Iris
1 Prólogo
Notas iniciais
Eu sei o que vocês estão pensando: "Deus, essa menina não sossega?"
Porém eu tinha essa ideia e eu TINHA que colocar mãos a obra, se não ia ficar louca.
Espero que gostem.
xoxoxo
Nana
Jenna Salvatore é uma mulher rica e influente, tudo o que tem, apesar de ser herdado de seu viúvo marido, Giuseppe Salvatore, é muito bem administrado por ela, que triplicou sua fortuna em menos de cinco anos.
Aliás, ela sou eu.
E ser chamada por um advogado para conversar sobre uma amiga que eu sequer conversava mais, não estava em meus planos.
- Srª. Salvatore? — o advogado, Alaric Saltzman, como estava escrito em sua mesa, me cumprimentou.
- A primeira e única — retruquei.
O homem era bonito, eu tinha que admitir, porém ele havia me feito faltar a uma reunião importante, o que tirava muitos pontos a seu favor.
- Sente-se, por favor — pediu, acenando com a mão para uma cadeira a frente de sua mesa.
Cruzei os braços.
- Prefiro ficar de pé, se não se incomodar.
Ele assentiu, como se não quisesse discutir comigo.
Homem esperto.
- Lembra-se de Isobel Flemming, Srª. Salvatore? — o advogado perguntou.
Bufei, balançando meu corpo impacientemente.
- Se eu não me lembrasse não estaria aqui, Sr. Saltzman — retruquei.
Um quase sorriso ameaçou despontar de seus lábios, porém ele conseguiu permanecer neutro.
- Serei breve — ele disse.
- Eu agradeceria.
O sorriso voltou a despontar, mas ele o conteve. Talvez porque o que quer que ele quisesse falar, fosse sério.
- Isobel Flemming, ou Gilbert, seu nome depois de casada, morreu a três dias em um acidente de carro junto com seu marido.
Ar me faltou e surpresa me atingiu. Agora eu entendia o porquê de que eu deveria estar sentada.
Caminhei rapidamente até o banco em sua frente e me sentei.
- Como isso aconteceu? — perguntei.
Ele estendeu as duas mãos e as segurou, em uma postura totalmente profissional.
- Foi uma fatalidade — explicou. — Parece que eles voltavam de um jantar quando um motorista bêbado mudou de faixa e os atingiu. John Gilbert, seu marido, morreu na hora, enquanto Isobel morreu no caminho para o hospital.
Respirei fundo. Minha melhor amiga da adolescência estava morta.
- Porque está me contando isso? — perguntei — Não vejo Isobel faz quase vinte anos.
Ele se mexeu apenas o suficiente para tirar alguns arquivos de uma pasta volumosa.
- Eu sou o advogado da família Gilbert — respondeu. — Eu cuido de seu testamento.
- E o que eu tenho a ver com isso? — insisti.
Alaric Saltzman abriu os arquivos e me entregou.
Ali havia um testamento legal e uma carta. Uma carta de Isobel.
Depois de tantos anos, eu ainda conseguia reconhecer sua letra.
- Eles tinham uma filha — o Sr. Saltzman disse. — Elena Gilbert, que, infelizmente, ainda é menor de idade. Não conseguimos encontrar nenhum parente vivo que pudesse cuidar dela.
Olhei brevemente por cima do documento, lendo meu nome em diversos pontos.
- E... — incitei.
- No testamento, a Srª Gilbert diz claramente que a guarda de Elena Gilbert deve ser passada para você.
Quase derrubei os documentos.
- O que?
- Elena Gilbert agora está na sua total responsabilidade.
Notas finais
P.p.s.: Gostaram?
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