Irremediável
23 Gorda
Acordei no dia seguinte toda Lerda. A única coisa que me fez fica um pouco feliz foi que estava um dia claro lá fora. OS raios de sol passavam pela Janela, inundando o meu quarto de luz. O seu estava limpo, com a penas uma fina nuvem.
Eu podia dizer que o dia estava perfeito. Na verdade esses meus últimos dias estavam perfeitos. Muito divertidos e alegres.
Me levantei da cama. Ao meu lado estava o panda gigante que Rennesme havia me dado no dia anterior. E logo me vi com um largo sorriso no rosto.
Fui para o banheiro toda saltitante. Passei meu banho inteiro cantando “Isn’t She Lovely” pensando na Rennesme, aquela criança linda e adorável.
Terminei. Saí do Boxe, enrolada na toalha. Até que então vi um balança. Um que o Peter tinha comprado quando eu fui com ele comprar toda aquela parafernália pra ele.
Não resisti, subi na balança.
Vish! O negócio tava muito sério! Será possível? Eu engordei Dez quilos.
Meus olhos se arregalaram, eu logo saí de cima daquele objeto terrível e assustador! Eu não podia acreditar. Não era um, nem dois. Nem cinco, nem sete. Eram DEZ PESADOS QUILOS.
Como eu pude deixar isso acontecer. Pior que era verdade. Eu estava aparecendo um hipopótamos.
A campainha tocou.
Me vesti correndo. Coloquei um calça e um e uma blusa com manga curta.
Desci as escadas correndo. Dessa vez tomando mais cuidado para o que aconteceu da última vez que eu desci as escadas correndo não se repetisse.
Abri a porta.
_Lisa! Me ajude aqui! Isso é pesado sabia?!?!
_Eita, to indo!
Meu pai estava tirando do porta malas uma caixa com uma imagem de uma esteira. Era tudo o que eu precisava.
O ajudei a levar tudo aquilo até dentro de casa.
O perguntei curioso.
_Pra que você comprou a esteira pai?_ perguntei. Será que ele tinha percebido que eu tava tão gorda que resolveu comprar?
_Só completar o que não deu pra comprar.
Ontem? Parecia que já era uma eternidade. Me diverti tanto ontem que nem me lembro mais das coisas!
_ok então.
_O que você fez para o almoço?
_Almoço?
_É Elizabeth, já são duas horas da tarde. Já não está mais do que da hora de almoçar? Você esqueceu de fazer almoço logo hoje que eu vim almoçar com você?
Nossa! Eu dormi isso tudo?
_Hm… Se importa de comer lasanha congelada?
Ele deu uma pequena risada.
_Não Elizabeth._ ele deu um beijo na minha testa e foi se sentar no sofá.
Fui correndo para a geladeira pegar a lasanha. Em quanto escutava o canal de esportes da televisão.
Comiga congelada. Era por isso que eu não parava de engordar. Não fazia exercício nenhum. Não fazia nada. Ia virar uma bola.
Coloquei a lasanha no micro-ondas e fiquei olhando a bandeja rodando, rodando, rodando… Piiiiiii!
_ Paiii! Já tá pronto!_ Gritei.
Ele se levantou e foi andando até mim a mesa. Onde os pratos já estavam servidos na mesa. Ele se sentou elegantemente e começou a comer.
Em quanto eu comia, comecei a pensar. Eu não conseguiria montar a esteira sozinha. Teria que esperar meu pai ir e voltar do trabalho. E não poderia esperar. Tinha que tomar medidas rápidas.
_Pai, hoje vou fazer trilha. Então, quando chegar em casa, não se assuste por eu não estar aqui ok?
_Trilha? _ disse ele com indiferença.
_É, trilha. Hoje me pesei, estou dez quilos mais gorda_ disse quase cochichando.
_Dez quilos? Nem dá pra perceber.
É claro que ele tinha percebido. Só não queria me deixar mal.
_Caso você se perca… leve o celular._ disse Peter indiferente.
_Celular? Como se no meio do mato tivesse muito sinal.
_é, faz sentido.
Ele se levantou, apertou o eu nariz e colocou o prato na pia.
_Estão tá. Só tome cuidado tudo bem. Espero que em trilhas não tenha escadas.
_Esca…_ por que meu pai acharia que teria escadas em uma trilha._aah, pai! Não precisava lembrar disso._ a ficha caiu. Ele estava tirando sarro da minha cara. Só podia ser meu pai mesmo…
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