cabra, da Alice a dizer que eu não merecia o seu irmão e deles a irem embora. Vi-me também num vestido de noiva de braço dado com Charlie numa igreja cheia de convidados onde no altar, à minha espera, estava o … Jacob.
Jacob largou-me e eu caí de joelhos no chão a chorar.
- Sabes, eu esperava que agora que vamos ter um filho essas crises parassem. – Jacob disse.
Um filho? Nós íamos ter um filho? Como que a confirmar senti um leve pontapé no meu ventre.
Sim, era verdade, eu estava grávida.
Edward morreu e os Cullen abandonaram. E tal como o Jacob disse eu segui com a minha vida, casei-me e agora estava grávida de um filho de Jacob …
- Não, não, NÃO! – gritei acordando toda suada e a chorar. Tinha sido apenas um sonho, apenas um sonho ou melhor um pesadelo.
(N/B: Até eu tou aliviada por ter sido apenas um pesadelo)
- Shhh tem calma, Bella, foi só um sonho, já estás acordada. – ouvi a voz de Esme reconfortar-me enquanto me fazia festas nas contas e me abraçava.
Deixei-me ser reconfortada enquanto os acontecimentos anteriores se assimilavam na minha cabeça. Tinha sido tudo um sonho? A missão ainda não tinha acontecido? Eu não me casei com o Jacob? E mais importante, o Edward está vivo? Reuni coragem suficiente para levantar a cabeça do peito de Esme e encará-la.
- É-é verdade? E-ele mo-morreu? – perguntei gaguejando.
Esme começou a soluçar e ai eu tive a confirmação.
- N-não. Por favor, por favor. Eu não quero, não pode ser verdade, ele prometeu que nunca mais me abandonaria. – falei sentindo as lágrimas a descerem pela minha cara.
Levantei-me o mais depressa que pude e reparei que me tinham trazido para o quarto de Alice em vez do de Edward. Sai do quarto a correr e subi as escadas, se não me tinham levado para o quarto de Edward era porque ele estava lá, ele tinha de estar lá.
- Bella! – ouvi a voz de Esme chamar-me mas já era demasiado tarde, já estava quase a chegar a porta do seu quarto.
Sem parar abri a porta e lá estava ele. Quem o visse e não conhecesse pensaria que ele estava a dormir. Estava deitado na cama, com uma expressão serena, tal como se estivesse a ter um sonho bom e com as mãos cruzadas sobre o peito. Estavam lá todos, Carlisle, Jasper, Rosalie, Emmett e Alice à sua volta, ergueram todos os olhos quando entraram.
- Não. – disse e o choro ficou mais forte. Alice veio para o meu lado, abraçando-me.
- Shhh tem calma Bella. Tu conhecia-lo, sabes que ele ia odiar ver-te chorar. – reconfortou-me.
- E como é que posso não o fazer Alice? A culpa é minha, se … se eu nunca tivesse vindo para Forks, se nunca o tivesse conhecido, ele a esta hora estaria bem, estaria vivo …
- E nunca teria sido tão feliz como foi.– Jasper disse e eu ergui a cabeça, olhando para ele. – Bella, tu sabes que eu consigo sentir as emoções dos outros e desde que te conheceu o Edward andava sempre … nem sei como descrever, ele estava sempre tão feliz, tão empolgado por ir ter contigo, ele era um poço de alegria. Eu estive com ele várias décadas e antes dele conheci muita gente e posso jurar-te que nunca conheci ninguém tão feliz como ele desde que te conheceu.
- E vejam ao que essa felicidade o levou. – Rosalie começou. – À morte, e tudo por causa de ti! Eu sempre o avisei que não lhe irias trazer nada de bom, mas ele nunca me ligou, sempre com a sua atitude arrogante. Aposto que se ele estivesse vivo agora concordaria comigo, tu não passas de uma humanazinha insignificante que quis brincar às casinhas e que meteu o meu irmão nesta confusão toda sem nem sequer pensar no que era melhor para ele. Tu nunca te devias ter atravessado na vida dele, ele não precisava de ti nem sequer dos problemas que tu trouxeste para ele e para a minha família. É. Tudo. Culpa. Tua! – ela disse rispidamente.
- Chega Rosalie! Desce do pedestal, se há aqui alguém arrogante és tu, tudo o que ouvi do teu discurso foi eu, eu e eu. Nem tudo é sobre ti. E não foi culpa da Bella ele ter morrido, muito pelo contrário. Ela tentou salvá-lo e nós só temos que lhe agradecer por isso e por muito mais, nós todos estivemos sempre com o Edward, sabemos o quanto ele sofreu quando estavam longe um do outro e quanto ele ficava feliz quando estava perto dela. A Bella não o meteu em nenhuma confusão e ao contrário do que tu dizes eu posso afirmar e com toda a certeza de que o Edward concordaria comigo que a Bella foi o que de melhor lhe aconteceu na vida. – surpreendentemente que fez este discurso foi Esme, pondo o braço em volta dos meus ombros.
Rosalie nada disse perante o sermão da mãe, apenas abaixou a cabeça.
- Obrigado Esme, Jasper, mas a culpa não deixa de ser minha, foi um erro meu, eu só queria puder voltar atrás no tempo e fazer tudo de forma diferente, impedir que ele seja levado, impedir que ele … morresse. Eu só desejo uma forma de o trazer de volta. – disse cabisbaixa.
- Cuidado com o que desejas porque pode tornar-se realidade. – Joana disse aparecendo à porta do quarto.
- Hum … porquê? – Emmett perguntou.
- Bellinha, acabas-te de desejar uma maneira de trazer o Edward de volta não é? – Mariana perguntou e eu acenei com a cabeça. – Então podes começar a achar-nos as tuas fadas madrinhas porque nós vamos realizar o teu desejo.
- Mariana … eu agradeço pela vossa tentativa, mas é impossível. Não existe feitiço para trazer de volta os mortos.
- Tens razão, mas isso não impede de trazermos o Edward de volta. – Nathany disse.
Olhei para ela com cara uma cara confusa, o que é que ela queria dizer?
- Como assim, podemos trazer o Edward de volta? Ele morreu, como é que o vão trazer de volta? É impossível. – Jasper disse.
- Não, não é. Sim, ele morreu mas tecnicamente ele já estava morto antes mas o seu corpo e cérebro estavam vivos, o que o permitiam viver mas com as torturas diárias que o desgastavam e o esforço da Aparição, o corpo dele acabou por ceder e foi isso que o matou.
- Ok, já sabemos como é que foi possível matar um vampiro, mas no que é que isso nos ajuda a trazê-lo? – Alice perguntou.
- A vocês não vos dá grande ajuda, tens razão, mas a nós sim. – Julia concordou. – Mas a nós deu, como sabemos a causa foi possível descobrirmos uma maneira de o trazer de volta para o mundo dos vivos.
Estava com sérias dúvidas se os meus ouvidos não me estavam a pregar alguma partida, se calhar o desespero de não o ter ao meu lado era tanto que o meu cérebro me está a pregar alguma partida para ter alguma pausa da dor, mas e se não for uma partida? E se houver mesmo alguma forma de o trazer de volta? Sem a minha permissão um raio de esperança começou a surgir em mim.
- Como? – perguntei.
Julia virou-se para mim a sorrir.
- Com uma poção. Numa das aulas do curso de Auror aprendemos a faze-la, chama-se Poção Trio e serve para reabilitar os nossos corpos, é pouco utilizada porque ainda é um bocado difícil de se fazer e alguns ingredientes são raros, mas não é impossível de se fazer.
- E vocês têm os ingredientes, certo? – perguntei, sentindo a esperança a crescer dentro de mim.
Mariana sorriu para mim e assentiu.
- O facto de sermos Aurors dá-nos alguns privilégios, como o facto de conseguirmos aceder a todos os ingredientes que precisarmos para as nossas poções.- explicou.
Senti um sorriso alastrar-se pela minha cara, o Edward ia voltar, ele ia voltar.
- Mas — senti o meu sorriso esmorecer assim que a Joana pronunciou o mas, porque é que tem de haver sempre um? – como o Edward é um vampiro não temos a certeza se a poção vai funcionar com ele. As hipóteses são de 50% para 50%.
- Mas mesmo assim existem, já é melhor do que não haver nenhuma, pelo menos agora saberemos que tentámos de tudo para o trazer de volta, mesmo que não resulte mas vai resultar eu tenho a certeza até porque, ele prometeu, prometeu que dependendo de tudo o que acontecesse não me deixaria, nunca mais. E eu acredito que ele vai cumprir a sua promessa, que vai lutar por voltar. Temos de acreditar que sim. – disse convicta.
As meninas sorriram para mim como que a aprovar a minha atitude.
- Muito bem, vocês também concordam em experimentarmos a poção? – Deborah, que até agora tinha estado calada, perguntou aos Cullen.
- Se for para trazer o nosso filho de volta estamos dispostos a tudo. – Carlisle disse abraçando Esme.
- Então vamos para a sala, lá temos mais espaço para fazer a poção e podemos dar-lhe logo de seguida. – Nathany propôs.
Como era o mais forte, Emmett pegou no Edward e levou-o para a sala, deitando-o no sofá, nesse momento Kingsley entrou.
- Trouxeste tudo? – Mariana perguntou.
- Sim, desculpem a demora, mas os guardas dos ingredientes lá do Ministério fizeram-me uma porção de perguntas antes de me deixaram trazer os ingredientes.
- Achas que eles desconfiam de algo? – Joana perguntou.
- Não, é apenas um procedimento de segurança. – Kingsley tranquilizou-a.
- Ok, ok deixem-se lá de conversa fiada, será que dá para me dares os ingredientes? Quanto mais tempo esperarmos, mais as hipóteses de a poção ser bem-sucedida diminuem. – Julia reclamou.
Kingsley entregou-lhe os ingredientes e ela, de imediato, fez aparecer um caldeirão em cima de uma plataforma.
- Para quê a plataforma? – perguntei.
- Para não deitar fogo ao chão. Assim posso atear o fogo em cima dele e se isto correr mal ninguém me acusa de não só ter feito uma poção que correu mal como também queimei o chão da sala. – Julia explicou enquanto começava a preparar a poção.
Ao lado do caldeirão estavam alguns ingredientes, não muitos, na verdade muito menos do que a quantidade utilizada para a maior parte da poções que aprendi e as outras levavam sempre mais, nunca tinha visto uma poção que levasse tão poucos ingredientes.
- Tens a certeza de que são apenas esses ingredientes? – perguntei receosa de que faltasse algo a que Kingsley não tivesse consigo aceder.
- Sim, ao contrário das outras poções a Poção Trio leva metade dos ingredientes mas são todos muito fortes o que torna a poção muito concentrada e forte. – Nathany explicou.
- Trio? Esse nome não é um bocado desadequado para o efeito da poção, não devia ser algo do tipo Poção Traz de Volta ou Poção Fortalecedora? – Emmett perguntou.
Deborah soltou uma pequena gargalhada e respondeu.
- O nome da poção é meio que uma homenagem a quem a inventou, na verdade esta poção tem uma história muito bonita por detrás.
- Não a vou concluir tão rapidamente, acho que para entretê-los antes que lhes dê uma coisinha má devido à ansiedade podias-lhe contar a história. – Julia disse.
- Haha estou a ver que é melhor é. Hum … deixa cá ver, esta poção já é bem velha, foi criada há milénios atrás por três bruxas ancestrais, dai o nome Trio. Quando estamos desesperadas tomamos medidas urgentes e fazemos os possíveis para resolver a situação, é isso que a Bella está a fazer e foi isso que Bebiana, Júnia e Lisandra fizeram. Reza a lenda que elas eram três irmãs que combatiam os feiticeiros das trevas. A união faz a força e isso era muito bem provado por elas. Eram consideradas as feiticeiras mais poderosas da época, temidas por muitos, invejadas por outros. No meio desses havia Titus, um dos inimigos de Bebiana, Júnia e Lisandra, ele andava sempre a tentar ataca-las, tentava mata-la de várias formas mas nunca com sucesso, até que um dia descobriu o segredo mais bem guardado das irmãs. Na cabana onde viviam no meio das montanhas, elas escondiam um pequeno menino de apenas cinco anos, Cássio. Era o irmão mais novo delas, a mãe tinha morrido no seu parto e o pai tinha morrido a meio da gestação, atacado por Titus, nessa altura as irmãs juraram vingança a ele e foi por isso que o começaram a perseguir e a frustrar os seus planos de escravidão dos Muggles, desse modo sentiam-se vingadas mas também que estavam a praticar o bem, salvando os Muggles. Quem não gostava nada era Titus que, farto de as ver destruir todos os seus planos, jurou persegui-las e matar o seu pequeno irmão, foi nessa altura que elas decidiram se esconder de tudo e de todos, foram para o meio das cabanas e viveram lá por cinco anos quando Titus as descobriu. Elas fizeram de tudo o que podiam, lançaram feitiços de proteção sobre a casa onde estava escondido Cássio, lutaram bravamente contra Titus mas no final a raiva e a maldade do feiticeiro acabou por levar a melhor. Ele conseguiu deixá-las inconscientes e penetrar nas barreiras de proteção em volta da casa chegando ao menino. Titus não hesitou e lançou um feitiço ao rapaz deixando-o, pensava ele, morto e foi-se embora, sentindo que, como o rapaz estava morto, tinha conseguido a sua vingança. Quando retomaram a consciência e viram a porta de sua casa arrombada as Júnia, Lisandra e Bebiana correu para dentro mas não chegaram a tempo, Titus já tinha partido e o corpo de Cássio estava deitado no chão, completamente imóvel e pálido, como se a vida já não habitasse aquele corpo mas, não se sabe como, o seu coração ainda batia, muito, muito fraco, mas batia. Elas ficaram desesperadas, o seu pequeno irmão estava às portas da morte, elas estavam prestes a perde-lo para sempre mas ainda havia uma pequena esperança, o seu coração ainda batia então ainda havia uma hipótese de elas o salvarem. Durante as horas seguintes tentaram de tudo, todos os feitiços que conheciam para o trazer de volta mas depressa perceberam que nada do que conheciam ia salvá-lo, era o seu corpo que estava fraco e para isso elas não conheciam nenhum feitiço. Mas mesmo assim não desistiram, muito pelo contrário, empenharam-se muito mais em encontrar uma maneira de o salvar, ela iam encontrar uma maneira, tinham de encontrar uma maneira. Fizeram várias tentativas mas nenhuma delas parecia dar resultado, então num último acto de desespero juntaram as plantas mais fortes que conheciam e juntaram-lhes um pouco do seu sangue, sangue esse que outrora correra também nas veias do seu irmão, sangue que estava inundado de amor pelo pequeno ser que elas tão desesperadamente tentavam salvar. Deram a poção a Cássio e esperaram, em meio a lágrimas, alguma reação vinda dele. Passados dez minutos o tão esperado e quase impossível aconteceu. Primeiro os dedos dele, depois os braços começaram a se mexer até que ele começou a abrir lentamente os olhos, pestanejando algumas vezes e nesse momento elas souberam tinham conseguido salvar o seu irmão graças à poção. E assim reza a lenda, a poção ficou conhecida como Trio em honra ao trio de irmãs que a inventou num momento de desespero. – Deborah terminou a longa e comovente narrativa.
Eu consigo imaginar o que aquelas irmãs passaram, ver no chão deitado e praticamente sem vida um dos seres que mais amavam deve ter sido como roubar-lhes o chão, foi assim que me senti quando me disseram que o Edward tinha morrido e aposto que foi assim que Bebiana, Júnia e Lisandra se devem ter sentido quando viram o seu irmão praticamente sem vida. Neste momento dava tudo para ter uma máquina do tempo que me pudesse levar até elas para lhes agradecer, porque por causa da poção delas, o meu amor vai ser salvo.
- Uau, não há outra palavra para descrever essa história, a coragem e perseverança delas para salvar o seu irmão foi uma ação tão bonita, tão comovente que não há palavras para o descrever. – Esme disse, notava-se que ela estava comovida abraçada a Carlisle.
- Sim, sim, muito comovente mas o que aconteceu ao Titus? – só Emmett é que numa altura destas podia fazer uma pergunta destas.
- Oh, ele ganhou demasiados inimigos e meteu-se definitivamente com as pessoas erradas, quando as três bruxas ancestrais o encontraram ele já tinha sido morto por vários dos seus inimigos que se tinham unido para o derrotar. – Deborah esclareceu a sua dúvida.
- Ok, isto já está pronto, só precisa do último ingrediente e para esse Bella, vou precisar da tua ajuda. – Júlia disse acabando de mexer no caldeirão.
- Da minha? O que é que precisas que eu faça? – perguntei, estava disposta a fazer tudo, até esvair-me em sangue se fosse preciso.
- Preciso que me dês a tua mão para tirar um pouco de sangue. – esclareceu-me.
E talvez eu estivesse certa, e esvair-me em sangue fosse o preciso. Mais do que prontamente estendi-lhe a minha mão, ela agarrou-a e posicionou-a por cima do caldeirão, estava já a pressionar uma faca afiada na palma quando me lembrei de uma coisa muito importante.
- Espera, para! – pedi-lhe e ela parou olhando para mim confusa. Olhei para os Cullen. – Pelo que eu percebi ela vai-me por a sangrar, não era melhor se saíssem daqui?
- Eu quero ficar, tu vais salvar o meu irmão com o teu sangue e esse é motivo mais do que suficiente para reprimir o meus desejos e ignorar o teu sangue. – Alice disse convicta e todos assentiram com a cabeça, mas vi que Jasper escondeu a cara no cabelo de Alice e Emmett parou de respirar.
- Ok, já podes. – disse para Julia que fez um corte na palma da minha mão fundo o suficiente para sair um fio abundante de sangue.
Durante uns dez segundos ficámos a observar o meu sangue a escorrer para dentro do caldeirão até que Julia pressionou um pano na minha palma e passou-me para Joana.
- Trata da mão dela enquanto eu acabo aqui por favor. – pediu.
Joana assentiu e apontou a sua varinha à minha mão, murmurou algumas palavras e uma luz dourada e quente que saiu da ponta da varinha dela envolveu-me a mão fechando o corte deixando apenas um pequeno risco na palma, como se fosse a marca de um arranhão.
- Já está pronta. – Julia disse tirando a poção do caldeirão para uma pequena taça. Tinha uma cor rosa muito clarinha. – Agora é só dar-lhe, toma Bella.
- Eu? Mas e se eu lhe der mal? Se entornar ou deixar cair? – perguntei temerosa de que algo de mal pudesse acontecer quando lhe tivesse a dar a poção. – Talvez seja melhor a Esme dar-lhe, é mãe dele e também uma vampira, treme menos que eu. – pedi.
Esme assentiu e sorriu pegando a taça e indo até onde o Edward estava. Fomos atrás dela e sentei-me no chão ao lado da cabeça dele, segurando-lhe na mão.
Lentamente Esme levou-lhe a taça aos lábios e abriu-lhe um pouco a boca, forçando-o a beber. Deu-lhe a poção a beber até que a mesma acabasse.
Era agora, ele já tinha tomado a poção, neste momento só havia duas opções, ou corria bem ou mal.
A nós só nos restava esperar, agora era com ele.
Notas finais
*Que acharam do capitulo? Quem é que nao apanhou um susto no inicio?
*Obrigado a todos os comentarios no capitulo anterior e comentem e recomendem muito se nao eu peço a Bebiana, a Junia e a Lisandra para vos castigarem Haha
Bjos Bia
N/Lyssah:Gente é apenas eu que quase morri pensando que realmente a Bela tinha ficado com o cachorro?! Ufa ainda bem que era um pesadelo né! Esperamos que tenham gostado e que comentem please! Ps: Merecemos mais Recomendações!?
N;Ju: Então galera, curtiram o cap?! Tomaram um susto quando viram que o Dog tava com a Bella né?!
Amoras, os capitulos sempre tem mais de mil palavras e são todos lindos, merecemos recomendações não e mesmo?
"Mas tia Ju *alguns de vocês são mais velhos que eu... mas fazer o que* Tamanho não e documento" Gentinha do meu coração, demora para fazer capitulos desse tamanho, e nós nunca atrasamos. Merecemos recomendações né seus lindos.
Bjs
Ju
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