Iris
11 Apartamento
Notas iniciais
Olá, como vai você?
Boa leitura!
Ruby P.O.V.
Quando fui buscar a Liv e vi aquela cena não sei o que me deu, meu corpo se mexeu sozinho e quando percebi já tinha acertado meu punho na cara daquela garota. Foi como se algo tivesse sido ativado em mim e tudo que minha mente dizia era “protege ela”. Trouxe ela para a lanchonete para poder controlar um pouco a situação, mas ela desandou mais um pouquinho, a reação que a Liv teve assim que viu a mãe foi como se não houvesse qualquer tipo de confiança e diálogo ali. Por um momento sua expressão foi basicamente de medo, mas aparentemente minhas palavras a acalmaram. Eu ainda não a conheço muito bem, mas o fato de eles simplesmente terem ido embora me incomodou. Ela é do tipo prefere ficar sozinha quando algo ruim acontece? Quando eu disse que não vou desgrudar dela ela não demonstrou nenhum tipo de resistência ou incômodo. Sinto que preciso ter ela por perto. Acho que me apaixonei em tempo recorde. Agora estou aqui, fritando hambúrguer enquanto fico praticamente suspirando enquanto observo ela e minha avó conversarem, parece que a Granny gosta mesmo dela e isso me dá uma sensação tão boa.— Queria que você também pudesse conhecer ela, mamãe. — Disse baixinho. Arrumei os hambúrgueres dentro dos pães com os demais ingredientes, os coloquei em uma bandeja junto com as porções de batata frita e os copos de coca, fui em direção ao o balcão e coloquei a bandeja sobre ele. – Desculpa atrapalhar vocês, mas a comida de um certo alguém está pronta. — Ao ver o hambúrguer os olhos dela brilharam e isso me fez sorrir.— Tudo bem, meu amor. — Granny disse olhando para mim. – Vou aproveitar para dar uma arrumada na cozinha. – Ela piscou para mim. – Come direitinho, Ruby. Para a Liv nem preciso dizer nada. — Disse em tom brincalhão e se dirigiu a cozinha.— Eu sou paranoica ou ela percebeu que está rolando alguma coisa entre a gente? — Perguntou enquanto eu me ajeitava no banco ao seu lado.— Percebeu e está fazendo hora na cozinha, eu cheguei cedo para arrumar tudo e agora não deixei nada fora do lugar. – As bochechas dela tomaram um tom rosado. – Como está seu pescoço? Está doendo? — Pergunto me aproximando para poder ver melhor. — Não. Ainda está marcado? — Levo minha mão até seu pescoço e a sinto arrepiar. Acho que encontrei um ponto fraco.— O gelo ajudou bastante, não tem nada que eu consiga ver. – Ela fez uma expressão de alívio. – E seu braço?— Ele está bem, acho que não vou ficar com roxo nenhum. – Sorriu.— Não desse jeito. — Brinquei maliciosa e ela arqueou a sobrancelha. — E de que jeito seria? – Disse maliciosamente e se aproximou de mim.— Só vai descobrir quando acontecer. – Mantive o mesmo tom.— Não vejo a hora. — Sorriu e comeu uma batata.— Nem eu. — Pisquei e comecei a comer. Ficamos em silêncio por alguns minutos, ela estava completamente focada no hambúrguer, acho que estava mesmo com fome.— Rubs, posso te perguntar algumas coisas que estão me deixando curiosa? – Perguntou quebrando o silêncio.— Claro que pode. – Sorri.— Como eu nunca te vi aqui? Sendo que eu venho aqui desde que eu me mudei para Storybrooke. — Eu e minha mãe nos mudando quando eu tinha mais ou menos uns 10 anos. — Você não me contou sua idade, não dá para saber quando foi.— Eu tenho 23.— Você se mudou 3 anos antes de eu vir morar aqui. — Você é de onde? — De Boston. — Sorriu. – Para onde você se mudou?— Para São Francisco. — Sente falta? — Perguntou olhando para os meus olhos.— Na verdade não, mas como minha mãe era fotógrafa e aqui ainda era uma cidade muito pequena e um tanto quanto atrasada não valia muito a pena continuar aqui. O prefeito atual fez boas escolhas e a cidade avançou bastante, graças a isso começamos a nos organizar para voltar a morar aqui.— Sua mãe ainda tira fotos? — Pergunta animada.— Não, pequena. Ela faleceu a quase um ano. — Ela pegou uma de minhas mãos e começou a massagear suavemente.— Meus pêsames, desculpa ter tocado nesse assunto.— Tudo bem, não tinha como você saber.— Se eu tivesse pensando um pouco mais teria sim. A Granny fechou a lanchonete por motivo de luto por algum tempo, nunca perguntei o que houve pois achei indelicado. – Ela levantou e me abraçou. – Desculpa ter tocado nesse assunto, Rubs.— Por mais que eu tente disfarçar esse assunto ainda me deixa muito abalada. Ainda tem dias em que acordo pensando que vou encontrar ela na cozinha sentada na mesa lendo o jornal enquanto toma café. – Ela me abraçou mais forte. – Eu estou seriamente confusa, eu nunca falei disso nem com a minha avó e não sinto problema nenhum em falar disso contigo. – Nos separamos e ela voltou a fazer carinho na minha mão. — Como posso sentir tanta confiança em uma pessoa que mal conheço? A encaro séria.— Sinceramente não sei, mas também me sinto assim com você, é como se eu já te conhecesse a um tempão ao invés de dois dias. – Sorriu acanhada.— Seria isso amor a primeira vista? — Cutuquei ela.— Não, porque você quase me matou do coração. – Riu. – Mas talvez nós tenhamos uma boa sintonia. — Sorriu.— Eu tenho quase certeza de que temos. – Beijei a mão que estava fazendo carinho na minha.— Acho que podia beijar outro lugar sabe. – Disse se fazendo de desentendida. Me levantei, peguei em sua cintura, colei nossos corpos e a beijei com ternura.— Aqui é? — Perguntei assim que o beijo acabou sem né separar dela.
— Ainda não tenho certeza, acho que preciso de mais para ter certeza. — Você é muito cara de pau, dona Olívia. — Sorriu e lhe dei um selinho — Um pouquinho. – Disse bem humorada, a abracei.— Eu ainda não terminei de responder sua pergunta né? – Encaixei meu rosto na curva de seu pescoço e minhas narinas foram preenchidas pelo seu cheiro de lavanda.— Não precisa responder agora, Rubs. – Fez carinho em meus cabelos.— Está tu bem, Liv. – Disse sem mudar minha posição e ela arrepiou. – Me mudei a um mês, demorou para arranjar compradores para meu antigo apartamento. – Respondi enquanto me desvencilhava dela, puxei meu banco e ao me sentar olhei para baixo. – Seu pé não alcança o chão. – Corou.— Ruby, eu sou realmente muito baixa. – Falou rindo.— Quanto você tem de altura? — 1,50. – Disse sem graça.— É um Hobbit. – Brinquei sem querer. – Desculpa. — Não precisa, está tudo bem. – Entrelaçou nossos dedos. – Tia Emma vive me chamando assim. Falando nela, lembrei que eu tinha mais uma coisa para perguntar, posso? – Assenti. – Por que ela te chamou de loba? – Sério que ela lembrou disso?— Lobos são meus animais preferidos desde pequena, ela era minha babá e começou a me chamar de loba. — Achei bonitinho. — Sorriu e me deu um selinho.— Quer fazer alguma coisa mais tarde? — Perguntei enquanto a abraçava e ela acomodou seu rosto rente ao meu pescoço.— Faço o que você quiser. – Falou perto da minha orelha e deu uma mordidinha. – Se arrepiou todinha. – Beijou meu pescoço. Olívia, não me tenta assim não bebê.— Quer ir para minha casa ver um filme? – Perguntei me afastando e ela arqueou a sobrancelha.— Claro! – Sorriu. – Ver filme. – Disse em tom de malícia. Tendo em vista tudo que aconteceu hoje tenho certeza de que só vamos ver filme, ela age como se não tivesse sido nada mas sinto que ela se abalou de verdade.— Depois sou eu que só penso em sexo. – Balancei minha cabeça em forma de reprovação. – Ainda tenho que ficar aqui mais um pouco, você quer ir para casa e depois eu te busco? — Posso te esperar aqui? – Assenti. – Então vou ficar sentadinha aqui lendo meu livro e te esperando, ok? — Pegou o livro e os óculos na mochila.— Ok! – Dei um beijo na testa dela e fui levar nossa bandeja para cozinha.— Vocês fazem um lindo casal sabia? — Granny disse assim que entrei.— Somos maravilhosas como não seriamos um lindo casal? É impossível. – Ela riu.— Humildade realmente é sua característica mais forte, Rubs. – Ironizou. – Quer sair mais cedo para passar um tempo com ela?— Querer eu quero, mas já fiz isso ontem. Ela vai esperar acabar meu turno. – Sorri.— Acho que vou ganhar mais uma neta. – Disse em tom brincalhão.— Também acho, Granny. – Olhei para Liv completamente concentrada no livro e sorri.A tarde foi mais movimentada que o normal, mas entre um cliente e outro eu tentava roubar um selinho ou conversar um pouquinho com a Liv. Quando eu não a interrompia ela olhava para o livro completamente concentrada, lendo avidamente.— Vamos? – Parei ao lado dela com meu capacete em mãos e ao ouvir minha voz ela retirou sua atenção do livro.— Vamos! – Colocou seu companheiro de horas e o óculos na mochila, foi até a cozinha para se despedir da Granny e quando voltou me deu a mão para irmos até a moto. Retirei outro capacete do baú, entreguei para ela e coloquei sua mochila dentro dele. O caminho foi rápido, a cidade praticamente morre depois que escurece. Estacionei a moto na minha garagem do prédio, ela descemos e peguei a mochila dela no baú. Fomos em direção ao elevador, quando entramos nele entrelacei nossos dedos e assim que chegamos ao meu andar guiei ela até meu apartamento.— Bem vinda a minha humilde residência, pequena. – Abri espaço para ela entrar, olhou a vista admirada. – Releva as caixas, ainda não terminei de colocar tudo no lugar. – Entrei e fechei a porta.— Tem como olhar para mais alguma coisa fora o mar que está do outro lado da rua? – Foi para mais perto da varanda e a acompanhei — Tem sim , Liv. – Enlacei sua cintura por trás.— O que? – Beijei seu pescoço.— Você. – Disse rente ao seu pescoço e o beijei. Ela se arrepiou – Que filme você vai querer ver?— Não tenho ideia. – Ficou de frente para mim. – O que você quer ver? — Pode ser senhor dos anéis? – Assentiu.— Mas se eu dormir no meio não xinga tá? Disse bem humorada.— Quer ver outro? — Não, Rubs. Esse está ótimo. – Me deu um selinho. – Me empresta um short? — Perguntou sem jeito. – Essa calça está começando a me incomodar. – Seu rosto ficou levemente rosado.— Claro, vem cá. – Peguei a mão dela e a levei até meu quarto.— Guardo eles aqui. – Abri a terceira gaveta da cômoda. – Escolhe aí e depois você mó pode agilizar o filme? Vou fazer pipoca.— Pode deixar.Fiz a pipoca e quando voltei para sala a encontrei sentada no sofá com um short preto larguinho, um coque frouxo e os óculos. Como pode ser tão linda?— Quer ir dando play? Vou tomar um banho rapidão. – Deixei o pote de pipoca com ela.— Toma banho com calma. – Sorriu. Fui para minha suíte, joguei uma água no corpo, coloquei um short cinza larguinho, uma regata preta e voltei para a sala. – Pronto. – Ela deu play assim que me sentei ao seu lado. AntesAntes da metade do filme e ela já tinha pegado no sono encostada no meu ombro. Quase no fim do filme me entreguei ao cansaço e também adormeci.
Notas finais
O que achou? Comenta aí!
Até o próximo capítulo
:3
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