Is beginning or not

4 And when it gets hard


Notas iniciais
Escrevi esse capítulo ouvindo essa música na rádio, embora ela não tenha muita conexão com o enredo. Se quiser ouvir algo está ai: https://www.youtube.com/watch?v=Ifh1DLe92hQ

POV.Romero

Aquela noite passada não para de passar na minha mente. Me sinto um idiota ao cubo de não ter parado quando tive a chance. Porém hoje, há tantas coisas para fazer, mas sei exatamente por onde começar. Morro da Macaca aqui vou eu.

— Hey Tóia! Pronta pra hoje? — falo pela janela do carro enquanto ela entra pela porta lateral

— Ainda não sei se quero fazer isso, Romero... Você disse que seria bom, só que as coisas estão tão confusas, não sei se vai ajudar.

— Búzios vai te revigorar, prometo! Além de ganharmos uma grana boa com os turistas, neh?! Seu carisma com certeza vai nos render muito. — indago com um tom sedutor ao olhar para ela e engato a primeira marcha do automóvel.

Pegamos a estrada escutando uma boa música e aquelas horas do Rio até Búzios nem foram reparadas. Minha vontade era sair no maior luxo. Lancha, roupas, Champagne, relógio, tudo. Além disso, dançar, beber e me divertir o máximo possível. É difícil manter uma vida dupla, principalmente com a minha presa sentada ao meu lado e escutando “Trouble”, sem poder sair cantando com os vidros abertos, um lindo óculos escuro e mais algumas coisas.

A morena só olhava a paisagem com um tom melancólico, soltando um sorriso algumas vezes, porém pensativo. O assunto da conversa não move do eixo problemas, até que chegamos e ao sair do carro aproximo-me dela e peço para pararmos.

— Tóia. A gente tá entrando numa parceria aqui e agora! O que passou se foi,ok? Esquece um pouco sobre tudo. Hoje, o Rio não importa....

— É complicado, Romero. Minha, quer dizer, nossa mãe morreu e pra tentar resolver eu fui atrás de um cara que tentou me matar e ainda gosto do filho dele.

— Ei,olha pra mim... — faço ela olhar ao colocar minha mão em seu queixo. — Esse lugar é lindo e a nossa boate vai fazer mais sucesso do que qualquer outra. O que aconteceu com a nossa mãe vai ser resolvido. A polícia está empenhada como eu te disse no restaurante.

— Você quer dizer o Dante, neh?...

— Isso,o meu filho vai fazer de tudo pra ajudar. E ei...você queria minha ajuda, nada melhor do que um trabalho distante do que perturba.

— Tem razão. Trabalhar sempre faz bem. Então vamo nessa? — se desvencilha da proximidade e caminha até a entrada do estabelecimento.

POV.Atena

Vestido e bolsa pretos, anéis, unhas, maquiagem, parece que tudo está pronto. Meu maridinho saiu cedo hoje, mas fez questão de me lembrar do encontro. Embora, esse não seja algo pelo qual estou excitada. Entrar na facção foi fácil. Só precisei não matar o Romero, porém agora depende exclusivamente de mim, deusa, e da minha esperteza, que com certeza me levará ao topo do mundo. Repito mentalmente na frente do espelho. Hahaha... Aquela coisa de que a vivência nos deixa próximo é verdade. Estou parecendo o Romero só falta dançar.

— Vitória na Guerra, Atena! — fala Tio assim que nos encontramos discretamente naquele estacionamento.

— Vitória na Guerra! — repito a saudação. — Me surpreendi com a chamado. Minha primeira missão para o grupo será majestosa.

— Esperemos que seja ou... — se aproxima — você sabe o que acontece. — engulo a seco, porém continuo firme. — Mas bem... Sua tarefa é simples para alguém que se acha superior como você. — demonstra uma ironia — Terá que se aproximar de um homem. Ele chegará em um hotel hoje à noite e você precisa colher algumas informações e nos entregar o mais rápido possível.

— Qual o motivo? — questiono querendo receber mais detalhes. — Não fazemos perguntas, Atena. Tudo que precisa saber está nesse envelope e depois de ver o conteúdo, queime. — me entrega e percebo que perguntas só depois.

Pego um táxi e vou diretamente para a cobertura. Todo aquele clima me fez sentir em um filme do James Bond. Nesse caso, a protagonista sou eu. Sento no sofá e começo a ler as instruções. Não havia praticamente nada, apenas uma foto da presa, o nome do hotel onde ele estará e o mais importante, a quantia que ganharei. Uma boa grana por sinal. Pego um bom whisky e saboreio enquanto pesquiso na internet um pouco mais sobre o homem misterioso, mas sem sucesso.

POV. Romero

— E então, gostou? — falo ao abrir a porta e entrarmos

— Maravilhoso. Que lindo! — vejo seus olhos brilharem e um sorriso aparecer. — Como você conseguiu isso aqui? É perfeito, Romero.

— Eu sempre quis ter algo para o povo se divertir, aí quando me contaram desse lugar achei fantástico. Era de um antigo clube, então já tem espaço, palco, bar, tudo pra funcionar. Só precisa uma reforma.

— Cara, já vejo a galera dançando aqui e bebendo ali — começa a dar várias voltar pelo local. — Você entra com o trabalho e eu com o investimento. Sei que vai dar certo. — a encaro

— Porque tá me olhando assim? — pergunta enquanto vamos para a área externa onde já fica a praia. — Cê tá sorrindo...É bom. — fica sem graça e sentamos na divisão areia/piso de madeira.

— Obrigada. — fala como sinceridade. — Não precisa agradecer. No fundo também preciso disso. — me aproximo e dou um leve empurrão nela como uma brincadeira

— Esse silêncio é tão estranho. — diz cabisbaixa

— Por que? — pergunto — Tô acostumada com lugares barulhentos e movimentados, mas essa vista faz querer esquecer o que realmente está acontecendo. — a brisa deixa tudo em um estilo comédia romântica. — Então esquece, Tóia.

— A morte da minha mãe, o Juliano, a facção, tudo. É tão complicado... — vejo uma lágrima descendo pelo seu rosto. — Ei...Estou aqui pra você. A gente vai passar por isso junto. — ela olha pra mim e nos abraçamos — Você é a única pessoa que consigo dizer isso, sabia? É importante. Virou minha família. — conta no meu ouvido e continuamos próximos vendo aquele horizonte.

Notas finais
OBS.: Olá, leitores. É o seguinte, essa fic não é exclusivamente Romena, como já deu pra perceber. Não pretendo fazer uma história no estilo de só amor entre os dois. Quero construir um enredo onde haja crescimento emocional entre os personagens. Por isso, essas cenas com os secundários. Terá momentos interessantes com a Tóia, porém não quer dizer que esqueci Atena. Para falar a verdade eu demoro bastante para escrever algo que não envolva a deusa. As ideias estão surgindo com o que vejo na novela, no entanto coloco um toque do que queria que ocorresse. E sim, Romero e Atena terão diálogos de deixar os poetas inspirados, do mesmo jeito que momentos tórridos de sexo. Tentarei mostrar várias nuances. Está apenas começando. Obrigada por lerem e espero que continuem.