Invisível
14 Sempre foi você
Notas iniciais
Rukia não entendia o que estava fazendo, mas precisava pensar melhor sobre tudo aquilo, tudo tinha acontecido tão rápido, seus pensamentos a estavam perturbando e para completar, a pergunta de Renji era algo que ela não sabia bem como responder...
— Não é bem isso, só fiquei meio confusa de repente. — Respondeu ela.
— Eu posso até parecer persistente, mas tem coisas que eu posso te ajudar, você sabe que pode me falar qualquer coisa. — Disse ele tentando a conduzir até seu quarto, afinal ali não era um bom local para se conversar.
— Não posso ir, eu... Não quero ir com você. — Disse ela fechando os olhos.
Renji então soltou a mão que a segurava, ela imediatamente abriu os olhos e o fitou assustada, mas ele tinha algo a falar:
— Eu até tentaria entender, se você me explicasse, mas esperei muito tempo para chegar a esse ponto de nossa relação e você sabe que eu faria qualquer coisa por você. Você não foi somente uma garota que acabei de conhecer e quero levar pra cima, eu conheço você e você me conhece, fiquei feliz que agora você tenha uma irmã, mas quando eu ouço a palavra família é você que me vem à mente, você é tudo para mim e eu nunca escondi isso de ninguém... Eu não me lembro de quando te conheci, mas esteja certa de uma coisa: Eu me lembro de sempre ter amado você, amei a garota de rua, amei a adolescente lutadora e amo a mulher forte e linda que se tornou. Ninguém nunca vai te amar como eu, mas parece que ainda é pouco pra você, então não vou mendigar o seu amor, pode ir, você é livre.
Ao dizer essas palavras, Renji entrou deixando a porta se fechar atrás de si, atravessou o saguão e se dirigiu as escadarias. Rukia permaneceu inerte por alguns minutos, algo como um flashback passou diante de seus olhos, desde os momentos mais difíceis até as comemorações, sempre foi ele... Renji era o cara que sempre esteve com ela. "O que estou fazendo?", Perguntava ela a si mesmo... "Dói... Dói muito... Como ele pode ser tão essencial pra minha vida?"
Antes mesmo de tentar encontrar as respostas ela começou a correr, uma vez que a porta se fechava, somente os que tinham o cartão poderiam abri-la, mas Rukia conhecia um outro caminho: Escalar a árvore que dava para o quarto de Renji, e o fez com todas as forças chegando até a janela em instantes, forçou-a então e ela se abriu, mas ele ainda não tinha chegado ao quarto.
Parada diante da porta ela acompanhou a volta da maçaneta com o olhar, e assim que a porta se abriu ela se apressou...
— Me perdoe, por favor!
Ele esperou uns instantes para que ela continuasse, mas ela emudeceu, com isso ele calmamente fechou a porta, se virou e passou por ela, como se ela não estivesse ali e se sentou na cama sério.
— Eu fui uma idiota, me perdoe. — Insistiu ela.
— Não. — Respondeu ele com um olhar frio e distante.
— O que? Por que não pode me perdoar? — Perguntou ela com os olhos marejados.
— Não vou perdoar até que abra o jogo e diga o que houve. — Respondeu ele agora olhando diretamente para ela.
Ela engoliu a seco aquelas palavras, corou imediatamente, não sabia como dizer algo tão estúpido, assim que soubesse ele se recusaria a perdoá-la de vez. Mas se isso era o que supostamente poderia fazê-lo pensar a respeito, então que fosse...
— E-eu estava assustada. Não é que eu não te ame, e não tenho dúvidas de que você me ame, sei que nem mereço esse lindo amor que sempre me deu e nunca poderei retribuir de igual forma, mas tentarei te fazer feliz, vou fazer o meu melhor, mas não fique triste por esse meu grande erro. — Disse ela surpreendendo o rapaz, que em seguida indagou:
— E?... Qual foi o motivo? Você ainda não disse...
— Eh... Foi... Por isso... — Disse ela olhando especificamente para o local do problema.
—Isso o que? — Perguntou ele confuso, sabia que ela estava apontando para algo, mas não entendeu bem o que ela queria dizer.
— Eu me assustei com ele. — Disse ela apontando para o mesmo lugar com os olhos.
Ele então acompanhou o olhar dela e finalmente entendeu, mas aquilo era algo que ele nem sabia como reagir, sentiu seu rosto queimar, não sabia se ria ou se brigava com ela, afinal o motivo era no mínimo estranho. Com o rosto corado e virado para o lado disse:
— Você não precisava ter ficado com medo, e se ficasse, deveria me contar. Não é como se eu fosse judiar de você...
— Você pode me perdoar? — Perguntou ela novamente com lágrimas nos olhos, por vergonha e medo de perdê-lo. Ele então a puxou para dentro de seus braços, ela realmente era muito pequena, sentado ele ficava do tamanho dela, sentiu pena ao pensar que ela tinha andado todo aquele percurso com esses pensamentos remoendo em sua mente.
— Claro que sim, mas na próxima vez que estiver com medo ou qualquer dificuldade, eu quero ser o primeiro a saber. Quero ser um refúgio para você. O seu protetor. — Respondeu ele a abraçando com todo o seu amor e cuidado para que não a machucasse.
Deitaram-se na cama e agora Rukia estava calma, toda a preocupação de perdê-lo tinha sumido, estava feliz em saber que tudo tinha se resolvido, sentou sobre ele então e se reclinou beijando o seu "protetor"...
— Eu te amo Renji. Quero estar com você por toda a minha vida. — Disse ela deslizando os lábios por toda a extensão do rosto dele.
— Eu deixo você me amar, mas parei para pensar em algo agora... — Disse ele virando-a contra a cama e dando uns bons "amassos". — Não posso deixar que uma garota que invadiu meu quarto pela segunda vez sair daqui impune ou você poderia duvidar da minha masculinidade.
Ela então sorriu e desta vez estava certa de que não tinha mais nada a temer, passou a mão pelo peito do ruivo e olhando ele com um olhar desafiante disse:
— Então me mostre o quanto você pode ser másculo.
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