Irremediável
12 Sonho
Estava em casa assistindo televisão, nada de muito interessante. Até que meu pai me empurrou para o lado do sofá com sua enorme “busanfa” e me pediu.
_” Minha filha querida, você não quer pegar um refrigerante para mim não?”
_Claro que eu pego papai!
Eu sorri dei um beijo na testa dele, e fui em direção a geladeira pegar o refrigerante.
Eu entreguei o refrigerante na mãe dele e fui para o meu quarto.
_Pai, vou dormi tudo bem, estou meio cançada.
_tudo bem filha ,pode ir. Só cuidado com essas portas ninjas que se abrem sozinha para bater na sua cara.
_ra-ra, nossa como vc é engraçado pai!
Meu Pai mudou de canal. Nele uma música engraçada não parava de tocar. Até que eu perguntei.
_pai, que programa é esse?
_Globo repórter, porque?
Eu dei uma risada.
_programa pra velho!!!!!
_nada a ver, você as vezes assiste esse programa e nem por isso é velha!
Eu não respondi, fui direto para o meu quarto, passando bem longe de todas as portas. Não sei né, vai que…
Deitei na minha cama e simplesmente apaguei.
“Eu estava andando em um corredor muito longo , e muito estreito. Meu pai andava ao meu lado.
Caminhávamos lado a lado sem dizer nada. Até que uma porta se abriu e dela saiu Estela.
Nossa, nessa altura do campeonato eu nem lembrava mais que ela existia, que ela fazia parte da minha vida. E isso era bom, mas agora. Essa felicidade estava acabada. Ela se aproximava de mim e de meu pai, e logo que conseguiu chegar bem perto de mim e do meu pai, agarrou no braço dele e fez com que ele se afastasse de mim, porém, por mais que eu tentasse me mover, não deixar que ela o levasse para longe de mim, a única coisa que eu conseguia fazer era continuar andando. Caminhei triste até o final do corredor onde uma porta se abriu e dentro tinha uma luz muito forte, que não me permitia ver o que realmente se escondia alí.
Der repente o sonho mudou. Eu estava na floresta, sozinha, parada, sem fazer exatamente nada, até que do nada, aquele homem que eu vi no hospital, que era perfeito e horripilante ao mesmo tempo aparece na minha frente, seus olhos eram como fogo! Ele chegava perto de mim, cada vez mais, até que…”
_Ei, ei. Calma Lisa, é só um sonho…
_ha-ha, o que está acontecendo?
_Você estava gritando e se debatendo na cama. Até Charlie bateu aqui na porta para perguntar se algum ladrão tinha entrado aqui e…
_Ai meu Deus. Eu estou te causando problemas?
_Claro que não lisa de jeito nenhum… hm, eu queria te falar de algo.
_o que pai?_ disse meio ofegante.
_é que…
Uma pessoa com uma bandeja de café da manhã e um buquê de flores na mão que tampava seu rosto apareceu na minha porta.
Foi entrando, chegando mais perto de mim. E quando estava a apenas um metro de distância finalmente abaixou o buquê e eu pude ver seu rosto.
_ESTELA? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?
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