Notas iniciais
Gente antes de mais, não me matem por favor, eu sei que já devia ter postado o capitulo à séculos atrás mas não o consegui mesmo escrever, no próximo ano espero entrar na universidade mas para o conseguir este ano tenho de me esforçar a sério e isso anda-me a tirar tempo e criatividade, eu lamento mesmo imenso, por favor não abandonem a fic. Mas antes de lerem o capitulo tenho dois recados rápidos mas importantes para vocês: 1) Este capitulo é dedicado a Ariane Black que fez uma recomendação linda que eu amei, obrigada mesmo fofinha. 2) Vão reparar que neste capitulo vai aparecer uma nova personagem, acontece que quando houve aquele concurso para te tornares uma personagem houve mais uma vencedora mas como houve um problema e não sei porque os dados dela não chegaram antes de postar o capitulo onde as restantes vencedoras apareceram eu prometi-lhe que ela apareceria noutro capitulo só que com o tempo acabei por me esquecer e só quando revi a fic toda é que me lembrei. Eu lamento mesmo mas mesmo imenso, e peço que me desculpes, mas aqui estás neste capitulo e tenho de te dizer que embora apareças pouco és tu que vais ajudar a nossa Bella a perceber que a historia precisa de mudar, trazendo uma personagem muito importante para isso. E agora a chata aqui vai deixar de vos chatear. Boa Leitura e ... preparem os lencinhos.

LEIAM AS NOTAS INICIAIS QUE SÃO IMPORTANTES POR FAVOR!!!
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Pedras no meu caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo.
Fernando Pessoa

No capítulo anterior
– Não faz mal, até foi bom desabafar. disse e sorriu. Bella, vou-te dar um conselho e é bom que o oiças com atenção, neste momento tu tens tudo o que é necessário para ser feliz então tem cuidado e não deixes nada nem ninguém tirar-to.
– Vou fazer de tudo para que isso não aconteça. disse e olhei para Edward que ainda continuava na conversa com Lupin.
Sim, eu iria batalhar com todas as minhas forças pelo meu final feliz com o Edward, nada nos poderia separar.

P. O. V. Bella
É incrível como o tempo passa rápido mesmo quando não o queremos, mesmo quando parece que a nossa cabeça está tão cheia de coisas que só nos apetece pedir uma pausa e tirar um tempo para nós mesmos um tempo para refletir, para ponderar tudo o que se tem passado um tempo para decidir o que é melhor para nós, que caminho escolher, um tempo para pensar se o curso que tomamos é o certo para nós, se não está na altura de tomar decisões definitivas que nos irão levar a um outro lugar, um outro caminho que talvez nos levará à felicidade mas que também nos poderá levar direito a uma vida de miséria.
Mas também quem diz que um caminho, assim que escolhido, apenas nos proporcionará um só sentimento, quem disse que na caminhada até ao seu final não nos defrontaremos com inúmeros obstáculos que nos irão fazer sentir mais do que um sentimento, medo perante o desconhecido, angústia assim que nos defrontamos com as dificuldades, felicidade quando as ultrapassamos ou não, é nesse momento que o nosso caminho é traçado, baseando-se nas decisões que tomamos perante um obstáculo, se escolhemos enfrenta-lo da melhor maneira que consigamos, mesmo sabendo que poderemos falhar ou se escolhermos desistir sem nem sequer tentar, viver uma vida de arrependimento, com o pensamento constante do que poderia ter acontecido se tivéssemos tido mais coragem, se não tivéssemos voltado as costas e nos acomodado sem nem sequer tentar lutar.
Se bem que eu até consigo perceber essas pessoas não é fácil viver uma vida que é uma luta constante, sempre com o receio de que o presente dia seja o último. Mas, como dizem, o que não nos mata torna-nos mais fortes e um dia mais tarde olharemos para trás e veremos que todos estes obstáculos que no momento pareciam tão difíceis, tão impossíveis, apenas fizeram de nós uma pessoa melhor, com mais experiência e se sobrevivemos a eles é porque somos alguém especial que realmente merece a felicidade que está a viver.
Voldemort Vitória os devoradores da morte o exército de recém-nascidos é assim como os vejo, como obstáculos que neste momento parecem quase impossíveis de ultrapassar mas que eu sei que vou conseguir, que o que importa é não desistir, até porque não estou sozinha, a Ordem da Fénix, os meus amigos, a minha familia estão comigo sempre prontos para me ajudar, mas tenho de admitir que se não fosse por ele eu não estaria aqui, nem estaria tão confiante, já por duas vezes sofri a sua ausência prolongada e por isso que sem ele ao meu lado nunca conseguiria enfrentar todos estes obstáculos e muito menos ultrapassá-los, Edward é o meu pilar, é ele que me dá a força para ultrapassar tudo e todos os que se põem no nosso caminho.
– Um beijo pelos teus pensamentos.
Como se lesse os meus pensamentos e soubesse que estava a pensar nele, senti os braços de Edward rodearem-me enquanto me puxava para o seu peito. De manhã tínhamo-nos escapado antes que alguém acordasse e vindo para cá, para podermos ter um momento só nosso, como há já uma semana, desde que tinha descoberto sobre as Horcruxes, não conseguíamos ter.
– Ah mas eu estou a pensar em muita coisa, apenas um beijo não seria pagamento suficiente. sorri, olhando para o seu rosto perfeitamente esculpido que também sorria para mim.
– Sério? Então acho que me vou ter de esforçar para pagar o teu preço, não é? perguntou encostando os lábios ao meu pescoço, beijando ali e depois subindo os beijos até ao maxilar e voltando a descer para o pescoço, sempre com os lábios em contacto com a minha pele, deixando-me arrepiada. Fechei os olhos para sentir melhor as sensações que ele me provocava.
– Hum-hum e lamento informar que o meu preço é muito alto meu querido, se eu fosse a ti começava já a esforçar-me por o pagar. provoquei.
Lentamente, Edward inclinou o meu corpo, deitando-me na erva e deitando-se por cima de mim, sempre com muito cuidado para não por todo o seu peso sobre mim.
– Acho que vou aceitar a tua sugestão. falou e desceu os beijos até à minha clavícula e depois voltando a subir, deixando um rasto de fogo por onde os seus lábios passavam, até que finalmente alcançou os meus lábios.
Era impressionante como o Edward conseguia transmitir todo o seu amor por mim mesmo nos beijos mais fogosos como o que trocávamos agora. Rapidamente fiquei sem ar e amaldiçoei-me internamente por precisar de respirar, se não o tivesse de fazer a esta hora ainda poderia estar a beijar o Edward. Ele afastou os lábios dos meus, permitindo-me voltar a respirar mas não deixou a minha pele, os seus lábios continuaram a distribuir beijos pelo meu pescoço, pela clavícula, por todos os bocados de pele descobertos que encontrasse, senti as suas mãos subir pela minha cintura, infiltrando-se por baixo da camisola, ao mesmo tempo que a retirava e acariciava a minha pele. Estremeci e ergui o tronco permitindo que a blusa saísse com mais facilidade.
Desde aquela noite em que tivemos a nossa primeira vez não voltamos a ter relações então dizer que neste momento, aquele contacto íntimo era algo que ambos queríamos e muito era dizer pouco.
Assim que me vi livre da blusa comecei a trabalhar nos botões da camisa dele que pareciam estar a fazer de propósito para me atrasar na minha tarefa, ah mas eles não iam ser mais teimosos que eu! Senti Edward rir-se com a minha batalha com os botões e finalmente consegui desabotoá-los todos e, sorrindo triunfante com o meu feito, deslizei o pedaço de tecido pelos seus braços. Tentei virar-nos e Edward, ao perceber o que queria fazer, deu-me uma ajuda, virando-nos e permitindo-me ficar por cima dele. Comecei a distribuir beijos pelo seu peito musculado, primeiro descendo até às suas calças e depois voltei a subir, até ao seu pescoço, passando pelo maxilar e chegando aos lábios.
Edward subiu as mãos pelas minhas costas até ao soutien e procuro pelo fecho, quebrando o beijo quando bufou por não o conseguir encontrar, ri levando as suas mãos até à parte da frente mostrando-lhe onde é que ficava, o qual ele apressou-se a desabotoar e a tirar-me a peça, fixando depois o olhar nos meus seios, senti a minha cara ficar quente e tive a certeza que estava corada. Edward riu e sentou-se, comigo no seu colo com uma perna de cada lado do seu corpo e fazendo-me sentir o volume nas suas calças. Olhou mais uma vez nos meus olhos e depois inclinou a cabeça de modo a conseguir abocanhar o meu seio direito enquanto a mão massajava o esquerdo, sem conseguir conter-me soltei um gemido e deslizei as mãos pelo seu peito até chegar ao botão das suas calças que, surpreendentemente visto que as minhas mãos não paravam de tremer, deu menos luta que os botões da camisa e permitiu-me desabotoa-lo depressa.
Tinha acabado de descer o fecho das suas calças quando ele apareceu do nosso lado, sobressaltando-nos. Olhamos os dois para o Patronus em forma de cão, na verdade ele era muito parecido com a forma que o Sirius adquiria quando se transformava, que abriu a boca falando com a voz de Lupin:
– Bella, é urgente que venhas para a casa dos Cullen imediatamente, é um assunto de máxima urgência e se não te despachares eu juro que eu mesmo vou-te buscar, não me importa o que quer que seja que tu e o Edward estejam a fazer!
Assim que o Patronus acabou de transmitir a sua mensagem, evaporou-se no ar e enterrei o rosto no pescoço de Edward que também não estava muito contente com a mensagem.
– Ai não, porque é que não escolherem outro momento sem ser este? Ou até podia ser este só que daqui a meia hora. choraminguei.
– Eu juro que quando isto tudo acabar, eu vou-te raptar e levar para bem longe para que possas ser só minha sem nenhuma interrupção. disse entregando-me a minha blusa e o soutien.
– É bom que cumpras essa promessa, — disse enquanto saia do seu colo e me vestia se não quem te rapta sou eu.
Ouvi Edward rir-se enquanto me abraçava por trás e depositava um beijo no topo da minha cabeça. Hum então acho que vou fazer de propósito para ser raptado pela minha bela noiva.
Ri-me e virei-me nos seus braços de modo a poder encará-lo.
– O Lupin disse que era urgente então é melhor despacharmo-nos a ir se não nunca mais saímos daqui. A maneira mais rápida de lá chegar é por Aparição, o que achas? perguntei.
– Hum sabes é que podemos sempre ir a correr ou tu podes ir primeiro do modo feiticeiro e eu a correr a velocidade vampírica é muito rápida, chego lá num instante — Edward respondeu sem saber o que dizer fazendo-me gargalhar. Na verdade já estava à espera de uma resposta deste género dele, desde a primeira vez que tinha Aparecido que Edward fazia de tudo para evitar repetir a experiência. Ei do que é que te estás a rir?
– De ti seu cobarde e ainda dizes que gostas de velocidade. respondi ainda rindo.
– E gosto mas gosto mais de sentir os meus pés em terra firme e de me sentir inteiro espera, chamaste-me cobarde? Eu? Cobarde? Eu vou-te mostrar o cobarde. disse pegando-me ao colo em velocidade vampírica e fazendo-me soltar um grito pela surpresa. Ouvi-o rir enquanto começava a rir enquanto começava a correr em direção a sua casa, agarrei-me ao seu pescoço e encostei a cabeça no seu ombro.
Quando chegámos ao jardim enfrente da casa Edward abrandou o passo, andando normalmente e pôs-me no chão agarrando a minha mão enquanto nos dirigíamos à porta.
– Então, quem é que é o cobarde agora? perguntou com um sorriso torto.
– Parvo, um dia ainda mas pagas. ameaçei batendo-lhe no ombro e ganhando apenas uma dor na mão.
Entrámos na casa e de imediato senti a tensão ali presente, Edward também deve ter sentido ou lido os pensamentos dos presentes na sala porque senti-o ficar tenso. Tanto os Cullen como Lupin, Charlie, os Weasley e Kingsley que não me lembrava o nome se encontravam de volta de um dos sofás e assim que entrámos, apressaram-se a pôr-se em frente do sofá, tapando-o. De imediato fiquei preocupada, quem é que estaria no sofá e que eles se esforçavam por esconder? Alguém que ficou ferido? Seria a Tonks que estava grávida e por isso, numa situação mais critica? Não, não era a Tonks, conseguia senti-lo, mas saber isso não me tranquilizou porque tal como sabia que quem ali estava não era a Tonks, sabia também que era alguém de quem gostava.
– O que é que aconteceu? perguntei com algum receio da resposta.
– Bella, querida, ainda bem que puderam vir tão rápido. Charlie disse e olhou rapidamente para o sofá, apenas nesse momento reparei que ao seu lado, de joelhos virada para o sofá se encontrava uma rapariga que se levantou e virou para mim, permitindo-me ver-lhe a cara, tinha a pele morena e olhos e cabelo castanho escuro sendo este último liso apenas com caracóis nas pontas, quando se levantou vi que era da minha altura e possuía um porte físico bonito e que usava óculos. Sabia que era uma Auror porque já a tinha visto algumas vezes nos treinos mas nunca tinha falado com ela por isso surpreendeu-me um bocado vê-la ali e deduzi que a sua presença só podia ser um mau presságio. Ao ver que analisava Charlie apressou-se a continuar. Esta é a Tay Rose, já se devem conhecer não?
– Vi-a algumas vezes nos treinos. respondi.
– Sim, até agora nunca nos falámos e lamento que a primeira conversa seja por este motivo. ela falou.
– Qual motivo? O que é que me estão a esconder? inquiri, já começando a ficar irritada.
Vi Charlie e Lupin trocar um olhar rápido dando de seguida um aceno com a cabeça, o que só contribuiu mais para a minha irritação até que senti uma onda de paz invadir-me e de imediato percebi de onde é que ela vinha. Olhei para Jasper que me encarou de volta erguendo uma sobrancelha, suspirei voltando a olhar para Lupin e Charlie, realmente precisava de um pouco de calma.
– Bella, infelizmente aconteceu algo que não esperávamos, um amigo teu foi atacado violentamente pelos Devoradores da Morte, a Tay está aqui porque foi ela que o encontrou e o trouxe até à Ordem. Tentamos procurar-te em tua casa mas o Charlie disse-nos que tinhas saído com o Edward e pensámos que poderiam ter vindo para aqui mas quando não vos encontramos e não sabíamos mais onde vos procurar a única solução foi enviar uma mensagem pelo Patronus, ele saberia onde te encontrar
Notava-se que Lupin estava nervoso porque não parava de falar mas mesmo assim não tocava no ponto central da questão e o que eu mais queria saber.
– Quem é que foi? interrompi-o perguntando, já não aguentava mais a angústia de ter o conhecimento que algum amigo meu foi atacado mas desconhecer quem era essa pessoa.
Mais uma vez vi-os trocar um olhar e, como se tivessem combinado, afastaram-se permitindo-me ver quem estava deitado no sofá. Durante aqueles breves segundos, que pareceram uma eternidade, após Lupin ter dito que alguém tinha sido ferido, pensei em várias pessoas, Luna Nevile Dean Seamus Lavander Parvati pensei nos vários amigos que tinha em Hogwarts mas nunca pensei naquela hipótese, mas surpreendentemente foi a que doeu mais. Não sei se foi por ver o seu rosto coberto de cortes e nódoas negras, se foi por pensar que ele nunca seria atingido, que nunca seria alvo de alguma crueldade maior do que aquelas que já tinha vivido, se foi porque ele se tinha tornado mais importante na minha vida do que imaginara.
Só me dei conta que estava a chorar quando soltei um soluço. Deitado no sofá com o seu pequeno corpo tapado por um corpo tapado com um cobertor, estava o meu querido elfo livre.
– Dobby. disse num soluço, soltei a mão de Edward e corri até o sofá, ajoelhando-me ao seu lado e peguei na sua mão que estava por cima do cobertor, descansado em cima do seu peito. Assim que me ouviu, Dobby virou o seu rosto, olhando para mim com os seus grandes olhos.
– Menina Isabella Potter. sussurrou esboçando um pequeno sorriso.
– Estou aqui. dei-lhe um pequeno aperto na mão provando o que tinha dita.
– Dobby sentir sua falta, Hogwarts não ser a mesma coisa sem a menina lá, ser sítio mau.
– Oh Dobby, eu também senti a tua falta, mais do que imaginava. falei enquanto as lágrimas corriam pelo meu rosto.
– Menina Isabella não dever chorar, Dobby não querer vê-la assim. Dobby está feliz, deu a sua vida pela da menina.
– O-o que que-queres dizer com i-isso? perguntei aos soluços.
– Dobby estar a limpar quando ouvi conversa entre professores maus, eles falar muito mal de menina, eles dizer que irem encontrar menina Isabella e matá-la mesmo que tivessem de percorrer o mundo todo, e rir-se da menina, Dobby não poder deixá-los magoá-la, então Dobby defender menina mas os professores chatearem-se e atacar Dobby que conseguiu fugir usando teletransporte dos elfos. Ir parar a Hogsmeade onde muitos feiticeiros ignorar Dobby por ele ser apenas um elfo
– Não, — interrompi-o já não aguentando ouvir que mesmo estando gravemente ferido, os feiticeiros e bruxas de Hogsmeade preferiram ignorá-lo a ajudá-lo, como se fosse algo de indesejável não, tu não és apenas um elfo, tu és mais importante que isso, és meu amigo. não só sabia que aquela simples frase faria o Dobby muito feliz como também era a mais pura das verdades.
Como tinha previsto, vi os olhos dele iluminarem-se de felicidade.
– Dobby ser seu amigo? A sua amizade ser a maior honra e felicidade de Dobby, menina Isabella ser menina boa, honrada, libertou Dobby, eu ser-lhe grato por toda a vida. Dobby estar feliz por poder morrer pela menina. à medida que ia falando a sua voz ia-se tornando mais baixa, o discurso mais pausado, a respiração mais lenta denotando a sua dificuldade em continuar a faltar, indicando que a vida o estava a abandonar.
– Shhh não fales mais, descansa Dobby, agora estás seguro, nunca mais vais ser maltratado. — assegurei-lhe enquanto lhe acariciava a cabeça com uma mão e a outra continuava a segurar a sua, agora com um pouco mais de força. Agora vai fic
ar tudo bem, eu estou aqui contigo, vou sempre estar.
Nos poucos minutos que se passaram a sala continuou imersa num silêncio sepulcral com todos a olharem para o elfo à beira da morte a prestarem-lhe a devida homenagem, mesmo não o conhecendo, pelas palavras que ele dissera notara-se que não era como todos os outros, que era alguém especial, pelo menos para mim. O silêncio apenas foi interrompido por um suspiro, o último suspiro de vida dado por Dobby. Senti a vida abandonar-lhe o corpo ao mesmo tempo que observava os seus olhos, sempre tão expressivos, ficarem vazios e a sua mão escorregar da minha. Agarrei-a com mais força ao mesmo tempo que as lágrimas começavam a escorrer abundantemente pela minha cara e recomeçava a soluçar sem conseguir parar. Deixei a minha cabeça cair sobre a beira do sofá em cima da minha mão e da do Dobby, ainda entrelaçadas.
À minha volta ouvi mais soluços, não era a única a chorar mas era a que mais sofria, de todos os presentes era a que melhor conhecia Dobby, era a mim que ele faria mais falta, o meu querido amigo elfo que quando nos conhecemos não me queria matar mas causar um grave acidente para me impedir de ir para Hogwarts.
Mais uns minutos se passaram até que consegui parar de soluçar embora as lágrimas continuassem a vertes dos meus olhos. Durante esses minutos aproveitei para tomar a minha decisão.
– O último dos Horcruxes está em Hogwarts disse assim que me controlei com uma voz rouca devido ao choro — é para la que tenho de ir, não me interessa se me encontrar com Voldemort, é da maneira que se põe um fim de uma vez por todas a esta guerra que já dura há demasiado tempo. Por causa dela perdi os meus pais e uns mais tarde tirou-nos o Sirius olhei diretamente para Lupin, que também tinha algumas lágrimas nos olhos, quando falei dos meus pais e do meu padrinho também já perdi vários amigos, o Cedric, o Olho-Louco, mas não fui só eu que perdi pessoas importantes, centenas de feiticeiros e bruxas já perderam pais, filhos, irmãos, tios, primos, amigos por causa desta guerra. Por isso não me tentem impedir, já estou farta, isto dura há demasiado tempo, está na hora de lhe pontar um ponto final e esta é a única maneira.
Quando acabei de falar não lhes dei tempo para responder, levantei pegando no corpo do Dobby com todo o cuidado e fui andando até à porta com ele ao colo.
– Bella, onde é que vais? Edward perguntou-me quando passei por ele.
– Vou enterra-lo à maneira Muggle, o Dobby merecia isso. respondi.
Continuei a andar quando ouvi a voz de Rosalie:
– Há um sítio muito bonito na floresta onde o podes enterrar, eu levo-te lá. não vou mentir e dizer que não fiquei admirada por quem ter dito isto ter sido Rosalie porque fiquei, mas sorri para ela agradecendo que sorriu em resposta.
Em silêncio fomos até ao tal sítio, não apenas eu e Rosalie mas todos os presentes. O local não era muito longe e era realmente muito bonito, era uma clareira mesmo muito pequena, rodeada por árvores enormes mas no meio estendia-se um manto de erva salpicado de flores silvestres.
Os feiticeiros fizeram aparecer pás e todos nós escavamos um bocado da sepultura mesmo no centro da clareira. Quando o buraco já estava feito, Jasper entregou-me uma caixa de madeira do tamanho de Dobby que ele fizera e depositei o pequeno corpo lá, pousando as suas mãos sobre o peito e coloquei uma flor que apanhara no meio delas, como se ele a estivesse a segurar, fechei-lhe os olhos e olhei uma última vez para ele antes de fechar a caixa, parecia que estava a dormir e era essa a imagem com que queria ficar dele.
Assim que pusemos a caixa no buraco com o maior dos cuidados, voltamos a usar as pás para tapar o buraco onde agora o corpo de Dobby repousaria. No final Emmett entregou-me uma pedra que moldara para ter a forma de uma lápide e onde escrevera o que Hermione lhe dissera: Aqui jaz Dobby, um elfo livre.. Coloquei a lápide em cima da sepultura e afastamo-nos todos numa homenagem silenciosa, como se tivesse sido combinado, um raio de sol que passara pela folhagem e pelas árvores iluminou precisamente o sítio onde Dobby repousava.
Naquele raio de sol permiti-me ver uma esperança de que terminaríamos com a guerra brevemente, que Voldemort seria derrotado, o mundo voltaria a ter paz e os tempos sombrios que hoje se viviam desvaneceriam. Em silêncio fiz uma última promessa a Dobby que lutaria com todas as minhas forças, até há morte se fosse preciso, para derrotar Voldemort.
Por um mundo melhor por Dobby.

Notas finais
N/Amaya: *Okay, Amaya se controla pra dar as notas finais. Pare de chorar* Estou muito triste pelo Dobby ter nos deixado neste capitulo, e realmente estou chorando pelo trabalho incrível da BabyBia, então uma grande rodada de aplausos para nossa portuga favorita que deu a morte mais honrosa a Dobby o elfo livre. Por um mundo melhor... Por Dobby. Aqui jaz Dobby, um elfo livre... Sempre em nossos corações. Beijos, Amaya N/Bia: *Eu não vou chorar, eu não vou chorar* É infelizmente o nosso querido elfo morreu *bolas, já estou a chorar. Espero que tenham gostado e que não abandonem a fic e deixem o vosso comentário. Bjs