Iris

12 Bar


Notas iniciais
Olá, como você está? Me desculpe pela demora, estive atolada com algumas coisas da faculdade Boa leitura!

Regina P.O.V.

Sinto meu celular vibrar e o pego.

Liv Mills: Não sei se volto para casa hoje, mas não se preocupa, estou com a Ruby.

Regina Mills: Ok. Juízo viu.

Regina Mills: Amanhã preciso falar contigo.

— Emma, quer ir a faculdade comigo? – Girei minha cadeira para ficar de frente com ela.

— Ver se as câmeras conseguiram gravar alguma coisa? – Assenti. – Claro vamos! – Disse se levantando.

Fomos até a University of Storybrooke, explicamos que queríamos ver as filmagens para averiguar se elas conseguiram registraram uma agressão, sem citar nomes, afinal, expor que é relacionado a neta do prefeito e a herdeira de uma família influente é extrema ignorância. Cederam as gravações sem qualquer resistência, mas as câmeras não captaram absolutamente nada.

— Bom... – Emma quebrou o silêncio enquanto saíamos do campus. – Infelizmente tudo que nos resta agora é torcer para a Liv ficar roxa. – Disse tom desanimado e esboçou um leve sorriso sem humor.

— Não queria pensar assim, mas ou é isso ou não temos como indiciar a Fisher. – Bufei.

— Vai falar com ela hoje ou vai esperar até amanhã?

— Queria dar esse assunto por encerrado hoje, mas ela mandou mensagem avisando que está com a Ruby e talvez não volte para casa hoje. Então não tenho opção. – Tentei esconder mas meu tom deixou minha frustração evidente. – Preciso beber alguma coisa, quer ir comigo? – Pergunto encarando a loira.

— Claro! – Respondeu e sorriu enquanto suas bochechas assumiam um tom rosado. Essa timidez dela é uma graça.

— Vamos lá pelas 20:00? – Ela confirma mexendo a cabeça. – Então vamos embora, eu preciso de um banho.

Durante o caminho conversamos sobre coisas aleatórias e muito divertidas. É bom conversar com alguém sem estar dentro de um personagem. Ao chegar em casa me deparo com ela estranhamente vazia, onde será que eles se meteram? Fui para meu quarto, me dirigindo diretamente ao banheiro. Desfrutei de um belo banho quente e longo, voltei ao quarto sequei meu cabelo o deixando perfeitamente alinhado, coloquei um tubinho preto e um salto da mesma cor e fui me maquiar, finalizando com um belo batom vermelho. Ao sair do quarto já era possível ouvir um certo barulho, mas nada comparado ao fuzuê de sempre. Desci e encontrei minha mãe, Victória e Henry na sala.

— Vi, você quase fez mas não fez – Minha mãe estava sentada no sofá ao lado da minha afilhada que estava encolhida com as mãos na testa e Henry se encontrava em pé.

— O que houve? – Pergunto assim que entro no cômodo, eles me olham e Henry toma frente.

— A Liv contou o que houve por mensagem, a Vic ficou enfurecida, foi tirar satisfação com a Mel e quase esfregou a cara da ruiva no asfalto, mas a Lily não deixou. – Disse em tom calmo.

— E por que está assim agora? – Me acomodei ao lado da Vic no assento livre. – Você não fez nada. – Ela me olhou e eu sorri amigavelmente.

— Se tivesse feito poderia ter complicado a situação toda por um mero descontrole. – Passou mão no cabelo, o arrependimento era visível em sua expressão. — Só fui entender o motivo de ela fazer o que fez, quando vi aquela cara cínica não sei o que me deu, quando dei por mim a Lily estava me segurando pela cintura e o Henry tinha entrado no meio para a Mel não tentar nada.- Levei minha mão ao seu ombro.

— Não fique se punindo pelo que poderia ter sido, você só vai ficar se atormentando atoa. – Sorri.

— Já disse isso, mas ela prefere ficar se martirizado. – Henry disse meio sem jeito.

— Vic, vem comigo, vamos fazer alguma coisa na cozinha para tentar distrair essa cabecinha das caraminholas que você está criando. – Minha mãe pegou na mão dela e se levantou. – Ia te convidar para se juntar a nós, mas olhando bem para a sua roupa acho que seus planos são mais interessantes. – Me olhou de maneira maliciosa. – Aonde vai?

— Vou beber com a Emma. – Ela arqueou a sobrancelha.

— Acho que está indo seduzir mesmos. – Disse em tom zombeteiro e se dirigiu a cozinha levando a Vic e me deixando na sala com o Henry. Como ela me fala isso na frente do garoto? E eu só coloquei essa roupa pois foi a primeira que veio a minha cabeça, não estou querendo seduzir ninguém, pelo menos até onde eu sei. Esse constrangimento não durou nem um minuto pois tocaram a campainha e eu fui atender.

— Uau. – Emma disse assim que eu abri a porta, seu olhar passeava por todo meu corpo. — Se eu soubesse que você ia se arrumar tão bem tentaria ficar a altura. – Fala bem humorada. Trajava calça skinny preta, uma camisa soltinha listrada em preto e branco e um sapato Oxford preto, seus cabelos estavam soltos e bem cacheados.

— Você está linda, Emma. – Sorri e a analisei de cima a baixo, quando voltei a olhar seu rosto suas bochechas possuíam uma coloração rosada.

— Você está sendo gentil. – Sorriu sem jeito.

— Não falei nada mais que a verdade, Swan. Como vamos até lá? – Mudei de assunto para não a deixar ainda mais envergonhada.

— Eu ia sugerir de irmos andando, não é muito longe daqui, mas como você está de salto é melhor irmos de táxi.

— Fofo da sua parte, mas não faz ideia do que eu já fiz de salto, Swan. – Pisquei para ela e fechei a porta atrás de mim. – Vamos? – Perguntei assim que passei por ela.

Andamos por cerca de 20 minutos e chegamos ao The Rabbit Hole. Emma ficou calada o caminho todo, parecia estar nervosa. Nos sentamos em uma mesa mais afastada e logo uma garçonete muito bonita usando um vestido azul até o meio da coxa veio nos atender.

— Olá Emma e morena gostosa, o que vão querer? — A expressão de Emma se tornou nem um pouco amigável.

— Me chamo Regina, garçonete abusada. – A loira sorriu. – Quero uma cerveja.

— Quero o mesmo, Lacey.

— Ficou de mau humor pelo que ela disse ou você tem um passado conturbado com a senhorita com nome de cachorro? – Perguntei assim saiu para buscar o que pedimos.

— Um pouco dos dois. Ela era minha amiga de infância, confiava muito nela e me ferrei. – Sorriu sem humor.

— Ei. – Coloquei minha mão sobre a dela. – Se não quiser falar disso tudo bem.

— Não tem problema, isso foi a muito tempo, já está mais do que superado. – Apertou delicadamente minha mão. — Obrigada pela preocupação. – Sorriu. – Eu namorava uma garota, Elsa, a mais de dois anos, queria convidá-la a ir morar comigo, vim pedir ajuda da Lacey para fazer algo especial e peguei as duas se agarrando. – Uma bela de uma cretina essa garçonete abusada. – Mas eu agradeço, se nada disso não tivesse acontecido eu não teria encontrado o Henry. – Meu rosto deve ter virado um grande ponto de interrogação, pois ela continuou a falar. – Depois de ser traída sei lá quanto tempo por duas pessoas que eu considerava muito não consegui ficar na cidade muito tempo, fui para Nova York como já te disse, em um dos casos que trabalhei tinha uma criança envolvida, um menino. O pai dele era viciado em jogo, estava com uma dívida enorme, não tinha como pagar então cortaram os freios do carro, o objetivo não era apenas o deixar machucado para dar um susto, mas o carro bateu de frente com um caminhão, o homem não resistiu aos ferimentos e foi a óbito antes de a ambulância chegar. O menino estava junto mas não sofreu nada muito grave. Quando cheguei na cena ele se agarrou em mim e não quis largar de jeito nenhum. Eu me apeguei a ele e decidi que iria ser a família dele. Fiquei dois anos lutando para conseguir o adotar e quando ele virou oficialmente meu filho eu voltei para cá. – Seus olhos estavam brilhando. – Não foi fácil lidar com a traição, mas passaria por mais 400 se no fim Henry virasse meu filho. – Sorriu.

— Acho que temos uma mãe coruja aqui. – Zombei.

— Fala isso porque ainda não conviveu com a minha. – Riu. Lacey deixou nossas cervejas e dois copos sobre a mesa e saiu rapidamente.

— Emma, como nossos filhos se tornaram amigos? A Liv não era a criança mais comunicativa do mundo. — Ela raramente fazia contato com crianças novas, sempre foi mais inclinada a conversar com pessoas mais velhas.

— Eles ficaram amigos bem fácil, o Henry era tão tímido quanto ela. No dia em que eles se mudaram eu estava do lado de fora brincando com a minha irmã e o Henry só queria ficar sentado na grama lendo. A Lily veio me perguntar se eles podiam brincar também, a Liv estava com um livro na mão e nem se importou com a brincadeira e foi sentar ao lado do Henry e desde então são grudados. – Sorriu. Embora eu não seja uma mãe exemplar é ótimo conhecer alguém que goste de maneira tão genuína da minha filha.

— Queria ter estado presente nesse momento. – Ela acariciou minha mão.

— Você não tem culpa, Gina. – Ficou vermelha. – Posso te chamar assim? – Assenti. – Você tinha um trabalho a fazer e como estava muito envolvida na operação não podia simplesmente largar tudo, seria ainda mais perigoso para você e deixaria eles em perigo também. – Disse olhando nos meus olhos e sorriu. – Você tem se martirizando todo esse tempo?

— Tenho. – Disse tentando desviar o olhar e ela apertou gentilmente minha mão.

— Ei, não precisa. – Voltou a acariciar minha mão. – A Liv entende que era necessário, já me disse isso algumas vezes, embora nunca tenha me dito o que você fazia. – Riu.

— Ela realmente nunca demonstrou nenhuma mágoa ou raiva? – Assentiu. Ouvir isso de outra pessoa que não seja da minha família me faz acreditar um pouco mais. – Vamos falar de outra coisa? Acho que esse não é o assunto mais interessante para esse momento. – Mas não me sento incomodada de falar sobre isso com ela.

— Tudo que é sobre você me parece interessante, Mills. – Falou de uma maneira que eu achei muito sexy, começou a ficar muito vermelha e fechou os olhos. – Eu realmente disse isso? – Falou visivelmente constrangida.

— Falou. – Sorri. – Não precisa se envergonhar, a recíproca é verdadeira. – Sorri e ela se aproximou.

— Se é como penso, o que você acha de deixarmos a conversa para outra hora e resolveram assuntos mais interessantes? – Disse maliciosamente, olhando diretamente para minha boca enquanto seu rosto ficava completamente vermelho.

— Gostei muito dessa proposta. – Queria zombar do fato de ela estar parecendo um tomate mas posso deixar isso para outra hora.

— Vamos para o banheiro, me recuso a fazer show para os caras que estão na mesa de sinuca. – Falou enquanto deixava dinheiro sobre a mesa se levantava.

— Que pena, estava querendo uma plateia. – Disse ironicamente enquanto passava meu braço pela sua cintura. – Da próxima eu que pago.

— Ok.

Entramos no banheiro separadas, ao ver que não tinha ninguém ela enlaçou minha cintura e começamos a nos beijar de forma intensa enquanto nos direcionamos até a última cabine. Baixei a tampa da privada, a fiz sentar sobre ela e tranquei a porta. Me sentei em seu colo ficando de frente para ela e voltamos a nos beijar tão intensamente como antes. Meus braços rodeavam seu pescoço e Emma apertava minha cintura com uma mão enquanto arranhava minha coxa com a outra. Quando o ar se fez necessário nos paramos de nos beijar e desci minha boca até seu pescoço e ela arfou.

— Acho que descobri um ponto fraco. – Disse rente a sua orelha e mordi seu lóbulo. Comecei a desabotoar sua camisa e distribuir alguns chupões pelo seu pescoço.

— Acho que descobriu vários. – Sua voz estava rouca. Levou suas mãos até minha bunda, arranhou levemente e um gemido escapou. – Não é a única que está fazendo descobertas, Mills. – Voltamos a nos beijar, arranhei as costas dela e ela arfou mais uma vez. Retirei sua camisa e o joguei ao chão, ela desceu o zíper do meu vestido que teve o mesmo fim. Levei uma mão até suas costas e facilmente desabotoei seu sutiã, abocanhei o mamilo direito enquanto brincar com o esquerdo. Ela gemeu baixo.

— Você ainda está muito vestida, Swan. – Me ajoelhei enfrente a ela, puxei sua calça, sentei em uma de suas coxas encaixando meu joelho sobre seu clitóris, reiniciei nosso beijo e comecei a roçar em sua coxa.

— Regina. – Gemeu baixo. – Para de me torturar e me fode logo. – Sua voz estava ofegante.

— Com todo prazer, Swan. – Coloquei sua calcinha de lado e comecei a fazer movimentos circulares em seu clitóris e a beijei para abafar os gemidos. – Tenta não gemer muito alto. – Desci minha boca pelo seu corpo distribuindo chupões, comecei a fazer movimentos circulares com a minha língua e levei dois dedos até sua entrada. Não demorou muito e ela gozou. Sentei sobre sua coxa novamente.

— Agora é minha vez. – Levantou me erguendo e colocando contra a parede. Retirou meu sutiã e começou a chupar meu mamilo esquerdo enquanto fazia movimentos circulares no meu clitóris com o dedão e me estocava com dois dedos.

— Mais rápido, Em. – Ela fez assim como pedi e o gozo não demorou a chegar. Ela se sentou sobre a privada novamente e me fez sentar em seu colo, dessa vez para descansarmos.

Nos vestimos e fomos para casa andando em um silêncio estranhamente confortável. Por algum motivo que não sei explicar estávamos de mãos dadas desde que saímos do banheiro.

— Chegamos. – Emma disse parando em frente a minha casa.

— Infelizmente, queria continuar nossa noite. – Disse maliciosamente.

— Se depender de mim com certeza iremos ter outros momentos como esse. – Disse tão maliciosa quanto eu e me enlaçou pela cintura.

— Mal posso esperar, Swan. – A beijei. – Boa noite! – Lhe dei um selinho.

— Boa noite, Gina! – Me virei e fui em direção a porta.

— Você está olhando minha bunda não é? – Falei mais alto.

— Estou, seria um crime não olhar. – Tenho certeza que ela está vermelha.

— Até amanhã, Em.

— Até amanhã, Gina. – Disse e se seguiu em direção a sua casa.

Notas finais
O que achou? Comenta aí! Até o próximo capítulo! :3