Ironias do Amor

3 A volta da inesperada.


Ficamos em silêncio por uns longos dois minutos até que ele respirou fundo e me respondeu sem devaneios.


— Sei que você queria ficar á vontade em sua prévia liberdade hoje, mas infelizmente preciso que você me faça só mais coisa. Apenas uma.


— Que coisa seria essa?


— Seth diz ter ouvido algo ou alguém na floresta, quero que você verifique quem ou quê pode ser e se for preciso... Destrua!


Eu não queria acreditar no que ele estava me pedindo, por quê logo eu? por quê não qualquer um dos outros? já que Seth foi quem diz ter ouvido essa tal coisa, por quê Sam não o mandou nessa missão? um turbilhão de pensamentos cheios de reclamações me veio a mente, mas não hesitei e apenas obedeci.


— Tudo bem, eu farei. — revirando os olhos.


Sam embora percebendo minha enorme má vontade apenas assentiu antes de me virar as costas e sumir floresta adentro.
Fiquei imóvel por alguns segundos, tomei um impulso e lá estava eu na forma de um enorme lobo cinza, meu sangue fervia em minhas veias, eu só queria encontrar e destruir a coisa — seja lá qual fosse — e voltar pra minha serenidade. Continuei correndo, farejando, trotando pra um lado e pra outro e ... Nada da coisa aparecer, até de repente eu ouvi um barulho de galhos secos se quebrando, de imediato corri para a direção de onde vinha o barulho e tamanha foi a minha surpresa por que não se tratava de ''uma coisa'' e sim de alguém, era uma garota que pela fisionomia devia ter por volta dos 15 anos.
Estava de costas para mim, não fiz nenhum movimento brusco para que não se assustasse, porém eu precisava sair dali para voltar a forma humana o mais rápido possível. Acompanhei cada passo que ela ia dando embora só ficasse em círculos. Aproveitei de que algo lhe atraiu a atenção e ela deu uma leve afastada, fui para atrás de uma árvore a fim de mudar de forma. Entretanto voltei de imediato ao local onde estava pois não queria perder o rastro da menina. O quê? ela poderia ser muito bem um deles, um daqueles... argh! Vampiros.
Eu a segui bem lentamente, não queria que percebesse que estava sendo vigiada.


— Quem é ela? e o que faz aqui? .- eu não conseguia controlar meus pensamentos. — Seja lá quem for, com certeza não é daqui, continuarei seguindo-a. — repetia para mim mesmo.


Ela continuou andando sem rumo até chegar ao penhasco, vez ou outra se inclinava para ver as ondas se quebrando nas rochas, eu podia ouvir ela sorrindo.


— Mas do quê ela está rindo? .- dei um pesado suspiro. — Qual é o problema dessa garota? .— falei baixinho com bastante cuidado para que não me ouvisse.


— Meu Deus! esse lugar não mudou nadinha..- ela falou pra uma borboleta em sua mão. — Embry e eu costumávamos correr por essa floresta, nós adorávamos.— soltou um riso de leve.


Não é possível, eu não estava conseguindo acreditar. Meus devaneios foram interrompidos quando a ouvi dizer meu nome e que nós, isso, ela disse ''Nós'' costumávamos brincar nessa floresta. Meu coração pulsou forte em meu peito. Será que ela era? a menina doce e inocente de 4 anos que foi mandada embora daqui sob a indiferença e a rigidez do pai? eu queria continuar onde estava mas emoção foi imensa que não consegui mesmo lutando com todas as minhas forças.


— Allyson? .- falei de uma vez saindo de trás das árvores.

Ela rapidamente se virou para me olhar, estava perplexa.


— É você? .- continuei falando, meu olhar estava trêmulo, eu mal conseguia olhá-la nos olhos. — Não me reconhece, não é? Claro que não, se passaram tantos anos... Sou eu, Embry.


minha apresentação fora interrompida, não pensei e corri para ela a segurando não muito forte pelo braço para não machucá-la. Sim, com a surpresa havia se esquecido que estava virada de costas para o barranco e assim que me ouviu falar, escorregou e se não fosse pelos meu reflexos teria caído naquela água congelada.
Continuei segurando-a esperando que ela reagisse, precisava ser firme para que eu não perdesse o equilíbrio.

Notas finais
divirtam - se :)