Isabella Potter
10 Minhas Origens
Notas iniciais
Boa leitura.
No capítulo anterior …
Edward passou o braço à volta da minha cintura, acomodando-me nos seus braços, onde era o meu lugar, onde, por muito má que esteja a minha situação, tendo Vitória, Voldemort e os Devoradores da Morte atrás de mim, eu sentia-me protegida.
Cedric podia ter morrido, mas eu agora tenho Edward, e de uma coisa eu tenho a certeza, onde quer que o Cedric esteja, aposto que ele está a olhar por mim e a sorrir.
Sorrir porque sabe que agora eu sou verdadeiramente feliz ao lado de uma pessoa que amo e que sei que me amará eternamente.
P. O. V. Bella
Lupin olhou para mim e para Edward e sorriu. Eh, acho que, apesar de Edward ser um vampiro, o nosso namoro foi aprovado.
- Bella, eu estava profundamente enganado sobre ti. – olhei para Emmett sem perceber do que ele estava a falar – Antes eu pensava que o Edward estava a exagerar quando dizia que tu és um íman para o perigo, que apenas eras muito desastrada, sempre a tropeçar nos teus pés e em pedras invisíveis, mas agora eu percebo que ele tinha toda a razão. Tu és mesmo um íman para o perigo.
- Ei, ei a culpa não é minha. Não sou eu que vou ter com o perigo, ele é que vem ter comigo!
Todos na sala começaram a rir.
- Agora parecias mesmo o teu pai a falar, ele é que, sempre que se metia em algum sarilho, defendia-se dizendo que não tinha sido ele a ir ter com o sarilho e sim, o sarilho é que tinha vindo ter com ele. – Lupin contou.
- Pois, mas não podes negar que, tal como o pai, a Bella tem uma tendência a se meter em todos os tipos de problemas possíveis.
- Ah meu caro Charlie, ela não só tem uma tendência para se meter em problemas como também em tudo o que é proibido.
- Não tenho nada! – tentei me defender.
- Ai não? É que se bem me lembro foste tu que, quando os professores mandaram toda a gente foi para as suas salas comuns porque estava um troll à solta no castelo, em vez de fazeres o que te mandaram, foste atrás do troll e lutaste contra ele e no mesmo ano, apesar de todos os avisos, entraste na Floresta Proibida. Também foste tu que, mais uma vez, não fizeste o que os professores mandaram e foste até à câmara dos segredos onde lutaste contra uma Basilisco que poder-te-ia ter matado e ninguém te poderia ajudar porque ninguém sabia onde estavas, apenas o Ron que na altura não podia fazer muita coisa porque, tal como tu, tinha doze anos. No ano seguinte meteste-te numa luta entre um Lobisomem e um Animagus. Também já foste até ao Ministério da Magia à procura de Quem nós sabemos só porque ele meteu na tua cabeça uma visão em que estava a matar o Sirius, já enfrentas-te Dementors em frente a Muggles …
- Ok, ok, talvez eu tenha uma pequena tendência para o proibido, não é preciso estar aqui a enumerar tudo o que eu fiz que não deveria ter feito.
Edward olhou para mim com a sobrancelha arqueada, como que a perguntar pequena?
- Você parece conhecer Bella muito bem. – Alice disse para Lupin.
- Oh, eu conhecia mesmo antes de ter nascido! O James quando soube que ia ser pai deu cá uma festa que acho que todo o mundo mágico ficou a saber.
Senti-me corar e baixei a cabeça.
- Tal e qual à mãe. A Lily também corava por tudo e por nada.
Todos na sala começaram a rir e eu corei ainda mais.
- Desculpe a pergunta, mas como conheceu os pais de Bella. – Esme perguntou.
Notava-se que todos na sala estavam curiosos.
- Conheci-os em Hogwarts, estávamos todos no mesmo ano e o chapéu selecionador colocou-nos na mesma casa.
- Chapéu selecionador? Como é que um chapéu seleciona? – Jasper perguntou, não acreditando no que tinha ouvido.
- Fácil, colocam-nos o chapéu, ele lê a nossa cabeça e a nossa personalidade, analisando-nos e depois fala em que casa é que nós pertencemos.
Lupin terminou a explicação e os Cullen olhavam-no de olhos arregalados.
- O ch-chapéu fala? – Emmett perguntou, atónito.
- Sim Emmett. O chapéu tem uma boca com que fala o nome da casa em que nós vamos ser inseridos. E também canta uma canção diferente no início de cada ano. – expliquei como se estivesse a falar com uma criança.
- Ok, ok. Deixando o chapéu falante de lado, o que quer dizer com casas? – Carlisle perguntou.
- Casas são como chamamos aos dormitórios de cada equipa, são compostas pelo dormitório das raparigas e o dormitório dos rapazes e uma sala comum. Cada ano tem o seu quarto. – Charlie explicou.
- Quantas casas é que existem? – Jasper perguntou.
- Quatro. Griffindor para onde vão os mais corajosos e destemidos, Ravenclaw onde estão as mentes mais inteligentes, Hufflepuff que preza os que trabalham muito, são pacientes, amigos leais e justos ou por outras palavras, os restantes e Slytherin que apenas aceita os sangue-puro. – desta vez quem explicou fui eu.
- Sangue-puro? Então os outros têm o quê? Sangue contaminado? – Emmett perguntou fazendo todos os feiticeiros presentes começarem a rir.
- Não Emmett – falei quando consegui parar de rir – sangue-puro é como designamos os feiticeiros filhos de pai e mãe que também são feiticeiros, depois há os meio-sangue que são filhos de um feiticeiro com um muggle e os muggles que são aceites na escola porque têm aptidões mágicas.
- Mas os … muggles que entrarem não vão estar em desvantagem para com os feiticeiros? – Carlisle perguntou.
- Muito pelo contrário, alguns muggles são considerados excelentes feiticeiros. Por exemplo a mãe da Bella, era muggle e era a melhor aluna da escola e foi considerada uma grande feiticeira.
- Sim, e a Hermione também é muggle mas é considerada a bruxa mais esperta da nossa idade e da escola. – falei.
- E o pai de Bella? – Rosalie que tinha estado calada, perguntou.
- Ah o James. Ele também era um grande feiticeiro, ele e a Lily andavam sempre à briga para ver quem tinha a melhor nota. Mas ao contrário da Lily o James não era tão concentrado, andava sempre metido em alguma.
- Olha quem fala! Pelo que eu sei, tu e o Sirius estavam sempre com ele a pregar partidas e a meterem-se em problemas. – falei rindo.
- Ok, ok eu admito, também não era dos mais bem comportados mas também não era dos piores, entre mim, o teu pai e o Sirius eu era o melhor. – ele defendeu-se.
- Tá bem, tá bem.
Começamos todos a rir.
- E em que casa é que vocês estavam? – Alice perguntou.
- Ora na melhor de todas, claro. – Lupin começou.
- GRIFFINDOR! – nós os três concluímos ao mesmo tempo.
Continuamos a conversar sobre como eram os meus pais, sobre Hogwarts e Lupin contou que não só era um feiticeiro como também era um Lobisomem e nessa hora senti Edward estremecer, acho que ele ficou com medo do Lupin, mas como alegria de pobre dura pouco assuntos mais importantes tiveram também a sua vez na conversa. Estas descobertas todas fizeram-nos esquecer, mas o assunto não poderia ficar enterrado durante muito tempo até porque não deve demorar muito para ele voltar a aparecer, neste caso, não deve demorar muito para ela voltar a aparecer. Vitória ainda andava por ai à solta e nenhum de nós sabia quando é que ela voltaria a aparecer e teríamos de estar prontos para quando isso acontecesse.
- Bella passa-se alguma coisa? – Jasper perguntou, provavelmente deve ter sentido a angústia dentro de mim.
- Não é nada, desculpa. – ele sorriu e mandou uma onda de calma para mim.
- Tavas a pensar em Voldemort? – Edward perguntou fazendo-me festas no braço para me confortar.
- Não, estava mesmo é a pensar em Vitória. – ele apertou-me mais nos seus braços, mas sem me magoar.
- Vitória? Quem é essa? – Charlie perguntou.
- A Vitória é uma vampira que, tal como Voldemort, me tem em primeiro lugar na lista de pessoas a abater.
- O QUÊ? Como é que isso aconteceu Bella. – Lupin perguntou.
- É uma longa história.
- E nós temos imenso tempo. – rebateu.
Respirei fundo e olhei para os Cullen que assentiram com a cabeça, tava na hora de contar.
- Bem, tudo começou quando eu e o Edward começamos a namorar, ele levou-me a um jogo de basebol com a familia, onde … — contei toda a história do que se tinha passado naquele tempo sem nenhuma interrupção por parte dos Cullen ou de Charlie e Lupin, mas notei que os últimos ficaram bem chateados.
- Porque é que não me contas-te antes Bella? Não pensas-te que eu poder-te-ia ter ajudado e agora não estavas com esse problema. – Charlie começou a ralhar.
- Eu sei, desculpa. Mas na altura eu mal pensei, apenas não te quis envolver. Tu já estavas em perigo só por me estares a abrigar em tua casa, não te quis meter em outro problema meu e além disso, pedir-te ajuda implicaria contar o segredo dos Cullen e eu não podia fazer isso.
- Eu compreendo-te Bella, mas pelo amor a Deus, da próxima vem logo falar comigo, não imaginas como é que eu fiquei quando chegas-te a casa dizendo que tavas farta disto tudo, eu senti-me um falhado que não tinha conseguido cumprir a sua missão e nem o último pedido que um amigo lhe fizera.
- Desculpa. – pedi num sussurro baixando a cabeça
- Ok, já chega de pedir desculpas. Bella vê lá se da próxima não cometes o mesmo erro. Agora temos de arranjar uma maneira de encontrar essa vampira, assim que a encontremos não deve ser muito difícil de a matar, ela é só uma e nós somos sete vampiros e três feiticeiros. – Lupin disse.
- Três? Acha mesmo que a Bella deve se aproximar da Vitória que está disposta a tudo para a matar. – Edward disse, sempre tão super protetor!
- Edward, eu sei que a Bella pode parecer muito frágil, mas acredita frágil é uma coisa que ela não é. Ela já passou por muito e sobreviveu, tudo o que ela já ultrapassou, todas as vezes em que quase morreu lutando contra Quem Nós Sabemos tornaram-na uma mulher forte que é perfeitamente capaz de se defender sozinha. Se o Lord das Trevas não a conseguiu derrubar não será uma vampira que o fará. – Lupin disse olhando orgulhosamente para mim. – Ela é uma Potter e, tal como os seus pais, é uma lutadora.
Sorri para ele. Apesar de ninguém o saber eu gostava quando me diziam que eu era como os meus pais, eles eram tão respeitados por todos e tão fortes que eu sentia orgulho por saber que era como eles, que não os desiludiria se cá estivessem, que estou à altura de ser filha deles.
- Pois, isso é muito bom de se saber, mas temos um problema … Vitória não está sozinha. – Jasper disse.
Agora fiquei confusa. Como assim ela não está sozinha?
- Então … com quem é que ela está? – perguntei.
Os Cullen entreolharam-se e olharam para Lupin e Charlie. Provavelmente para decidir se me contavam ou esperavam que eu fosse embora para falar apenas com Charlie e Lupin.
- Sabem, eu sei preparar uma poção que vos fará dizer-me toda a verdade sem conseguirem se calar ou mentir. E não deve ser difícil arranjar uma maneira de vos fazer toma-la. – ameacei.
- Ok, nós contamos. – Carlisle falou. Vi que Lupin e Charlie riam discretamente – nós achamos que Vitória está a reunir um exército de recém-nascidos.
- Um exército … de recém-nascidos?
- Sim, ela provavelmente teve essa ideia no Texas, quando Edward a seguiu até lá.
Virei-me para Edward.
- Obrigado por me contares. — fui sarcástica.
- Amor, eu achava que já era demasiada coisa para tu lidares, já te chegava a Vitória e quando nos soubemos eu não fazia ideia que tu eras uma feiticeira tão forte.
Agora ele já diz que sou uma feiticeira forte! Pois … engana-me que eu gosto.
- E o que é que vocês estavam a pensar fazer? – Charlie perguntou.
- Nós tínhamos pensado telefonar a uma familia amiga nossa, os Denali. Eles são cinco e poderiam nos ajudar na luta.
- É um bom plano.
Carlisle afastou-se para telefonar aos tais Denali.
- Bella, eu fiquei com uma dúvida acerca de uma coisa que Lupin disse quando chegaram. – Edward falava em tom baixo, numa conversa só nossa.
- Pergunta.
- Quem é o Cedric? Ele falou que nós somos muito parecidos e pelo que pude ver na mente dele é verdade.
Engoli em seco. Como responder a esta pergunta?
- O Cedric foi … um grande amigo meu que infelizmente perdeu a vida por minha causa.
- Como assim por tua causa? – porque é que ele tinha de fazer estas perguntas que traziam à tona recordações dolorosas?
Respirei fundo.
- Na final do torneio dos três feiticeiros todos os concorrentes tinham de entrar num labirinto e o que tocasse primeiro a taça ganharia. Eu e Cedric chegamos ao mesmo tempo e pegamos os dois na taça, como eramos da mesma escola achamos que não faria mal nenhum. Mas a taça tinha sido transformada num botão de transporte que levaria a pessoa que lhe tocasse para um cemitério onde Voldemort e um dos seus seguidores estavam, como Voldemort só me queria a mim mandou o seu seguidor matar o Cedric, eu fiquei sem reação e segundos depois só vi o corpo de Cedric no chão, já sem vida. No final descobrimos que um outro seguidor dele tinha conseguido se infiltrar na escola disfarçado de um professor que iria entrar naquele ano e que estava a manipular a prova para que eu chegasse à taça primeiro. – quando terminei notei que estava a chorar e o Edward levantou o meu rosto e limpo-me as lágrimas.
- A culpa não foi tua, tu não tinhas como adivinhar que isso iria acontecer e nem tinhas como salvar o rapaz, a culpa não foi tua.
- Mas …
- Shhh, sem mas. – ele interrompeu-me e calou qualquer futuro protesto meu com um beijo.
O beijo podia ser curto, mas os sentimentos eram os mesmos que estavam presentes em todos os beijos que já trocamos. Amor, dedicação, carinho mas sobretudo amor.
Quando nos separamos reparei que Carlisle já tinha acabado de falar ao telemóvel e vinha na nossa direção, dava para ver pela sua cara que as noticias não eram as melhores.
- O que é que eles disseram querido? – Esme perguntou.
- Eles não aceitaram nos ajudar, pediram algo em troca que eu não lhes posso dar.
- O que é que eles queriam? – Rosalie perguntou.
- Pediram a nossa autorização para matar os lobisomens. – Carlisle respondeu olhando para mim. – Pelo que Cármen me disse Irina tinha um romance com Laurent e quando os lobos o mataram, ela ficou com muita raiva por isso é que eles os querem matar.
- Lobisomens? Não me contas-te que aqui também havia lobisomens Bella. – Lupin falou.
- Esqueci-me. Sabes agora que falam nisso, lembrei-me de uma coisa. Os Quileute não são como os lobisomens que aprendemos em Hogwarts, não são como tu. São diferentes. Quando se transformam ficam iguais a um lobo, só que do tamanho de um urso e podem transformar-se quando quiserem, não apenas quando está Lua cheia. – como é que não notei nisto antes.
- Curioso, achas que podes-mos apresentar Bella?
- Claro, eu depois falo com Jacob. – reparei que Edward não gostou muito dessa ideia mas ignorei-o.
Desta vez eu não iria estar com Jacob só para passar tempo com o meu amigo, não, desta vez eu iria com Lupin tentar perceber porque é que eles são diferentes. Apenas não sabia como iria chegar ao pé deles e dizer-lhes que o Lupin também é um Lobisomem mas diferente, sem revelar que eu sou uma bruxa. Pelos vistos a coisa certa a fazer é contar mesmo, afinal se eu sei o que eles são e os vampiros já sabem o que eu sou, porque é que eles não hão-de poder saber também?
- Sabem, eu estive aqui a pensar e, esses tais Denali podem não ter aceitado ajudar-nos mas eu sei de uma Ordem inteira que estaria disposta a dar a vida por esta jovem aqui. – Lupin disse sorrindo. Era só o que me faltava.
______________________________________________________________________________
CONCURSO
Oi pessoal =)
Bem pelo título já devem ter percebido o porquê deste recado.
O que se passa é que a Ju teve esta bela ideia e nós as três decidimos pô-la em prática.
O concurso é o seguinte:
É baseado nos vossos comentários, ou seja, quem tiver o melhor comentário de todos vai receber um trecho de um capítulo que vai acontecer mais para a frente e como nós somos muito simpáticas vamos premiar também o segundo melhor comentário com um trecho do próximo capítulo.
Prémios muito bons, não?
O concurso é este, agora cabe a vocês a tarefa de se esforçarem para ficarem em primeiro lugar.
Bjos
Notas finais
Então, o que acharam do capitulo? Espero que tenham gostado.
Sejam criativos nos comentários para poderem ganhar o concurso :)
Comentem muito, recomendem muito porque no próximo capitulo vamos ter um pov, bem ... surpreendente.
Até ao próximo.
Bjos
N/Lissah: Olá meninas!
Aqui estamos com mais um capitulo! Esperamos que gostem!
AHH gostaram do concurso??? Esperamos que sejam criativas na hora de comentar hein!
Beijos Lindas!
N/Ju: Espero que tenham gostado, desejo a vocês um feliz dia do amigo e que um vampiro venha morder cada uma de vocês!!
Fale com o autor