Intrigas, Provocações E... Amor?
26 Toda angústia tem seu significado...
Notas iniciais
Ainda é o Bill narrando, ok?
– Bill? – A voz dela estava um pouco distante e estranhei, afinal ela sempre faz um escândalo quando ligamos, e dessa vez ela estava quieta, muito quieta.
- Tá tudo bem, mãe? Aconteceu alguma coisa?
- Não, Bill... Não aconteceu nada, só falei assim porque estava dormindo... Está tudo bem por aí? - Me senti aliviado ao saber que ela estava bem.
- Tá, mãe... É que Tom e eu tivemos aquelas sensações estranhas e eu tinha que te ligar... Desculpa.
- Tudo bem, filho... Pode ligar sempre que precisar. E as meninas, como estão?
- Estão bem. Agora devem estar chegando em casa.
- Ah... Quando falar com elas, diga que mandei um abraço.
- Pode deixar... Era só isso mesmo, mãe... Desculpe ter te acordado...
- Sem problemas, bebê... Agora vá dormir, amanhã vocês tem um show, e precisam estar bem dispostos! E você também, Tom! Sei que está aí ao lado do Bill...
- Ok, mãe... — Tom sorriu — Boa noite.
- Boa noite, mãe...
- Boa noite meninos...
Ao desligar o telefone, Tom e eu nos sentimos aliviados por estar tudo bem por lá. Porém aquela angústia não ia embora, e ainda tínhamos a sensação de algo estava errado.
- Bill, vamos ligar pra elas... Quero ter a certeza de que elas estão bem.
Assenti e pegamos nossos celulares. Tom ligou para Katy e eu para Robyn, mas para nossa preocupação, nenhuma das duas atendia, e aquilo estava muito estranho, elas sempre nos atendiam. E por algum motivo, a dor aumentou ainda mais.
Katy pdv
Dentro do carro, Robyn e eu ficamos em silêncio. Na verdade, já não tinha mais assunto, e agora só contávamos as horas para ver nossos bebês.
- Queria tanto ir no show em Detroit... — Robyn fez bico — Queria estar lá junto das Aliens cantando as músicas deles, sabe?
- Eu também... Mas pelo menos o show vai ser transmitido pela TV... Vamos poder ver nossos gatos arrasando, como sempre. Só que não é a mesma coisa...
- É verdade... Mas logo logo a gente mata a saudade daqueles lindos!
Sorrimos e ficamos olhando a paisagem, ou ao menos tentando. Começou uma chuva muito forte, e já não dava para o motorista correr, e o jeito foi ouvir um pouco de música para passar o tempo.
Alguns minutos se passaram, e já que as paisagens não me agradavam mais, fiquei observando a Robyn. Ela estava ficando cada vez mais linda, com aquela barriguinha crescendo... Na verdade, sempre fui apaixonada por grávidas, sempre achei isso tudo uma fofura, e agora havia duas coisinhas fofas no carro. Fiquei sorrindo que nem uma abobada olhando pra ela.
- O que foi, Katy?
- Você tá tão linda assim... — Vi ela corar ao ouvir isso, mas deu pra perceber que ela estranhou.
- Assim como?
- Grávida... Você sabe que eu acho lindo mulheres grávidas. né?
- Sei... E agora são duas. — Ela sorriu e segurou uma de minhas mãos. Sempre fazíamos isso quando encerrávamos uma conversa.
Foi quando, uns dez segundos depois, vi uma luz intensa vindo em nossa direção, numa velocidade inexplicável, mais precisamente falando indo em direção à Robyn, seguida de uma buzina ensurdecedora. Eu não sabia o que era, mas sabia que algo muito ruim estava pra acontecer. Como estávamos presas ao cinto de segurança, não se podia fazer muita coisa. Ela também percebeu a luz e sorriu, tentando me transmitir sua falsa tranquilidade, já que ela também estava com medo. Segurei as mãos dela e sorri de volta, já com lágrimas rolando em meu rosto.
Depois disso, ouvi um grande estrondo e percebi que o carro estava capotando. Enquanto girávamos sem rumo algum, vi que Robyn estava inconsciente, já que a batida foi toda pro lado dela. Eu tentava gritar, mas meu corpo já não respondia mais, e quando vi que não tinha mais jeito, me deixei levar pela inconsciência.
Tom pdv
Já passa de 1:30 da manhã e ainda não tive notícia das meninas, e assim como eu, Bill não conseguiu dormir, e além disso ainda estávamos com aquela angústia, que nos sufocava ainda mais. A cada minuto sem notícias fazia com que o nosso desespero aumentasse. Até que o telefone tocou. Como Bill estava muito nervoso, resolvi atender o mesmo.
- Alô?
- Sr. Kaulitz?
- Sim, Tom Kaulitz falando... Quem é?
- Aqui é a Dra Lindsay. Sinto muito por incomodá-lo, mas precisa vir aqui no Hospital Geral da California o mais rápido possível.
Bill estava muito perto, acabou ouvindo e automaticamente entrou em desespero, mas para não atrapalhar permaneceu em silêncio.
- O que aconteceu?
- A Srta Hudson e a Srta Fenty acabaram de dar entrada no hospital, ambas em estado muito grave.
- O quê? Mas como assim? — Tentei manter a calma, mas era impossível.
- É melhor você e seu irmão virem logo, assim posso lhes explicar melhor o que aconteceu.
- Tudo bem, já estamos indo... Obrigado.
- De nada, até mais.
Desliguei o telefone, e a única coisa que pude fazer foi abraçar o Bill. Ele chorava e tremia muito, nunca o vi daquele jeito antes. Pela primeira vez em toda a minha vida, não consegui passar tranquilidade para ele, porque eu também estava desesperado e não conseguia conter as lágrimas.
Como Georg estava conosco, já que sua namorada estava num evento beneficiente, pedi a ele que nos levasse até o hospital. Por mais abalado que tivesse, ele era o único no momento que tinha condições de dirigir. Enquanto não chegávamos lá, eu tentava, em vão, acalmar o meu irmão.
- Tom... Estou com medo...
- Eu também, Bill... — Apenas o abracei.
Logo nos demos conta de que aquela angústia que sentimos era isso. Katy e Robyn estavam em perigo, por isso elas não atendiam o telefone. Quando chegamos lá, respirei fundo, porque eu sabia que aquela noite seria longa, muito longa.
Notas finais
Vou postar o próximo assim que puder, ok?
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