Intrevista com o demonio
1 Capítulo 1
Era uma tarde de verão em Washington em que espancavam Isaak preso em uma camisa de força e com uma focinheira, ele ria e ria quanto mais porrada davam nele, ele não falava nada que pudesse ajudar na investigação do caso Amie. Sua única exigência era poder falar exclusivamente com o presidente Martin Knew, porém Martin não estava muito afim de conversas com aquele psicopata.
- Diga onde esta a filha do Presidente!? – gritava Joe Jonhson, um dos guardas costas que estavam no dia em que Amie desapareceu misteriosamente durante um truque de magica no teatro municipal de Washington. Era mais um dia comum para Amie, era seu aniversário de 16 anos, saiu com amigos para festejar e foram para um show de magica do magico dos mágicos no teatro municipal de Washington. A principio, o presidente liberou-a para a noite com seus amigos, mas pediu que Joe Johnson tomasse conta dela.
- Eu falo se o presidente cooperar – dizia Isaak rindo e cuspindo sangue no confessionário.
- Quanto mais tempo perdermos aqui mais você apanhará! – dizia Mark Luis, outro guarda costas da garota, ele tinha sido incumbido pelo presidente a investigar o local que a menina fosse, ou seja, vigiar as portas dos fundos e etc.
- E quanto mais tempo você desperdiçam me batendo menos tempo tem a Amie! – retrucou Isaak.
Ele levou um soco no estomago por Joe.
Levou um soco na cara por Mark.
Enquanto ele apanhava o presidente via a cena cautelosamente, ele estava disposto a continuar acreditando que com a força conseguiria obter pistas de onde Amie estava, porém ele vira que seu prisioneiro era mais forte do que aparentava.
- Senhor... – disse a secretaria Jolie Singer, ela era responsável por cuidar da Amie quando o presidente não podia atende-la – Veja esta mensagem que eu recebi pelo meu Watsapp, o numero é desconhecido.
O presidente pegou o celular e leu a mensagem.
“Quando sua filha fez 2 anos de idade qual foi o primeiro brinquedo para crianças maiores que ela ganhou?”
Ele entendeu que a mensagem era para ele. Porém sua duvida estava muito pertinente de como ele havia mandado aquela mensagem sem ao menos ter um celular, obvio que ele poderia ter mandado alguém fazer esse trabalho, mas ele já admitiu que só ELE ISAAK tinha feito o trabalho de sequestrar a filha dele.
- Acha que eu deva responder a essa pergunta Julie? – perguntou o presidente esperançoso e muito sem alternativa para Julie.
- Sr... acho que devemos obedecer a exigência dele — disse Julie.
O presidente saiu da sala de observação entrou na sala de interrogatório, os seus dois seguranças ainda estavam batendo em Isaak com bastante força. O presidente mandou que parassem de bater nele. Eles olharam para o presidente e em seguida agarraram o Isaak e o amarraram em um carrinho de mão para que ele não fugisse.
O presidente sentou em uma cadeira que havia e apoiou as mãos na mesa do confessionário.
- Uou... – disse Isaak recuperando-se dos socos – acho que você deve disciplinar mais seus guardas a não quase matarem seus presos que serão jogados pro interrogatório. Isso não é coisa de deus sabia?
- Vá direto ao assunto logo Isaak – disse o Presidente tendo seus nervos testados.
- Que tal uma partida de xadrez? – disse Isaak olhando para o presidente como uma criança que gosta de brincar.
- O que? – disse o Presidente – Você quer jogar uma partida de Xadrez comigo e agora?
- Sim, mas antes me solte – disse Isaak olhando para os dois seguranças – juro que não mordo.
O presidente ordenou que desamarrassem ele, então, os dois seguranças o pegaram e o colocaram a força numa cadeira.
- Me sinto os Estados Unidos agora – disse Isaak ajeitando sua postura à mesa – se eu não me engano Bush se sentou assim quando declarou guerra ao terrorismo, não é? – disse ele ajeitando os dedos e cruzando as pernas.
Os dois se entreolharam.
O presidente era branco de cabelos negros e bochechas rosadas, tinha uns 40 anos; Isaak era coberto pelo corpo todo com uma tatuagem de seu esqueleto tornando quase impossível de ver seu verdadeiro rosto, mas seus olhos azuis e bem arregalados davam um ar de loucura na sua alma.
- Por favor... diga-me onde minha filha esta – disse o presidente assumindo que estava preocupado com ela.
- Só digo se jogarmos xadrez – disse Isaak.
Joe foi até a sala de observação e trouxe um tabuleiro de xadrez feito de madeira com peças esculpidas. Isaak começou a montar o tabuleiro e a ajeitar todas as peças de Xadrez em seus devidos lugares.
- Comece presidente – disse Isaak – mas antes, vou lhe explicar minhas regras, a cada peça que você perder é um minuto a menos que ela terá até as duas horas, agora que são exatamente 13:30, então se até duas horas você resistir numa partida de xadrez relâmpago sua filha estará viva, mas se você perder esquece a possibilidade de vela novamente, fui claro? – disse Isaak olhando fixamente para o presidente.
Joe e Mike protestaram, mas o presidente permanescia calado e em um gesto os dois silenciaram.
- Eu aceito esse desafio – disse o presidente olhando com raiva para Isaak.
- Bom – disse Isaak tirando a focinheira e cuspindo um pouco de sangue com um dente. Ele virou o tabuleiro para o seu oponente com as peças brancas.
O presidente começou movendo seus peões.
Isaak movia seus peões para dar passagem a peças melhores.
1 minuto de partida: o presidente move três peões para a casa D, peão 3,5 e 7; Isaak move dois peões:F-2 e F-4, um cavalo para a casa F-1.
2 minutos de partida: o presidente move quatro peões para a casa C: peão C-2, C-4, C-6 e C-8; Isaak recolhe com seu cavalopara a casa H-3, move sua rainha para casa F-3.
- Sabe qual é a melhor parte desse jogo Senhor presidente? – começou Isaak puxando assunto – é que um movimento falso é um minuto a menos para sua filha.
Essa foi uma jogada para irritar o presidente e fazer ele entrar em desespero. A partir daí foi um show de fracassos para ele. Se passara 20 minutos de partida e ele havia perdido um numero considerável de peças boas, mas seu oponente havia apenas pedido alguns peões. Os últimos 10 minutos de partida eram como batimentos cardíacos para o presidente que estava ficando nervoso, ele dizia para si mesmo que devia manter a calma e raciocinar direito. Enquanto ele estava perdendo tempo, Julie tentava responder ao enigma que havia recebido em seu celular.
Ela não entendia aonde ele queria chegar com essa pergunta estranha, pois: Amie nunca recebera um brinquedo para crianças maiores aos dois anos, ela precisava resolver aquele enigma de qualquer maneira pois podia ser um minuto crucial para a vida de Amie.
O tempo da partida se esgotara rapidamente, mas para a sorte de Amie o seu pai conseguira salvar sua vida por uma hora.
- Bom – disse Isaak rindo para o presidente – Agora sua filha esta salva por uma hora, acredito que você tenha recebido a minha mensagem não é Senhorita Julie? – disse o homem com cara de esqueleto olhando para a sala de observação que era escondida por um vidro escuro que impediria qualquer um de ver quem estava lá dentro – Saiba que essa charada foi feita para vocês errarem, sorte que a Senhorita Julie não respondeu erradamente, senão a filha do presidente estaria correndo um sério risco de vida.
- Agora chega ! – disse o presidente se levantando de sua cadeira – Acha que pode me fazer de burro e conseguir o que quer barganhando a vida da minha filha?! O que deu em você!? Por que você fez isso!?
Isaak apenas olhava para ele como se o presidente fosse diretor de colégio, Isaak então respondeu:
- Você não chora pelo sangue derramado de crianças libanesas, então, irá chorar pelo sangue de uma criança americana – disse o Jovem tatuado, ele fez uma imitação perfeita do terrorista que disse ter explodido as torres gêmeas.
O presidente parou, olhou para o ser tatuado que estava a sua frente, ajeitou sua gravata vermelha com listras amarelas e disse:
- Eu vou encontrar minha filha custe o que custar, com ou sem sua ajuda – disse o presidente saindo da sala.
Isaak abaixou a cabeça e sussurrou para si:
“Duvido”
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