Isabella Potter
34 Anel de noivado
Notas iniciais
Antes de mais eu peço imensa desculpa pela demora espero que não nos tenham abandonado.
IMPORTANTE: neste capitul,o tem um bocado da historia de uma das personagens interpretadas por uma das leitoras, isto porque ela fez anos e pediu-nos este presente e como a Julia é uma leitora exemplar sempre com comentarios enormes e lindos e ate ja fez uma recomendação resolvemos conceder-lhe o desejo.
E como vocês não estão aqui para me ouvir e sim ler a fic boa leitura.
No capítulo anterior …
- Na verdade, naqueles seis meses em que eu e o Edward estivemos separados, eu estava quase a dar em doida, não aguentava mais estar aqui, onde havia tantas lembranças, então lembrei-me do pedido de Dumbledore, sabia que com ele voltaria a sentir-me útil em alguma coisa e cumpriria o que lhe tinha prometido. Sabia que nunca me deixarias partir numa missão como esta e que também não te poderia contar, então arranjei um plano, todas as noites era a mesma coisa, não conseguia dormir e sempre que adormecia tinha pesadelos então esperava que adormecesses e depois Aparecia, Dumbledore tinha-me dado uma lista de possíveis locais onde as Horcruxes podiam estar (N/B: temos de facilitar um bocadinho o trabalho da Bella, né?) e num desses locais, no fundo de um lago, encontrei a espada de Griffindor, um dos únicos objetos que conseguia quebrar as Horcruxes, depois disso foi só procura-los. Sabia que eram seis e eu e Dumbledore já tínhamos encontrado dois, já só faltavam quatro, consegui encontrar dois e destrui-los mas os dois últimos foi impossível chegar perto deles, visto que um deles é muito provável que esteja em Hogwarts e é praticamente impossível que lá entre sem que alguém me reconheça e o outro porque é Nagini, chegar até ela significaria estar com Voldemort já que os dois andam sempre juntos.
Terminei a minha explicação e encarei o chão durante mais uns minutos esperando os sermões que sabia que me dariam, mas nada aconteceu. Tomei coragem e olhei para cima, todos eles olhavam-me com olhos chocados e arregalados, ainda sem conseguir proferir uma palavra coerente que fosse perante o que lhes tinha acabado de contar.
P. O. V. Bella
- Não vão dizer nada? – perguntei após vários minutos de um silêncio insuportável.
- Eu bem vi que a separação do Edward te tinha feito mal, mas nunca imaginei que chegasses ao ponto de teres ideias suicidas. – Charlie foi o primeiro a se pronunciar fazendo-o apenas num sussurro.
- Não, não era uma ideia suicida, eu sabia muito bem o que estava a fazer e tive cuidado. – apressei-me a dizer, apesar de não termos nenhuma relação de sangue, Charlie era como um pai para mim, pela forma como me tratava, pelo carinho que via em seus olhos quando me olhava e por isso odiava ouvir o tom triste presente na sua voz, o desapontamento nos seus olhos.
- Então se não te estavas a pôr em perigo o que é que estavas a fazer Bella? Porque eu consigo perceber como é que pudeste achar que ires atrás das Horcruxes totalmente sozinha era algo seguro? Não percebes que foi um ato totalmente inconsequentemente? Que não só poderias ter sido apanhada como também podias ter destruído tudo aquilo que construímos para te manter segura? Que mesmo não te tendo apanhado numa dessas tuas excursões eles podiam-te ter seguido e descoberto onde estás? E depois como é que iria ser? Aposto que nisso não pensaste mas eu posso perfeitamente dizer-te o que se passaria. Lembras-te quando a Bellatrix por um golpe de sorte veio parar exatamente ao sítio onde estavas? – Charlie perguntou retoricamente e estremeci com a recordação da noite em que os Cullen descobriram que sou uma bruxa. – Claro que te lembras, pois não só ela teria vindo atrás de ti no instante em que soubesse a tua localização como traria com ela os Devoradores da Morte e adivinha quem viria por fim? Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado! Mas no final, sabes o que seria pior? É que eu teria de viver com a consciência pesada por não te ter conseguido salvar, por não ter cumprido a minha missão, por mais uma vez ter perdido aqueles que considero a minha familia. – Charlie terminou contendo as lágrimas que teimavam em querer sair dos seus olhos, pelo contrário as minhas lágrimas escorriam livremente pelo meu rosto.
- E-eu n-não fa-fazia ideia, desculpa. Nunca pensei que fosse assim tão perigoso nem que te sentirias assim, desculpa-me. – pedi entre soluços, senti as mãos de Edward a afagarem-me os ombros, tentando reconfortar-me. Ele podia ler os pensamentos dos feiticeiros e ver a gravidade do que fiz mas mesmo assim não me julgou, talvez os pensamentos dos outros não fossem assim tão maus.
- Bella o que tu fizeste foi mesmo uma irresponsabilidade enorme mas temos de admitir, já que não foste apanhada, que nos deste uma grande ajuda, com quatro Horcruxes destruídos Aquele Que Nós Sabemos está mais fraco e ainda temos a vantagem de saber onde estão os outros. – disse Kingsley sorrindo mas logo voltou a ficar sério. – Mas nem penses em fazer algo parecido outra vez ou nós trancamos-te no quarto de tal maneira que nem a magia te vai ajudar.
- Então agora temos de arranjar uma maneira de entrar em Hogwarts para procurar o quinto Horcruxe, Bella o Dumbledore deu-te alguma ideia do que poderá ser? – Mr Weasley perguntou-me.
Já mais calma, pelo menos já não chorava, respondi-lhe as suspeitas que eu e Dumbledore tínhamos quando falamos sobre os Horcruxes e o que poderiam ser.
- Sim, nós achamos que os Horcruxes deviam ter algo a ver com a escola e por isso a opção mais lógica é o Diadema de Ravenclaw, até por ser um objeto praticamente impossível de se encontrar, o que dificulta a sua destruição.
- Têm razão, é muito provável que seja esse, agora o problema vai ser entrar em Hogwarts sem sermos vistos e encontrar o Diadema. – Lupin falou pensativo.
- Talvez se falássemos com o fantasma da filha dela …
Enquanto eles faziam planos para entrar na escola sentia-me cada vez mais leve, finalmente contar a verdade a todos e ver as suas reações foi um grande alívio, agora sim já não tinha nada a esconder.
Senti um beijo leve ser depositado na minha bochecha e encarei os olhos dourados de Edward que me olhavam com amor, não resistindo puxei-o para mim dando-lhe um beijo rápido nos lábios, se não fosse ele muito provavelmente ainda estaria na clareira pensando no que deveria e não deveria fazer, se ele não tivesse entrado na minha vida, a verdade é que estaria perdida, quem sabe se não me teria entregado já a Voldemort só para acabar com tudo o que se passa, com esta guerra e com a vida de solidão que levaria se não o tivesse conhecido, sim solidão, porque embora antes pensasse que era feliz com os meus amigos, só depois de ter conhecido Edward é que percebi que sempre faltara uma parte de mim que apenas ficou completa quando ele entrou na minha vida.
- Sabem, ver-vos assim dessa maneira, lembrou-me de uma coisa. – Alice começou a dizer ao nosso lado, pulando no mesmo sitio.
- Lembraste-te? E eu que ia jurar que não paraste de pensar nisso um segundo, só estavas à espera de uma oportunidade para falar. – Edward brincou, estendendo o braço para desarrumar o cabelo dela que se afastou.
- Ah deixa de ser chato Edward. – disse mostrando-lhe a língua. – Mas estou curiosa, quando é que pretendiam nos contar que se vão casar? – perguntou.
- Vocês o quê? – a pergunta não veio de apenas uma pessoa ou duas mas sim de quase toda a gente presente naquela clareira.
- Brigadinha Alice, agora já não temos de contar nada já que nos fizeste esse favor. – disse sarcasticamente.
- Ops.
- Hey eu quero saber essa história completa, é verdade Isabella? – Lupin perguntou fazendo-me estremecer, odeio quando me chamam pelo nome completo.
Respirei fundo antes de responder.
- Bem … sim, o Edward pediu-me ontem em casamento e eu … aceitei.
- Oh meu Deus, parabéns. – ouvi um coro feminino dizer enquanto se aglomerava à minha volta.
- Bella, agora que já toda a gente sabe podias parar de esconder o anel, eu queria vê-lo. – Ginny pediu.
- Pois … eu ainda não o tenho. – respondi atrapalhada.
- Como assim ainda não o tens, ele pediu-te em casamento logo já o devias ter, é assim na tradição Muggle e na bruxa. – Hermione afirmou.
- Eh caso não se lembrem fizeram prisioneiro durante umas semanas, não podia propriamente sair de lá e ir comprar o anel e depois voltar para onde estava. – Edward resmungou fazendo-me rir.
- Deixem o rapaz, ele tem razão, e também não há necessidade nenhuma de comprar um anel quando se tem um em perfeitas condições. – Lupin disse sorrindo e tirando uma bolsinha que trazia numa corrente ao pescoço.
- Temos? – Eu e Edward perguntamos. Porque é que eu nunca ouvi falar em anel nenhum?
- Têm, eu sabia que um dia este momento chegaria, só não esperava que fosse assim tão cedo. Na última vez que eu fui a casa dos teus pais, dias antes de eles terem morrido, a Lily pediram-me que lhes fizesse um favor.
- Que tomasses conta de mim, isso já me tinhas dito mas o que é que têm a ver com o anel? – interrompi-o, ansiosa para saber a resposta.
- Ok, então pediram-me dois favores, esse com que tiveste a amabilidade de me interromper, e outro que desde então trago guardado comigo dentro desta bolsinha. – virou a pequena bolsa de tecido escuro fazendo cair um anel na palma da sua mão e estendeu-a para Edward que o pegou. — Esse é o anel de noivado que o teu pai lhe deu, já está na familia Potter à várias gerações e a Lily queria que ficasses com ele, mesmo que aquele que escolhesses para casar te desse um anel de noivado, ficarias com esse como uma recordações daqueles que te amaram tanto que deram a vida por ti.
Olhei para o anel na mão de Edward, era de ouro branco com um diamante no meio e dois mais pequenos ao seu lado, a parte de cima era toda com o ouro trabalhado o que lhe conferia uma certa beleza, podia ser simples mas eu considerei-o perfeito, não era muito chamativo mas era lindo e subtil do seu jeito.
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- É perfeito. – sussurrei, sentindo a emoção tomar conta de mim, aquele anel tinha pertencido à minha mãe, era um pedaço da minha familia.
- E mesmo, e eu acho que já temos anel então. – Edward disse sorrindo para mim, sem ter de lhe dizer uma única palavra ele tinha percebido que era exatamente aquilo que eu queria, que o anel da minha mãe passasse para mim, que nenhum outro me agradaria porque nenhum outro teria tanta importância e representaria tanto como o anel dos meus pais.
- Sim. – respondi sorrindo.
Edward pegou-me na mão e lentamente deslizou o anel pelo meu dedo encostando os seus lábios aos meus de seguida, num beijo profundo que refletia todo o amor que sentíamos um pelo outro.
Apenas no final do beijo é que percebi que as pessoas à minha volta batiam palmas e assobiavam fazendo-me corar. Mais uma vez naquela noite senti as pessoas à minha volta abraçarem-me e darem-me os parabéns. Todas as pessoas menos uma, quando os gémeos me largaram vi Júlia, uma das Auror que tinha ido comigo na missão de resgatar o Edward, afastada de todos nós, do outro lado da clareira a fitar o céu com um semblante triste.
Aproveitei que os homens estavam de volta de Edward enquanto as mulheres tagarelavam sobre pormenores do casamento para ir até ela, apesar de não a conhecer muito bem queria saber o porquê de ela estar naquele estado, podia ser só da minha cabeça, podia até estar a ser egoísta, mas não via motivos para ela estar triste quando todos os outros estavam a comemorar, afinal nos tempos de desordem e tristeza que atravessávamos qualquer felicidade que se encontrasse era motivo de comemoração.
Estava quase a chegar a ela, que ainda não tinha dado por mim, quando um pensamento me fez congelar no lugar. Ela só tinha ficado assim quando descobriu sobre o meu noivado com o Edward, e se … e se ela gostasse do Edward também, e alimentasse alguma ideia de que ele poderia deixar-me para ficar com ela?
Respirei fundo e tentei pensar com clareza. Não, não era possível que isso tivesse acontecido. Eles mal se conheciam e não tinham passado muito tempo juntos, na verdade acho que nunca falaram um com o outro, então era impossível que ela se tivesse apaixonado pelo Edward e estivesse neste estado por causa dele.
Com isso em mente, continuei o meu caminho até Julia que continuava de costas para mim.
- Está tudo bem? – perguntei e vi-a dar um pequeno salto de sobressalto. – Desculpa, não queria assustar-te. – desculpei-me.
- Não faz mal, eu é que estava distraída. E sim, está tudo bem, porque é que perguntas? – respondeu-me virando-se para mim.
- Porque, eu não quero ser egoísta mas, assim que os outros ouviram a notícia do noivado ficaram animados e juntaram-se à nossa volta mas tu, pelo contrário, isolas-te aqui e o teu olhar reflete uma tristeza profunda, como se algo te estivesse a causar dor.
- Tu és muito perspicaz sabias. Sim, tens razão, eu tenho um motivo para estar assim. – disse cabisbaixa mas logo de seguida surgiu-lhe um sorriso no rosto mas que não lhe chegou aos olhos. – Mas hoje é o teu dia, não queres ouvir uma história triste.
- Ai é que te enganas, não há outra coisa que eu queira fazer mais neste momento do que ouvir-te. – respondi e vi a confusão estampada no seu rosto.
- Porquê? – perguntou.
Suspirei antes de lhe responder e sentei-me no chão.
- Porque é o mínimo que posso fazer para te recompensar, se não fosse pela tua ajuda talvez o Edward não estivesse comigo agora e a esta hora eu não estaria noiva. Então é bom que te sentes aqui ao meu lado e me contes a causa da tua dor, porque eu odeio ficar em divida com os outros. – dei um pequeno sorriso no final.
Julia ainda ficou a olhar para mim durante uns minutos até que finalmente se decidiu a sentar-se à minha frente e começou a falar.
- Eu vou contar-te mas aviso-te já que a minha história não é nenhum conto de fadas com um final feliz. – avisou e depois suspirou antes de retomar a fala. – Começou quando entrei para Hogwarts, eu era muito pequena e alguns alunos mais velhos da Slytherin gostavam de gozar comigo e de me humilhar, tudo só para se divertirem. Claro que faziam tudo às escondidas dos professores por isso nenhum deles podia-me ajudar e eu tinha muito medo de lhes contar, então apenas aguentava em silêncio e permitia-me chorar apenas quando estava sozinha. Não contei nem aos meus pais durante as férias com medo de que eles falassem com os professores e isso fizessem com que os meus agressores ficassem mais furiosos e tornassem tudo pior. Essa situação durou um ano mas quando estava no segundo ano tudo mudou por causa dele … John.
“Ele era uma no mais velho que eu e dos Hufflepuff mas eu juro-te que nunca conheci ninguém como ele. Era gentil, amoroso, mas o mais importante, defendeu-me. Eu tinha acabado de chegar das férias de Natal, ainda estava no átrio quando os vi, estavam todos à conversa ao pé das escadas, ainda pensei em fugir mas já era tarde demais, eles tinham-me visto. À medida que se aproximavam, eu entrava mais em pânico com o que me iriam fazer, com as coisas horríveis que diziam. Eles içaram-me no ar e fizeram-me girar a toda a velocidade, a essa hora eu já estava a chorar, o que os fazia rir ainda mais, foi quando ele apareceu, parecia um anjo parado à porta de Hogwarts a olhar para a cena horrorizado, por uns momentos pensei que se fosse juntar a eles na brincadeira, o que me fez ficar ainda com mais medo, mas não, ele fez exatamente o contrário, mandou-os parar com o que estavam a fazer e deixar-me a paz, enfrentou-os. Claro que eles não se deixaram ficar e interromperam o feitiço a meio fazendo-me cair de uma altura de dois metros, só que não cheguei a tocar no chão, John fez-me levitar e pousar com cuidado. Depois desse dia tudo mudou, claro que os Slytherin continuavam a implicar comigo mas tinha o John para me proteger, sempre que eles apareciam ele intercedia a meu favor defendendo-me deles e também começou a ensinar-me feitiços de defesa para quando não estivesse comigo, tornamo-nos amigos e ele era a única pessoa em que confiava totalmente, eu sabia tudo sobre ele e ele também sabia tudo sobre mim, até as nossas personalidades que eram totalmente o oposto de uma maneira ou de outra pareciam completar-se. Com o passar do tempo a nossa amizade evoluiu para algo mais, soube que o amava quando andava no quarto ano e ele no quinto, só que, com receio de estragar a nossa amizade, não lhe confessei nada e escondi todo o amor que sentia por ele dentro de mim. Fiquei assim durante um ano, até que, no ano seguinte, ele me confessou que estava apaixonado por mim já há dois anos mas nunca teve coragem de me confessar. Meu Deus a felicidade que senti nesse momento foi imensurável, não queria acreditar que ele também me amava. Começamos a namorar e como todos os casais discutíamos o nosso futuro e como ambos tínhamos a mesma ambição de nos tornarmos Aurores começamos a fazer planos para o futuro, não sabíamos o que ele nos reservava mas a maior certeza que tínhamos era que o que quer que fosse iriamos enfrenta-lo juntos. Quando acabou a escola, em vez de fazer logo o treinamento para Auror e as provas necessárias, arranjou um emprego na loja de doces de Hogsmeade, quando lhe perguntei o porquê de o ter feito disse-me que queria que ambos dessemos aquele passo ao mesmo tempo e que por isso ia esperar que eu acabasse a escola para tentarmos juntos. E assim fizemos, quando acabei o sétimo ano fui viver com ele e inscrevemo-nos no treinamento para Auror, ambos passámos com distinção e conseguimos seguir a carreira que tanto desejávamos, eu não podia pedir uma vida melhor, aliás pensava que não existia maneira de ficar mais perfeita, vim a descobrir dois anos mais tarde que estava enganada, existia sim uma maneira de ficar ainda mais perfeito, mais completo. Houve uma altura em que andava cheia de enjoos e sempre mal-disposta, ele convenceu-me a ir ao médico e foi nessa consulta que o vi chorar pela primeira vez, eu estava grávida de dois meses, nós íamos ter um bebé, um filho. Na noite a seguir ele fez o pedido, levou-me até um parque onde costumávamos passear e à luz do luar, pediu-me em casamento. Agora sim, eu podia afirmar que tinha tudo o que uma mulher podia desejar, não havia ser humano à face da terra mais feliz do que eu, mas claro que toda essa felicidade um dia acabaria por atrair uma reação negativa e a minha veio três meses depois, nós estávamos no Ministério quando chegou a notícia que um grupo de Devoradores da Morte tinha sido avistado a aterrorizar Muggles e era preciso imediatamente um grupo de Aurores para os ir deter e prender, como estava grávida de cinco meses não me deixaram ir nesse grupo mas ele foi, despediu-se de mim com um sorriso e um beijo e disse-me para não me preocupar que voltava a horas do jantar, só que nunca mais voltou … Horas mais tarde descobri que tinha sido morto por um dos Devoradores da Morte que se tinha escondido durante a detenção e depois atacou-o de surpresa, matando-o. Assim que soube senti o mundo desabar a meus pés, não queria acreditar que o tinha perdido, eu não o podia ter perdido, não a ele. Andei durante duas semana num estado catónico, mal comia, mal falava, não queria ver ninguém, até que um dia recebi a notícia que tinham encontrado o Devorador da Morte que o tinha morto, despertei do estado em que estado e a única coisa que senti foi raiva, então fiz de tudo para me deixar ir com os outros Aurores captura-lo e insisti tanto que acabaram por me deixar. No campo esqueci-me de pensar com racionalidade e apenas era movida pela raiva o que me levou a outra trágica consequência, a casa onde ele estava tinha mais Devoradores da Morte então enquanto os outros lutavam contra ele eu tive o meu frente a frente com o tal monstro que tinha morto o homem que eu mais amei nesta vida, consegui mata-lo mas antes disso ele lançou-me um crucio e como deves estar a pensar, essa maldição e gravidez não combinam muito uma com a outra, as dores foram demasiado intensas e fui obrigada a fazer uma cesariana de emergência mas já era demasiado tarde, o meu bebé já estava morto.”
Ela terminou de falar com as lágrimas a escorrem-lhe pelo rosto e pude sentir que eu chorava também, como é que uma mulher tão nova pode já ter sofrido tanto nesta vida?
- Bem, e é por isso que me afastei. – disse quando se recuperou do choro. – Eu própria já estive noiva uma vez e a notícia do teu noivado fez-me lembrar dessa época por isso é que precisei de afastar e estar um bocadinho sozinha.
- Eu percebo. Desculpe ter-me vindo intrometer, devia te ter deixado em paz. – pedi.
- Não faz mal, até foi bom desabafar. – disse e sorriu. – Bella, vou-te dar um conselho e é bom que o oiças com atenção, neste momento tu tens tudo o que é necessário para ser feliz então tem cuidado e não deixes nada nem ninguém tirar-to.
- Vou fazer de tudo para que isso não aconteça. – disse e olhei para Edward que ainda continuava na conversa com Lupin.
Sim, eu iria batalhar com todas as minhas forças pelo meu final feliz com o Edward, nada nos poderia separar.
Notas finais
E o passado da Júlia? Chorei litros ♥
#AsJuliassofrem .
Beijos ;-)
N/Bia: Espero que tenham gostado.
Comentem muito e recomendem a fic, ah e no proximo capitulo vai aparecer uma personagem nova e outra que ja todos conhecemos e tanto adoramos hehe.
Bjs
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