Invisível
13 Um susto e suas consequências
Notas iniciais
Rukia caminhava pelas ruas transbordando de felicidade, a brisa leve sacudia seus negros e curtos cabelos em movimentos tranquilos e relaxantes, já tinha imaginado tudo o que gostaria de contar para Renji, sobre sua irmã recém adquirida, sobre seus planos a respeito de seu curso e sobre os seus sentimentos em relação a ele, que ainda estavam bagunçados em sua mente, mas que a faziam viajar em devaneios de amor.
De longe o avistou em frente à portaria dos dormitórios e acenou com uma das mãos toda sorridente, ele por sua vez caminhou calmamente até o ponto mais próximo entre os dois, mas antes que chegasse perto, pensava em como cumprimentá-la agora, tinha medo de avançar o sinal e assustá-la... "Um beijo?", "no rosto, na testa ou talvez um selinho?", mas antes que pudesse raciocinar ela o abraçou forte, não podia beijá-lo graças à enorme diferença de altura...
Ele tinha um metro e oitenta e oito de altura, em contra partida ela tinha míseros um metro e quarenta e quatro em toda a extensão de seu minúsculo ser, mas ele ignorava o fato e não cabia em si de felicidade em ver que ela não estava sentindo vergonha em passar da situação de "quase-irmã" para namorada. Sim ele repetia isso para si mesmo... "Rukia é minha namorada!". Esperava ansioso pela ocasião que alguém perguntasse algo a respeito e ele pudesse responder: "Ela é minha namorada".
Ele então se abaixou e, colocando uma das mãos no pequeno rosto de sua amada "namorada", beijou-a apaixonadamente. Os dois nem se importavam com o resto do mundo e de mãos dadas foram para a sorveteria que Rukia tanto gostava e que não ficava muito longe dali, Rukia não pode esperar três passos para lhe contar a novidade...
— Hoje de manhã eu tive uma das melhores surpresas de minha vida! A tal Hisana que sua chefe mencionou na outra noite... Eu a conheci e... Ela é minha irmã. — Disse ela com os olhos mais brilhantes que nunca.
— C-como assim irmã? Eu nunca soube que você pudesse ter uma família. — Perguntou Renji assombrado.
— Ainda não a conheço muito bem, mas ela é quase que idêntica a mim e esteve me procurando por muitos anos. Quando a vi não pude acreditar, mas mesmo estando dormindo por mais de um mês, ela abriu os olhos pra me ver, estou tão feliz que não vejo a hora de conhecê-la melhor. — Disse a garota empolgada e radiante.
— Se ela é sua irmã, tenho certeza que vocês irão se dar muito bem e serão muito felizes, essa não é só minha expectativa, mas também o meu desejo: Que você mantenha esse sorriso lindo e esses olhos iluminados sempre pela felicidade. — Respondeu Renji cheio de alegria.
Os dois iam conversando e Rukia falava constantemente de como tudo acontecera, sorriam sem cessar. De repente passaram dois rapazes ao lado de Rukia e um deles mencionou algo como: "Imagina o estrago". Renji não chegou a ouvir e Rukia não deu importância, imaginando que não tinha relação com os dois, continuava a caminhar e acabaram chegando à sorveteria.
Enquanto tomavam os sorvetes, Rukia falava sobre seu curso, que era de artes. Ela sempre gostou de pintar, em seu antigo apartamento tinha um espaço que ela tinha separado para pintar e armazenar suas telas e falando sobre o assunto ela acabou se lembrando da ligação do proprietário...
— Renji, o senhor Igarashi pediu que fôssemos até lá, disse que tem algumas coisas que ficaram para trás e que ele tem que entregar o apartamento ainda essa semana. — Relatou ela.
— Mas você não tirou tudo de lá quando saiu? — Perguntou ele.
— Tinha muitas coisas que eu não ia precisar e pensei em falar com você se ia pegar, mas acabamos sem nos falar e eu acabei esquecendo. — Respondeu ela com cobertura de chocolate nos lábios.
— Vamos lá então, nem que seja pra jogar tudo fora. — Disse ele se aproximando, beijando e deslizando disfarçadamente a língua no chocolate da boca da garota, os dois então riram e saíram em direção ao antigo apartamento.
Chegando lá, perceberam que não tinha muita coisa para se retirar... Algumas caixas com tintas velhas, correspondências, revistas antigas e um futon. Renji apanhou as correspondências e as abria sentado no futon, mas percebeu que não tinha nada de importante, Rukia deitou-se do seu lado e folheava as revistas, para ver se algo seria interessante para se levar, passou então as pernas de maneira que o ruivo ficou entre elas, nem é preciso dizer que ele se empolgou com a situação.
Ele então foi se inclinando sobre a moça que fingia não perceber e continuava a olhar as páginas da revista tentando segurar o riso, Renji dedilhava suas cochas, passou a erguer a sua blusa e sorrindo beijava sua barriga, mas ela insistia em fingir que nada via, ele então ficou sério e tirou a revista das mãos dela e a jogou para longe, com um semblante irritado, ela então riu e passou a mão por seu pescoço e o puxou para si, beijando-o carinhosamente.
Os dois estavam totalmente entregues, se acariciando e gemendo baixo, Rukia sumia em baixo do grande e malhado corpo de Renji, que a segurava firmemente enquanto investia todo o seu corpo contra o dela, mas em uma determinada hora ela percebeu que um grande volume crescia entre suas pernas, o que a assustou por um momento, no mesmo instante se lembrou de algo que tinha ouvido pela rua de manhã... "Imagina o estrago".
Aquelas palavras assombravam sua mente e ela acabou tentando escapar de Renji, que ria achando que ela estava brincando novamente, mas ela tinha que fazer algo com relação aquilo...
— A-ahn... E-eu tenho que ir, olha só que horas são... — Disse ela trêmula.
— Logo agora? Isso é que eu chamo de um balde de água fria. — Disse ele resmungando ao se levantar.
Ela saiu de lá pensando que isso poderia ser um grande problema, em todo o caminho até o dormitório de Renji, pensava em como dizer aquilo, pela primeira vez ela estava assustada e envergonhada em dizer algo à ele. Chegando na portaria ele tirou o cartão-chave que dava acesso ao saguão antes das escadarias, Rukia ficou imóvel diante da grande porta, não podia entrar, estava tensa.
— Vamos entrar. — Disse ele à Rukia.
— É melhor eu ir... — Respondeu ela.
— O que há com você? Foi algo que eu fiz? Você está estranha há um tempo... — Disse ele a fitando.
— De repente eu acho que isso não vai dar certo, preciso pensar um pouco mais... — Disse ela olhando para o chão. Ele então perguntou surpreso:
— Você tá terminando comigo?
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