Iris

11 It's So Easy


Notas iniciais
Eu sei, eu sei "agora vou ter tempo" u.u. DESCULPEEEM, g-zuis sou a pior escitora do mundo. Eu juro q realmente pensei que nessas férias eu teria tempo para postar nas fic, ter tempo pra finalizar FYH, acertar os casais em Iris e AA e postar o hot de YWKM. Mas eu sou uma anta, então em vez de descansar nas férias e fazer minhas coisas, oq eu faço? Arranjo um emprego em q trabalho o dia inteiro, ai chego morta em casa a noite e não faço nada. Literalmente nada. Deito e durmo. Fim do meu dia. Uau, q férias mais cu. Poréeem, esse tempo sem postar teve um benefício: Eu to cheeeeia de ideias acumuladas, principalmente para Iris, que já pensei no enredo todinho. Então decidi que quando eu chegar em casa a noite, vou utilizar qualquer tempo livre para escrever, nem q seja no papel para passar para o pc depois, oq eu n posso é deixar as fics sem atualização. Por mim e por vcs. Lindas. E n vou mentir, mas chegou uma hora q pensei em realmente abandonar as fics, pra n fazer vcs sofrerem esperando e tal, mas n consegui. Então aq está! O lindo capítulo novo saindo do forno com título de uma linda música da banda Guns N' Roses! xoxoxo Nana

Damon

– E você saiu assim? — Enzo perguntou, inclinando-se preguiçosamente em meu sofá, como se fizesse parte da casa.

E o pior é que ele era meu amigo há tanto tempo, que realmente parecia que fazia.

Sentei do seu lado, dando um tapa em seus pés que ele apoiava perigosamente na mesinha de vidro.

– Claro que sai — falei. — O que mais eu deveria ter feito?

– Ter se desculpado? — retrucou, como se fosse a resposta mais óbvia do mundo.

Rolei os olhos.

– Claro — resmunguei. — Porque, eu, Damon Salvatore, iria destroçar meu orgulho por causa de Elena Gilbert. Porque não, certo?

Os pés de Enzo voltaram para a mesinha de centro e ele colocou os braços por detrás da cabeça.

– Eu tinha esquecido o grande filho da puta que você é — retrucou. — Desculpe. Não vai acontecer novamente.

Dei um tapa em sua cabeça, fazendo com que um “ai” sonoro saísse por seus lábios.

– Posso saber o que eu fiz de tão errado a ponto de ter que me sujeitar a uma humilhação tão grande?

Enzo me encarou como se eu fosse um imbecil.

– Você me disse que tem infernizado a vida da menina desde que ela chegou aqui — respondeu.

Bufei.

– O que não faz nem uma semana. Então não é realmente grande coisa. Ela vai superar. Além disso, não vou mais infernizar ela. Perdeu a graça.

– Os pais dela morreram há pouco tempo — ele continuou.

Tentei manter minha expressão neutra.

– Não é como se eu pudesse fazer alguma coisa quanto a isso — murmurei. — Nunca aprendi a ressuscitar ninguém.

Enzo me deu uma forte cotovelada.

– Duvido que não esteja se sentindo mal por ela — comentou.

Fiz uma careta. Sim. Eu estava me sentindo mal. Desde que sai do quarto de Elena naquele dia, eu me sentia péssimo.

Não que eu fosse admitir isso para alguém.

– E a história da claustrofobia humana dela? — Enzo continuou. — Aposto que também se sente mal por tê-la encurralado e ter feito ela iniciar um ataque de pânico.

Minha careta se aprofundou.

Ele tinha razão. De novo.

Apesar do beijo depois do ataque ter sido mais proveitoso do que o esperado...

– Tá — desisti. — Ok. Digamos que “hipoteticamente” — fiz aspas com os dedos — você esteja certo. O que eu faço? Não é como se as palavras “Eu sinto muito” estivessem prestes a sair pela minha boca. Não hoje. Nem nunca.

Enzo se ajeitou no sofá, sentando-se igual uma pessoa normal.

– Você pode tentar de outras formas — aconselhou. — Flores é um bom começo.

Minha sobrancelha se arqueou enquanto eu o encarava.

– Começo? — repeti.

Seu sorriso aumentou.

– É claro. O caminho para a redenção é longo, meu amigo.

Elena

– Você prometeu — Caroline acusou, invadindo meu quarto. Em seguida seus olhos brilharam, olhando para a parede que eu finalmente havia terminado de pintar. — Uau! Adorei o que você fez aqui. Onde arranjou esse papel de parede? Quero um parecido. Mas com menos preto e mais rosa. Ou dourado. Você acha que eles em papel de parede dourado?

Pisquei algumas vezes, encarando a loira invasora.

– Eu pintei — murmurei.

Seus olhos claros cresceram mais.

– Sério? — perguntou. — Ficou tão bonito! Consegue fazer no meu? — ela se aproximou da parede, observando os detalhes. — Não sabia que era tão talentosa. Porque não disse nada?

Continuei encarando ela.

– O que veio fazer aqui? — perguntei, tentando soar o mais educada possível.

Caroline piscou, parecendo lembrar-se de sua verdadeira missão. Ela virou para mim como um furacão.

– Você prometeu que iria ao shopping fazer compras junto comigo — acusou.

Consegui, com muito esforço, manter uma careta longe de meu rosto.

Sorri para ela, esperando que ela não percebesse o quanto ele era falso.

– E nem adianta murmurar desculpas esfarrapadas — me atropelou antes mesmo que eu abrisse a boca para, é claro, murmurar alguma desculpa esfarrapada. — Vou esperar você trocar de roupa. Esteja na sala em trinta minutos ou eu volto para te buscar.

Então ela deu meia volta e saiu do meu quarto.

Encarei a porta por alguns segundos, tentando imaginar o que diabos havia de errado com o povo dessa família.

Caminhei até meu guarda roupa, tirando qualquer roupa de lá e decidindo que o melhor para minha saúde era não contradizer Caroline Salvatore.

Nunca morri de amores por shopping, na verdade eu detestava. Odiava as multidões, as patricinhas e as infinitas filas do provador e do caixa. Aquilo era um inferno que eu evitava sempre que podia.

Completamente sem animação, me enfiei nas roupas que eu havia escolhido e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Olhei-me rapidamente no espelho, checando meus jeans sem graça e minha camiseta com estampa do Mickey Mouse que parecia grande demais no meu corpo. Calcei algum tênis surrado que precisava desesperadamente ver água e estava pronta.

Sim, eu sei. Terrível. Mas eu evitava ao máximo chamar atenção. Quanto mais sem graça eu parecia em público melhor eu me sentia.

E eu tinha meus motivos para me sentir assim.

Desci as escadas rapidamente, descobrindo que eu havia gasto menos da metade do tempo que Caroline havia estipulado.

– Você parece maravilhosa — uma voz desconhecia soou da sala.

– E você parece com o mesmo sedutor barato de sempre — a voz de Caroline respondeu.

Cheguei perto o suficiente para ver um belo homem moreno ao lado dela. Ele não parecia passar dos 18 anos e tinha músculos que sua camiseta azul marinho não fazia esforço nenhum em esconder.

Damon estava ao seu lado. De preto, como sempre. Absolutamente lindo. Como sempre.

– Sedutor barato? — O rapaz bonito fingiu uma careta de dor. — Assim você destrói meu ego, amor.

Ela revirou os olhos, então me viu, escondida no canto da sala e correu na minha direção.

– Elena! — chamou, parecendo completamente alegre. — Venha. Vou te apresentar o amigo de Damon — então me puxou pelas mãos até o meio da sala, onde os dois morenos me encaravam sem dizer nenhuma palavra.

– Esse é Enzo — ela apresentou, apontando para o moreno de olhos escuros. — Ele é um idiota galanteador a maior parte do tempo, mas é um cara legal.

O rapaz, Enzo, fingiu outra careta de dor.

– Sedutor barato, idiota galanteador. Realmente está me magoando hoje, linda.

Estendi uma mão para ele por pura educação.

– Muito prazer — falei. — Sou Elena Gilbert.

Ele apertou minha mão estendida, parecendo completamente satisfeito em fazê-lo. Senti seus olhos me analisarem de cima a baixo.

– Lorenzo Augustine — se apresentou. — E, acredite, o prazer é todo meu.

Havia tanta malícia em seus olhos e em sua voz que minha respiração prendeu a meio caminho da garganta.

Arranquei minha mão das suas.

Ele riu, como se aquilo o lembrasse de alguma piada interna.

Eu o detestei.

Damon o olhou com algo como desaprovação em seus olhos.

– Achei que iria trocar de roupa — Caroline murmurou, analisando o que eu usava.

– E eu troquei — respondi.

Ela olhou de novo.

– Olha, Elena — disse, obviamente tentando soar compreensiva, — não sei como as pessoas se vestem em Klamath, mas aqui usar roupas enormes com personagens infantis estampados é assassinato social. Sério.

Dei de ombros.

– E...? — perguntei.

Seus olhos se arregalaram.

– Eu posso te emprestar alguma roupa, se quiser — tentou.

Lancei um sorriso pra Caroline, já que ela aparentemente queria apenas ajudar.

– Não precisa — assegurei. — To me sentindo confortável assim.

Ouvi um barulho vindo da minha esquerda e vi Damon tentando segurar uma risada.

Imbecil.

Caminhei na direção da porta, indo logo antes que me arrependesse.

– Vamos, Caroline? — chamei.

Então saí da casa, sem olhar para trás para ver se ela me seguia.

Damon

Virei para Enzo depois que as duas saíram.

– Ela é muito bonita — ele comentou. — Apesar de tentar esconder isso.

Assenti.

Elena realmente era muito bonita, apesar de tudo.

– Mas continua sendo uma diaba — comentei.

Ele riu.

– Imagine ela com o cabelo solto e umas roupas melhores? Deve ser uma deusa.

Encarei-o. Meu bom humor se esvaindo. Por algum motivo eu não o queria a imaginando de uma forma mais atraente.

Retirei meu celular do bolso, sem lhe dizer uma palavra e cacei em minha agenda telefônica o nome “Bianca”.

– Para quem está ligando? — Enzo perguntou, curioso.

Novamente não o respondi.

Bianca atendeu no terceiro toque.

– Olá, querida — falei depois do seu “alô?” — Ainda trabalha naquela floricultura?

Notas finais
O que acharam?