Irremediável
24 Trilha (1.0)
Quando meu pai voltou para o trabalho, e a louça já estava lavada, subi para o meu quarto procurar uma upa para eu fazer trilha.
Coloquei uma calça de ginástica ( cara, eu trouxe isso mesmo? ) Uma blusa colada branca e por cima uma blusa mais larga preta com o desenho de um maçã na frente. Coloquei o tênis de corrida, amarrei meu cabeço em um rabo de cavalo. Peguei uma bolsa que virava um tipo de cinto.
Lá, guardei o celular_ não me pergunte por que eu estava levando ele_ dinheiro, meu Mp4, para escutar música ao longo da minha caminhada, Uma garrafinha de água, e assim que saí de casa, guardei as chaves lá.
O sol ainda brilhava. Iluminando a minha pelo.
Entrei na floresta ao lado da casa de Charlie.
Eu estava maravilhada. Os raios de sol invadiam a floresta passando por entre os galhos secos das árvores. Observando ainda mais, no chão, algumas flores de todos os tipos de cores apareciam timidamente. A grama de um tom verde musgo… Alguns caminhos formados por folhas secas que estalavam em quanto eu andava, Tudo ali me fascinava.
Tentando olhar além das árvores. Podia-se ver pássaros voando em forma de V. Tudo tão lindo.
Parei de me distrair e comecei a nadar. Tentei deixar algumas marcas nas árvores e no chão para eu não me perder quando fosse voltar.
Andei ao som de “Breath Of Life de Florence and the Machine”.
Eu não cansava de admirar a paisagem. Era tão fascinante…
Em alguns momentos, me vi pensando na família perfeição. Quando o sol iluminava algumas cascas de árvore seca, eu me lembrava do cabelo cor de bronze de Edward Cullen.
Em outros, quando observava algumas Flores amarelas. Lembrava dos olhos dourados do Dr. Delícia, e da delicadeza de Rennesme.
Após duas horas de uma cansativa caminhada pela floresta, observei a uns 200 metros, uma campina. Ou parecia uma campina. Ficava meio difícil de saber com todas aquelas árvores. _ah, sério?
Eu queria avançar. Explorar mais aquele lugar. Mas percebi que minhas pernas estavam tremendo de cansaço. E eu ainda teria que andar mais duas horas para voltar.
Sentei por um instante em um desses bancos de raízes de árvores que a própria floresta tinha formado. Peguei a garrafinha de água, que estava morna, e bebi. Logo depois joguei a minha cabeça pra trás. Um vento, fraco, soprou perto de mim. Levantei a minha cabeça, e percebi que só as folhas secas que estava perto de mim voaram a uns 2 centímetros acima do chão. Algumas quebraram. Mas só as que estava perto de mim. Eu já estava cansada, então nem tentei entender o que estava acontecendo. Joguei a mina cabeça para traz novamente. Abri os olhos. Pensei ter visto um vulto. Seria algum animal? Ou só coisa da minha cabeça? Era melhor eu voltar logo pra casa. Eu Literalmente tava quase morrendo de cansaço.
Que burra sou eu. Poderia perfeitamente ter pegado meu carro e ter parado ali por perto!
_Elizabeth, você é uma idiota_ gritei de ódio para a floresta.
Respirei fundo e levantei.
Fui seguindo as marcas que eu tinha deixado no chão para voltar para casa. Sempre as vezes olhando para trás, pensando que o meu destino no dia seguinte seria aquilo que parecia uma campina mas eu não sabia se realmente era.
Em alguns momentos sentia que alguém me olhando. Mas com eu disse. Eu já estava cansada. É em eu ficar vendo coisa que não existe quando estou cançada.
Já estava escurecendo. Mas pra minha sorte, eu já estava chegando e casa.
Olhei para traz novamente. Pra nada.Eu sabia que já estava longe da campina. Mas olhei só pra tentar imaginar o quão perfeita aquela campina deveria ser. Dei um suspiro.
Quando me virei para frente novamente e continuei andando. Bati de cara com uma árvore que eu não havia visto. EU ESTAVA MESMO CANSADA.
A árvore era grossa. Robusta. Caí no chã.
Senti uma pequena linha de sangue sair da minha cabeça. Senti uma respiração irregular. Provavelmente a minha. Toquei na minha testa. E estava lá. Sangue jorrando para todo lado. Algo estava muito próximo de mim. Pressionei minha testa pra tentar estancar o sangue.
Um farol de um carro, muito claro. Estava ofuscando a minha vista.
Ah, que Beleza. Quer dizer agora que meu pai ia ficar preocupado comigo e não ia deixar eu fazer trilha?
Tentei me levantar rapidamente. Pra minha surpresa e felicidade, eu consegui. Aquilo que eu sentia próximo de mim, já não estava mais.
Fui correndo para o carro do meu pai. Será que ele tinha me visto caída no chão?
_Oi pai!_ disse tentando parecer não cançada.
_Elizabeth, o que aconteceu com você?_ perguntou ele curioso e abismado tirando um pedaço de galho que estava preso na minha cabeça.
_Não aconteceu nada pai.
_Uhum… Nada? E por que a sua testa está ferida? E sua roupa. Está toda suja de mato, grama e…_ Ferida? Melhor… Pelo menos ela não estava mais sangrando.
_ Pai… eu estava fazendo trilha, caí uma vez.. nada de mais. Nenhum motivo pra se preocupar.
_Ok então. Vamos entrar então.
Dei um passo e vacilei. Cai em cima de Peter, que me segurou. Ainda bem que meu pai não era esses caras velhos e flácidos, ou barrigudos. Ele era forte, pelo menos o suficiente para não me deixar cair.
_Acho que tem alguém cansada aqui._ disse ele tirando sarro da minha cara.
_É, você_ dei uma pequena risada_ você tem razão.
_Quer uma ajudinha?_ disse ele já me pegando no colo.
_Pai, que necessário!
_Desnecessário é ter que ver você levando um tombo a cada passo._ disse ele já entrando em casa._ pronto.
Ele me colocou no chão e trancou a porta.
Eu já estava subindo as escadas. Direto para o banheiro. Tomei um banho. O melhor que eu já tomei. A água quentinha. Passava pela minha pele junto com o sabão, fazendo espumas. Logo depois o shampoo, Passando pelos meus cabelos castanhos claros.
Quanto terminei de tomar banho. Senti um frio. Então, coloquei uma calça e um casaco de moletom. Ambos duas vezes maior que eu. Assim que eu gosto.
Desci as escadas. Senti um cheiro delicioso de comida.
_Mas o que… _ disse impressionada.
_Comprei comida e um restaurante “perto” do trabalho em quanto voltava. Eu já sabia que vocÊ não ia fazer o jantar mesmo…
_Ah, pai! Você é o melhor!
Corri para dar um abraço nele. Eu estava morta de fome.
Ao longo do jantar, Peter estava me contando sobre o seu dia. Disse sobre várias coisas. Mas a única coisa que eu realmente prestei atenção foi quando ele disse algo sobre uma praia chamada La push. PRAIA!
É claro que eu não iria entrar na água. A Água deve ser congelante aqui em Forks. Mas olhar o mar. Olhar o Infinito. Eu gostava de admirar o mar!
Tá aí! Após a campina minha próxima parada vai ser La push!
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